Blog do Mauricio Stycer http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br Espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor. Sat, 19 Oct 2019 19:11:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 SBT debocha dos críticos e convida o público a decidir destino do Alarma TV http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/18/sbt-debocha-dos-criticos-e-convida-o-publico-a-decidir-destino-do-alarma-tv/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/18/sbt-debocha-dos-criticos-e-convida-o-publico-a-decidir-destino-do-alarma-tv/#respond Sat, 19 Oct 2019 01:12:52 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47966

Silvio Santos tomou duas atitudes no início da noite de sexta-feira (18). Escalou o programa sensacionalista “Alarma TV” para o horário do “Topa ou Não Topa”, em plena tarde de sábado (19), depois do “Programa da Maísa”. E colocou no site do SBT uma enquete debochada sobre a atração.

“Neste sábado (19), logo após o Programa da Maisa, assista ao ALARMA TV, o programa mais criticado da televisão. Diga, através do nosso site, se devemos continuar apresentando ou devemos tirar da nossa programação”, propõe a emissora. As opções são “manter” ou “tirar”. Após algumas horas, com claríssima vitória da opção “tirar”, a enquete foi excluída. O público, pelo visto, concordou com os críticos.

O resultado da enquete levou Silvio a desistir da exibição do “Alarma TV”. Inicialmente, ele pensou em preencher o horário com o programa de Raul Gil, mas a atração é gravada. Assim, mandou reprisar a estreia do “Topa ou Não Topa”.

Esta situação toda exemplifica em essência uma piada interna sobre o significado da sigla SBT – Silvio Brincando de Televisão.

Realizado por uma TV americana em espanhol, o “Alarma TV” compila vídeos bizarros ou violentos na internet. É apresentado por tipos em roupas berrantes e risonhos, mesmo mostrando as situações mais violentas ou escatológicas.

O SBT dublou os episódios, mas não se deu ao trabalho de traduzir os caracteres, exibidos em espanhol. Os vídeos vão ao ar sem data, sem contexto e sem crédito.

A decisão de exibir algo de qualidade tão baixa num sábado à tarde, entre dois programas (Maisa e Raul Gil) com bons resultados comerciais, surpreende. Não é o que se pode chamar de um chamariz, muito pelo contrário.

O “Alarma TV” foi ao ar duas vezes. A primeira, num início de noite e a segunda, acredite se quiser, de manhã, antes da programação infantil. A emissora chegou a planejar uma terceira exibição, de madrugada, um horário mais apropriado, mas a cancelou.

Esta semana, o SBT anunciou que o “Topa ou Não Topa”, apresentado por Patrícia Abravanel, passará a ser exibido às 20h30, aos sábado.

Atualizado às 16h do dia 19/10.

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Faustão lança enigma ao criticar programa e apresentador “fatiado” http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/18/faustao-lanca-enigma-ao-criticar-programa-e-apresentador-fatiado/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/18/faustao-lanca-enigma-ao-criticar-programa-e-apresentador-fatiado/#respond Fri, 18 Oct 2019 16:03:50 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47962

Ana Maria Braga recebeu Fausto Silva em seu programa nesta sexta-feira

A participação de Fausto Silva no “Mais Você” nesta sexta-feira (18) foi um evento de grandes proporções, com direito a “Arquivo Confidencial”, inúmeras gafes, bolo, champanhe e algumas “indiretas”.

Ana Maria Braga está comemorando 20 anos na Globo enquanto o comandante do Domingão festejou recentemente três décadas na emissora. O encontro da dupla, em São Paulo, rendeu momentos impagáveis, nos quais Faustão exercitou aquele misto de sinceridade com dubiedade que faz a festa dos seus fãs.

O momento mais curioso ocorreu após uma série de elogios a Ana Maria, quando Faustão criticou uma nova prática, segundo ele, de “fatiar apresentador” e a existência de “programa fatiado”. Não ficou claro a quem se dirigiu a crítica.

Começou com o elogio: “Ana, você fala sério, se expõe totalmente, você é transparente mesmo. E quem te conhece há muitos anos… Eu sei tudo que você passou. Você é de uma geração que teve que se expor, enfrentar preconceitos, no pais da hipocrisia, no país da falsidade”, disse Faustão.

E seguiu: “E você foi sempre pela sua personalidade, pelo seu caráter. Esse entrosamento que você tem com o Tom Veiga, com o Louro José, é uma das coisas mais legais da história da televisão. Existe respeito recíproco, admiração e principalmente uma convivência muito, muito rara. E é de verdade. Aqui é verdade”, completou o elogio.

Emendando, Faustão esboçou a crítica: “Porque nos tempos de hoje, você vê, estão inventando até um novo tipo, que é fatiar apresentador, como se fosse carpaccio, como se fosse pão de forma. Só quem não entende de comunicação é que tenta isso”, disse. De quem estaria falando?

“Já se tentou nos Estados Unidos, já se tentou na Itália. É uma imbecilidade que… é ruim para o público, péssimo para quem apresenta. Porque cada um tem um jeito”, continuou, antes de dar um exemplo. “É diferente a dramaturgia, que cada ator tem o texto para falar a parte dele. No caso de apresentador é uma imbecilidade. O programa fatiado, não existe isso aí.” O que seria um “programa fatiado”?

