Blog do Mauricio Stycer http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br Espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor. Wed, 23 May 2018 14:14:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 UOL Vê TV: Medo! Prólogo de “Segundo Sol” lembra “O Outro Lado do Paraíso” http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/23/uol-ve-tv-medo-prologo-de-segundo-sol-lembra-o-outro-lado-do-paraiso/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/23/uol-ve-tv-medo-prologo-de-segundo-sol-lembra-o-outro-lado-do-paraiso/#respond Wed, 23 May 2018 08:01:50 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41976

Parte do público que sonhava com o fim da novela de Walcyr Carrasco e a estreia da trama de João Emanuel Carneiro está um pouco assustado. Esta primeira fase de “Segundo Sol” lembra, em muitos aspectos, “O Outro Lado do Paraíso”. E isso não é nada bom.

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Alberto Dines é autor de livro sobre os antepassados de Silvio Santos http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/22/alberto-dines-e-autor-de-livro-sobre-os-antepassados-de-silvio-santos/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/22/alberto-dines-e-autor-de-livro-sobre-os-antepassados-de-silvio-santos/#respond Tue, 22 May 2018 15:41:15 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41965 Alberto Dines, morto nesta terça-feira (22) aos 86 anos, está sendo lembrado, com justiça, por sua dupla atuação como jornalista – como repórter, editor e colunista em diferentes veículos e por sua reflexão sobre o próprio ofício.

Dines dirigiu a redação do “Jornal do Brasil” em um dos períodos mais importantes e criativos do jornal, entre 1962 e 73. Também trabalhou nas revistas Manchete e Visão, nos jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa, Diário da Noite e Folha de S.Paulo, no semanário O Pasquim e na editora Abril.

No segundo campo, o da crítica do jornalismo, assinou a partir de 1975 a coluna “Jornal dos Jornais”, na “Folha”, e criou em 1996 o site “Observatório da Imprensa”. O site teve um importante desdobramento em 1998, ao virar um programa de televisão na então TV Educativa. Também escreveu vários livros sobre jornalismo, entre os quais “O Papel do Jornal”, reeditado e atualizado várias vezes.

Uma terceira área de atuação foi a da pesquisa histórica e literária. Dines escreveu “Morte no Paraíso”, uma biografia do escritor austríaco Stefan Sweig, que se exilou no Brasil, escapando da perseguição aos judeus na Europa, e se suicidou em Petrópolis, em 1942. Também é autor de “Vínculos de Fogo”, uma biografia do dramaturgo Antônio José da Silva, conhecido como o Judeu, vítima da Inquisição portuguesa, que o levou à fogueira em 1739.

Em Portugal, em meio às pesquisas para esta obra sobre o dramaturgo, Dines desviou um pouco do assunto e escreveu um outro livro, “O Baú de Abravanel”. Ele minimiza o trabalho, chamando-o de “crônica”, mas é possivelmente a principal referência, em português, sobre os antepassados de Silvio Santos.

Em especial, Dines se dedica a reconstituir a fascinante trajetória de dom Isaac Abravanel (1438-1508). Misto de filósofo, financista e diplomata, ele assessorou reis em Portugal, Espanha e Itália. Um dos seus gestos mais famosos foi a tentativa, mal-sucedida, de convencer os reis Fernando e Isabel a cancelarem o decreto que, em 1492, determinou a expulsão dos judeus da Espanha.

Publicado originalmente em 1990, o livro se encerra com um agradecimento a Silvio Santos, a quem ele não conhecia. “Sem ele, estas fatias do passado ficariam esquecidas e os fatos, tantas vezes mencionados a respeito de seus ancestrais, não ganhariam esta nova camada de informações”.

Dines faz uma breve reflexão sobre a trajetória do próprio Silvio, em especial a sua tentativa de se candidatar à Presidência, no ano anterior. E termina o livro com as seguintes palavras: “Oxalá tenha a oportunidade de atuar em funções mais edificantes”.

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Record salva Anderson, mas o culpa pela briga que causou saída de Diego http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/record-salva-anderson-mas-o-culpa-pela-briga-que-causou-saida-de-diego/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/record-salva-anderson-mas-o-culpa-pela-briga-que-causou-saida-de-diego/#respond Tue, 22 May 2018 02:40:02 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41946
Como prometido, o episódio do “Power Couple” nesta segunda-feira (21) foi dedicado à briga entre Diego e Anderson, ocorrida na noite de sexta-feira (18). Como o blog antecipou no sábado (19), o episódio levou a direção do programa a afastar o casal Diego e Fran do reality.

