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Globo “libera geral” com “Tá no Ar”, mas não muda política de vetos
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Mauricio Stycer

No “UOL Vê TV” desta semana comento o novo programa de humor da Globo, “Tá no Ar”, autorizado a citar concorrentes, parodiar comerciais e rir da própria Globo. Mas lembro que a liberdade dada aos criadores do humorístico não se estende a outras áreas, que sofrem com restrições da emissora.


“Pânico” ri da falta de originalidade na TV brasileira
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Em clima de brincadeira, o “Pânico” abordou um assunto sério neste domingo: a desfaçatez com que diferentes emissoras e programas copiam atrações alheias, sem dar crédito ou pagar os direitos devidos por isso.

O motivo para a reportagem foi a troca de comentários no Twitter entre Luciano Huck e Marcos Mion há uma semana. O apresentador da Globo ironizou a estreia de um novo quadro do colega, no qual ele atua como entregador de pizza, dizendo que lhe parecia “familiar”. O apresentador da Record respondeu dizendo que o formato havia sido adquirido de uma produtora israelense.

A reportagem do “Pânico” lembra que originalidade é um artigo em falta na televisão brasileira. É incrível a naturalidade com que os entrevistados repetem a ideia de que “na TV, nada se cria, tudo se copia”. Veja:


 


Na troca de farpas entre Gilberto Braga e Gloria Perez, ambos têm razão
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Em 1980, escrevendo “Água Viva”, Gilberto Braga inaugurou na Globo a prática de contar com a ajuda de colaboradores e co-autores na tarefa. Em uma recente entrevista a “O Globo”, ele lembrou como convenceu Boni a indicar alguém (no caso, Manoel Carlos) para ajudá-lo no trabalho. Depois de relatar esta história, Braga observou que nem todos os autores recorrem a colaboradores. E disse:

“Para certos autores é fácil. Por exemplo, a Glória Perez escreve com a maior facilidade, sozinha. Ela é bem minha amiga, e uma vez me deu esporro porque eu disse que escrever novela é cansativo. Ela disse: ‘Ora, Gilberto, eu escrevo um capítulo em cinco, seis horas. Às vezes nem releio e mando. No dia seguinte eu olho como terminei e continuo. Uma cena atrás da outra’. Enfim, me deu uma bronca. Quando ela acabou, falei: ‘Mas, Glória, tem um problema: na hora que passa, a gente nota’ (risos).”

Gloria Perez, naturalmente, não gostou da maldade e, questionada no Twitter, respondeu à altura: “Problema maior é quando passa por três autores, dez colaboradores e a gente nota, né? =)))”.

Esta discussão é boa. Pensando em “Insensato Coração” (2011) e “Salve Jorge” (2012), as novelas mais recentes de ambos, marcadas por tantos problemas e erros, é possível dizer que os dois têm razão.

A próxima novela de Braga, “Três Mulheres”, programada para 2015, será escrita em parceria com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. O próximo trabalho de Gloria, ainda para este ano, será a série policial “Dupla Identidade”.


Aplicativo do “Superstar” funciona, mas o júri não
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A boa notícia para a Globo é que, depois de muitas falhas na estreia, o aplicativo do “Superstar”, finalmente, funcionou. Quase não houve reclamações de espectadores neste domingo (13).

A má notícia é que o trio de jurados escolhido para avaliar as bandas não funcionou. Ivete Sangalo, é verdade, divertiu o público com frases engraçadas e sem sentido, mas não ajudou quase nada em matéria de avaliação musical.

Explicando por que aprovou quase todos os candidatos, a cantora reconheceu que tem “personalidade zero”. Num raro momento, ao criticar um grupo, lamentou que a música que cantaram tinha muita “repetição” – o que soou como piada para quem conhece vários de seus sucessos.

Como ocorreu na estreia do “Superstar”, Fabio Jr. segue sem saber o que está fazendo no programa. Mal fala e, quando consegue dizer alguma coisa, não se faz compreender. Parece sempre em outra dimensão.