Faustão também contou que sonha com um estúdio de maiores proporções em São Paulo. E revelou: “É pequeno o estúdio. O Robertinho Marinho Neto tá prometendo construir um estúdio legal aqui (em São Paulo). O Robertão, o João Roberto e o José Roberto deram liberdade para ele construir um estúdio aqui”.

Ana Maria aproveitou a deixa para dizer que, com um novo estúdio, Faustão poderia participar do quadro “Dança dos Famosos”. E ele emendou: “Vou dançar antes. Vão me mandar embora. E vão inaugurar com um novo apresentador, bem mais novo, mais barato e menos chato.”

Antes, pontificando sobre o que caracteriza uma boa apresentadora, Faustão disse: “O mais importante de uma carreira, que vale de exemplo, é você ter uma certa coerência. E você, Ana, é o maior exemplo disso. Você é da última geração das comunicadoras, do estilo Hebe Camargo, até Sarita Campos. É ter a coerência de não fugir das origens, de tentar ser transparente”.

E lembrou: “Você tem que olhar pra trás e toda manhã dar uma porrada na vaidade. Nessa profissão principalmente. Você vai no cemitério e tá cheio de cara poderoso e vaidoso.”

E ainda elogiando Ana Maria, acrescentou: “Você mostra, diariamente, o tesão pela profissão e o amor pelo que faz. E, por isso, sabe como fazer e se supera.”

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Globo reconhece erro e confirma exibição de Segunda Chamada após a novela http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/globo-reconhece-erro-e-confirma-exibicao-de-segunda-chamada-apos-a-novela/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/globo-reconhece-erro-e-confirma-exibicao-de-segunda-chamada-apos-a-novela/#respond Thu, 17 Oct 2019 23:33:56 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47955

Silvio Guindane, Hermila Guedes, Debora Bloch, Paulo Gorgulho e Thalita Carauta vivem os professores da escola estadual Carolina Maria de Jesus, em “Segunda Chamada”. Foto: Mauricio Fidalgo/ Globo

Em comunicado sobre o terceiro episódio de “Segunda Chamada”, que vai ao ar na próxima terça-feira (22), a Globo informa que a série agora será sempre exibida após “A Dona do Pedaço”.

O episódio de estreia, apresentado no dia 8, foi ao ar às 23h15, após a série “Filhos da Pátria”. Uma semana depois, sob o pretexto de fazer uma homenagem ao Dia do Professor, “Segunda Chamada” ganhou o melhor horário, logo em seguida à novela.

Os números de audiência da estreia foram muito decepcionantes. Uma história pesada, exibida tão tarde, registrou apenas 11,8 pontos em São Paulo. Na semana seguinte, na nova faixa, praticamente dobrou o Ibope: 22,5 pontos.

Comentei, na ocasião, que a mudança corrigia um erro, mas a emissora informou em comunicado e em chamadas que era uma exibição em caráter excepcional, por causa dos professores. Nesta quinta-feira, procurada pelo blog, a Globo confirmou que a mudança é definitiva.

Quem perde com a troca, claro, é a ótima “Filhos da Pátria”, cuja segunda temporada também estreou no último dia 8. Indo ao ar após “A Dona do Pedaço”, a série criada por Bruno MAzzeo registrou 20,9 pontos. Nesta terça, em novo horário, marcou 12,0.

Apelidada internamente de “Sob Pressão da educação”, a série conta a história de um grupo de professores e alunos de uma escola estadual noturna na periferia de São Paulo. Sem medo de parecer militante, “Segunda Chamada” busca sensibilizar o espectador para uma realidade duríssima.

No esforço de reforçar o realismo, a diretora Joana Jabace fugiu dos estúdios e procurou uma locação. Encontrou a Escola do Jockey Club de São Paulo, que abrigou o Colégio Equipe no passado, e hoje está caindo aos pedaços. “Flertei bastante com o docudrama, com um realismo muito forte”, diz ela.

As autoras, Carla Faour e Julia Spadaccini, com bastante experiência em teatro e colaboração nos roteiros de “Tapas & Beijos” e “Chacrinha”, na Globo, realizaram uma ampla pesquisa para escrever “Segunda Chamada”. Fizeram muitas visitas a escolas públicas do ensino noturno e conversaram com professores e alunos.

A segunda temporada de “Segunda Chamada” já está sendo gravada, em São Paulo, e deve ser exibida em 2020.

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Como outros pioneiros da TV, Sherman fez de tudo um pouco e não quis parar http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/como-outros-pioneiros-da-tv-sherman-fez-de-tudo-um-pouco-e-nao-quis-parar/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/como-outros-pioneiros-da-tv-sherman-fez-de-tudo-um-pouco-e-nao-quis-parar/#respond Thu, 17 Oct 2019 16:05:47 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47949

Morto nesta quinta-feira (17), Maurício Sherman (1931-2019) integra o time dos pioneiros da televisão no Brasil. É daquelas figuras que fizeram de tudo um pouco, convivendo com precariedade técnica e poucos recursos, mas mesmo assim plantaram inúmeras sementes.

