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Com “Amor à Vida”, principais novelas da Globo agora se passam fora do Rio
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Mauricio Stycer

Apesar do sotaque carioca da maioria dos atores, as principais novelas da Globo neste momento se passam fora do Rio. Sabendo que a cidade onde a Globo tem tido mais dificuldades com o Ibope é justamente São Paulo, esse movimento pode não ser acidental.

“Amor à Vida”, que estreou nesta segunda-feira (20), será ambientada em São Paulo, assim como “Sangue Bom”, cuja ação divide-se entre alguns bairros da cidade, com especial destaque para a Casa Verde. Já “Flor do Caribe” se passa no paradisíaco litoral do Rio Grande do Norte. Apenas “Malhação” tem o Rio como cenário.

Desde 2010, isso não ocorria. Neste ano, foi exibida “Passione”, a última novela das 21h a se passar em São Paulo. Todas as que vieram depois foram ambientadas no Rio: “Insensato Coração” (com um núcleo em Florianópolis), “Fina Estampa”, “Avenida Brasil” e “Salve Jorge”.

São Paulo, por outro lado, tem dividido com o Rio a escolha para cenário das novelas das 19h. “Tempos Modernos” e “Ti-Ti-Ti” se passaram na cidade. Depois vieram “Morde & Assopra”, ambientada na fictícia Preciosa, no interior de São Paulo, “Aquele Beijo” (Rio), “Cheias de Charme” (Rio) e “Guerra dos Sexos” (São Paulo).

No caso das novelas das 18h, a escolha do local tem sido mais variada. “Escrito nas Estrelas” se passou no Rio, sendo seguida por “Araguaia” (região centro-oeste), depois “Cordel Encantado” (Nordeste), “A Vida da Gente” (Porto Alegre e Gramado), “Amor Eterno Amor” (Rio) e “Lado a Lado” (Rio).

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O que levou Gloria Perez a perder o rumo de “Salve Jorge”
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Mauricio Stycer

Muitos são os sinais de que Gloria Perez errou a mão em “Salve Jorge”, a novela das 21h da Globo com mais baixa audiência na história. Mas o que a levou a perder o rumo de forma tão gritante? Tenho algumas hipóteses. A principal é que o método que fez a fama da autora não tem como funcionar numa trama essencialmente policial.

Em suas novelas, Gloria sempre apostou na ideia de que o espectador aceita os maiores absurdos em troca do prazer de curtir uma boa história. “Todos nós precisamos sonhar. Sonhar faz parte das necessidades humanas. Se a novela cumpre essa função, já faz o seu papel”, ela disse uma vez.

Com enorme despudor (“Só os imbecis têm medo do ridículo”, dizia Nelson Rodrigues, um dos ídolos de Gloria), a autora tentou reeditar em “Salve Jorge” absurdos que caíram no gosto do público em “O Clone” e “Caminho das Índias”. E, de fato, ninguém mais se incomoda de ver o português como língua oficial na Turquia, nem a facilidade como as pessoas se locomovem entre Istambul e o Rio de Janeiro.

O problema é que a trama central de “Salve Jorge” era um enredo policial. E não há leitor ou espectador que aceite “sonhar” ou “voar” quando está acompanhando uma história do gênero. Pistas falsas, lançadas intencionalmente pelo autor, tudo bem. Mas erros, furos, incoerências, falta de nexo são inaceitáveis. Num sinal de que não entendeu o problema que criou, Gloria Perez enxergou “patrulhamento da criatividade” onde havia cobrança por lógica.

Inexperiente, talvez, no gênero, a autora acreditou que teria a cumplicidade do espectador em seus “voos”. Lógico que não teve. Ao contrário, virou motivo de chacota. Não vou repetir aqui lista de equívocos cometidos, seja pelos vilões, seja pelos policiais da trama. Mas tenho certeza que nenhum espectador com mais de 12 anos aceitou, sem se irritar, o desenrolar desta comédia de erros.

