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Não queremos bunda, anões e gincanas, diz Adnet sobre briga por ibope
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Mauricio Stycer

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Chega ao fim nesta quinta-feira (16) a segunda temporada de “Tá No Ar – a TV na TV”, o mais ousado programa humorístico exibido pela Globo desde “TV Pirata”, em 1988.

O programa final será uma homenagem aos 50 anos da Globo e contará com participações de  Alexandre Nero e Antônio Fagundes. As tradicionais zapeadas vão brincar com cenas históricas destes 50 anos. O personagem Militante Revoltado sai, finalmente, de seu quarto e revela “50 verdades” sobre a Rede Globo.

Rindo com inteligência e, aparentemente, sem limites do universo da televisão, a atração criada por Marcius Melhem, Marcelo Adnet e Mauricio Farias conquistou um público fiel – ainda que modesto, em matéria de audiência.

Nesta entrevista exclusiva ao UOL, Adnet faz um balanço da segunda temporada e realça um dos maiores trunfos do humorístico – o fato de o “Tá No Ar” atirar para todos os lados: “Apenas os menos acostumados à democracia são capazes de se ofender”, diz.

Comentando a disputa com “A Praça É Nossa”, do SBT, que vai ao ar em um horário próximo, Adnet afirma que o programa “não vai se curvar” à briga pela audiência. “Se quiséssemos priorizar o Ibope, o programa não teria zapeada, não citaria a ‘concorrência’, teria menos inovações e não teria críticas e subversões que exigem bastante atenção da audiência. Teríamos bunda, anões e gincanas”, diz.

Abaixo, a íntegra da entrevista, realizada por e-mail:

Qual é a avaliação que vocês fazem desta segunda temporada?
Marcelo Adnet: Excelente. Profissionalmente, fomos felizes porque acreditamos muito em cada piada que fizemos, desde a ideia até a realização. Os quadros do programa são como nossos filhos, pois nasceram de algo muito íntimo e inviolável – nossa criatividade! Acho que é uma vitória não só pra nós como para o humor na TV. E ainda pessoalmente somos todos – redação, equipe, elenco e até figurantes e executivos da casa – muito amigos e cúmplices e vibramos juntos. Assistimos ao programa juntos aplaudindo, gritando e cantando.

O que vocês esperavam alcançar e não conseguiram?
Nada, porque não criamos expectativa alguma. Queremos apenas ser fiéis ao nosso gosto, estilo, ideias. E isso nós atingimos. Nosso programa vai na contramão da TV tradicional.

tanoarsilviosongsO que você acha que foi o melhor do programa este ano?
Que difícil! Muitas coisas, mas acho que pela simplicidade e apelo popular, destaco o “Silvio’s Greatest Songs”. O programa já estava todo gravado e, um dia, de brincadeira, mandei áudios no nosso grupo de whatsapp com o Silvio cantando canções. Logo pensamos: “Por que não transformar isso em um quadro de canal musical? Não precisamos de imagem, só áudio”. No mesmo dia, elaboramos uma lista de canções e nosso músico genial Marcio Lomiranda produziu as bases rapidamente. Dia seguinte gravei todas as músicas selecionadas e dias depois o quadro estava no ar.

E o que não funcionou?
Acho que a gente só bota no ar o que a gente acha que funciona. E funcionar é algo subjetivo. As pessoas gostam mais e menos de alguns quadros. Não há uma unanimidade sobre nenhum quadro ou programa. Não consigo achar algo que não tenha funcionado, pois como acompanhamos todo o processo de edição, se achamos que algo não está bom, mudamos ali mesmo. Portanto, como nosso ponto de vista está sempre presente, pra gente tá tudo funcionando.

