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“Pânico” vai de grosseria gratuita com atriz a entrevista genial com músico
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Mauricio Stycer

panicomanobrown2É natural que um programa de humor com duração de três horas seja irregular, alternando momentos engraçados com outros sem graça. O problema do “Pânico”, nos últimos tempos, é convencer o público que vale a pena esperar pelas melhores atrações, normalmente deixadas para o final.

Levantamento do site Noticias da TV mostrou que o programa perdeu quase metade do seu público em cinco anos.

A edição deste domingo (17) deu uma boa ideia da situação. Em um mesmo programa, o “Pânico” alternou momentos geniais com outros de puro constrangimento e falta de imaginação.

O ápice ocorreu no final, quando Daniel Zukerman encontrou um entrevistado disposto a falar em seu “Talk Show nas Alturas” – o rapper Mano Brown. O líder dos Racionais estava de ótimo humor e, em alguns momentos, trocou o semblante carrancudo de sempre por surpreendentes sorrisos abertos (a entrevista pode ser vista abaixo).

O repórter do “Pânico” quebrou o gelo ainda no aeroporto, quando disse a Brown que também era “das quebradas”. “De qual?”, quis saber o músico. “De Higienópolis”, brincou Zukerman, citando um bairro de classe alta de São Paulo.

A entrevista a bordo do avião foi excelente. Falaram de música, política, racismo e televisão, entre outros assuntos. Zukerman parecia preparado e Brown se mostrou atencioso e interessado nos temas propostos. Para quem raramente dá entrevista, como é o caso do músico, foi um momento realmente especial.

Há duas semanas, o mesmo Zukerman havia forçado Luiz Felipe Scolari a dar uma entrevista a bordo de um avião. Não conseguiu, mas a cena foi exibida orgulhosamente pelo programa, expondo todo o constrangimento do técnico.

panicolauracardosoEsse prazer em deixar figuras públicas em situação desagradável é uma marca do “Pânico”, mas hoje isso é feito sem critério algum e, pelo que mostra o Ibope, já não causa o efeito esperado.

Veja, por exemplo, um dos quadros do programa deste domingo. A pauta de Amanda Ramalho e Nicole Bahls era “As roupas íntimas dos famosos”. Com o objetivo de descobrir esse segredo essencial, as duas saíram perguntando a cor da cueca ou da calcinha de seus entrevistados. Conseguiram uma ou outra resposta engraçada, mas na maioria dos casos provocaram apenas sorrisos amarelos.

A cereja no bolo foi a abordagem feita com a atriz Laura Cardoso, de 86 anos. Ela não viu graça alguma na pergunta e virou a cara para a dupla. Em vez de descartar a cena na edição final, ocorreu o contrário: a “entrevista” teve o maior destaque na matéria. Não consigo acreditar que alguém se divertiu vendo isso.

Abaixo, a entrevista de Zukerman com Mano Brown:


Mensagem à turma do “Pânico”: deixem a Preta Gil em paz
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Mauricio Stycer

PretaGuiSantana
Piada é uma coisa, bullying é outra. O que o “Pânico” está fazendo com Preta Gil já se enquadra na segunda categoria. É uma marca do programa, aliás, esta insistência em tripudiar de quem não gosta das suas brincadeiras.

À época em que o humorístico, então na RedeTV!, perseguiu Jô Soares porque ele se recusou a dar uma entrevista ao personagem Jô Suado, de Marvio Lucio, o Carioca, escrevi a respeito. Observei então que Jô Soares tinha todo o direito de não querer falar com o “Pânico”. Considero autoritário achar que alguém tem obrigação de dar entrevista ou ser gentil com o programa.

pretagilnicoleCom Preta Gil o caso é ainda mais grave porque a cantora já processou o programa anteriormente, por ter se sentido prejudicada por piadas com o seu corpo, feitas em 2008. No último domingo, ela voltou a ser alvo de uma brincadeira, novamente relacionada à forma física. Veja um bom relato do que ocorreu aqui (abaixo o vídeo).

Pelo que leio no site Noticias da TV, neste domingo o “Pânico” voltará a abordar Preta Gil, sob o pretexto de pedir desculpas a ela. A cantora não aceitou o pedido feito por Nicole Bahls (foto). Da minha parte, peço à turma comandada por Emilio Surita: deixem a Preta em paz.

 

Atualizado em 14 de abril: No programa deste domingo (13), Emilio Surita pediu desculpas públicas a Preta Gil, reconhecendo que a brincadeira do programa pode ter passado do ponto. Veja aqui (a partir do minuto 11:30).


