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Carnaval na Globo reverte tendência de queda e cresce no Rio e em São Paulo
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Mauricio Stycer

Ainda que polêmicas, as mudanças feitas pela Globo nos últimos anos nas transmissões dos desfiles de Carnaval têm mostrado resultados positivos em matéria de audiência. Os dados consolidados do Ibope de sexta, sábado, domingo e segunda apontam para um crescimento tanto no Rio quanto em São Paulo.

Em 2014, a Globo registrou em São Paulo média de 8,6 pontos nos quatro dias de Carnaval. No ano passado, houve um pequeno crescimento, para 8,9 de média. E este ano, a média foi de 10 pontos – um crescimento de 11% em relação a 2014.

No Rio, os resultados são ainda melhores. A emissora registrou média de 12,4 nos quatro dias de 2014 e 12,6 no ano passado. Já em 2016, a média foi de 15, dois pontos a mais (ou 16%) em relação a 2014.

Buscando reverter uma tendência de queda de audiência contínua, nos últimos anos a Globo reduziu o tempo de exibição dos desfiles, mudou o time de apresentadores e tem apostado na descontração cada vez maior dos seus repórteres.

Cada ponto no Ibope em São Paulo equivale a 69,4 mil residências. No Rio, a 43,3 mil. Os dados prévios estão sujeitos a alteração nesta quarta-feira (10), quando o Ibope divulgar os números consolidados.

Em tempo: A apuração do desfile em São Paulo, transmitida na tarde de terça-feira (9), rendeu 21 pontos à Globo, mais do que “Malhação” (19), que veio a seguir, e igual a “Eta Mundo Bom”.

Veja abaixo, dia a dia, como foi a audiência este ano da emissora com Carnaval:

São Paulo
Sexta (22h56 às 8h): 11 pontos, crescimento de 2 pontos (ou 22%) em relação a 2015.
Sábado (22h50 às 6h59): manteve a média de 10 pontos.
Domingo (22h49 às 7h29): 9 pontos, um a mais (ou 13%) que no ano passado.
Segunda: (22h35 às 07h06) 10 pontos, um ponto a mais (ou 11%) que em 2015.

Rio
Sexta (22h56 às 5h19): 13 pontos, crescimento de 2 pontos (ou 15%) em relação a 2015.
Sábado (22h50 às 5h34): 12 pontos, aumento de 3 pontos (ou 33%) em relação à transmissão do ano passado.
Domingo (22h49 às 7h29): 15 pontos, um a mais (7%) que a transmissão de 2015.
Segunda (22h35 às 7h06): 17 pontos, mais 2 pontos (ou 13%) que em 2015.

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Atualizado em 10 de fevereiro.

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“Vai ficar estranho”, diz Fátima sobre decisão da Globo de ignorar a Vila
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Mauricio Stycer

A Globo começou a transmissão dos desfiles do segundo dia do grupo Especial do Rio por volta das 22h45 de segunda-feira (08), quando a Vila Isabel ainda passava pelo Sambódromo. A situação confundiu os narradores da emissora, Luis Roberto e Fátima Bernardes, já que eles se viram impedidos de descrever o final do desfile da escola de Martinho da Vila.

A abertura com a Vila Isabel passou ao vivo somente pelo portal G1, mas sua apresentação acabou cerca de 20 minutos antes do fim, com ainda dois carros por passar.

carnaval2016luisefatimaNum áudio que vazou para os espectadores, Luis Roberto pergunta: “Faltam duas alegorias. Isso não vai ser narrado pra Globo? Pro compacto?” A resposta não é ouvida, mas possivelmente foi “não” já que Fátima observa: “Nossa, se o compacto ficar sem esse final vai ficar muito estranho.”

Como tem feito já há alguns anos, por causa da queda de audiência, a Globo dá início às transmissões do Carnaval com o desfile já em andamento e exibe, ao final, um compacto com a apresentação da primeira escola. Este ano, a emissora cogitou não mostrar as duas primeiras escolas de cada noite, mas acabou recuando.

Estácio de Sá (domingo) e Vila Isabel (nesta segunda) foram as escolas prejudicadas em 2016. Ouça abaixo o áudio que vazou:

Atualizado às 10h30: Já na manhã desta terça-feira, a Globo exibiu um compacto de cerca de 45 minutos do desfile da Vila Isabel, encerrado abruptamente por Luis Roberto com uma imagem da atriz Aghata Moreira, logo depois da passagem da ala Teatro dos Mamelungos — sem mostrar o final da escola. Como previu Fátima, ficou estranho.

Agradeço ao Edu César e ao Renato JG pelo registro do áudio que vazou.

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Empolgados, repórteres da Globo em SP parecem passistas de escola de samba
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Mauricio Stycer

carnavalglobomichelebarros
Faltando dez minutos para o fim do desfile da Império da Casa Verde, o repórter Phelipe Siani foi acionado para entrar ao vivo do seu posto – junto ao cronômetro oficial do Sambódromo de São Paulo. Com um copo de plástico na mão, ele explicou que a escola estava dentro do tempo previsto.

Rindo, Siani (abaixo) encerrou o seu comentário dizendo: “Vou continuar tomando meu chazinho, torcendo pra tudo dar certo.” Do estúdio Globeleza, Monalisa Perrone emendou: “Tenho certeza que não tem chazinho naquele copo”. Alguns minutos depois, o repórter jogou o copo para o alto e sambou com os passistas na dispersão da escola.

carnavalphelipesiani2A cena diz muito do esforço da Globo para transformar um dos eventos mais monótonos do mundo para quem está diante da TV – a transmissão dos desfiles das escolas de samba – num acontecimento atraente para o espectador.