tanoargalinhaconvertidinhaImagino que o programa receba muitas reclamações. O que incomodou mais ao público este ano?
Por incrível que pareça, o fato de o “Tá No Ar” atirar para todos os lados – evangélicos, umbandistas, muçulmanos, judeus, a própria Globo, a publicidade, o sensacionalismo, a televisão como um todo – apenas os menos acostumados à democracia são capazes de se ofender. Acho que o programa oferece diversas carapuças e fica feio pra quem veste a carapuça e reclama, pois falta a estes senso de humor e autocrítica. E o público reconhece isso. Portanto, o programa, ao contrário do que se imagina, recebe muitos elogios por seu estilo politicamente incorreto e inovador, e pouquíssimas reclamações. Existem críticas, que são pontuais, e não as considero reclamações. Você mesmo, Maurício, escreveu que “Tá No Ar” deveria rir da própria Globo que atrasa a programação. Aceito sua crítica e a vejo como relevante, porém acho que em um episódio do “Tá No Ar” criticamos mais a Globo do que em anos de programação. Acho saudável o programa despertar reações diversas nas pessoas.

Algum quadro deixou de ir depois de gravado por ser considerado “forte” demais? O programa é aprovado por instância superior antes de ir ao ar?
Nenhum! Ele é aprovado antes de ir ao ar, mas de forma leve e descontraída, como tem que ser. Agradeço muito a Carlos Henrique Schroder (diretor-geral da Globo) que bancou e apoiou a ousadia do nosso projeto desde o início. Somos livres pra criar.

tanoargugu1Como a equipe viu o “Tá no Ar” ser atrasado na grade em função de uma disputa de audiência com o programa do Gugu, da Record?
Ficamos esperando uns minutos a mais. Somos ansiosos e queremos que comece sempre mais cedo. Não posso afirmar que esse foi o motivo de eventual atraso (o horário do programa sempre apresentou flutuação, desde a primeira temporada). Respeitamos as decisões, contanto que não nos podem artisticamente. E isso nunca aconteceu.

Como você vê o fato de o “Tá no Ar” disputar duramente no Ibope com “A Praça É Nossa”, do SBT?
Você que está dizendo isso, não é verdade. Não perdemos para a “Praça” em nenhum dos nove episódios desta temporada. Respeitamos muito o pessoal da “Praça” tanto que já a citamos duas vezes de forma elogiosa, enquanto ela estava no ar, ao mesmo tempo que a gente! Há público para todos. Não fazemos programa priorizando dar Ibope, pensamos na qualidade. Estamos errados em priorizar a qualidade? Se quiséssemos priorizar o Ibope, o programa não teria zapeada, não citaria a “concorrência”, teria menos inovações e não teria críticas e subversões que exigem bastante atenção da audiência. Teríamos bunda, anões e gincanas. Não, não queremos isso. Não vamos nos curvar a isso.

Vai ter terceira temporada? Quando?
Não sabemos ainda. Por mim amanhã!

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“Superstar” renova o júri, mas repete falha da primeira temporada
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Mauricio Stycer

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Cercada de muita expectativa, a estreia do show de talentos “Superstar” foi uma das grandes decepções de 2014. Formato original, criado em Israel, o programa oferece ao público o poder de escolher ou rejeitar os músicos candidatos, por meio de um aplicativo, numa votação em tempo real.

A frustração com o aplicativo, que falhou na estreia do ano passado, se repetiu na noite deste domingo (12), na abertura da segunda temporada. Um número grande de espectadores manifestou, por meio das redes sociais, dificuldades para votar.

Curiosamente, apenas as duas primeiras bandas não conseguiram o número mínimo de votos para se classificar. É possível que tenham sido prejudicadas pelas dificuldades que espectadores encontraram para votar.

O júri do programa, um dos pontos mais fracos em 2014, foi inteiramente trocado. Saíram Ivete Sangalo, Fabio Jr. e Dinho Ouro Preto, entraram Sandy, Thiaguinho e Paulo Ricardo.

Bem menos afoito que o primeiro trio, o novo time chamou pouca atenção, o que, no caso, é uma qualidade. Sandy esbanjou simpatia com aquele “jeitinho” de criança que os seus fãs adoram. Thiaguinho, o boa gente, não perdeu o sorriso nem mesmo quando odiou algumas bandas. E Paulo Ricardo, o velho roqueiro, fez o papel de professor.

