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Arquivo : Tiago Leifert

Ivete, horário e crianças talentosas fazem a diferença no “The Voice Kids”
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Mauricio Stycer

Primeira estreia do ano na TV aberta, o “The Voice Kids” mostrou que é possível adaptar e melhorar formatos estrangeiros já conhecidos pelo público. A versão infantil da competição musical, apresentada neste domingo (03), conseguiu ser mais atraente e divertida que a original, já vista em quatro temporadas na Globo.

A emissora acertou em cheio na definição dos elementos básicos. Em primeiro lugar, o horário, por volta das 14h. Um concurso protagonizado por crianças não pode ser exibido à noite, como fez a Band com o “MasterChef Junior”. Este é, de fato, um programa “para a família”, como enfatizou Tiago Leifert na publicidade do “The Voice Kids”.

O segundo acerto foi a escolha dos jurados. Ivete Sangalo mostrou segurança, conhecimento, bom humor e jeito para avaliar e interagir com as crianças. A dupla sertaneja Victor & Leo também foi uma boa escolha – bem mais afiados para a tarefa do que Daniel ou Michel Teló. E Carlinhos Brown, mais contido do que na versão adulta, também foi muito bem. “Eu gosto de ovo também”, disse para um menino que falou: “Eu ouvo (sic) mais pop”.

Por fim, mas não menos importante, a seleção inicial se mostrou rigorosa, com ótimos candidatos e boa escolha de repertório. Houve choro de vencedores e abraços emocionados nos eliminados, é verdade, mas a música foi o elemento principal da tarde — e não a pieguice ou a “fofura”. Não por acaso, muita gente no Twitter viu mais qualidade nesta tarde de domingo do que na última edição inteira do “The Voice”.

A grande questão, a acompanhar nos próximos episódios, é se o “The Voice Kids” vai continuar a exibir o frescor mostrado na estreia. “Criança não é adulto pequeno”, observou Ivete, chamando a atenção para o risco de o programa privilegiar jovens que mimetizam figuras adultas. A graça está, justamente, no aspecto infantil da atração.

Em tempo: A estreia do “The Voice Kids” registrou 18 pontos de média em São Paulo (cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios), cinco a mais que a Globo registrou nas últimas quatro semanas nesta mesma faixa horária (das 14h03 às 15h24). No Rio, o programa marcou 24 pontos, seis a mais que a média dos últimos quatro domingos.

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Sincero ao estrear no “The Voice”, Michel Teló diz que sertanejo “apelou”
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Mauricio Stycer

thevoice2015juradosPrincipal novidade da quarta edição do “The Voice Brasil”, Michel Teló começou muito bem tendo um ataque de sinceridade. Depois de ouvir um candidato que interpretou um sucesso de Cristiano Araujo (1986-2015) claramente na tentativa de sensibilizá-lo, o cantor o rejeitou de forma bem objetiva. “Você apelou”, disse.

Superado este raro momento, exibido logo na primeira parte do programa, Teló logo se adaptou ao padrão de bajulação dos demais técnicos, Carlinhos Brown, Lulu Santos e Claudia Leitte. Mais do que em edições anteriores, os jurados abusaram da encenação de implorar por atenção dos candidatos escolhidos – uma situação forçada e artificial.

Outro problema da estreia foi a falta de sincronia da exibição em várias cidades. Para um programa que aposta muito na interação com o público via redes sociais, essa situação é um desastre. Espectadores de São Paulo, que começaram a ver antes, informavam pelo Twitter a gente de outros lugares os resultados das audições.

thevoice2015claudialeittePara decepção de parte do público, Claudia Leitte abandonou, como havia prometido, os vistosos decotes usados no ano passado – apareceu com uma camisa fechada e gravatinha de garçom na estreia.

Também chamou a atenção a impactante abertura. O programa começou com um número musical, seguido dos comentários dos técnicos, sem nenhuma introdução. Foi uma mostra clara que a figura do apresentador é, de fato, dispensável no “The Voice”.