Esta descontração, é verdade, não constitui uma novidade. O Carnaval sempre foi um local de “respiro” para o jornalismo da Globo se “soltar” um pouco.

O que chama a atenção este ano é que a alegria de alguns repórteres da emissora está um tom acima, levando o público a notar que há algo de não natural em tanta empolgação. E não estou falando de Marcio Canuto, cujo exagero está de tal forma introjetado que não causa mais nenhum efeito.

A informalidade virou regra no jornalismo da Globo em 2015 – os passeios do apresentador William Bonner pelo estúdio do “Jornal Nacional” e as suas conversas com a moça do tempo, Maria Julia Coutinho, a Maju, sinalizaram que não havia mais freios.

Chamar os colegas por apelidos ou diminutivos virou rotina. O apresentador do “SPTV” Carlos Tramontina é o “Tramonta”. Monalisa Perrone é a “Mona”, e assim por diante.

A repórter Michelle Barros (no alto), eventual substituta de Tramontina na bancada do telejornal, passou o Carnaval saltitante, fazendo entrevistas abraçada aos entrevistados e sorrindo mais que folião estreando na avenida. Veruska Donato não ficou atrás, transmitindo enorme alegria em suas reportagens no Sambódromo.

carnavalchicomonalisaCreio que o espectador não tem do que reclamar de Michelle e Veruska numa noite de Carnaval. Muito pelo contrário. Já um jornalista da velha guarda, como eu, acha estranho ver colegas tão performáticos, atuando como se fossem passistas de uma escola de samba.

Dados prévios do Ibope indicam que a emissora foi recompensada pela empolgação de seus jornalistas. A audiência de sexta-feira, 11 pontos, foi 16% superior à de 2015. Já a de sábado, com 10 pontos, foi igual à do ano passado.

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UOL Vê TV: Domingo virou o dia do “Zap Zap” em quatro emissoras
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Mauricio Stycer

Vídeos da internet estão em alta, pelo visto, na televisão. Mais do que nunca, programas dominicais estão usando e abusando deles para atrair o telespectador. No último domingo (31), quatro emissoras embarcaram na onda do “zap zap” na mesma faixa horária. Este é o tema do UOL Vê TV desta semana; veja acima.

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Detetive Vê TV: “É a crise ou uniforme de Carnaval?”
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estrelasxanddy2caldeiraohuckcamisaExibidos em sequência, na Globo, “Estrelas” e “Caldeirão do Huck” têm em comum o fato de serem apresentados por pessoas da mesma família, o casal Angélica e Luciano Huck. Neste sábado (30), os dois programas apresentaram uma outra característica em comum: o figurino.

Entrevistado por Angélica na Praia do Forte (BA), o cantor Xanddy vestia uma camisa florida, bem adequada ao clima e ao cenário. Por coincidência, logo em seguida, Luciano Huck usou uma camisa idêntica ao apresentar o seu concurso de musa do Carnaval.

O fato foi notado por vários espectadores. Lourdes Martins perguntou: “Faltou inspiração ou foi vacilo?” Katia Silene quis saber: “É a crise ou uniforme de Carnaval?”.

Agradeço a dica também do C.Antonholi.

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BBB16: Munik, Matheus e Juliana são os mais bem avaliados nas redes sociais
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Mauricio Stycer

bbb16montagem

Três candidatos se destacam, por enquanto, na avaliação de quem comenta o “BBB16” no Twitter, Facebook, Tumblr e blogs. Matheus, Munik e Juliana são os únicos que acumulam mais de 60% de comentários favoráveis na mídia digital.

Munik lidera o ranking em volume de comentários, quase 86 mil menções entre os dias 20 e 27 de janeiro – sendo 64% positivos, 26% neutros e 10% negativos. Matheus, com 69 mil menções, chega a 69% de positivo. Já 60% das 30,5 mil menções a Juliana são positivas.

Ana Paula, com cerca de 64 mil menções, é avaliada de forma positiva em 58% dos casos. A seu favor, porém, é preciso dizer que ela foi objeto de menos comentários negativos (8%) do que Munik (10%), Matheus (11%) e Juliana (30%).

Entre os candidatos com pior avaliação, quem lidera o ranking é Renan. Das 50,4 mil menções que recebeu no período, 43% são negativas. Tamiel, apesar de pouco citado (11,5 mil menções), também é mal avaliado em 43% delas.

Este levantamento, o segundo dedicado ao “BBB16”, é feito pela Torabit, uma empresa de monitoramento e análise de mídia digital. A avaliação entre “positivo”, “neutro” e “negativo” é feita pelos pesquisadores.

BBB16Twitter

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UOL Vê TV: Cézar revela como construiu o personagem campeão do BBB15
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Mauricio Stycer

Vestindo a mesma camisa que o consagrou na vinheta de abertura do “BBB15″, Cézar Lima esteve no estúdio do UOL na última quarta-feira (27) para falar de sua experiência no reality. Com muita lucidez, o economista contou como se preparou para ganhar o programa. “Estudei muito”, diz. A entrevista é uma aula para futuros candidatos a aparecer no “BBB”.

Cézar também avalia a atual edição. Diz que nenhum candidato tem carisma. Afirma que a ideia de estabelecer um “conflito de gerações” não funcionou. E aponta os seus favoritos: Geralda e Ana Paula.

O “cowboy” do “BBB15″ confirma a sua fama de “pão duro”, diz manter os pais e afirma ser possível ganhar dinheiro como ex-BBB, desde que o candidato saia com uma boa imagem do programa. E fala também sobre os seus planos na política – planeja ser deputado federal.

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