Quem lê um resumo da trajetória de Sherman se impressiona com a quantidade de programas que criou e dirigiu bem como o número de emissoras em que trabalhou. Atuou na Tupi (duas vezes), Paulista, Globo (três vezes), Excelsior, Band e Manchete.

Como é comum a figuras que ocuparam o cargo de diretor num percurso tão longo e com tantas curvas e mudanças de rotas, Sherman deixou muitos amigos e outros tantos ressentimentos.

O Sherman mais lembrado é o diretor de programas de humor. Talvez seja injusto e com certeza é uma visão incompleta de sua trajetória. Mas dá uma ideia da sua importância para a televisão. Foram vários ao longo de mais de 40 anos.

O último foi o “Zorra Total”, que comandou por 16 anos, de 1999 até o fim, em 2015, quando o humorístico foi totalmente reformado, e virou “Zorra”. O nome foi mantido por medo da Globo de perder o antigo público, mas não havia na nova atração qualquer traço do programa que Sherman dirigiu.

Há inúmeros relatos sobre a insatisfação de Sherman com a mudança e o seu afastamento. Para toda a turma que o acompanhava, incluindo atores e técnicos, foi um golpe duro e injusto. Não vejo desta forma, mas compreendo o sentimento. Neste sábado, o novo “Zorra” vai homenagear o diretor da primeira versão.

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Alguns dados do Memória Globo que ajudam a visualizar o incrível percurso de Sherman:

Em 1966, na Globo, dirigiu os programas humorísticos “Riso Sinal Aberto” e “Bairro Feliz”. E contribuiu para a chegada dos redatores de humor Max Nunes e Haroldo Barbosa.

No início dos anos 1970, comandou uma equipe de criação na TV Tupi, composta por Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes (este trio, mais Max Nunes e Roberto Freire criaria na Globo, alguns anos depois, o seriado “A Grande Família”).

De volta à Globo, Sherman dirigiu um dos humorísticos mais famosos da história da emissora, “Faça Humor, Não Faça Guerra”, com Jô Soares, Renato Corte Real, Luis Carlos Miéle, Paulo Silvino e Sandra Bréa, entre outros.

Participou da equipe de criação do Fantástico, em 1973, e foi um dos diretores do programa por três anos. Dirigiu também o “Moacyr Franco Show” até 1977. Em 1981, dirigiu “Chico Anysio Show” e “Os Trapalhões” por dois anos.

Na Manchete, na década de 1980, Sherman lançou Xuxa e Angélica.

Voltou à Globo em 1988, como diretor executivo da Central Globo de Produção. Nos 12 anos seguintes, desempenhou várias funções: foi diretor de núcleo do horário das 18 horas; diretor do musical Globo de Ouro; diretor artístico do Fantástico; diretor do departamento de Projetos Especiais; e diretor da área de controle de qualidade.

De 1989 a 1991, esteve à frente de Os Trapalhões. Em 1994, quando atuou como supervisor do Video Show, Sherman foi responsável pela transformação da atração em um programa diário. Em 2001, foi diretor do Domingão do Faustão. Entre 1999 e 2015, comandou o humorístico Zorra Total. Foi o seu último trabalho na TV.

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Globo nega o fim da Sessão da Tarde e investe pesado em cinema nacional http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/globo-nega-o-fim-da-sessao-da-tarde-e-investe-pesado-em-cinema-nacional/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/globo-nega-o-fim-da-sessao-da-tarde-e-investe-pesado-em-cinema-nacional/#respond Thu, 17 Oct 2019 08:02:26 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47931

Exibida em julho, a comédia brasileira “Os Farofeiros” foi a terceira maior audiência de um filme na Globo este ano

Com números de audiência crescentes em todas as suas sessões de filmes, a Globo colocou no ar esta semana uma chamada enaltecendo a diversidade de títulos e gêneros que exibe. Os resultados em matéria de Ibope são fruto de um investimento que vem ocorrendo nesta área já há alguns anos, aponta Amauri Soares, diretor de programação da Globo, em uma rara entrevista.

Soares enfatiza na conversa a aposta pesada em filmes brasileiros. É uma mudança importante. Até poucos anos atrás, o cinema brasileiro era tratado como um “gênero”, que ganhava semanas especiais de exibição. Este ano, a Globo vai exibir perto de 100 títulos nacionais em diferentes faixas.

O executivo descreve como a Globo se aproximou da indústria cinematográfica nacional e explicou o que espera de filmes para as suas variadas sessões (ou “slots”, como diz Soares).

Na entrevista, o diretor de programação fala também sobre os rumores do fim da Sessão da Tarde, que ele diz serem infundados, elogia a participação do Choque de Cultura aos domingos, após a Temperatura Máxima, conta por que a Sessão de Gala acabou e virou Cinemaço e explica por que a Globo desenvolveu um algoritmo para ajudar a programar os filmes vespertinos. Veja abaixo os principais trechos:

Crescimento em 2019
É resultado de uma reestruturação grande que a gente fez na carteira de filmes, na curadoria nos últimos anos, na calibragem dos filmes para o momento atual. Todos os slots (as sessões) de filmes estão com aumento de audiência em relação ao ano passado. No caso do Tela Quente, que é o nosso principal slot, de janeiro até 7 de outubro, cada sessão está alcançando em média 2 milhões de pessoas a mais. No mesmo período do ano passado, o Tela Quente tinha uma média de 39 milhões de pessoas. Está em 41 milhões. É um aumento muito significativo.