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Sem perder Ibope, “Globo Esporte” pós-Leifert troca piada por informação
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Mauricio Stycer

TiagoLeifertIvanMore
Dois meses depois da saída de Tiago Leifert do comando do “Globo Esporte”, edição São Paulo, os números do Ibope indicam que a audiência não está sentindo falta do carismático apresentador.

Dados solicitados pelo UOL à Globo mostram que a audiência média nos meses de maio e junho foi de 11 pontos, exatamente a mesma alcançada pelo programa em julho e agosto. Leifert apresentou o noticiário esportivo pela última vez na segunda-feira, 6 de julho, transferindo-se em seguida para a área de Entretenimento da emissora.

Se não houve mudanças no Ibope, as alterações no conteúdo do programa são visíveis. Agora sob o comando de Ivan Moré, o “Globo Esporte” está passando por uma transformação bem significativa.

Quem vê as chamadas incluídas ao longo da programação da Globo já deve ter notado a presença de uma mesma palavra, sempre, no texto dos anúncios: “informação”. Tornou-se obrigatório no noticiário a exibição diária de reportagens sobre os quatro grandes clubes de São Paulo.

Sob o comando de Leifert, que também era editor-chefe, acontecia com alguma frequência de Corinthians, Palmeiras, São Paulo ou Santos não serem objeto de reportagem em alguns dias.

Leifert compensava a eventual ausência de informações com comentários bem-humorados e opinativos. Moré tenta manter a informalidade que marcou a gestão anterior, mas está mais contido e mais preso à pauta do dia.

A nova linha do “Globo Esporte”, até onde é possível perceber, não representa uma guinada, mas uma correção de rumo. O programa está voltando a mirar no velho e bom boleiro, e se mostrando menos preocupado em tentar fisgar um público menos fanático por futebol. Seria uma volta ao básico, digamos assim.

Este texto foi publicado originalmente no blog UOL Esporte Vê TV.

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Revista feminina comum, “É de Casa” depende da química dos apresentadores
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Mauricio Stycer

A estreia de “Encontro com Fátima Bernardes”, em junho de 2012, representou uma importante mudança na estratégia de programação da Globo. Com mais de duas horas, a atração dedicada ao público feminino adulto ocupou o lugar que por anos era consagrado às crianças.

O “TV Globinho”, na grade desde 2000, deixou de ser exibido de segunda a sexta e permaneceu na programação aos sábados. Há uma semana, com a estreia de “É de Casa”, a emissora abriu mão definitivamente de sua atração infantil.

As razões para esta guinada são conhecidas – e a Globo não está sozinha nesta. As limitações legais à publicidade infantil transformaram os departamentos comerciais das emissoras da TV aberta em inimigos de programas destinados a este público (um levantamento recente da “Folha” mostra que a redução da programação infantil atinge todas as emissoras; veja aqui).

Esta é a lógica que levou a Globo a envolver seis conhecidos apresentadores, além das equipes de dois programas, o próprio “Encontro” e o “Mais Você”, para desenvolver uma “revista” nas manhãs de sábado. Ainda que tenha sido anunciado como “para a família”, o alvo mais claro tem sido, até agora, o público feminino .

A cada semana, quatro dos seis apresentadores vão participar do programa. Neste sábado (15) foram Ana Furtado, Patricia Poeta, Tiago Leifert e Zeca Camargo — Cissa Guimarães e André Marques (este no “Criança Esperança”) ficaram fora da casa.

A julgar pelos temas apresentados nos dois primeiros episódios, “É de Casa” busca agradar às fãs dos três programas matinais diários (incluo na lista o “Bem Estar” também). É uma tarefa complexa, ainda mais em uma atração ao vivo, com duração de três horas.

O cardápio do programa deste sábado dá uma boa ideia da ambição da nova atração: comentários sobre notícias leves da semana, muitas dicas de “como fazer” coisas em casa, uma aula didática sobre aplicativos usados para encontros (sem citar o nome de nenhum), uma reportagem sobre passeadores de cachorro, outra sobre grafiteiros, lições sobre como seduzir as crianças com refeições atraentes, entrevistas com Renato Aragão e Grazi Massafera e a “história de superação” de um ex-viciado em crack.