Diego e Anderson tiveram uma discussão séria dentro da van que os conduzia de volta ao confinamento após uma noitada em um bar. Segundo todos os relatos, a confusão teve início depois que o marido da ex-BBB Munik ofendeu o motorista do veículo, chamando-o de “baitola” seguidas vezes.

Na reconstituição do episódio, a edição sublinhou que o marido de Munik foi o responsável pelo início da confusão. “Ele fez uma brincadeira infeliz com o motorista”, explicou Gugu Liberato. “Estava sendo agressivo. Anderson continuou provocando o motorista. Todos concordam que Anderson passou do limite nas provocações”.

Diego não gostou da forma como Anderson tratou o motorista. E começou a discutir com ele. Segundo os relatos, não houve agressão física graças à intervenção dos outros participantes que estavam dentro da van. Provocando Diego, Anderson ofereceu o rosto para o rival agredi-lo. Marlon chegou a machucar o ombro tentando conter o ex-BBB.

Segundo Gugu, ao ameaçar Anderson, e colocar a integridade física do rival em risco, Diego infringiu as regras do programa. “Como ele próprio admitiu, houve intenção de agredir fisicamente o Anderson”, disse o apresentador. “Ele só não conseguiu porque foi impedido mais de uma vez”.

O pivô da briga, o próprio motorista da van, não foi ouvido. Aliás, toda a confusão dentro da van não teve registro de câmeras da Record – uma falha gravíssima. Segundo o apresentador, apesar de ser um reality de confinamento, o “Power Couple” garante alguma privacidade aos participantes.

Após anunciar a saída de Diego e Fran, Gugu informou que Anderson ganhou uma “advertência”, mas não explicou o que significa esta punição.

“Queria dar um susto nele”, diz Diego

Franciele e Diego deram entrevista ao “Programa do Porchat” assim que terminou a exibição do “Power Couple”. O ex-BBB disse que não é verdade que teve intenção de agredir Anderson. “Queria dar um susto nele. Queria botar um terror nele para ele saber que não podia fazer o que fez”, disse. “Sabia que seria expulso se agredisse”.

Questionado por Porchat se considera que Anderson deveria ser afastado também, Diego disse que sim. “Acho que ele tinha que sair. A justiça seria ele ter saído. Se ele tomou advertência é porque fez algo errado”, disse. “Ou tirasse os dois, ou não tirava nenhum”, concordou Fran.

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“Afastados”, e não “expulsos”, Diego e Fran não voltam mais ao Power Couple


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“Afastados”, e não “expulsos”, Diego e Fran não voltam mais ao Power Couple http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/afastados-e-nao-expulsos-diego-e-fran-nao-voltam-mais-ao-power-couple/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/afastados-e-nao-expulsos-diego-e-fran-nao-voltam-mais-ao-power-couple/#respond Mon, 21 May 2018 15:02:35 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41918
A abrupta saída do casal Diego e Fran da terceira edição do “Power Couple” ainda está cercada de mistérios. A Record está segurando os detalhes sobre o que ocorreu no reality. O esforço visa criar mistério, atiçar a curiosidade e impulsionar a audiência do episódio que vai ao ar na noite desta segunda-feira (21).

Como não oferece transmissão 24 horas, a emissora está no direito de tentar faturar com o episódio. Normal. Qualquer concorrente faria a mesma coisa.

No sábado (19) à tarde relatei aqui no blog que o afastamento do casal teve origem em uma discussão pesada de Diego com Anderson. A Record tomou a decisão após avaliar que houve ameaça à integridade física do marido de Munik durante a briga. A confusão começou dentro de uma van, que transportava os participantes masculinos, e prosseguiu dentro da casa onde estão confinados.

Ainda há muita coisa a esclarecer, mas o que este blog pode garantir é que a saída é definitiva. Embora a Record esteja tratando a saída de Diego e Fran como “afastamento”, e não “expulsão”, isso não significa que o casal ainda pode retornar ao reality.

A questão da nomenclatura tem uma outra razão de ser. Por contrato, se Diego e Fran fossem expulsos, eles teriam grandes prejuízos. Ao usar a figura do “afastamento”, a emissora recorre a uma solução intermediária, também prevista. Ou seja, o casal deixa o reality, mas não perde o cachê estabelecido em contrato.