Já Dinho Ouro Preto, chamado por Faustão de Dado Villa-Lobos, parece o mais disposto a atuar como jurado, mas tem um repertório limitado – está sempre elogiando a “atitude” das bandas com os olhos bem abertos, mas não consegue argumentar além disso.

Além das limitações do trio, Fernanda Lima também penou, neste segundo episódio, para conseguir organizar o que poderia ser uma tarefa fácil. Cada banda selecionada precisa ter um “padrinho”, mas os três jurados não conseguiam se entender a respeito. Chegou a ser engraçado ver a apresentadora, manifestando impaciência, pedir “objetividade” ao trio.

A rigor, ficou a sensação de que Ivete, Fabio Jr. e Dinho ainda não sabem — ou não entenderam – o que devem fazer durante o programa. E resolver isso talvez seja mais difícil do que solucionar o problema técnico que surgiu, há uma semana, com o aplicativo.

Em tempo (atualizado às 16h30): Pela segunda semana, “Superstar” perde no Ibope no confronto com o “Programa Silvio Santos”. O placar foi 12 a 11 (11,8 a 11,2) para a atração comandada pelo dono do SBT. Na estreia, a derrota foi por décimos (12,5 a 12,2). Mais aqui.


Globo vetou menção a marcas e concorrentes no ‘Casseta”, lembra humorista
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claudiomanoelIntegrante do núcleo de humor, criado pela direção da Rede Globo para discutir ideias e propor novos programas, o humorista Claudio Manoel festejou a estreia de “Tá no Ar” em sua página no Facebook. “Parabéns a todos envolvidos, aos queridos amigos Leonardo Lanna, Marcius Melhem e Adnet e, mais especialmente ainda, congratulations aos ‘novos tempos’.”

Integrante do grupo Casseta Popular desde os primórdios, quando ainda era uma publicação universitária, Claudio Manoel participou como redator da criação do programa “TV Pirata” (1988) e, depois, do “Casseta & Planeta Urgente” (1992), onde também atuava.

Em sua mensagem de felicitações à turma do “Tá no Ar”, o humorista lembrou que muito do que o novo programa mostrou de mais ousado esta semana era proibido pela direção da Globo na época em que fazia o “Casseta & Planeta – em especial as piadas com marcas conhecidas e programas de emissoras concorrentes. Por isso a menção aos “novos tempos” quando congratula a equipe do novo programa.

Veja abaixo a mensagem de Claudio Manoel:

“Já tem tempo pra cacete, pra lá de 15 anos, quando chegaram as ‘novas lá de cima’, que nos vetava qualquer possibilidade de brincar com ‘marcas’ (o que fazíamos desde o TV Pirata e ‘trouxemos’ pro Casseta. Tivemos que nos ‘virar’ e a coisa boa foi que, dessa situation, nasceram as ‘Organizações Tabajara’) e também proibia mexer com qualquer formato/personagem da ‘concorrência’… (anos depois, a encrenca chegou na política, mas isso é outra história) Ontem, esses ‘tabus’ caíram com a estreia do ‘Tá no Ar’. Parabéns a todos envolvidos, aos queridos amigos Leonardo Lanna, Marcius Melhem e Adnet e, mais especialmente ainda, congratulations aos ‘novos tempos’. Nós sentimos muito a falta desse oxigênio, que bom que vocês puderam respirar ares mais frescos. Façam bom proveito. Voem!”

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tanoarSilvioSantos
Uma chamada exibida pouco antes da estreia advertiu o espectador sobre o ritmo de “Tá no Ar: a TV na TV: “O programa pula de canal em canal sem sair da Globo”.

Com a proposta de rir do universo da televisão, o humorístico criado por Marcius Melhem e Marcelo Adnet tentou oferecer ao público, em sua estreia, uma experiência drástica: ficar diante de um aparelho de TV, mas sem poder algum sobre o controle remoto, que freneticamente passa de uma emissora para outra.