Nada de crise política ou chacina em São Paulo. O “É de Casa” esta semana falou sobre o preço da cebola (tema tratado por Ana Maria Braga há cinco dias), a separação de Ben Affleck e Jennifer Garner por causa da babá e o motorista que errou a manobra na garagem e ficou com o carro pendurado para fora do prédio.

O foco na prestação de serviços ficou mais evidente no segundo episódio. Primeiro, Tiago e Ana ensinaram o espectador a fazer pinturas caseiras de capa do celular e em bandejas. Depois, Patricia ensinou a fazer vela de citronela caseira. E Ana mostrou como lavar o carro usando um copo de água (e um produto não citado).

Decidida a extinguir a sua programação infantil, o que a Globo poderia colocar no lugar nas manhãs de sábado? Acho que esta é a questão principal. Mais um programa de auditório? Filmes? Reprises?

Acho elogiável o esforço de desenvolver um novo programa, com foco em um público específico, com potencial comercial – é disso, afinal, que vive a TV aberta.

Novo programa, diga-se, não é sinônimo de programa original. “É de Casa” é uma “revista feminina” como outras que a própria emissora e suas concorrentes fazem ou já fizeram.

Ainda que o chef Roberto Ravioli tenha derrubado um frango à parmegiana fora do prato, uma boa notícia é que o nervosismo da estreia foi superado no segundo episódio. Mas ainda há um longo caminho pela frente, como mostra a trajetória do “Encontro com Fátima Bernardes”, que precisou de mais de um ano para, com perdão do jogo de palavras, se encontrar.

Ainda que o seu resultado não seja original, “É de Casa” pode se tornar um programa diferente se a sua pauta ficar mais interessante e a reunião deste time de apresentadores resultar em algo especial, ou seja, se rolar uma “química” entre eles. Só o tempo dirá.

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Top 5: Os choros mais comoventes de jornalistas na TV
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Mauricio Stycer

Durante sua despedida do “Globo Esporte”, Tiago Leifert não conseguiu se segurar e acabou caindo no choro ao vivo. Não é a primeira vez que isso acontece. Nesta semana, o UOL Vê TV relembra cinco chororôs muito comoventes na televisão.


Assim como você, espectador, Leifert chorou porque vai mudar de rotina
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Mauricio Stycer

Leifertdespedida
Tiago Leifert abriu o “Globo Esporte” desta segunda-feira (06) anunciando que iria chorar. Em seguida mostrou uma caixa de lenços colocada especialmente no estúdio para a ocasião. Era o seu último dia à frente do programa.

Quando o carisma no jornalismo de TV é acima da média, caso de Leifert, o destino agora obrigatório é o mundo do entretenimento, que busca desesperadamente rostos capazes de conferir credibilidade a atrações leves, sem compromisso com a realidade. Testado com sucesso no “The Voice Brasil”, ele agora vai se mudar de vez para o Projac, integrando a equipe do programa “É de Casa”, a ser exibido aos sábados.

Mas tenho certeza de que não foi por isso que anunciou que iria chorar — e, como se esperava, chorou bastante no bloco final. Em meio a palavras de agradecimento ao público e à equipe do “Globo Esporte”, levou uma mão ao rosto e deixou as lágrimas escorrerem.

Ivan Moré, a quem passou o bastão, chorou igualmente — pela segunda vez em dois dias. Na véspera, ao se despedir do “Esporte Espetacular”, Moré também já havia chorado.

É muita emoção junta, ao vivo. E não consigo deixar de pensar que esse chororô todo, por mais natural que tenha sido, cumpre uma função cada vez mais importante no jornalismo da televisão – a de dizer para o espectador que os apresentadores são gente como a gente, na alegria e na tristeza.

