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Desencontro entre Pelajo e Waack produz momento cômico no “Jornal da Globo”
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Mauricio Stycer

Desencontros durante a leitura de notícias em telejornais são comuns. Menos comum é um apresentador reclamar com o outro ao vivo. Foi isso que chamou a atenção na noite de quinta-feira (23) no “Jornal da Globo”. “Sou eu”, diz Christiane Pelajo a William Waack depois de ouvir o colega da bancada ler uma chamada que caberia a ela. A apresentadora, então, faz questão de ler novamente a mesma chamada. É um momento engraçado, quase infantil, do telejornal.


“Jornal da Globo” diz que Dilma se recusou a participar de entrevista
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JornalDaGloboMarina

A candidata Marina Silva (PSB) inaugurou nesta segunda-feira um ciclo de entrevistas no “Jornal da Globo”. Na verdade, por conta da programação da emissora, a conversa (gravada previamente) teve início por volta de 0h45 de terça-feira.

Na abertura do telejornal, o apresentador William Waack lembrou que o programa tem feito  entrevistas com os principais candidatos à Presidência desde 2002. “Lamentamos que este ano, pela primeira vez, um dos candidatos tenha se recusado a participar das nossas entrevistas. É Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição.”

A entrevista com Dilma deveria ser feita nesta terça-feira (02). Uma entrevista com o candidato Aécio Neves (PSDB) está programada para quarta-feira (03). Na visão do apresentador, “estas entrevistas são entendidas como uma oportunidade de ajudar você, eleitor, a fazer a sua escolha nas eleições de outubro”.

A assessoria da campanha da candidata disse que não irá comentar o caso.

Atualizado à 0h30 de 3 de setembro: No telejornal desta terça-feira (02), William Waack voltou a dizer que Dilma não quis participar da entrevista. Na sequência, ele e Christiane Pelajo leram as perguntas que tinham a intenção de fazer para a presidente.

Em tempo: O “Jornal da Globo” obteve média de 7 pontos no Ibope, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira.

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“Jornal da Globo” critica demissão de Mano e diz que ele levou culpa como “mordomo de novela”
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O jornalista William Waack abriu o “Jornal da Globo”, no final da noite de sexta-feira (23), com um pequeno editorial em que comentou, de forma crítica, a decisão da CBF de demitir Mano Menezes do comando da seleção brasileira.

“Falta ano e meio para o time brasileiro estrear na Copa de 2014. E decidiu agora mudar de técnico, de comissão técnica, tudo.  Mano Menezes, o treinador defenestrado, ficou parecendo aquele mordomo de novela: bota a culpa nele. Na verdade, não é fácil tocar um time com menos craques do que antes num mundo futebolístico muito mais competitivo e equilibrado e, acima de tudo, nosso país é uma pátria de chuteiras. Boa sorte ao novo treinador.”

Textos opinativos são raríssimos nos noticiários da TV Globo. A emissora, como se sabe, é há anos  parceira comercial da CBF, de quem adquiriu os direitos de transmissão das partidas da seleção brasileira.

Em tempo: Mais informações e bastidores sobre a mudança no comando da seleção brasileira podem ser lidos aqui.


A cena da semana: “Você está assistindo o ‘Jornal da Globo’ ao vivo”
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Acidentes acontecem, mas alguns são piores do que outros. Ao vivo, começando a transmissão do “Jornal da Record”, pela primeira vez dentro do Estádio Olímpico de Londres, na noite de sexta-feira (27), Ana Paula Padrão cometeu a maior gafe do dia, dizendo que estava no “Jornal da Globo”. Veja o vídeo:

[uolmais type="video" ]http://mais.uol.com.br/view/13071674[/uolmais]

 

No texto que escrevi sobre transmissão da cerimônia de abertura dos Jogos, comento sobre outras gafes. Reproduzo-o abaixo:

Sóbria, Record erra menos, mas SporTV diverte mais com gafes e mau humor de Galvão

Narrar cerimônia de abertura de Jogos Olímpicos é tarefa quase tão complicada quanto descrever o que acontece ao longo de um desfile de escolas de samba.

Nesta sua estreia como dona da festa na TV aberta brasileira, a Record fez a opção pelo “menos é mais”. Evitou o excesso de euforia, deixou de lado a tentação de preencher todos os momentos com explicações, mas não traduziu vários momentos importantes. Cometeu menos erros, enfim, mas pode ter deixado o espectador boquiaberto, sem entender algumas passagens.

Bem diferente da transmissão eufórica dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, há um ano, a equipe escalada pela Record para a festa de abertura, os narradores Mauricio Torres e Alvaro José e a apresentadora Ana Paula Padrão, todos in loco, optou pela sobriedade e, em muitos momentos, pelo silêncio.

Em estilo oposto, a equipe do SporTV, com os narradores Milton Leite e Luiz Carlos Jr. no estádio, apoiados por Galvão Bueno do estúdio, apostou numa transmissão barulhenta, com muitos comentários e abobrinhas. Foi mais engraçado.

Falando o tempo todo, por cima do áudio da transmissão, o trio do SporTV não deixava o público descansar. Além das redundâncias, houve espaço para gafes, mau humor e piadas variadas.

Luiz Carlos tropeçou no português e falou em “problemas urbânicos” (sic). Galvão reclamou de um dos momentos mais legais, dizendo que Sean Connery, e não Daniel Craig, o atual intérprete do 007, é que deveria participar da festa, levando a rainha Elizabeth ao estádio. Ranzinza, também criticou a festa: “Tá bonito, mas um pouquinho frio”.