Promovendo o mesmo filme com piadas parecidas em três programas da Band
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SantoroAgoraETardesantoropanico3SantoroCQCHá várias razões para a queda de audiência quase generalizada na televisão brasileira. O assunto, bem sério e complexo, exige uma análise aprofundada. Mas não é preciso ir muito longe para enxergar um problema evidente, saltando aos olhos: a falta de imaginação de quem tem a obrigação de surpreender.

Um exemplo bem simples ajuda a ilustrar o que quero dizer. No início da última semana, houve dois eventos no Rio destinados a promover o lançamento do filme de animação “Rio 2” – uma entrevista coletiva e uma pré-estreia. Ambos contaram com a presença do ator Rodrigo Santoro, que dublou um dos personagens, do diretor Carlos Saldanha e dos músicos Carlinhos Brown e Sérgio Mendes.

No intervalo de seis dias, três programas da Band exibiram reportagens semelhantes, fazendo piadas parecidas, a respeito do evento. Na quarta-feira (19), Santoro foi entrevistado por Rafinha Bastos no “Agora É Tarde”. No domingo (23), submeteu-se ao questionamento de Daniel Zukerman e Nicole Bahls no “Pânico”. E na segunda (24), sobreviveu às perguntas de Mauricio Meirelles no “CQC”.

O filme “Rio 2” agradece a promoção, mas a Band não pode culpar o público se os seus índices de audiência foram abaixo do esperado.


Top 15: os momentos mais bizarros e inesperados da TV em 2013
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Mauricio Stycer

Em meio a novidades e decepções, boas e más surpresas, a TV ofereceu muito humor involuntário, dramas não imaginados, momentos geniais e bestiais em 2013. Abaixo apresento o meu Top 15 com os mais surpreendentes do ano. Listas deste tipo são sempre muito pessoais, e as minhas não são diferentes. Por isso, terei o maior prazer em acolher os comentários e observações dos leitores, apontando as injustiças das minhas escolhas e me lembrando do que esqueci.

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Uma semana depois de polêmica, “Pânico” faz imitação de Gerald Thomas
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Mauricio Stycer

Uma semana depois de causar uma das maiores polêmicas da história do “Pânico”, o diretor de teatro Gerald Thomas vai ganhar uma homenagem do programa. De óculos, cabelos longos e um molde acentuando o nariz, o humorista Marvio Lucio, o Carioca,fez uma imitação que deve ir ao ar neste domingo, na Band.

Carioca encarnou Gerald na noite desta quarta-feira (17), durante a festa de lançamento da novela “Sangue Bom”, da Globo, em São Paulo. Junto com o personagem estavam Nicole Bahls e Micome Bahls, vivida por Wellington Muniz, o Ceará.

Há uma semana, durante o lançamento de um livro, Gerald tentou colocar a mão por dentro do vestido de Nicole, que naquele dia estreava como repórter do “Pânico”. Tanto o diretor quanto a equipe que faz o programa caracterizaram o incidente como uma “brincadeira”.


Para tentar explicar “brincadeira”, “Pânico” deixa o humor de lado e recorre até a psicólogo
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O “Pânico” sempre se orgulhou das confusões e polêmicas que causou. Fato raro, o programa deste domingo deixou de lado o bom humor que adota em todas as situações e, com a maior seriedade, tentar explicar a sua mais recente “brincadeira”.

Estou falando, claro, da péssima repercussão das imagens do diretor Gerald Thomas colocando a mão por dentro do vestido de Nicole Bahls durante o lançamento do livro “Arranhando a Superfície”, na Livraria da Travessa, no Rio, na última quarta-feira (10).

O programa recorreu a Jacob Pinheiro Goldberg, o mais midiático dos psicólogos, para ensinar ao público que as cenas exibidas ocorreram no contexto de uma encenação. “Gerald faz um teatro de provocação. Cada pessoa projeta numa cena de provocação suas próprias emoções. Tem gente que vai se sentir profundamente atingida, e é um direito deste indivíduo, e outros simplesmente vão achar graça, que é, me parece, o objetivo do Gerald.”

Depois de ver uma das imagens do embate entre os dois, o psicólogo acrescentou: “Essa cena mostra que existe uma relação entre Nicole e Gerald de parceria. Os dois estão participando de uma cena. Não se pode considerar que o Gerald tenha sido vilão ou tenha agredido a Nicole. De qualquer maneira, cumpre registrar que a Nicole é irresistível”.

Além de Goldberg, o próprio Gerald Thomas gravou um depoimento reforçando a ideia de que os gestos captados pelas lentes dos fotógrafos deveriam ser entendidos como uma brincadeira da qual ele participou em resposta às provocações que sofreu do “Pânico”.