Não havia câmeras dentro da van onde começou a briga entre Diego e Anderson. A reconstituição do que aconteceu dentro do veículo depende dos testemunhos dos presentes. E as versões, claro, não são idênticas. Este é um complicador importante, que pode explicar a decisão de “afastar”, e não “expulsar”, o casal.

UOL Vê TV: A gente ri para não chorar vendo esta edição do “Power Couple”

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Eduardo Costa ao vivo no SBT bate reprise de Eduardo Costa na Record http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/eduardo-costa-ao-vivo-no-sbt-bate-reprise-de-eduardo-costa-na-record/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/eduardo-costa-ao-vivo-no-sbt-bate-reprise-de-eduardo-costa-na-record/#respond Mon, 21 May 2018 14:53:01 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41932 O “Domingo Legal”, apresentado por Celso Portiolli, registrou média de 7 pontos em São Paulo neste domingo (20). A principal atração do programa foi a presença do cantor Eduardo Costa, ao vivo, durante o quadro “Passa ou Repassa”.

Enquanto Portiolli exibia o quadro, o “Domingo Show”, na Record, reapresentava uma antiga reportagem de Geraldo Luis, adivinhe, com Eduardo Costa. O “golpe baixo” não foi suficiente para tirar a vice-liderança do SBT. Entre 13h e 15h06, tempo em que permaneceu no ar, Portiolli bateu Geraldo por 7 a 6,2 pontos.

Como escreveu Flavio Ricco em 2017, “Eduardo Costa virou o Viagra” dos programas populares de TV – sua presença atrai audiência.


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“Deus não se mete em programa de televisão”, diz Silvio Santos http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/deus-nao-se-mete-em-programa-de-televisao-diz-silvio-santos/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/21/deus-nao-se-mete-em-programa-de-televisao-diz-silvio-santos/#respond Mon, 21 May 2018 03:26:27 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41922
Silvio Santos costuma falar de religião e até brincar sobre o assunto em seu programa, mas o SBT permanece como a única emissora comercial da TV aberta a não exibir qualquer tipo de programação religiosa. Neste domingo (20), ele fez duas menções sobre o tema.

Na primeira, durante o quadro “O Dono do Trono”, o apresentador tentou convencer uma menina de 9 anos, Ana Rizia, a dizer que venceria a competição musical. Mas ela resistiu. “Por que você deu esse trabalho todo pro seu pai, pra sua mãe, saiu de Pernambuco, me deu despesa, e não sabe se vai ganhar?”, perguntou Silvio. “Ninguém sabe de nada. Só Deus que sabe”, respondeu a menina. “Deus não se mete em programa de televisão”, cortou Silvio. “Eu quero saber se você vai ganhar”, insistiu. “Não sei”, respondeu a menina.

Mais adiante, no “Jogo dos Pontinhos”, ele teve o seguinte diálogo, muito bem-humorado, com a menina Maísa:

Silvio: Por que você é contra eu casar com a Helen Ganzarolli?
Maísa: Não sou contra. O único problema é que você é casadinho. Então, se você quiser se casar com a Helen, você teria que ser solteiro. Ou bígamo. Mas isso não é nem legal aqui no Brasil.
Silvio: Se eu fosse muçulmano, não poderia casar com três, quatro mulheres?
Maísa: Sim, se você fosse. Mas, no caso, não é. Você é judeu.
Silvio: Mas eu escolho ser muçulmano. Qual é o problema?
Maísa: Então, você ia acabar com todas as suas raízes judaicas, ia parar de ir na mesquita, falar shalom… Ia começar a falar alá.
Silvio: Judeu não vai em mesquita. Você tá enganada.
Maísa: Vai em sinagoga. Você ia abandonar a sinagoga e ia começar a ir em mesquita.
Silvio: Pela Helen Ganzarolli eu faço qualquer coisa.
Maísa: Você mudaria de religião?
Silvio: Mudo. Agora, sou muçulmano.