A crise “ajuda”
Tem uma questão de conjuntura, de caráter econômico. A gente vive um momento de economia menos aquecida, de base de emprego menor, e tem mais gente em casa. A retomada da economia brasileira está muito lenta e ainda não absorveu a legião de trabalhadores (desempregados).

Monopólio de super-heróis
De outro lado, a nossa oferta melhorou muito. Nos últimos três, quatro anos, a gente fez um trabalho muito grande para modernizar o portfólio de filmes da Globo. Vimos aqui muito cedo esta tendência de filmes de super-heróis. Isso nos levou a aperfeiçoar o negócio com a Disney/Marvel, a buscar um acordo com a Warner/DC Comics, que a gente não tinha. Hoje, todos os filmes de heróis estão na Globo. Todos os lançamentos.

Cardápio ampliado
A gente diversificou muito. Deixamos de ter acordos com estúdios que consideramos pouco produtivos e fizemos acordos com um número maior de estúdios. Hoje temos acordo com a Universal e a Sony. São estúdios que têm muitos blockbusters. Com isso, mais as compras que a gente faz no mercado independente (a gente compra muito) nos EUA e na Europa e mais os filmes brasileiros, a gente tem um mix muito competitivo e relevante.

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Cinema brasileiro como uma coisa só
A Globo é a maior exibidora de cinema brasileiro. A gente exibe todos os filmes de coprodução da Globo Filmes e também os que não são da Globo Filmes. Até quatro ou cinco anos atrás, o filme brasileiro era tratado como gênero na programação de filmes da Globo. Tinha um slot de filmes brasileiros. “Cinema Nacional”, “Sessão Brasil”, “Festival do Cinema Brasileiro”.

Nova visão sobre o filme brasileiro
Acompanhando o trabalho da Globo Filmes, a gente entendeu que o cinema brasileiro deveria estar em todas as sessões de cinema. E que a gente deveria ter como objetivo programar filmes brasileiros no Tela Quente. Se a gente continuasse olhando o filme brasileiro como um gênero, ele nunca ia disputar espaço com o cinema internacional na grade da Globo. E poderia ficar sendo tratado como um conteúdo de menor importância, de segunda classe. A gente queria outra coisa, que estivesse em qualquer slot.

Conversa com a Globo Filmes
Levamos isso para a Globo Filmes. Nós gostaríamos que o filme brasileiro disputasse espaço aqui. O que aconteceu? A gente vem aumentando ano a ano o número de filmes brasileiros exibidos. O trabalho que a Globo Filmes faz compartilha esse nosso entendimento com os seus produtores e roteiristas. Ao avaliar um roteiro novo, eles se perguntam: quando ele for para a TV aberta, para qual slot ele seria? É para o Tela Quente?

Esta semana, em homenagem a Fernanda Montenegro, “Central do Brasil” foi exibido no Tela Quente

Impacto sobre a produção de filmes
Houve também um compartilhamento de informações, na Globo Filmes, para quem lida com cinema. O que a Globo espera de um filme para o Tela Quente? O que a gente espera de um filme para o Corujão? O que a gente espera de um filme para a Sessão da Tarde? Ao compartilhar com os realizadores a nossa visão de curadoria, a gente aumentou a produtividade. E todo mundo saiu ganhando. Nós ganhamos uma diversidade maior, tendo mais filmes brasileiros. O filme brasileiro está ocupando espaços nobres na televisão e alcançando um público muito maior que o da bilheteria dos cinemas. Acho importante para o cinema dialogar com esta audiência da televisão. Então, acho que todo mundo ganhou com isso.

Informação sobre o público
Temos um volume cada vez maior de informações sobre o público que está vendo TV, sobre os hábitos de consumo, sobre as interações com outras plataformas. É muito maior do que há três anos. Usamos esse conhecimento maior para aperfeiçoar a nossa curadoria.

Fim da Sessão de Gala
No domingo à noite, a gente tinha tradicionalmente duas sessões de filmes. Domingo Maior e Sessão de Gala. Domingo Maior voltado a um público maior, com uma curadoria mais generalista, de filmes ainda para família, mas muita aventura, muitos filmes de ação. E depois, a Sessão de Gala era um slot que olhava para filmes clássicos. Quando a gente foi estudar a audiência do domingo à noite, a gente viu que à medida em que ficava mais tarde, a audiência ficava menos feminina, mais masculina, e o número de jovens aumentava. E a gente encontrou um espaço para filmes de ação, histórias de aventura. Criamos então todo um novo conceito. Em junho de 2019, virou Cinemaço.