O líder do RPM não resistiu a dar uma bronca no “pessoal de casa” que rejeitou um grupo que ele considerou bom. O comentário foi rapidamente cortado pela apresentadora Fernanda Lima. Afinal, pega mal criticar o público de um programa cujo maior atrativo é o voto de quem está em casa.

Por outro lado, uma regra nova, limitando em cinco o número de bandas classificadas por programa, teve o efeito justamente de colocar rédeas na escolha do público. Agora, mesmo que os espectadores aprovem todas as bandas com seus votos, só as cinco mais votadas avançam.

A mudança corrige um problema ocorrido na primeira temporada, quando um número excessivo de candidatos foi aprovado já na estreia, atrapalhando o ritmo do programa ao longo das outras semanas. Agora, as bandas aprovadas, mas não classificadas entre as cinco primeiras, vão para uma repescagem. Ou seja, o “pessoal de casa” tem poder, mas nem tanto.

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50 anos da Globo em 50 fotos
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Mauricio Stycer

Um resumo muito bom da data que a Globo comemora neste mês de abril. Recomendo o passeio pelo álbum de fotos. E fique à vontade para apontar o que, na sua opinião, deveria estar incluído — e não coube — nesta lista de 50 imagens.


Sem a Globo, faixa das 20h30 volta a ser horário nobre de novelas
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Mauricio Stycer

DezMandamentos1Ao anunciar a sua programação para 2015, no início de fevereiro, a Record informou que iria mudar a sua grade para lançar “Os Dez Mandamentos” em uma nova faixa, a das 20h30.

chiquititasA decisão de colocar a sua superprodução bíblica no horário do “Jornal Nacional”, e não no da novela das 21h15, pareceu inteligente. É uma oportunidade de oferecer realmente uma alternativa ao espectador. O SBT, com a novela infantil “Chiquititas”, atende a uma outra parcela da audiência.

mileumanoitesAntes de a Record estrear “Os Dez Mandamentos” nesta segunda-feira (23), porém, a Band se antecipou com uma mesma ideia. No último dia 9, a emissora lançou “Mil e Uma Noites”, uma novela turca, em 180 capítulos, lançada originalmente em 2007 e já exportada para uma dezena de países.

Assim, de uma hora para outra, a faixa das 20h30, que no passado era o horário da principal novela da Globo, é agora ocupada por três folhetins dos concorrentes. A faixa consagrada – e depois abandonada – pela líder de audiência voltou a ser “o” horário de novelas.

Somadas, nesta segunda-feira (23), as audiências de “Os Dez Mandamentos” (12,1), “Chiquititas”(12) e “Mil e Uma Noites” (3,2) superaram o “Jornal Nacional” (25,3) na Grande São Paulo, de acordo com dados consolidados do Ibope.

E, enquanto a Record evitou exibir sua novela no horário de “Babilônia”, o SBT decidiu apostar exatamente na faixa das 21h15, desde o último dia 16, para reapresentar um dos seus maiores sucessos recentes, a infantil “Carrossel”.

Sozinha, sem concorrência, mas com baixíssima audiência, a TV Brasil exibe, a partir das 23h, a novela angolana “Windeck”.

O ano de 2015 assiste, desta forma, a uma situação de variedade que não ocorria há muito tempo: cinco emissoras diferentes exibindo novelas. Para quem gosta, incluindo as reprises, são 13 por dia, de quatro nacionalidades – além das brasileiras, a oferta inclui mexicanas, uma turca e uma angolana.

15h15: Maria Esperança (SBT)
16h15: Coração Indomável (SBT)
16h30: O Rei do Gado (Globo)
17h: A Feia Mais Bela (SBT)
17h45: Malhação (Globo)
18h25: Sete Vidas (Globo)
19h35: Alto Astral (Globo)
20h25: Mil e Uma Noites (Band)
20h30: Os Dez Mandamentos (Record)
20h30: Chiquititas (SBT)
21h15: Babilônia (Globo)
21h15: Carrossel (SBT)
23h: Windeck – Todos os Tons de Angola (TV Brasil)

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Sete personagens que mudaram para pior e três acertos em “Império”
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Mauricio Stycer

Ao chegar ao final, depois de ser esticada para 203 capítulos, “Império” deixa um gosto de frustração no ar. A novela de Aguinaldo Silva apresentou vários motivos para merecer um crédito de confiança do espectador, mas largou no meio do caminho inúmeros bons assuntos que levantou.