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Detetive Vê TV: “Segundo Sol” recicla hospital de “O Outro Lado do Paraíso” http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/20/detetive-ve-tv-segundo-sol-recicla-hospital-de-o-outro-lado-do-paraiso/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/20/detetive-ve-tv-segundo-sol-recicla-hospital-de-o-outro-lado-do-paraiso/#respond Sun, 20 May 2018 15:28:13 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41914

O cantor Beto Falcão (Emílio Dantas) foi internado em um hospital em Salvador (BA), na primeira semana de “Segundo Sol”, mas muitos espectadores tiveram a impressão que ele foi levado para um hospital em Palmas (TO), onde se passou boa parte da trama de “O Outro Lado do Paraíso”. “Até o papel de parede é o mesmo!”, observou a “detetive” Maria Thereza Teixeira.

Só espero que os médicos da trama de João Emanuel Carneiro sejam profissionais melhores do que os da novela de Walcyr Carrasco.

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Após ameaça de agressão a Anderson, Diego é afastado do Power Couple http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/19/apos-ameaca-de-agressao-a-anderson-diego-e-afastado-do-power-couple/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/19/apos-ameaca-de-agressao-a-anderson-diego-e-afastado-do-power-couple/#respond Sat, 19 May 2018 18:01:15 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41907
O ex-BBB Diego e sua mulher, Franciele, foram afastados do “Power Couple”, reality exibido pela Record. A direção do programa tomou a decisão por considerar que Diego ameaçou a integridade física de Anderson, marido da ex-BBB Munik, na noite de sexta-feira (18).

A confusão ocorreu ao final de uma saída noturna que os homens tiveram direito. Na van que os levava de volta para o confinamento, Diego e Anderson discutiram, inicialmente, por conta do caminho seguido pelo motorista. A questão degenerou para uma briga séria, que não chegou a ter agressão física.

Diego fez várias ameaças a Anderson (à dir). E continuou fazendo dentro da casa, após retornarem. Exaltado, repetiu: “Se não me segurarem vou arrebentar a sua cara”.

O cantor Marlon segurou Diego e evitou que ele consumasse a agressão. O sertanejo diz que até deslocou o ombro no esforço. Diego afirma que também foi agredido por Anderson.

As regras do reality estabelecem que não é preciso haver agressão para afastar um candidato – ameaças à integridade física já justificam esta decisão.

A confusão e o desfecho da briga – a saída de Diego e Fran – serão exibidos no episódio da próxima segunda-feira (21).

UOL Vê TV: A gente ri para não chorar vendo esta edição do “Power Couple”


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Globo se recusa a falar sobre erro em Segundo Sol e alimenta especulações http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/18/globo-se-recusar-a-falar-sobre-erro-em-segundo-sol-e-alimenta-especulacoes/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/18/globo-se-recusar-a-falar-sobre-erro-em-segundo-sol-e-alimenta-especulacoes/#respond Fri, 18 May 2018 21:34:52 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41902

Quatro dias depois da estreia de “Segundo Sol”, a Globo segue em silêncio sobre a aparição de um homem deitado, no fundo de um barquinho, em cena da novela (imagem acima). Questionada desde terça-feira (15), a emissora se recusa a comentar o erro e informa que não vai se pronunciar.

Na noite de segunda-feira (14), após ver a imagem, especulei que poderia ser um operador de câmera/áudio ou alguém colocado ali para dar mais equilíbrio ao pequeno barco ou, ainda, um salva-vidas para a criança em cena.

Em sua coluna no jornal “O Globo”, a jornalista Patricia Kogut afirma, nesta sexta (18), que se trata de um canoeiro, conhecido como Geninho. “Ele teve que se esconder ali para controlar a embarcação porque havia uma criança em cena”, escreveu.

A emissora, porém, não confirma esta informação nem explica como esta imagem foi ao ar. Em outras situações, a Globo justificou erros muito grosseiros vistos em novelas, como uma cena de “I Love Paraisópolis” que foi ao ar sem chroma key e mostrou o estúdio, ou quando Isabelle Drummond apareceu em cena de “Novo Mundo” com um celular na mão.

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Autor de novelas ri do próprio ofício e de colegas em novo romance http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/18/autor-de-novelas-ri-do-proprio-oficio-e-de-colegas-em-novo-romance/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2018/05/18/autor-de-novelas-ri-do-proprio-oficio-e-de-colegas-em-novo-romance/#respond Fri, 18 May 2018 08:01:52 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=41879
Com mais de 30 anos de carreira como autor de telenovelas, Marcílio Moraes lançou esta semana o seu segundo romance, “Entre as estrelas: Aquiles” (editora 7 Letras, 140 págs., R$ 47). Ambientado no Rio, no início dos anos 1990, o livro tem como protagonista justamente um homem que vive de escrever folhetins para a principal emissora de televisão do país.