Como o próprio Leifert explicou, a razão do choro é a mais boba e comezinha possível:

“Você talvez achem bobagem a gente chorar no ar. ‘Mas que bobagem, esses apresentadores, tudo rico, chorando no ar!’. Isso aqui é a nossa vida. A gente é realmente o que a gente faz. A gente gosta demais disso tudo. Essa rotina que a gente leva no esporte, ela determina os nossos horários, o que a gente faz, o nosso fim de semana. Isso muda muito a nossa vida. É uma mudança de rotina brutal e é por isso que a gente se emociona desse jeito”.

A informalidade, de um modo geral, é entendida hoje como uma obrigação no jornalismo da TV. Parece haver a convicção de que a atitude dos apresentadores seja capaz de deter a fuga do público rumo a outros canais de informação. E nenhuma atitude parece ser mais eficaz do que esse jeito natural de Leifert, que desabou no choro porque vai mudar de rotina.

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Para o bem e para o mal, Tiago Leifert mudou a cara do Esporte da Globo
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Mauricio Stycer

No comando da edição paulista do Globo Esporte entre janeiro de 2009 e junho de 2015, Tiago Leifert não está apenas deixando o programa, mas mudando de área e assumindo, de vez, uma posição de destaque no entretenimento da emissora.

Ao longo destes seis anos e meio à frente do GE-SP, o editor-chefe e apresentador acabou se tornando o símbolo maior de um processo do qual foi apenas a parte mais visível. Em busca de espectadores mais jovens, bem como do público feminino, o jornalismo esportivo da Globo passou por uma transformação grande tanto na forma quanto no conteúdo.

De pé, andando pelo estúdio, falando uma linguagem coloquial e fazendo piadas, Leifert mostrou ter um talento genuíno para a tarefa. O seu figurino, sempre informal, é o símbolo maior do que a emissora buscava nesta nova fase. Acho que o jornalista foi muito bem-sucedido na proposta de dar uma cara mais leve e agradável ao GE.

Por outro lado, ao investir não apenas na forma, mas também em um conteúdo mais leve, o jornalismo esportivo cometeu muitos erros. E Leifert, pelo papel que assumiu, acabou se tornando porta-voz e alvo de merecidas críticas.

Em diferentes momentos, nestes últimos anos, o jornalista defendeu uma mesma ideia: “Eu não levo nem nunca vou levar esporte a sério. Quem leva (tipo alguns babacas na minha TL) não entende o que é esporte.”

Esse ponto de vista arrogante foi exposto, por exemplo, diante da reação do atacante argentino Hernán Barcos, que chamou um repórter da Globo de “boludo” (babaca) diante de outros repórteres após ser confrontado com fotos de Zé Ramalho e bombardeado com perguntas sobre suas semelhanças com o cantor.

Ou quando o GE fez piada com o chileno Valdívia, por conta de suas repetidas contusões, e o jogador atacou violentamente o apresentador do programa.

Mais grave, ainda, na minha opinião, foi Leifert ter vestido a camisa da Globo em algumas discussões sem entender exatamente onde estava se metendo. O jornalismo esportivo da emissora frequentemente foi menos crítico do que deveria por conta de conflitos de interesses.

A cobertura que a Globo fez nas últimas décadas sobre a CBF é repleta de lacunas. O tratamento que dá à seleção brasileira, igualmente, está longe de ter o tom que a equipe muitas vezes mereceu.

Como já escrevi antes, acho que é possível fazer bom jornalismo com bom humor. Lamento, porém, que a emissora tenha dado, até a entrada em cena do FBI, menos atenção do que poderia aos diferentes bastidores relacionados aos negócios do futebol, a Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Fifa, entre outros.

Se Tiago Leifert tivesse sido a cara da Globo em um processo de investigação sobre as estruturas podres do futebol brasileiro, não teria me importado que fizesse isso com humor. O problema ocorre quando a informação é deixada de lado, e prevalece apenas o entretenimento, por força de algum motivo externo que desconhecemos.

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Este texto foi publicado originalmente no UOL Esporte.

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Informal, Christiane Pelajo solta um “enche o saco” no Jornal da Globo
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Mauricio Stycer

Os apresentadores dos telejornais da TV Globo, diferente do que faziam no passado, estão apostando na informalidade. Essa é uma das armas da emissora para tentar revitalizar os programas e melhorar a audiência. No UOL Vê TV, comento sobre os excessos cometidos pelos apresentadores.