Maurilio (Raul Chequer), Julinho (Leandro Ramos) e Renan (Daniel Furlan), do Choque de Cultura

Choque de Cultura
Quando a área de humor trouxe o Choque de Cultura, achamos que a Temperatura Máxima era o slot mais adequado. Na transição entre o filme e o futebol, há uma convergência grande de público. Isso dá uma modernidade para o filme de domingo à tarde e dá para o Choque de Cultura um público muito mais abrangente do que o do digital. É uma combinação interessante. Pra gente, é uma construção. Avaliação é muito positiva. Os comentários do Choque de Cultura dão uma espécie de recall, de cauda longa, no digital para o filme. Gera um buzz que avança pela semana. Este é um atributo muito importante.

Fim da Sessão da Tarde?
Não tem nada de concreto nisso. É fofoca. A gente não cogitou. Pelo contrário. A gente modernizou bastante a curadoria da Sessão da Tarde. É um slot que apresenta um tremendo desafio. Primeiro que é diário. São cinco filmes por semana. Um público bastante diverso, num país enorme. Continua tendo enorme relevância, um alcance muito grande, uma audiência muito grande, tem relevância comercial.

Memória afetiva
Tem um aspecto de memória afetiva na Sessão da Tarde. Uma segunda geração vendo o filme com a primeira. Mãe vendo o filme junto com o filho, um encontro de gerações. A gente tem muitos depoimentos espontâneos nas redes sociais sobre essa relação afetiva com a Sessão da Tarde. A gente está muito satisfeito com o resultado. A gente faz aquisições específicas para esta sessão. Ela tem classificação indicativa de 12 anos, o que é um desafio a mais. Não é qualquer filme que a gente pode exibir.

Algoritmo
Nós criamos um algoritmo para ajudar os programadores na programação de filmes da Sessão Tarde. Nós tagueamos todos os filmes no acervo, com características de cada um. O algoritmo entrega para o programador uma lista de filmes com os atributos que a gente quer. Tem que ter censura livre, tem que ser adequado para a família, não pode ter determinado tipo de cena, queremos determinado tipo de história, qual tipo de gênero. O algoritmo oferece o dobro de opções que o programador sozinho conseguiria levantar. E é um algoritmo criado na Globo, pela equipe de tecnologia com os programadores.

Globoplay
Estamos tentando fazer aquisições conjuntas. Para que, aos poucos, o Globolay tenha todos os filmes que a gente exibe na Globo. E que eles possam ter os nossos slots. Não seria bom se o Globoplay tivesse todos os Tela Quente do ano disponíveis? Você adquire os direitos de exibição por “janela”. A gente agora busca negociar as janelas conjuntamente, para a TV aberta, VOD e pay TV, para fazer uma estratégia de ciclo de vida do filme, e não apenas a exibição em uma janela.

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Veja quais foram os cinco filmes mais vistos na Globo em 2019 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/veja-quais-foram-os-cinco-filmes-mais-vistos-na-globo-em-2019/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/17/veja-quais-foram-os-cinco-filmes-mais-vistos-na-globo-em-2019/#respond Thu, 17 Oct 2019 08:01:35 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47937

“Manifest, O Mistério do Voo 828” é, até agora, o filme mais visto na Globo em 2019

Em 2019, até o momento, 198 milhões de brasileiros assistiram a algum filme na Globo. Este número indica pessoas que viram ao menos um minuto de qualquer filme exibido pela emissora.

São cerca de mil exibições de filmes por ano, incluindo reprises. Para preencher este espaço, vão ar em torno de 700 títulos anualmente. Até a semana passada, 78 filmes brasileiros haviam sido exibidos; o número deve chegar a 100 até o fim do ano.

Outros dados divulgados apontam o alcance do cinema na programação do canal. Cerca de 54 milhões de pessoas assistem a pelo menos um filme na Globo toda semana. Tela Quente, a sessão mais importante, tem um alcance médio de 41 milhões de pessoas por filme.

Abaixo, o ranking das cinco maiores audiências de filme em 2019 no PNT (Painel nacional de Televisão), que reúne dados de 15 grandes centros urbanos. Cada ponto equivale a 693.788 indivíduos. “Share” é o percentual dos aparelhos ligados.

1. Manifest, O Mistério do Voo 828: 26.2 pontos e 49,6% de share
2. Como Eu Era Antes de Você: 25,2 pontos e 49,3% de share
3. Os Farofeiros: 25,1 pontos e 48,6% de share
4. Kong: A Ilha da Caveira: 24,9 pontos e 51,3% de share
5. A Grande Muralha: 23 pontos e 46,1% de share

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Bandidas, cafetinas e santas: aos 90, Fernanda elege melhores papéis na TV http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/16/bandidas-cafetinas-e-santas-aos-90-fernanda-elege-melhores-papeis-na-tv/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/16/bandidas-cafetinas-e-santas-aos-90-fernanda-elege-melhores-papeis-na-tv/#respond Wed, 16 Oct 2019 08:01:37 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47896

Fernanda Montenegro, a maior atriz brasileira, festeja 90 anos nesta quarta-feira (16). Em plena atividade, ela será vista em breve no filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, que estreia no próximo dia 31.