Não faltam motivos para achar que se trata de um “roman à clef”, literalmente, um “romance com chaves” – uma ficção com alusões a personagens reais. Já na capa, um subtítulo informa: “A saga de um autor de telenovelas”. Joca, o protagonista, é um novelista bem-sucedido. Ele está começando a escrever uma nova trama quando é informado, pelo diretor, que a atriz para quem escreveu especialmente um papel foi deslocada por ordens superiores para integrar o elenco de outra novela.

Alcoólatra, o protagonista do romance entra em atrito com o principal executivo da emissora e faz inúmeras reclamações, ao longo da história, sobre a baixa qualidade das novelas. Joca se relaciona ou tem atritos com vários outros autores, quase sempre descritos de forma debochada e pouco simpática.

Marcílio testa vários recursos literários ao longo do livro. O fluxo de consciência do protagonista se alterna com a narrativa em terceira pessoa. Trechos da novela que está escrevendo se misturam com a própria história. Em alguns momentos, o leitor é levado a pensar que a vida de Joca é, também, um drama de novela. É uma boa leitura.

Marcílio foi colaborador de Dias Gomes em “Roque Santeiro” e “Mandala” e de Lauro Cesar Muniz em “Roda de Fogo”, todas na década de 1980, na Globo. Na mesma emissora, assinou como autor titular, no início da década seguinte, “Mico Preto” e “Sonho Meu”. Desde os anos 2000, é autor da Record, onde escreveu novelas (“Essas Mulheres”, “Vidas Opostas” e “Ribeirão do Tempo”) e séries (“A Lei e o Crime” e “Fora de Controle”). Seu último trabalho, a boa série “Plano Alto”, é de 2014.

O primeiro romance do autor, “O Crime da Gávea”, foi adaptado para o cinema. Na entrevista abaixo, Marcílio fala do novo livro e explica se é possível fazer paralelismos da história com o mundo real.

Você tem dito que “Entre as estrelas: Aquiles” é literatura, antes de tudo. Mas o subtítulo, “A saga de um autor de telenovelas”, parece sugerir que é algo mais. O que o leitor pode esperar deste romance?
Marcílio Moraes
: Tenho ressaltado que “Entre as estrelas: Aquiles” é literatura porque, estando há mais de três décadas na televisão, e ainda mais com um subtítulo desses, achei conveniente advertir que não se trata de um roteiro ou coisa do gênero. Literatura porque se trata de um mergulho na subjetividade do personagem, o que só a literatura permite, na plenitude. Você pode abordar a subjetividade também no cinema e mesmo na televisão, mas só com recursos narrativos literários é possível verdadeiramente chegar lá, a meu ver. E é o que eu mais gosto na literatura, esse adentramento na experiência íntima do personagem, ainda que desagradável ou perversa.

O personagem é um autor de telenovelas, mas como eu quis falar da subjetividade dele, a televisão, seus bastidores e fofocas entram no romance na condição de matéria prima literária, ou seja, num plano secundário, observados através de um filtro de outra natureza.

Quanto ao subtítulo, devo confessar que tem um pouco de marketing, porque embora seja uma obra de literatura, sei perfeitamente que o poder da televisão, sobretudo das novelas, desperta interesse, atrai público, no caso, leitores. E eu acho que o público de televisão vai curtir o livro.

A história se passa no início dos anos 1990, uma época em que você era autor de novelas da Globo. É um “roman à clef”?
Ahahahahahh. Pergunta complicada. Eu não diria que se trata de um “roman à clef”. Como já expliquei, trata-se de um mergulho na subjetividade do personagem, que por acaso é um autor de telenovelas. Qualquer objetividade ali é problemática, porque os fatos narrados sofreram a deformação da mente conturbada – alcoolizada ou irada ou amedrontada – do personagem. Então, encontrar correspondências entre fatos e personagens reais com o que é narrado no livro será sempre um exercício arbitrário. Pode ser fulano, mas também pode não ser. Se alguém pensar “avoir la clé” (ter a chave), vá em frente. Eu me eximo de qualquer responsabilidade. Ahahahahah

Ao convidar os amigos para o lançamento, você escreveu: “Acho que todos os amigos vão se divertir, os escritores e pessoas de TV, em especial, claro, se não se zangarem… ahahahahah. Juro que não há motivo para isso, porque é tudo ironia.” Quer dizer, você considera o risco de alguns leitores entenderem que o livro está falando deles?
Você mesmo levantou a hipótese de ser um “roman à clef”, ou seja, considerou que há margem para alguém se achar retratado. Eu digo que não. Tudo ali é ironia, a começar pela inspiração, aquele pretensioso “Aquiles” do título, remetendo a duas obras-primas universais: a “Ilíada”, do grego Homero, e “Ulisses”, de James Joyce. A “Ilíada” foi a obra que mais me fascinou na juventude.