Uma maneira de entender o que “Império” poderia ter sido, mas não foi, é analisando a trajetória de alguns personagens importantes. Reviravoltas são normais em novelas, mas é curioso observar que, na história de Aguinaldo Silva, elas afetaram especialmente os personagens polêmicos, que pretendiam discutir temas “difíceis”.

Na reta final, como já escrevi, “Império” parece ter virado outra novela. O autor resolveu, sem maiores explicações, uma série de conflitos e situações difíceis, além de ter dado uma solução rocambolesca à trama policial que apresentou.

Novela não tem compromisso com a realidade – um exemplo positivo disso, na minha opinião, foi a divertida cena do casamento de Vicente (Rafael Cardoso). Enquanto esperava a noiva Maria Clara (Andréia Horta), quem apareceu foi a irmã dela, Cristina (Leandra Leal).

O problema é quando uma história com tintas realistas deixa de lado a lógica e a coerência, “traindo” o espectador que acompanhava cada lance acreditando no que o autor estava propondo. Foi o que ocorreu, por exemplo, com a revelação de que Silviano (Othon Bastos) era um grande vilão sob as ordens de José Pedro (Caio Blat), também conhecido como Fabricio Melgaço.

Abaixo a minha lista com sete personagens que mudaram para pior e três acertos em “Império”.

imperioclaudioleoClaudio: Casado, pai de dois filhos, o cerimonialista mantinha vida dupla, sendo amante de um outro homem. José Mayer trocou o eterno papel de galã para viver este personagem ousado, mas rapidamente Aguinaldo Silva recuou e fez Claudio desistir de Léo (Kleber Toledo) para viver com a mulher Beatriz (Suzy Rego). Na última semana da novela, sem explicação, Claudio resolver jogar tudo para o alto e não apenas voltar a viver com Léo como assumir publicamente a relação.

imperioenrico2Enrico: Filho de Claudio, o personagem de Joaquim Lopes se revelou homofóbico ao descobrir que o pai era gay. Por conta do seu preconceito, a vida virou um inferno. Perdeu a noiva, o restaurante em que era chef e a sanidade. Depois de um exílio na Europa, voltou para ver o pai quase ser assassinado por sua causa. O crime teve efeito incrível: de uma hora para a outra, por mágica, Enrico deixou de ser homofóbico.

imperiomagnoliaseveroMagnólia e Severo: Muito bem interpretados por Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes, eles começaram a novela revelando como pais podem explorar de forma sórdida os próprios filhos. O ótimo tema, delicado e atual, provavelmente provocou repulsa do público. Para aliviar, o autor providenciou que a dupla ficasse milionária por acidente e protagonizasse cenas cômicas, em estilo “Zorra Total”. Na penúltima semana, Magnólia e Severo ficaram pobres. Sem nenhuma explicação, a mãe se tornou uma figura doce e legal, enquanto o pai foi punido com a perda da memória.

imperioteopereira3Téo Pereira: Por meio do jornalista interpretado por Paulo Betti, Aguinaldo Silva quis denunciar o pior tipo de jornalismo ainda praticado, o de fofocas. O personagem também mostrou os efeitos nefastos da invasão de privacidade causada por sites de celebridades. Cansado, talvez, do seu vilão, o autor o repaginou. Repentinamente, Téo virou um jornalista sério, respeitado.