Para piorar, a autora errou na mão na caracterização de seus vilões. O texto que escreveu para a líder da gangue, Livia, tinha um tom involuntariamente cômico, que remetia ao “TV Pirata”. Russo, segurando um gatinho, parecia personagem de “Austin Powers”, uma paródia de James Bond. Irina, sempre sentada, foi a vilã mais bizarra da temporada. Só Wanda se salvou da comédia, talvez por mérito da atriz Totia Meirelles, que conseguiu transmitir humanidade ao personagem. Ainda assim, a personagem falou uma das frases mais cômicas da novela, ao se confrontar com a chefona no penúltimo capítulo: “Meu revólver é mais rápido que a sua seringa”.

Chama a atenção, também, o fato de Gloria Perez ser uma das poucas autoras da Globo a escrever suas novelas sem ajuda de colaboradores. Numa trama com mais de 90 personagens e capítulos de 50 minutos, seria inevitável que ocorressem os acidentes vistos em “Salve Jorge”.

Nunca uma novela teve tantos personagens “orelha”, escalados exclusivamente para contracenar como coadjuvantes de outros coadjuvantes. A lista é enorme: Cacilda (Rosi Campos) só contracenava com Aurea (Suzana Faini), Maitê (Ciça Guimarães) com Bianca (Cleo Pires), Julia (Cris Vianna) com Erica (Flavia Alessandra), sem falar no núcleo da Capadócia, com um sem número de personagens sem razão de existir.

Também foi motivo de piada, e ajudou no descrédito da novela, o sumiço sem explicação de uma série de personagens, a começar por Beto, o marido de Morena (foi morto, alguém disse), passando por Miro (Andre Gonçalves), Yolanda (Cristiane Oliveira) e Dalia (Eva Tudor), entre outros.

Diante das reclamações e protestos, Gloria Perez tentou manter a altivez, o que é elogiável. Sempre repetia que o pior que pode acontecer a uma novela é “a indiferença”. Demorou, porém, a se dar conta que sua novela havia se transformado em motivo de pilhéria. Foi quando começou a bater na tecla conspiratória de que havia gente recebendo para falar mal de “Salve Jorge”. Foi triste.

Para agravar ainda mais a situação, “Salve Jorge” padeceu de sérios problemas de produção e acabamento, inimagináveis em novelas deste horário. Erros de continuidade e cenas mal dirigidas chamaram a atenção do mais desatento dos espectadores, criando uma legião de “detetives”, que se divertiam vendo falhas na novela.

O último capítulo da novela repetiu todos os problemas mencionados aqui. A lista é enorme e merece até um outro texto. Mas cito alguns. A policial Jô algema Russo na cama e chama as prostitutas para se vingarem dele com a anuência da delegada Helô? O que aconteceu com Russo? E com Irina? Por que somente “tempos depois”, Theo e Morena voltaram da Turquia? O que ficaram fazendo lá?

Se o “Video Show” quiser, tem assunto para o quadro “Falha Nossa” até o final dos tempos.

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Só falta Fátima Bernardes dançar o “Quadradinho de 8″
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Mauricio Stycer

 

Em edição do “UOL Vê TV”, falo sobre a nova tábua de salvação das emissoras para conquistar audiência: o “Quadradinho de 8”. O hit do grupo Bonde das Maravilhas tornou-se onipresente nos programas de variedades e já fez muitos apresentadores pagarem micos tentando copiar os passos originais, como Gilberto Barros, Sabrina Sato, Ticiane Pinheiro e Ana Hickmann.


Sony reapresenta primeira temporada de “Revenge” em esquema de “maratona” no mesmo horário da Globo
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Mauricio Stycer

O canal pago Sony vai reexibir a primeira temporada de “Revenge” aos domingos, em blocos de três episódios, a partir das 23h30, coincidindo com o horário em que a Globo está exibindo a série.

“O público não precisa esperar uma semana para ver novos capítulos, pois o canal promove maratonas dominicais e uma faixa especial com episódios de segunda a sexta feira”, informa o canal, provocando a Globo, que exibe apenas um episódio por semana.

Há uma semana, a Globo começou a exibir  “Revenge” por volta das 23h, depois do “Fantástico”. O programa elevou a audiência da emissora no horário, marcando 15 pontos . Nas duas semanas anteriores, com o reality “The Ultimate Fighter”,  o canal havia perdido para o “Programa Silvio Santos”, do SBT.