Então, minha preocupação maior era fazer esses paralelos irônicos, tanto no plano literário quanto também no universo da televisão. A raiva do Aquiles conduz a ação na “Ilíada”; a raiva do Joca conduz a ação no meu romance. Mas os episódios e personagens narrados são frutos da minha imaginação. Alguns podem ter inspiração em fatos que eu presenciei ou de que ouvi falar, o que não anula o fato de que foram trabalhados por duas imaginações, a minha e a do meu personagem, que em realidade, e isso vai ficando cada vez mais claro no desenvolvimento do romance, é o real narrador da história.

O protagonista da história, o autor de novelas Joca, trata com certo desprezo o seu ofício. Numa festa, bêbado, ele discursa: “Meus amigos, a televisão é uma merda. Tudo que ela atinge vira merda. (…) Escrevo para televisão porque gosto de dinheiro”. Você compartilha desta visão do protagonista do seu romance?
Quando comecei minha carreira de escritor, a televisão era muito mal vista nos meios literários, especialmente os de esquerda. Quem rompeu com isso foi o Dias Gomes. Ele dizia que a televisão oferecia tudo aquilo por que o teatro popular lutou: o acesso ao grande público. Com o passar do tempo e o sucesso avassalador da televisão no Brasil, esta discussão arrefeceu. E a partir de um certo momento houve mesmo uma inversão: as novelas passaram a ser estudadas na universidade.

Essa questão permaneceu na cabeça de alguns escritores de televisão, entre eles, o meu personagem. Bêbado, ele soltou a frase que você reproduziu. De qualquer forma, a contradição que ele vivencia é histórica. Digo mais, faz parte da história literária universal.

Eu trabalho na televisão há mais de 30 anos e tenho uma visão crítica em relação a ela. Você já deve ter lido declarações minhas a respeito. Por exemplo, acho excessiva a quantidade de novelas na TV brasileira. Todo o nosso horário nobre é ocupado por elas, verdadeiro massacre. Um escritor não deve perder o espírito crítico.

Joca faz várias observações irônicas sobre o ofício de autor de telenovelas e também aos “truques” usados pelos autores. Parece um personagem infeliz, ou frustrado, com o trabalho que realiza. Querendo você ou não, o leitor pode imaginar que se trata da visão que o autor do romance tem do ofício ou o retrato de algum colega, não?
Meu personagem é um dramaturgo resmungão. Lembra daquele verso do Fernando Pessoa, “O poeta finge que é dor a dor que deveras sente”? Pois é, meu personagem resmunga tão completamente que chega a amaldiçoar aquilo que lhe dá prazer. Ahjahahahahah

A vida de um autor de novela nos anos 1990 é muito diferente de um hoje? O que mudou?
Há alguns anos atrás, eu achava que as novelas perderiam sua relevância no Brasil. Não aconteceu, pelo menos de modo significativo. Talvez a única mudança seja uma pequena abertura para novos autores e uma maior interferência no trabalho do autor.

No final de 2017, você publicou uma foto de Roberto Marinho nas suas redes sociais dizendo que a principal razão do sucesso da Globo deve-se ao fato de que Marinho e seus filhos “nunca se meteram nas novelas”. Foi um comentário pensando na Record, onde você trabalha?
Naquele momento, houve um clamor muito grande por causa de interferências numa novela bíblica. Mas tenho ouvido, a boca pequena, reclamações de interferências em todas as emissoras e nas produtoras pequenas.

Com o avanço da produção independente no país, parece que está acontecendo um movimento perverso de tentar diminuir a importância do autor-roteirista. Então lembrar o exemplo do Roberto Marinho é oportuno, porque a Globo deu certo, fundamentalmente, porque soube valorizar o autor-roteirista.


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