“Tá no Ar” se propõe a resgatar uma velha tradição de programas de humor da emissora, presente desde a década de 60, com foco na crítica bem-humorada ao  universo da televisão — “TV0 – TV1″, “Satiricom”, “TV Pirata”, entre outros.

Melhem e Adnet fizeram paródias de várias publicidades famosas (Friboi, Ipiranga, Nextel), piadas com a apelação na TV (“Audiência tá subindo? Bota mais bunda!”), auto-ironia (com Ricardo Macchi falando do seu talento) e até brincadeira com um pronunciamento da presidente Dilma.

tanoarcriticodagloboCom três aparições, o personagem que encarnou o “crítico da Globo” acabou sendo um dos destaques do programa. Nordestino, irado, falando diante de uma câmera tremida, ele reproduziu o discurso mais óbvio, sem sutileza, que se propaga nas redes sociais contra a emissora.

Outra atração de peso foi a boa paródia aos programas policiais vespertinos, chamado “Jardim Urgente”. Com o apresentador gritando “foca em mim”, o quadro tratou como caso policial grave a história de uma criança que destruiu um castelinho de areia na praia. “Por isso sou a favor da redução da maioridade penal”, disse o apresentador.

Uma versão de Silvio Santos apareceu brevemente na tela, vivido por Adnet, dizendo: “O que eu tô fazendo neste canal? Tá errado”. Espero que reapareça com mais calma. Também torço para que o programa exiba um segundo episódio da trepidante série “Pesca Fatal”.

TanoArDoutorSUSA melhor piada, na minha opinão, acabou sendo a versão do seriado “House”, na qual Melhem viveu o médico “Dr. SUS”. Diante dos casos mais graves e horrendos que atendeu no hospital, ele repetia sempre o mesmo diagnóstico: “É virose”.

“Tá no Ar” repetiu, em forma de piada, uma crítica recorrente dos fãs de Adnet, segundo a qual ele era melhor nos tempos da MTV. Foi uma estreia muito boa, mas o ritmo acelerado demais fez a Globo ficar um pouco com a cara da MTV.

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Em tempo: Um dos quadros do programa se chama “Pesca Fatal” e não “Pesca Mortal”, como escrevi originalmente. Agradeço aos leitores que me alertaram para o erro.


Formato original, “Superstar” falha na estreia e frustra espectadores
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superstar

Cercada de muita expectativa, a estreia do concurso musical “Superstar” terminou sendo uma decepção. A nova atração da Globo nas noites de domingo enfrentou problemas justamente no aspecto que é o seu grande diferencial: o método de votação. Para piorar, no confronto direto com o “Programa Silvio Santos”, do SBT, o placar foi negativo: das 23h02 à 0h04, Silvio marcou 12,5 pontos, contra 12,2 do reality.

Além dos três jurados (Dinho Ouro Preto, Fabio Jr. e Ivete Sangalo), os espectadores podem votar também, online, por meio de um aplicativo baixado em telefones e tablets. Mais interessante ainda, o peso do voto do público é maior do que o dos jurados.

Criado e lançado em Israel em 2013, “Superstar” já foi vendido para vários países. Nos EUA, será exibido pela rede ABC a partir de junho.

Talvez por excesso de procura, muita gente não conseguiu participar da votação. Foram inúmeras as reclamações no Twitter de espectadores frustrados por não conseguirem participar da brincadeira. A Globo não informou número algum durante o programa – nem dos votos em cada banda, nem de quantas pessoas estavam usando o aplicativo.

Fernanda Lima apresentou o “Superstar” com bastante naturalidade. Fez piadas, questionou os jurados e riu de alguns candidatos. Dinho Ouro Preto falou mais do que devia, interrompeu Ivete e conseguiu o feito de passar na frente de uma câmera. Ivete deu a impressão de que estava se divertindo muito, mesmo não entendendo muito de rock. Já Fabio Jr., que quase não falou, parecia estar em outro planeta.

Nem a apresentadora, nem seus assistentes, Andre Marques e Fernanda Paes Leme, fizeram qualquer menção aos problemas técnicos enfrentados pelos espectadores.