“Revenge” está na segunda temporada. Episódios inéditos são exibidos pelo Sony às quartas-feiras, às 22h. Além do horário das 23h,  a “maratona” com reprises da primeira temporada em blocos de três episódios será apresentada também às 14h, aos domingos.

No ano passado, para promover a segunda temporada de “Revenge”, a Sony provocou a Globo colocando no ar uma chamada em que comparava a série com a novela “Avenida Brasil”.  “Emily também é uma garota que cresceu com sede de vingança e se infiltrou numa família para derrubar os inimigos, mas com a diferença que ela realmente sabe se vingar…”, dizia a chamada.


Novo diretor da Globo diz que “não deve haver divisão interna entre jornalismo e entretenimento”
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Mauricio Stycer

Numa entrevista ao jornal especializado “Meio & Mensagem”, Carlos Henrique Schroder, novo diretor-geral da Globo, disse que uma das marcas de sua gestão será a integração das áreas de jornalismo, entretenimento e programação.

“Deixamos de assinar os programas com a palavra Central. O programa agora é Globo. Não importa se é um produto do jornalismo, do entretenimento, um filme. O conceito tem de ser: um produto Globo”, disse à jornalista Regina Augusto, em sua primeira entrevista a um veículo de mídia desde que assumiu o cargo em janeiro.

“Nossa discussão nos levou à conclusão que não deve haver divisão interna entre jornalismo e entretenimento”, diz. Isso passou a ser uma diretriz?, pergunta a repórter. “Sim, isso é uma diretriz.”

Em outro trecho, Schroder explica melhor: “Se nós começarmos a criar divisões internas, isso só prejudica. A minha ideia é colocar o produto em primeiro lugar, quebrar muros. Se temos que decidir o que vai ser exibido em determinado horário, discutimos quem vai resolver melhor o problema colocado e pode ser tanto o jornalismo quanto o entretenimento. O critério é quem tem mais capacidade para resolver cada questão para entregar o melhor resultado no ar.”

Em outro ponto importante da entrevista, Schroder explica porque considera justificável o fato de a Globo deter cerca de 65% das verbas de publicidade embora a sua audiência esteja em queda e represente não mais do que 50% do total. Segundo o diretor-geral, existe uma pulverização muito grande de canais, enquanto a Globo, na sua visão, “ainda consegue ter uma conversa com o país”.

Em outras palavras, o raciocínio de Schroder é: “Do ponto de vista do mercado publicitário, se eu tiver de substituir a Globo por outros veículos, vou ter de fazer uma série de investimentos em muitas outras opções e precisarei de algumas semanas para alcançar esse público que na Globo eu alcanço em apenas um dia.”

A entrevista ocupa três páginas da edição impressa com data de 15 de abril e não está disponível online.


“Ninja Assassino” derruba “Got Talent Brasil”
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Mauricio Stycer

Para quem não tira os olhos dos medidores de audiência, a principal surpresa na noite de terça-feira foi a derrota do recém-lançado “Got Talent Brasil” para o filme “Ninja Assassino”. O show de talentos da Record registrou 6 pontos contra 8 do longa-metragem inédito exibido pelo SBT, ficando em terceiro lugar no Ibope.

Na estreia, há uma semana, o programa apresentado por Rafael Cortez havia marcado 8 pontos, ficando na vice-liderança no horário, atrás da Globo. Curiosamente,  o SBT programou naquela ocasião um filme muito melhor para enfrentar a Record, o bem-sucedido e premiado  “A Origem”, mas registrou apenas 5 pontos.

Em relação ao programa de estreia, achei o segundo episódio de “Got Talent” mais divertido. Com uma edição mais ágil, exibiu um número maior de candidatos e explorou melhor o apresentador Cortez. Como no primeiro programa, porém, ainda deixou em segundo plano as histórias dos candidatos.


Na estreia de Adnet, Tais Araujo ganha as melhores piadas de “O Dentista Mascarado”
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Mauricio Stycer

Emplacando um seriado por ano na Globo, Alexandre Machado e Fernanda Young conseguiram apresentar em 2013 um programa mais bem estruturado e menos descartável que os últimos três (“Separação?!”, “Macho Man” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”). Essa é a boa notícia.