Em maio, Fernanda atuou na primeira parte de “A Dona do Pedaço”, de Walcyr Carrasco, no papel de Dulce Ramirez, a matriarca de um dos clãs em guerra na história. A simpática vovó se revelou uma assassina feroz no desfecho do prólogo da novela.

Dulce não chega a ser citada no livro “Prólogo, ato, epílogo”, a autobiografia da atriz, lançada há algumas semanas, mas o perfil da personagem está entre os que Fernanda mais aprecia fazer na televisão, as vilãs.

Ela cita outras duas no livro. Em “Brilhante” (1981), de Gilberto Braga, a segunda novela que fez na Globo, ela foi Chica Newman, “a bandida que amava loucamente o motorista – o belo Claudio Marzo”, conta.

“As vilãs têm, como castigo, no final da história, acabar sem homem ou num hospício ou numa cadeira de rodas. Homem é brinde. É a joia da coroa. Mas nesse caso, por exigência da audiência, Chica Newman, riquíssima, acabou nos braços do apaixonado motorista”, relata Fernanda.

O final feliz para a vilã se repetiu em “Belíssima” (2005), de Silvio de Abreu. Bia Falcão terminou seus dias de maldades e crimes no bem-bom em Paris, na companhia do amante, vivido por Cauã Reymond “nos seus magníficos e belos vinte e poucos anos!”.

Outro tipo que persegue Fernanda nas novelas, e ela gosta, são as cafetinas. A atriz viveu Olga em “O Dono do Mundo” (1991), de Gilberto Braga, e foi Jacutinga, em “Renascer” (1993), de Benedito Ruy Barbosa.

“Gosto de interpretar cafetinas. Elas, nessas histórias, têm sempre uma humanidade, uma aceitação da condição humana, que, guardadas as devidas proporções, lembra a das abadessas. Aliás, são também muito religiosas”, escreve.

Falando em figuras religiosas, Fernanda se recorda com carinho do papel de Nossa Senhora na minissérie “O Auto da Compadecida” (1997), de Ariano Suassuna, dirigida por Guel Arraes. “Uma direção também referencial. Sou-lhe eternamente grata por esse convite. Era a Nossa Senhora da minha infância, do quadrinho na parede, da medalhinha”, escreve.

E acrescenta: “A propósito, sou mariana – com muita unção – porque vejo em Maria a primeira feminista poderosamente atuante ao dar a Deus permissão de lhe gerar um filho nas entranhas: ‘Faça em mim segundo a Sua vontade’.”

Fernanda fala, ainda, com carinho de Luiz Fernando Carvalho, pela “saudosa parceria” em vários trabalhos (além de novelas, “Riacho Doce, “A Pedro do Reino” e “Hoje É Dia de Maria”). Festeja também a parceria com Jorge Furtado em “Doce de Mãe” (2012), que lhe rendeu um Emmy Internacional de melhor atriz.

E fala bastante da famosa cena com Paulo Autran em “Guerra dos Sexos” (1983 ), do “inspiradíssimo” Silvio de Abreu. Escreve Fernanda: “Dentre as centenas de cenas que gravei na TV pelos anos afora, talvez a mais lembrada seja o café da manhã com Paulo Autran de ‘Guerra dos Sexos’. Nós nunca havíamos contracenado. Vivíamos flertando com tal possibilidade. E onde aconteceu? Na televisão! Está guardado para sempre”.

Num capítulo que dedica à montagem da peça “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, de Rainer Fassbinder, em 1982, um dos grandes sucessos de sua carreira, Fernanda fala, de passagem, sobre um trabalho polêmico que fez na televisão.

A protagonista da peça, vivida pela atriz, é uma figurinista de alta costura que sofre por sua paixão não correspondida por uma outra mulher, uma jovem de nível social e cultural inferior, interpretada naquela montagem por Renata Sorrah. E elas se beijam em cena.

Escreve Fernanda: “Tampouco considerei que fosse ‘arriscado’ encenar As Lágrimas Amargas, a despeito do preconceito que a homossexualidade inspirava e ainda inspira em boa parcela do público – haja vista a repercussão em torno do beijo que minha personagem e a de Nathalia Timberg trocaram na novela ‘Babilônia’, de Gilberto Braga, em 2015.”

“Prólogo, ato, epílogo” (Companhia das Letras, 344 págs., R$ 49,90) é um verdadeiro presente de Fernanda Montenegro para quem a admira. Como escrevi antes, ela mistura recordações pessoais com lembranças de sete décadas de carreira no teatro, no cinema e na televisão.

“À TV eu devo – e não só eu – um retorno financeiro que é origem e base de uma independência econômica nesta minha velhice. Isso depois de estar a serviço de uma dramaturgia eletrônica há mais de setenta anos”, escreve ela.

A televisão aparece em sua trajetória já em janeiro de 1951, logo depois da estreia nos palcos, contratada para atuar em teleteatros na Tupi do Rio. Posteriormente, trabalhou no “Grande Teatro”, na mesma emissora. No total, esteve em mais de 400 adaptações teatrais na TV.

Fernanda ainda atuaria nos anos 1960 em novelas nas TVs Rio e Excelsior. E, em 1981, levada por Manoel Carlos, para atuar em “Baila Comigo”, iniciaria uma longa relação com a Globo, sem interrupção desde então. Foram 30 trabalhos, entre novelas, minisséries, séries e especiais, além de participações nos mais variados programas.