Daniel Zukerman, na pele do personagem Tucano Hulk, e Wellington Muniz, o Ceará, caracterizado como Micome Bahls, apresentaram Nicole a Gerald dizendo que se tratava da primeira vez da modelo na função de repórter. “Peraí, deixa eu ver o sexo real”, diz o diretor, antes de colocar a mão dentro do vestido.

Antes, ele havia feito menção de abrir a braguilha da calça de Zukerman e apalpou as pernas de Ceará, que usava um vestido idêntico ao de Nicole. Ao longo de toda a reportagem, Gerald debocha dos repórteres e fala muitos palavrões.

Não ficou claro se a própria Nicole se convenceu do caráter teatral do gesto. Depois de ouvir a explicação, ela disse, dirigindo-se ao apresentador do”Pânico”: “Emilio, eu não dou apoio pra ninguém… Se fosse na rua, eu ia processar, fazer o barraco todo”, disse. Surita pareceu um pouco impaciente ao responder: “Eu tô falando, Nicole, no contexto de um programa de humor. É lógico que a gente não quer, de maneira alguma, violência contra a mulher”.

Mesmo admitindo que possa ter sido de “mau gosto”, Surita insistiu ao final do programa que o gesto de Gerald deve ser entendido como uma piada. “Isso aqui é um programa de humor “, disse, muito sério.

Parece claro, pelo esforço feito, que a repercussão da “brincadeira” de Gerald com Nicole causou desconforto ao programa. Resta ver se a explicação vai convencer.

Abaixo, veja como o “Pânico” apresentou a cena no programa de domingo (14):

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/14407737[/uolmais]


Leia mais
: Pânico exibe cena polêmica de Gerald Thomas e Nicole Bahls e critica “sensacionalismo da imprensa”. Na quarta-feira, 11, quando as imagens foram divulgadas, procurei Alan Rapp, diretor do Pânico, que me disse, depois de ver as cenas gravadas na véspera: “Foi uma brincadeira do Gerald. Não foi uma agressão”.


“Foi uma brincadeira, não uma agressão”, diz diretor do “Pânico” sobre “ataque” de Gerald Thomas a Nicole Bahls
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Mauricio Stycer

Em seu primeiro trabalho como repórter do “Pânico”, Nicole Bahls foi ao lançamento do livro “Arranhando a Superfície”, do diretor de teatro Gerald Thomas, na Livraria da Travessa, no Rio, na noite quarta-feira (10).

As fotos do evento dão uma ideia do que ocorreu quando Nicole aproximou-se de Gerald. O diretor tentou colocar a mão por dentro do vestido da repórter. Daniel Zukerman (como Tucano Hulk) e Welington Muniz, o Ceará (como a personagem Micome Bahls, que imita a própria Nicole) apenas observaram a cena.

Em outras imagens (as de número 8, 9 e 10 na série acima), é possível ver que Gerald também fez menção de abrir a braguilha de Zukerman e segurou nas pernas de Ceará. Em uma foto (número 18), o diretor aparece mostrando o pênis para os fotógrafos.

“Fiquei muito triste com isso”, escreveu Nicole em seu perfil no Twitter. A um fã que manifestou solidariedade, ela escreveu: “Obrigada de coração. Amanhã é outro dia. Vai passar.”

Consultado no dia seguinte (11) pelo blog, Alan Rapp, diretor do “Pânico”, disse: “Foi uma brincadeira do Gerald. Não foi uma agressão”. À noite, durante o lançamento do livro de Evandro Santo, “O Melhor do Pior”, Alan repetiu essa opinião, mas acrescentou: “O cara é dos nossos!Todo mundo é um alvo em potencial, só que o Gerald Thomas é mais um pouco louco que a gente”, disse rindo.

As cenas vão ar neste domingo, no “Pânico na Band”.

Em tempo: Ouvido pela repórter Gisele Alquas, do UOL Celebridades, no lançamento do livro de Evandro, o humorista Bola disse entender o gesto de Gerald Thomas: “As pessoas têm o direito de fazer o que quiserem, porque nós também brincamos com elas”. O próprio Evandro Santo também minimizou o fato: “Não me importo, todo mundo já colocou a mão… não ia ligar se fosse o Gerald”. Leia aqui.

Nicole Bahls, a personagem central da história, deu declarações ambiguas sobre o assunto ao iG. Primeiro, disse: “Dentro dos contextos de família, fiquei chocada”. Depois, afirmou: “Pensei um pouco e acho que faz parte do personagem. É uma oportunidade que estou tendo de voltar e isso faz parte do programa. Tenho que começar a separar o personagem da vida real”. E, por fim, disse: “É horrível. Para uma mulher, mais ainda”. Leia aqui.