imperioxanaXana Summer: Mais um caso de personagem ousado que, no meio da novela, andou para trás e, no final, de forma súbita, sofreu outra transformação espetacular. O cabeleireiro vivido por Ailton Graça se vestia e se comportava como mulher e tinha interesse em homens. O recuo começou quando a questão da sexualidade de Xana foi tratada como algo sem importância e revelou-se que ele gostava de mulher. Depois, para conseguir adotar uma criança, abandonou o seu modo de ser e vestiu-se como homem. E, no fim, voltou a ser liberal, vivendo um triângulo com Naná (Viviane Araujo) e Antonio (Lucci Ferreira).

imperiosilvianoSilviano: Por 180 capítulos, Othon Bastos interpretou um mordomo recatado, totalmente devotado à patroa, Maria Marta (Lilia Cabral). Sabíamos que havia um mistério entre os dois, mas a revelação pegou todo mundo de surpresa, inclusive o ator. Silviano foi, no passado, marido de Marta. Pior, alguns capítulos depois, a sua reviravolta foi ainda mais radical, ao se revelar que, na verdade, era um dos grandes vilões da história.

imperiocomendadorJosé Alfredo: O melhor de “Império”. Um raro personagem com muitas dimensões, contraditório e carismático. O comendador era bom e mau, honesto e pilantra, cheio de esqueletos no armário, manias engraçadas. Um anti-herói, como reza a boa dramaturgia, nada retilíneo. Vivido com brilho por Alexandre Nero, o personagem levou a novela nas costas e mostrou que Aguinaldo Silva é capaz, ainda, de grandes momentos.

imperiolorraineLorraine: Como sempre acontece em novela, a personagem ganhou vida e espaço muito em função do excelente desempenho de Dani Barros. Aguinaldo Silva recompensou o talento da atriz com inúmeros imperionana2desdobramentos, incluindo uma decisiva participação na reta final da trama.

Naná: A personagem teve pouco destaque em “Império”, mas mostrou-se um grande acerto a escalação de Viviane Araujo (à esq.), outra aposta do autor. Curiosamente, parte da história de uma outra personagem, a sambista Juju Popular (Cris Vianna) foi inspirada na vida de Viviane.

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“Tá no Ar” poderia rir da Globo por atrasar o programa para combater Gugu
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Mauricio Stycer


Depois de fazer uma ótima sátira da melodramática entrevista de Gugu Liberato com Suzana von Richthofen, acho que cabe agora ao “Tá no Ar” rir da própria Globo, que alterou o horário do humorístico para combater o programa da Record.

Como foi anunciado antes da estreia, a segunda temporada do “Tá no Ar” ganhou um lugar melhor na grade, começando por volta das 23h15. Isso ajudou, nos primeiros episódios, a levantar a audiência do programa.

Com a estreia de Gugu na Record, a Globo adotou a estratégia de esticar um pouco mais a novela “Império”, que está em sua reta final, com bons índices no Ibope, e atrasou todos os programas que são exibidos em sequência.

Nesta quinta-feira (05), não apenas “Império” foi prolongada, como também a edição do “BBB15”. Era dia de prova do líder e, na esteira da novela, a audiência do reality estava muito boa. Assim, a Globo manteve o programa ao vivo, numa clara enrolação, até depois da meia-noite.

“Tá no Ar” só começou na madrugada de sexta-feira, por volta de 0h05. Marcelo Adnet e Marcius Melhem encenaram ser dois dos “ninjas” do “BBB” e contracenaram com Pedro Bial na abertura do humorístico.

Mudar a grade para enfrentar a concorrência é uma arma legitima, mas a estratégia da Globo claramente prejudica os fãs do “Tá no Ar” – obrigados a ficar acordados até mais tarde. Como o programa faz piada com tudo que diz respeito ao universo da TV, não seria gratuito comentar essa situação.

Em tempo: No embalo da boa audiência de “Império” e do “BBB15”, o “Tá no Ar” conseguiu um bom resultado, apesar do horário tardio. Segundo dados prévios do Ibope, marcou 13 pontos de média, um índice superior ao semana passada (11), mas inferior ao da estreia (14) e do segundo episódio (15). A primeira temporada, em 2014, marcou 12 pontos na estreia e teve uma média geral em torno de 9 pontos.

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