Não surpreende, neste sentido, o conjunto de homenagens que Fernanda tem recebido da emissora. Nas últimas duas semanas, ela deu uma excelente entrevista no Conversa com Bial, esteve no Encontro com Fátima Bernardes, foi tema de um “Globo Repórter” chocho e viu a reprise de “Central do Brasil”, filme pelo qual foi indicada ao Oscar, ser exibida na sessão mais nobre da Globo, a Tela Quente.

Parabéns, Fernanda Montenegro!

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Podcast UOL Vê TV estreia explicando por que amamos odiar A Dona do Pedaço http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/16/podcast-uol-ve-tv-estreia-explicando-por-que-amamos-odiar-a-dona-do-pedaco/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/16/podcast-uol-ve-tv-estreia-explicando-por-que-amamos-odiar-a-dona-do-pedaco/#respond Wed, 16 Oct 2019 07:31:39 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47904

Estreia hoje o podcast UOL Vê TV, mesa-redonda com os assuntos mais quentes da televisão na semana, comentados pelos colunistas do UOL Chico Barney, Flávio Ricco e eu. Toda quarta-feira, vamos avaliar as produções que estão no ar, fazer análises e revelar informações de bastidores (ouça acima ou aqui).

Neste primeiro episódio, a conversa gira em torno da novela “A Dona do Pedaço”, da Globo, que, mesmo detonada pelos críticos, tem agradado ao público e vem registrando altos índices de audiência. Outro assunto do podcast é a estreia quase simultânea de três programas de competição culinária. A conversa termina com a escolha do melhor e do pior da TV, segundo os colunistas.

Podcasts são programas que podem ser ouvidos a qualquer hora e lugar — no computador, no smartphone ou em outro aparelho com conexão à internet. Os podcasts do UOL estão todos disponíveis em uol.com.br/podcasts. Para ouvir este e outros programas você pode baixar aplicativos como o Spotify, ou o Deezer, por exemplo, buscar o nome do podcast e dar play no episódio desejado.

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Silvio Santos aprovou previamente pergunta sobre golpe de 1964 no programa http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/14/silvio-santos-aprovou-previamente-pergunta-sobre-golpe-de-1964-no-programa/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/14/silvio-santos-aprovou-previamente-pergunta-sobre-golpe-de-1964-no-programa/#respond Mon, 14 Oct 2019 19:40:36 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47889

Mesmo apresentando quadros de promoção comercial, como o “Bolsa Família”, Silvio Santos surpreende. Neste domingo (13), por exemplo, a família que disputava prêmios no programa teve que responder a uma pergunta sobre um tema que dividiu opiniões este ano no país. “O que aconteceu no Brasil no dia 31 de março de 1964?

Foram oferecidas quatro opções de resposta: “um massacre popular”, “a proclamação da República”, “um golpe militar” e “eleições diretas”. Diante delas, só uma resposta seria possível: “um golpe militar”. Cada um dos quatro participantes, porém, apostou em uma opção diferentes. A falta de conhecimento levou Silvio reclamar com o diretor do programa.

“Senhor diretor, isso aqui é um programa moderno. Como é que a gente vai saber o que se passou há 55 anos?” E a voz do diretor respondeu: “É história do Brasil.” Silvio retrucou, em tom de deboche: “História do Brasil… Eu acho, na minha opinião, só pode ser a proclamação da República.”

Todos riram e o diretor disse: “Não é”. Silvio, didático, perguntou: “Então o que é?” O diretor respondeu: “Golpe militar.” E Silvio emendou: “Golpe não é comigo.”

Silvio Santos faz pergunta no quadro “Bolsa Família”

A pergunta chamou a atenção porque Silvio Santos tem manifestado grande apreço, entusiasmo mesmo, pelo governo de Jair Bolsonaro. E, segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, o presidente não considera a tomada de poder pelos militares, em 1964, como um golpe. Em março Bolsonaro chegou a determinar “comemorações devidas” da data.

Em abril, alguns dias depois desta declaração, uma pesquisa do Datafolha mostrou que, para a maior parte das pessoas, o dia 31 de março de 1964, data do golpe que levou o país a um período de exceção de 21 anos, não deve ser comemorado. Ao contrário, deve ser desprezado.

A pergunta no “Bolsa Família”, desta forma, apresentou o fato histórico de uma forma que contraria a visão do presidente. Como Silvio Santos tem dado seguidas demonstrações de simpatia por Bolsonaro, houve muitos comentários nas redes sociais. Mas, na prática, como o blog foi informado, é o próprio Silvio Santos que faz as perguntas deste e de outros quadros. E, na véspera das gravações, recebe o roteiro em casa e faz as mudanças que entende como necessárias.

Ou seja, não houve surpresa alguma para Silvio na pergunta. Apesar de toda a bajulação nos últimos onze meses, o apresentador e dono do SBT quis dizer que pensa diferente de Bolsonaro sobre o que aconteceu em 31 de março de 1964.