A ideia do programa é muito atraente. À medida que o grupo toca, o público vai votando no aplicativo. Se alcançar 70% de votos positivos, uma “cortina” se abre e a banda é aprovada.

A área de tecnologia da emissora tem uma semana para trabalhar até o próximo programa. Ao final da temporada, a banda vencedora ganha um prêmio de R$ 500 mil.

Atualizado às 12h23


Globo cria cinco fóruns internos para propor séries, formatos e mudanças
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Mauricio Stycer

Schroder2

Na direção-geral da Globo desde janeiro de 2013, o jornalista Carlos Henrique Schroder implantou um novo modelo de funcionamento interno na emissora, baseado em “fóruns”, com o objetivo de propor novos programas, mudanças na grade e compreender melhor o que o espectador quer ver na televisão.

São cinco os “fóruns” criados – para discutir seriados, novelas, programas de auditório, humor e um para desenvolvimento de novos formatos. Os grupos são formados por oito a dez pessoas, entre autores e diretores da própria Globo.

O fórum sobre formatos, segundo Schroder, já apresentou três ou quatro sugestões. “Estamos nos forçando um pouco a desenvolver formatos brasileiros. A gente vai muito atrás do mercado mundial e fica um pouco refém. Por que a gente, com a capacidade criativa gigantesca, não cria?”

Schroder detalhou o funcionamento destes “fóruns” pela primeira vez na manhã desta quinta-feira (03), em um encontro com jornalistas na sede da emissora, em São Paulo. Abaixo trechos da conversa na qual ele explica a ideia:

Globo2014Novamarca1A nova logomarca
A gente fez um estudo importante, de um ano, para chegar neste modelo, que tem um efeito muito forte. A gente trabalhou muito a modernidade, a leveza, a clareza. Saímos daquele modelo metálico. Ela passa a ter um movimento interno constante. Começa a ser visto domingo (06), a partir do “Fantástico”. O efeito é gigantesco: está na canopla das equipes (são 650 em todo Brasil), na marca da TV, nos produtos, nas vinhetas, nos cenários, nos carros de reportagem. É uma infinidade de preocupações que a gente tem esses dias para botar de pé e fazer isso ir ao ar.

Surpreender o público
A gente tem incentivado muito o ambiente criativo, mais ousado, uma busca de aproximação com o público através de experimentações. É uma tentativa, de fato, de abrir a nossa grade de programação, os gêneros, o portifólio, as opções. Temos uma necessidade fundamental hoje de, a todo momento, surpreender o público. Em 2013, oferecemos 12 produtos no horário nobre, na linha de shows, excetuando novelas. Este ano serão 16. Vamos ter uma dinâmica maior na grade. Teremos uma redução das temporadas das séries.

Correndo riscos
Arriscar significa que vamos fazer algumas tentativas buscando essa aproximação com o público trilhando caminhos que você não tem certeza. Até encontrar o processo ideal, a gente vai trafegar por uma zona cinzenta…

Fóruns
Em abril, maio de 2013 começamos a criar fóruns de reflexão de produtos de conteúdo de entretenimento. O que são? O primeiro foi o de seriados. Um grupo de autores e diretores se reúne a cada mês para fazer uma reflexão mais profunda sobre o que a gente produz e aonde a gente quer chegar. Que tipo de produto a gente quer por no ar? O que a gente acha quer o público brasileiro gostaria de ver?

cacadorSéries semanais com “arco”
Vamos ter mais séries semanais, uma coisa que o brasileiro, hoje, não está acostumado. Como foi “A Teia”. Faremos esse ano com “O Caçador” (foto) e “Segunda Dama”. Vamos aproximar mais o gancho para o espectador ter o interesse em assistir na semana seguinte. A sensação que a gente tem, no fundo, é que o brasileiro está tão acostumado com o modelo de novela diário que não tem essa cultura do seriado semanal. No modelo americano você tem isso como uma realidade. Temos que exercitar mais isso. Arriscar, neste caso, seria apostar mais neste tipo de seriado. É diferente de sitcoms como “A Grande Família” ou “Tapas & Beijos”, por exemplo. Você vê um episódio, mas não leva para a semana seguinte o interesse em assistir. Ele sabe que será outro episódio. Com a ideia de “arco”, queremos que a série carregue informação para a semana seguinte. Vamos experimentar mais isso.