Em seu perfil no Facebook, Gerald Thomas incluiu o link de uma nota do site Ego sobre a sua “performance” e escreveu: “A noite de lançamento do Rio foi uma das mais lindas da minha vida e eu agradeço ao Rio por isso. ” A postagem de Gerald gerou mais de 300 comentários. A certa altura da discussão, o próprio diretor escreveu: “Continuem noite a dentro debatendo enquanto eu e o pessoal do Pânico rimos de tudo e nos divertimos. Ganhamos: cheque-mate” (duas correções: o certo é “adentro” e “xeque-mate”). Horas depois, em seu blog, voltou a tratar do assunto. “”A mulher não é um objeto. Mas não deveria se apresentar como tal”, disse. Leia mais aqui.


Top 10: Por seus méritos ou escorregadas, eles brilharam em 2012
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Mauricio Stycer

Sem eles, a televisão brasileira não teria tido graça ou emoção ao longo do ano. Para o bem ou para o mal, eles brilharam em 2012. Foram os protagonistas, as figuras que, por seus méritos ou escorregadas, mais se destacaram na concorrida paisagem da TV.

Aqui está o meu Top 10 com as principais personalidades de 2012. Semana que vem publico as listas com os melhores e piores do ano. Listas deste tipo são sempre muito pessoais, e as minhas não são diferentes. Por isso, terei o maior prazer em acolher os comentários e observações dos leitores, apontando as injustiças das minhas escolhas e me lembrando do que esqueci:

Xuxa: Ela está na praça desde a década de 80, mas não fazia tanto barulho há muito tempo. O seu programa na Globo passou por mais uma repaginada, mas segue sem identidade. Convidada do “Fantástico”, contou que sofreu abuso sexual na infância, uma das revelações mais bombásticas do ano.  Meses depois, foi ao “Na Moral” e disse a Pedro Bial o que faria se não fosse famosa: “Eu ia beijar muito, eu ia namorar muito, eu ia dar muito…”. Para concluir o ano, o diretor de seu programa, Mario Meirelles, chamou os espectadores do “Pica Pau”, da Record, de “retardados”. Que ano…

Boninho: 2012 começou mal para o diretor da Globo. Antes mesmo da estreia do “BBB12”, foi alvo de uma piada feita por seu próprio pai, Boni, no “Altas Horas”. Ouvindo Pedro Bial dizer que gosta de ver “coisa ruim” na televisão, Boni observou: “Quer dizer que você assiste o BBB!?”. Depois, Boninho viu o seu programa virar caso de polícia, por conta de uma cena noturna do modelo Daniel com Monique, mas agiu como se estivesse acima do bem e do mal. Mas o ano terminou bem para o diretor. Aposta sua, o “The Voice Brasil” foi um grande sucesso e assegurou nova temporada em 2013.

Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho: Os donos da RedeTV! vão terminar 2012 da mesma forma como começaram: com a emissora em crise. No início do ano, eles viram a maior fonte de faturamento da casa, o “Pânico”, se transferir para a Band, e reagiram com piadas. A contratação de Rafinha Bastos para fazer o “Saturday Night Live” resultou em fracasso. Foi um ano em que se falou muito de demissões, fim de programas e atrasos de salários. Preocupante.

Silvio Santos: Cada vez mais “safadinho”o dono do SBT se divertiu demais este ano. Brincou que está ficando “gagá”, mostrou o cabelo grisalho e fez piadas picantes com as “colegas de auditório”. Também elogiou o “airbag” de uma moça, se insinuou para todas as mulheres que passaram por seu programa e ainda apareceu sem as calças um dia. Não bastasse tudo isso, festejou o sucesso de “Carrossel” e tripudiou da concorrente Record.

José Luiz Datena: Num ano em que até negociou e resolveu um sequestro pela televisão, o apresentador da Band estreou em nova função, à frente do game-show “Quem Fica em Pé?”. Muito à vontade, fazendo piadas com as candidatas, teve a oportunidade de mostrar a sua versão “light”, com jeito de Tio Sukita. Numa ótima entrevista ao UOL, Datena contou: “Eu jamais ficarei louco porque eu já nasci louco”.

Nicole Bahls: Há muito tempo não aparecia uma personagem tão divertida na televisão. Antes mesmo de entrar na “Fazenda”, a ex-panicat mostrou o seu talento no programa de Luciana Gimenez. Questionada se recebeu muitas propostas indecentes ao longo da carreira, foi direto ao ponto: A gente trabalhava rebolando a bunda. Ia receber proposta de quem? Da Igreja?” No reality, Nicole provocou brigas com quase todos os candidatos, uma mais engraçada que a outra.  Viviane Araujo, a vencedora do programa, foi sua vítima preferida: “Você é insignificante”, disse a campeã moral da “Fazenda”.