The Voice: Decote da jurada chama mais a atenção que a voz dos candidatos
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Mauricio Stycer

TheVoiceClaudiaLeitteComo acontece quase sempre, os jurados do “The Voice Brasil” chamaram mais a atenção do que os candidatos do concurso de talentos da Globo. E como ocorre com frequência, também, Claudia Leitte brilhou mais que os demais, com um decote espetacular, diante do qual não era possível prestar atenção em mais nada.

Tirando o decote da cantora, o primeiro programa ao vivo da temporada correu dentro da normalidade. Daniel fez uma comparação sem propósito entre o Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20), e a necessidade de o público votar de forma consciente no “The Voice”. “Não somos o dono da verdade, vamos votar com consciência”, disse.

Lulu Santos apostou na redundância: “Vou continuar na minha técnica de destacar quem eu acho que de fato se destacou”. Carlinhos Brown filosofou: “Hoje é o Dia da Consciência Negra. Que esse dia nos revele outras consciências: que esse é um país miscigenado.”

E Tiago Leifert, com toda a pompa possível, deu uma importante notícia ao público: pela primeira vez na história do “The Voice Brasil”, um casal foi formado por participantes. O apresentador também não economizou nos elogios a Claudia Leitte: “Você está muito bonita hoje. Você está demais. Claudia Leitte está excelente hoje”.

Quatro cantores (Kim Lirio, Lui Medeiros, Romero Ribeiro e a dupla Danilo Reis e Rafael) foram escolhidos por voto do público e outros quatro (Jésus Henrique, Leandro Bueno, Rose Oliver e Edu Camargo) foram salvos pelos jurados.

Atualizado às 16h: Na primeira noite ao vivo, “The Voice Brasil” registrou a pior audiência desta temporada, 21 pontos. Leia mais aqui.

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Nada muda no “The Voice Brasil 3″, nem os “micos” de Claudia Leitte
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Mauricio Stycer

thevoicebrasil3

Com média de 26 pontos, 11 a mais do que a primeira edição, o “The Voice Brasil” exibido em 2013 foi possivelmente o maior acerto da Globo em matéria de audiência no ano. Por este motivo, não se deveria esperar maiores novidades da estreia da terceira edição – e, de fato, não houve nenhuma grande surpresa.

O programa adotou a filosofia de que “em time que está ganhando não se mexe”. Como no ano passado, ocupou a faixa das  quintas-feiras depois da novela das 21h (a primeira edição havia sido aos domingos, à tarde). Repetiu os quatro jurados, o apresentador, o mix de estilos musicais e o formato.

Até os cacoetes dos jurados permanecem idênticos. Lulu Santos excessivamente alegre, Carlinhos Brown improvisando de forma incompreensível, Daniel fazendo o rapaz gentil e Claudia Leitte pagando os mais variados “micos”, sem medo de provocar constrangimentos.

Para não dizer que tudo foi idêntico, houve duas pequenas novidades. Fernanda Souza estreou na função de repórter, no lugar que foi antes ocupado por Miá Mello. E houve uma audição em que uma candidata, protegida por uma cortina, não foi vista pelos espectadores, em casa.

Como a repórter Ana Cora Lima, do UOL, antecipou, duas candidatas que já haviam participado do reality “Ídolos” foram selecionadas para o “The Voice 3”. Nise Palhares, que eliminou Chay Suede e ficou em terceiro lugar no “Ídolos” de 2010 da Record, e Hellen Lyu, terceiro lugar na edição de 2009 do programa.

Também houve uma “segunda chance” para um candidato eliminado em 2013, Dudu Fileti, e, ainda, a apresentação de uma drag queen, Deena Love.

Audiência: A estreia do “The Voice Brasil 3″ teve média de 21 pontos no Ibope, um resultado inferior ao da estreia da segunda edição, que marcou 24, mas ainda assim muito bom.