thevoicetimeGrade flexível
A duração dos programas não é uma imposição da grade. O tempo é definido pelo produto. A grade não é rígida, vai se adequando. Quando a gente fez o “The Voice” à noite, no ano passado, o Boninho disse que não conseguiria fazer com menos de 70 minutos de produção. Tomou dois “slots” (horários) da grade. Tudo bem.

Cinco fóruns
Novela é o único dos cinco fóruns que a gente ainda não abriu. Já temos o de séries, o de variedades (programas de auditório, games etc), um de humor… Queremos discutir profundamente humor na televisão. E tem um fórum também de formatos. Estamos nos forçando um pouco a desenvolver formatos brasileiros. A gente vai muito atrás do mercado mundial e fica um pouco refém. Por que a gente, com a capacidade criativa gigantesca, não cria? Começou agora, tivemos poucas reuniões, mas já surgiram três ou quatro formatos novos. Tem um caminho pela frente. E novela será criado no próximo mês.

meupedacinhodechaoNovelas
Qual é o caminho? É uma discussão totalmente em aberto. Duração? Tamanho de elenco? Tempo do capítulo? Onde a gente já atuou? Foi na novela das 18h. A novela das 18h tem um período complicado que é o horário de verão. É um inferno. Não estamos fazendo estreia dentro do período do horário de verão. Ou estreia antes ou depois. Então a gente encurtou a novela das 18h, sim (caso de “Meu Pedacinho de Chão”, que estreia na próxima segunda-feira, com 104 capítulos). E precisamos de mais novelas neste horário ao longo do ano.

Conversa coletiva
O que gente quer? Que tipo de novela? Enfoque? A novela deve ser contemporânea? A novela das 23? Remake? Texto inédito? Acho que está na hora de um texto inédito no horário das 23h. Mas eu quero que a conversa seja coletiva. Os fóruns têm entre oito e dez participantes. Profissionais da casa. Pode até trazer alguém de fora para conversar quando quiser. O grupo de humor, por exemplo, é formado pelo Guel Arraes, Claudio Paiva, Jorge Fernando, Mauricio Farias, Claudio Manoel, Fabio Porchat, Marcius Melhem, Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo. Eu participo de alguns. No começo eu vou, para abrir a conversa e provocar a discussão. É uma discussão totalmente aberta, “brainstorm”, para abrir a cabeça mesmo.

O caminho das ideias
O fórum consolida a proposta, sugere e aí encaminha para o comitê de programação, formado por mim, Manoel Martins (diretor de entretenimento) e o Amauri Soares (diretor de programação). Nós discutimos e oficializamos na grade.

Mudanças
Essas discussões nos fóruns já levaram a algumas mudanças, como a do horário do “Altas Horas” (agora é mais cedo), a mudança do dia do “The Voice” (a primeira temporada foi aos domingos, à tarde), a inversão do horário da “Sessão da Tarde” com o “Vale a Pena Ver de Novo”.

Crédito da foto no alto do texto: Zé Paulo Cardeal/Divulgação


Globo apresenta nova logomarca em festa marcada por falhas técnicas
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Globo2014Novamarca1Pelo segundo ano, a Globo apresentou as novidades da sua programação em um evento fechado com o objetivo de transformá-lo num programa de TV, chamado “Vem_aí”. A festa ocorreu na noite desta quarta-feira (02) em uma casa de shows em São Paulo e o resultado será exibido nesta quinta (03), às 22h30. Ao final, a emissora expôs a sua nova logomarca, que irá ao ar no próximo domingo (06). A última mudança havia ocorrido em 2008.