Neste mesmo domingo, vale lembrar, Silvio colocou no ar o hino da FEB (Força Expedicionária Brasileira) – e bateu continência ao ouvi-lo.

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Atores mirins de Bom Sucesso fazem o “fofurômetro” explodir todo capítulo http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/14/atores-mirins-de-bom-sucesso-fazem-o-fofurometro-explodir-todo-capitulo/ http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2019/10/14/atores-mirins-de-bom-sucesso-fazem-o-fofurometro-explodir-todo-capitulo/#respond Mon, 14 Oct 2019 08:01:27 +0000 http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/?p=47869

Peter (João Bravo) como Peter Pan e Sofia (Valentina Vieira) como Wendy em cena de Bom Sucesso. Foto: Globo/Estevam Avellar

Entre as muitas qualidades de “Bom Sucesso”, chama cada vez mais atenção o espaço ocupado na trama por duas crianças, Peter e Sofia, vividos por João Bravo e Valentina Vieira, ambos de 10 anos de idade.

A menina tem emocionado o público ao dividir o protagonismo de cenas importantes na trama das 19h30 da Globo com Antônio Fagundes (Alberto) e Fabíula Nascimento (Nana). Já o menino, contracenando com Grazi Massafera (Paloma) e todo o núcleo de Bonsucesso, adicionou doses de humor e ironia vivendo um atrevido e pequeno youtuber.

João Bravo já tem alguma experiência como ator mirim. Estreou em “A Força do Querer” (2017), como Dedé, filho da protagonista Bibi Perigosa (Juliana Paes), e atuou também em alguns episódios de “Ilha de Ferro” (2018) e na primeira fase de “Verão 90” (2019). Já Valentina Vieira está fazendo a sua estreia justamente na atual novela.

No capítulo de sábado, o nome da atriz mirim chegou aos assuntos mais comentados no Twitter depois que a personagem chorou em cena, vendo o avô desfalecido e sem vontade de viver. Ela implorou que a mãe chamasse Paloma para reanimar Alberto, levando Nana, finalmente, a concordar.

Sofia (Valentina Vieira) chora ao pedir a mãe (Fabíula Nascimento) que chame Paloma para acudir seu avô

Segurando uma folha de pano que Paloma deu de presente para Alberto, Sofia disse: “Eu acho que essa flor é igual a rosa de ‘A Bela e a Fera’. É um sinal. A Paloma é a Bela e o vovô é a Fera. Se a Paloma não voltar, meu vô vai morrer, que nem a Fera.”

Nana tenta convencer a filha que uma flor de pano não pode murchar. “Você está confundindo, misturando as coisas”. Mas Sofia insiste. “Não, tenho certeza. Mãe, eu só quero um presente de Natal esse ano. Você tem que trazer a Paloma de volta”. E abraçando Nana, acrescenta: “Tenho certeza. Se a Paloma voltar, meu vô vai viver de novo”. É o que a mãe fará no capítulo desta segunda-feira (14)

Ainda nesta semana, segundo previsão dos capítulos divulgados, a dupla de atores mirins vai fazer o “fofurômetro” explodir novamente. Peter e Sofia vão surgir caracterizados como Peter Pan e Wendy, numa espécie de sonho, no desenvolvimento de uma cena em que Paloma (Grazi Massafera) lê trechos da obra de J. M. Barrie para o filho. A imagem no alto deste texto, divulgada pela Globo, dá uma ideia do que vem por aí.

O sucesso de Peter e Sofia é resultado de uma combinação de fatores. Em primeiro lugar, a qualidade do texto de Rosane Svartman e Paulo Halm, que trata ambos como crianças de 10 anos, sem sugerir precocidade, mas também sem mostrá-los como idiotas. Em segundo lugar, é notável a respeitosa interação dos atores principais, em especial Fagundes, Fabíula e Grazi, com as duas crianças.

E, por fim, e talvez o mais importante, João Bravo e Valentina Vieira esbanjam carisma e talento aos 10 anos de idade. Ambos parecem ter qualidades essenciais a um ator, como imaginação e criatividade. É de tirar o chapéu.

Em seu perfil no Instagram, Valentina Vieira falou da cena que mencionei aqui. Veja o que ela escreveu:

Ver essa foto no Instagram

Eu escolhi essa foto para representar o capítulo de ontem, quando eu chorei muito! E foi emocionante por causa de todos os meus colegas que fizeram essas cenas… desde o texto até a edição! Que honra para mim participar do elenco desse show de arte e de amor!!! Muito obrigada a toda equipe de Bom Sucesso!!! Muito obrigada ao público que recebe tão bem o que é feito do “lado de dentro” da telinha, que se emociona e que decide o que é sucesso! Eu estou muito feliz por todas as palavras de carinho, de amor e de incentivo!!! Muito obrigada, meu Deus, por este momento que eu estou vivendo!!! Ontem foi um Dia das Crianças muito especial para mim!!! Como a Sofia, eu chorei também, mas foi para a preparação da personagem (com a maravilhosa @tatimuninho e o talentoso @joaobravooficial ) e no final do dia, quando assisti o capítulo da novela… só que de emoção, de alegria, de orgulho!!! 💖

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