A má, ao menos pelo que se viu na estreia de “O Dentista Mascarado”, é que ainda não foi desta vez que a dupla conseguiu fazer o público gargalhar e, de quebra, refletir, como nos bons tempos de “Os Normais”.

É preciso, em todo caso, dar um desconto. A necessidade de apresentar os personagens, comum em episódios de estreia, pode ter contribuído para retirar parte do impacto cômico de “O Dentista Mascarado”.

Muitas frases de efeito, piadas grosseiras, ritmo acelerado e duas ou três boas ideias são o saldo desta estreia. Tais Araujo, no papel de Sheila, a vigarista que engana o dentista Adalberto Paladino (Marcelo Adnet) e seu amigo, o protético Sergio (Leandro Hassum), ganhou as melhores tiradas.

“Os otários mais otários da historia do otarismo”, disse a personagem ao ludibriar os dois amigos. Em outro momento, questionada sobre o que fez com o gás hilariante (usado como anestésico) que roubou do consultório, explicou que o vendeu para comediantes que não têm feito muito sucesso em seus espetáculos de stand up.

Os próximos episódios se desenvolverão a partir do bordão enunciado por Paladino para os parceiros Sergio e Sheila: “De dia combatemos as cáries, de noite combatemos os crimes”. Tenho a impressão que o seriado pode ir bem além do que mostrou na noite de sexta-feira. Além do trio principal, Otavio Augusto, no papel de pai do dentista, e Diogo Vilella, como delegado, ainda tem muito para fazer.

Diante do circo armado pela Globo em torno da estreia de Adnet, qualquer coisa que ele fizesse no seriado não estaria à altura da expectativa criada. Nas últimas semanas, o comediante foi paparicado em atrações como “Faustão”, “Fantástico”, “Video Show”, “Fátima Bernardes”, bem como na festa de lançamento da programação 2013.

Para o bem e para o mal, Adnet estreou na Globo amarrado a um roteiro de seriado da dupla Young e Machado, não a um esquete de humor de sua autoria. O seu Paladino é um bom personagem e ele parece à vontade no papel. Mas, mesmo sendo o protagonista, é uma estrela coadjuvante, cujo talento e criatividade encontraram muitos limites para aparecer no primeiro episódio.

“Basicamente, os nossos trabalhos se caracterizam por um ritmo muito forte, uma contundência na piada. A gente não faz humor para sorrir, mas para que as pessoas gargalhem”, prometeu o diretor Jose Alvarenga antes da estreia. Para alcançar o seu objetivo, como muitos espectadores observaram, só com auxílio de gás hilariante.

Atualizado em 8/3, às 13h30: “Dentista Mascarado” marcou 17 pontos no Ibope. O resultado foi considerado bom ou excelente por diversos blogs. A título de comparação, em 30 de março de 2012, no mesmo horário, “Casseta & Planeta Vai Fundo” estreou marcando 15 pontos. Foi o melhor resultado da atração. A audiência caiu para 12 no final da primeira temporada, em junho, e chegou a 10, no último episódio da segunda temporada, em dezembro.

Este texto foi originalmente publicado aqui.


Piada pronta: carro de Rubinho “morreu” duas vezes na festa da Globo
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Mauricio Stycer

Uma nota cômica marcou a apresentação do ex-piloto Rubens Barrichello como novo comentarista de F1 da Globo, durante a festa de lançamento da programação da emissora para 2013, na noite de quarta-feira, em São Paulo.

Rubinho entrou no palco do Credicard Hall, onde foi recebido por Galvão Bueno, dirigindo um carro de corrida. Nos bastidores, porém, a tensão era grande. O carro “morreu” duas vezes antes do ex-piloto conseguir conduzi-lo. “Já começou quebrando” foi a piada que correu entre os que testemunharam a cena.

A estreia de Rubinho vai acontecer no dia 21 de abril durante o GP do Bahrein, o quarto da temporada da Fómula 1. Ele participará de, pelo menos, dez transmissöes neste ano integrando a equipe que já conta com Reginaldo Leme e com o também ex-piloto Luciano Burti.