Antes de começar, o diretor do “Vem_aí”, João Daniel Tikhomiroff, advertiu os convidados que, caso houvesse necessidade, alguns quadros poderiam ser regravados. Ele não poderia imaginar a sucessão de problemas técnicos que ocorreriam. Microfones falharam em quase todas as apresentações. Vídeos pararam no meio. Atores erraram suas falas. A gravação, para fazer um programa de 60 minutos, durou duas horas e meia.

Tatá Werneck, Marcelo Adnet e Leandro Hassum foram os âncoras do evento. Paulinho da Viola (cantando “Para um Amor no Recife”, incluída na trilha da próxima novela das 19h), um duo formado por Thiaguinho e Claudia Leitte, Zeca Pagodinho e os sambistas do “Esquenta!” apresentaram números musicais. Todos os comandantes de programas da casa (de Faustão a Ana Maria Braga, passando por Regina Casé, Luciano Huck, Serginho Groisman etc) falaram brevemente sobre novos quadros que pretendem mostrar em 2014.

A próxima novela das 19h, “Geração Brasil”, serviu de pretexto para os atores Murilo Benício e Claudia Abreu promoverem uma “selfie”, imitando cena que se viu na última cerimônia do Oscar. Já “Meu Pedacinho de Chão”, a próxima das 18h, foi apresentada pelos atores-mirins Geytsa Garcia e Tomás Sampaio, protagonistas da trama, e por Bruna Linzmeyer.

A equipe de esportes da emissora apresentou os novos comentaristas que atuarão na Copa do Mundo – os ex-jogadores Juninho Pernambucano, Roger e Roberto Carlos. Alex Escobar, que atuará como narrador, também mereceu destaque, ao lado de Galvão Bueno, Tiago Leifert e Ronaldo.

Lima Duarte, que atuou na versão original de “O Rebu” (1974-75), apresentou parte do elenco que participará do remake da novela, a ser exibida no segundo semestre, no horário das 23h: Tony Ramos, Patrícia Pillar, Jesuíta Barbosa, Maria Flor, Julio Andrade, Mariana Lima e Sophie Charlotte.

Brincando sobre qual personagem seria o assassino da história, Patrícia Pillar garantiu que Tony Ramos está excluído da lista de suspeitos. “Ele é o homem bom das novelas. O dia que ele matar alguém o mundo vai acabar”, brincou.

A maior parte dos novos programas anunciados já era conhecida. O reality “Superstar”, que estreia neste domingo (06), as séries “O Caçador”, com Cauã Reymond e Cléo Pires, e “Segunda Dama”, com Heloisa Perissé, o humorístico “Tá no Ar”, com Marcelo Adnet e Marcius Melhem, e o esportivo “Planeta Extremo”, com Clayton Conservani e Carol Barcelos.

Os atores dos seriados “Pé na Cova” e “Tapas & Beijos” participaram de uma homenagem ao elenco de “A Grande Família”, cuja última temporada será exibida este ano. Num dos momentos mais bacanas, Zeca Pagodinho cantou a música-tema diante dos atores.

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A “liberalíssima” Ana Paula Padrão acha Rachel Sheherazade “um perigo”
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Mauricio Stycer

anapaulapadrao
Longe da televisão há um ano, desde que deixou a Record, Ana Paula Padrão foi a entrevistada da estreia de um novo quadro do “CQC”, da Band, chamado “50 perguntas”.

Muito à vontade, a jornalista só fugiu de uma pergunta (“Dilma ou Aécio?”), por entender que seria uma declaração de voto. Ironizou uma das questões (“Jornal da Record” ou “Jornal Nacional”?), observando: “Que falta de auto-estima! ‘Jornal da Band’, né?”. Classificou Rachel Sheherazade, do SBT, como “imatura e bem intencionada, ou seja, um perigo”, disse que não pretende voltar a apresentar um telejornal, cantou “She”, se disse “liberalíssima” em política, “mais liberal ainda” na cama e, rindo muito, lembrou de sua maior gafe: chamou o “Jornal da Record” de “Jornal da Globo” na estreia dos Jogos Olímpicos de Londres. Vale a pena ver.