Durante o clipe de “Carruagens de Fogo”, Milton Leite começou a resumir o filme, mas não deu conta de contar tudo e se saiu com essa: “Ai você pega o filme na locadora e assiste”. Na passagem da delegação chilena, o narrador reiventou a geografia e anunciou: “Nosso vizinho, Chile”.

Na Record, também houve um ou outro excesso. Ana Paula, por exemplo, ao ver a homenagem dos ingleses ao seu famoso sistema público de saúde, escorregou: “É o nosso SUS”. Mas foi, de longe, uma apresentação mais contida e menos cômica. Ponto para a emissora.

Em tempo: Na sequência da cerimônia de abertura, Ana Paula Padrão emendou a apresentação do “Jornal da Record” e, para não ficar atrás, cometeu a maior gafe da noite, dizendo que estava apresentando o “Jornal da Globo”.

Obs: O texto foi publicado originalmente aqui. Meus textos sobre a cobertura dos Jogos estão sendo publicados AQUI.


“Desliga a internet”… Em que mundo vivia Carolina Dieckmann?
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Confirmando-se as informações até o momento disponíveis, Carolina Dieckmann foi vítima de um golpe clássico na internet: cedeu seus dados pessoais em resposta a um e-mail mal intencionado.

Muita gente já perdeu dinheiro por conta de golpes deste tipo. Carolina perdeu outro bem de valor, a privacidade. Fotos suas caíram na rede e se espalharam como vírus, com a típica velocidade que o meio propicia.

Nesta segunda-feira, ela concedeu uma primeira entrevista sobre o caso, ao “Jornal Nacional”. “Encontrei uma Carolina mais tranqüila esta tarde no Rio, aliviada, depois de dias de exposição da intimidade, constrangimento e chantagens”, narrou Patrícia Poeta, enquanto a câmera ia direto aos olhos da atriz, que brilhavam, como se estivesse chorando.

Como se sabe, Carolina não é uma celebridade típica, daquelas que fazem qualquer negócio para aparecer na mídia. Não por acaso, ao se referir a esta entrevista, o “Jornal da Globo”, mais tarde, sublinhou a dificuldade de falar com a atriz: “Carolina Dieckmann aceitou conversar com Patrícia Poeta”.

É verdade que o fato de ser representada por um advogado criminalista muito famoso acabou dando uma dimensão ainda mais espalhafatosa ao episódio. Mas Carolina não parece ter conseguido avaliar exatamente o que ocorreu, nem a proporção que o caso tomou.

Veja, por exemplo, o que ela fez ao ficar sabendo do vazamento das fotos: “Liguei para a Ana, que trabalha na minha casa, e falei: ‘Desliga a internet’. Davi, meu filho de 13 anos, estava em casa. Tinha muito medo de ele ver aquelas fotos e não estar lá para explicar. Minha preocupação era só falar para desligar a internet, que eu não queria que ele tivesse acesso àquilo.”

Este pedido, “desliga a internet”, é de uma ingenuidade comovente. Confirma que Carolina não segue o modelo-padrão de conduta dos famosos, mas acrescenta um dado a mais ao episódio: até aquele momento a atriz não fazia ideia do mundo em que está vivendo. Como se desligar a conexão caseira fosse impedir o filho de ver ou saber do que estava acontecendo.


“Jornal da Globo” vê risco à democracia na morte de Kirchner
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O “Jornal da Globo” começou na noite de quarta-feira com um incomum texto opinativo, uma espécie de editorial, lido pelo apresentador William Waack, no qual a emissora fala dos riscos para a democracia envolvidos na morte do ex-presidente Nestor Kirchner.

“Ao morrer, vítima de um ataque cardíaco hoje, Nestor Kirchner não era mais o presidente da Argentina. Mesmo assim, sua morte causou enorme comoção. Nestor Kirchner continuava governando através de sua mulher Cristina, que ia devolver o cargo a ele no ano que vem. O personalismo do líder populista é sempre um problema para instituições democráticas. É perigoso quando o caudilho está vivo e também quando ele morre”.

Na volta, ao apresentar a primeira reportagem do telejornal, Waack disse apenas uma frase: “A morte do ex-presidente Nestor Kirchner nesta quarta-feira jogou a Argentina num vazio político”. Foi seguido pela apresentadora Christiane Pelajo, que afirmou: “Kirchner era o principal nome da corrente que domina o país, o peronismo”. Ao que o enviado especial José Roberto Burnier, de Buenos Aires, completou: “Quem governa é a mulher, mas era ele quem mandava, dizem os argentinos”.

Waack voltou ao tema em outro momento do telejornal. Dirigindo-se a Burnier, ao vivo, de Buenos Aires, o apresentador perguntou: “Qual é a sua impressão a respeito de Cristina Kirchner? Ela consegue governar sem o marido?” O repórter respondeu: “Olha, William, esta é uma pergunta que os argentinos querem uma resposta, mas não tem esta resposta agora. Cristina nunca foi muito afeita às questões da economia. Quem governava… quem tomava muitas decisões por ela era o marido, que já estava afastado da presidência, mas que continuava dando muitos palpites no governo. E agora a questão é saber se ela vai ter condições de governar sozinha”.


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