Fátima Bernardes: Poucas pessoas encararam responsabilidade maior este ano. Tocado às pressas, o programa de auditório comandado por Fátima Bernardes tinha a missão de dar nova cara às manhãs da Globo. Cercado de expectativa em excesso provocou alguma decepção  e, até agora, não decolou. Em julho, uma espectadora foi flagrada dormindo no auditório.

Gaby Amarantos: Personagem conhecida do universo musical, a cantora virou estrela da televisão em 2012. Intérprete de “Ex My Love”, viu a música ser consagrada como tema da novela “Cheias de Charme”. Ganhou participação na novela e, com status de estrela, participou do “Dança dos Famosos”, no Faustão. Foi quando, para supresa geral, foi chamada de “gorduchinha” por uma das juradas.

Galvão Bueno: Sem a Globo, que não tinha os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos, o principal narrador da emissora embarcou para Londres como apresentador de um programa de debates do SporTV. Deu tudo errado. No momento mais dramático, brigou ao vivo com o comentarista Renato Mauricio Prado, que deixou o canal depois disso. Em outro momento crítico, se distraiu e disse que estava “ao vivo” numa transmissão de UFC que todos sabiam ser gravada. O ano terminou com Galvão onipresente na Globo, narrando F-1, Copa Sul-Americana, Brasileirão e final do Mundial de Clubes.

Hebe Camargo: A televisão perdeu uma de suas melhores e mais queridas apresentadoras. Ao morrer, em setembro, depois de uma luta contra um câncer, Hebe (1929-2012) foi, com justiça, saudada como um dos maiores nomes do entretenimento brasileiro. Em abril, tive a oportunidade de entrevistá-la, no momento em que voltou a apresentar o seu programa, depois de uma etapa do tratamento. “Não pensei um minuto em morte”, contou, com sua invejável alegria. Vai fazer falta.


Que exemplo alguém pode dar num reality show?
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Mauricio Stycer

Já escrevi algumas vezes sobre isso, mas sou obrigado a repetir, em função do barulho causado por um texto recente: assisto reality show para me divertir. Por isso, quanto mais um candidato me faz rir, mais ele conta com a minha simpatia.

Não assisto a programas como “BBB” ou “A Fazenda” em busca de conhecimento ou de lições de vida. Quer dar exemplo de bom comportamento? Não participe de um reality show.

Para mim, quem participa deste tipo programa está lá basicamente pelo prêmio e pela chance de faturar algo depois. É um desejo mais do que legítimo.

Para alcançar este objetivo, todos os candidatos tentam nos convencer que são os merecedores do prêmio. Alguns fazem isso melhor do que outros. Cada um com as suas armas.

Ao escrever Por que Nicole Bahls merece ganhar “A Fazenda 5″  estava pensando apenas nestas coisas.


Troféu Sinceridade: “Você é louca”, diz uma. “Você é porca”, responde a outra
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Mauricio Stycer

Esta edição da “Fazenda” tem oferecido grandes momentos de diversão, especialmente por conta do (mau) humor e da verve da modelo Nicole Bahls, a maior causadora de confusão que já passou por um reality show. Nesta terça-feira, a discussão foi com a também modelo Robertha Portella. A primeira parte do barraco foi de tarde. Nicole mandou ver:

“Fui acusada por você de ter problema de cabeça. Isso é problema de Justiça, de advogado. Isso aí pode ser danos morais, você sabia? Você vai responder na Justiça. Isso para mim é danos morais. Alegar que uma pessoa tem problema de cabeça…  Agora, fala com a minha mão. Para mim você é a mais porca, a que menos faz serviço. Vai se maquiar, que você ganha mais. Vai rebolar para a câmera que é isso que você sabe fazer”

À noite, durante a votação, Robertha retribuiu todas as gentilezas ouvidas mais cedo:

“Já a vi ofendendo, discutindo ou gritando com pelo menos cinco pessoas que gosto e hoje me afetou diretamente. Ela vive falando pelos quatro cantos da casa que se o energético dela acabar, ela vai ficar maluca. E hoje eu usei essa expressão com a mesma conotação de maluca e louca que ela já usou para ela. E ela disse que ia me processar. Fiquei preocupada. Se ela realmente quiser processar todo mundo que já chamou ela de maluca aqui, ela já até tem os R$ 2 milhões.” 

Aguardo com ansiedade o próximo round.