Leia mais: TV Globo anuncia Ronaldo nas Confederações e no Mundial; Barrichello comenta F1. E também: Festa da Globo misturou elementos do VMB com reality The Voice.


Gloria Perez diz que há gente paga para falar mal de “Salve Jorge”
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Mauricio Stycer

Autora de “Salve Jorge”, Gloria Perez mantém uma conta no Twitter onde comenta a própria novela, responde a dúvidas de fãs e divulga notícias de assuntos relacionados aos temas tratados na trama.

Seguida por mais de 1 milhão de usuários, Gloria eventualmente também responde a críticas sobre os absurdos exibidos em muitas cenas da novela. Esta semana, por exemplo, escreveu: “Antes que vocês perguntem, o elevador tem câmera sim, mas a Livia tem cúmplices no hotel :-) ”. Referia-se, como os fãs da novela sabem, à morte da personagem Raquel (Ana Beatriz Nogueira), que levou um golpe de seringa da vilã Livia Marini (Claudia Raia) dentro de um elevador em um hotel 5 estrelas em Istambul.

Acho elogiável a disponibilidade de Gloria Perez no Twitter. Corajosa e franca, ela se expõe mais do que qualquer outro autor da Globo.

A autora, porém, começa a dar sinais de irritação com os comentários debochados a respeito da sua história. Esta semana, por exemplo, disse que há pessoas pagas para falar mal da novela. Ela recorreu ao termo “troll”, usado para designar os provocadores da internet, para ironizar: “O povinho pago pra trollar recebe em dinheiro ou em espécie mesmo? :-) ))” (clique em cima da imagem para ampliá-la).

A acusação de que há gente paga para falar mal de “Salve Jorge” é muito séria e merece tratamento não leviano. Repito o que escrevi a respeito de Mario Meirelles, diretor do programa da Xuxa, que fez certa vez acusação semelhante. Além de informar quem recebe para falar mal da novela, seria interessante, também, contar quem paga. Com larga experiência no meio, Gloria Perez deve saber.


Neymar e a arte de não dizer nada em entrevistas
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Mauricio Stycer

Neymar tem 21 anos e atua profissionalmente pelo Santos desde os 17. Em menos de quatro anos, passou da posição de promessa à de maior revelação do futebol brasileiro. Essa rápida evolução fez com que se tornasse, também, o jogador mais assediado pela mídia.

O problema é que poucas vezes ele deu, que eu me lembre, uma entrevista interessante ou uma declaração bombástica ao longo destes anos. Por conta de sua formação, temperamento e treinamento, Neymar é especialista em respostas evasivas. Educado, mas tímido diante dos microfones, muito raramente gera notícia quando fala.

A insistência em entrevistá-lo é natural – todo mundo tem curiosidade em conhecer melhor o maior craque do país. Mas a frustração com os resultados das seguidas entrevistas de Neymar deve servir para alguma reflexão.

Pegue as duas últimas longas entrevistas que o jogador deu à Globo (no “Programa do Jô”, há duas semanas, e no “Esporte Espetacular”, neste domingo). Em ambas, os entrevistadores se esforçaram, sem sucesso, em fazer Neymar contar alguma história interessante, seja do seu trabalho, seja da vida pessoal.

A Jô Soares, depois de 30 minutos, o craque admitiu que foge de divididas com zagueiros. A Ivan Moré nem isso. Da conversa de 15 minutos com o jogador não sobra uma linha.  Moré chegou até a bajulá-lo de forma constrangedora: “As mulheres do Brasil hoje são todas loucas pelo Neymar”, disse, sem conseguir arrancar nada do jogador.

O mais curioso na entrevista deste domingo foi a postura de Neymar, descalço com o pé em cima da cadeira do repórter, e a suposta intimidade de Moré, que o chamou de “Ney” e encerrou a conversa com um “Tamo junto”.

Não sei qual é a solução, mas é visível que estas entrevistas, muito controladas, não rendem nada e ainda frustram quem assiste, por conta da expectativa gerada. Melhor mesmo é ver Neymar jogar.