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“Tomara Que Caia” é encurtado, mas continua sem graça e perde audiência
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Mauricio Stycer

TomaraquecaiaperisseexbbbEm resposta ao impacto negativo da estreia, o “Tomara que Caia” esboçou algumas mudanças neste segundo episódio, exibido na noite de domingo (26), na Globo. A mais visível foi a duração do programa, encurtada em 15 minutos — foram 59 minutos na estreia, contra 44 no segundo episódio.

Também recorreu-se menos à interação e à “trollagem”, justamente as principais novidades do formato desenvolvido pela emissora. Ao interromperem menos o andamento da história, foi possível dar mais oportunidade aos atores de explorarem o texto original.

tomaraquecaiaerijonsonE é ai, exatamente, que “Tomara que Caia” segue fraquejando. Mais próximo de uma comédia de situação comum, o programa depende muito de um bom texto e de um time afiado para o humor. Nem uma coisa nem outra estão acontecendo.

Com um enredo vagamente inspirado em “Doente Imaginário”, de Molière (1622-1673), a comédia deste domingo girou em torno de um homem que finge morrer para ver se seus herdeiros gostam dele ou estão apenas interessados em seu dinheiro.

Empolgada na estreia, desta vez a plateia presente na gravação mal riu das poucas piadas. Para complicar, o elenco escolhido para o programa é muito irregular e, em sua maioria, está rendendo pouco.

Heloísa Périssé, Dani Valente e Fabiana Karla ainda proporcionam alguns poucos momentos de diversão, e só, até agora. Eri Johnson, Marcelo Serrado, Nando Cunha, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi seguem travados no palco.

A audiência em São Paulo caiu bastante em relação à estreia. O programa registrou média de 10 pontos no Ibope, contra 12,9 no primeiro domingo, mas ainda assim foi líder no horário de exibição. No Rio, a queda foi menor — de 14, na estreia, para 13 neste domingo.

tomaraquecaialogo2Em tempo: Não bastassem as piadas com o “Tomara que Caia” no Twitter, muitos espectadores que são clientes da NET notaram que a descrição do programa na operadora estava sendo exibida com a logomarca adulterada para “Tomara que saia logo do ar”. Segundo a NET, foi um erro operacional da empresa responsável por fornecer os dados.

Atualizado às 16h.

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Sem graça alguma, “Tomara que Caia” vale pelo risco de testar novo formato
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Mauricio Stycer


Há muitos anos as emissoras brasileiras têm recorrido à compra de formatos estrangeiros na esperança de resolver problemas na programação. Muitos destes programas costumam ser variações de atrações mais do que manjadas pelo público brasileiro.

tomaraquecaiacreditosGrande cliente de formatos estrangeiros, a Globo anunciou no início de 2014 a criação de um fórum interno com o objetivo de discutir o assunto e sugerir ideias originais de programas para a emissora.

Na ocasião, Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da emissora, assim descreveu a proposta do grupo: “Estamos nos forçando um pouco a desenvolver formatos brasileiros. A gente vai muito atrás do mercado mundial e fica um pouco refém. Por que a gente, com a capacidade criativa gigantesca, não cria?”

“Tomara que Caia” é o primeiro fruto deste “empurrão” dado pelo principal executivo da Globo. O fórum até ganhou crédito no final do programa (imagem acima). “É um formato original, uma criação da nossa equipe, não é baseado em nada. É interativo, é game, é reality, é show, é improviso, é humorístico. O espectador vai participar bastante”, resumiu o diretor Boninho.

TomaraQueCaiaserradofabiana1Misto de programa de humor e game, “Tomara que Caia” coloca dois grupos de atores interpretando uma mesma história cômica – de tempos em tempos, o público vota se um time deve continuar ou dar lugar ao outro.

Diversas situações (ou “trolladas”) são sugeridas ao longo da encenação para dificultar a vida de quem está no palco. A votação ocorre via aplicativo baixado em smartphones – um processo semelhante ao usado no “SuperStar”.

A intenção do programa, assim como ocorreu com o concurso musical, é claramente a de flertar com a parcela do público mais jovem, já sintonizada com redes sociais, aplicativos de celular e outros gadgets. Um dos lemas do programa é: “Porque aqui o dono da piada é você”.

Muita gente viu semelhanças na proposta do “Tomara que Caia” com o “Quinta Categoria”, exibido pela MTV, em 2008, e o “É Tudo Improviso”, apresentado pela Band, em 2009, ambos com a participação da Cia Barbixas de Humor, que também esteve presente no novo programa da Globo.

tomaraquecaiaperisseserrado2De fato, não há novidade em programas fundados na ideia do improviso. O que há de novo é mesmo esta tentativa de fazer o público participar – é a TV buscando se renovar e se adaptar aos novos tempos.

Na estreia, “Tomara que Caia” fracassou de forma retumbante na missão de fazer rir. A história era boba e, talvez por conta do nervosismo, poucos atores conseguiram se soltar e se divertir.

No Twitter, onde se concentra parte do público-alvo da nova atração, o programa foi muito “trollado” e virou piada para milhares de usuários.

Ainda assim, acho que a aposta em um formato original merece apoio. Pela sua tradição e tamanho, a TV brasileira tem a obrigação de desenvolver programas próprios. E só vai aprender fazendo. “Tomara que Caia” merece, ao menos, a chance de se desenvolver melhor.

Audiência: “Tomara que Caia” registrou média de 12,9 pontos no Ibope na Grande SP (cada ponto equivale a 67 mil domicílios). Arredondado, o resultado é o mesmo do obtido pela final do “SuperStar” há uma semana (13,2). O programa foi líder de audiência no horário, seguido por  SBT (8,4), Band (5,7) e Record (4,6).

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Ratinho sincerão: “Deu vontade de ser biscate agora”
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Mauricio Stycer

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Como já fez em outras ocasiões, o “Programa do Ratinho” nesta quarta-feira (15) pegou carona em uma atração da Globo, no caso, a novela “Verdades Secretas”, e promoveu um debate sobre prostituição no mundo das modelos.

A grande atração do encontro no SBT, naturalmente, foi o próprio Ratinho, com tiradas bem-humoradas e desconcertantes sobre o assunto. Abaixo, algumas de suas frases:

. “Estou com o Oscar Maroni… Como vocês escreveram? Empresário na área de entretenimento adulto. Na minha época era dono de zona.”

. “Salão do Automóvel, eu queria avisar, se você for quebrado, não vai. Lá só tem carro que vocês não podem comprar e mulher que vocês não podem comer. Vai fazer o que lá?”

. “Modelo de passarela é feia. Parece um cabide andando. Todas que eu vi até agora são feias.”

. “E o Silvio Santos falando que tá me pagando muito! (depois de ouvir o cachê que alguns modelos ganham)”

Ratinho: Lá no Bahamas, elas tiram quanto?
Maroni: R$ 25 mil, R$ 30 mil por mês.
Ratinho: Rapaz… Deu vontade de ser biscate agora.

. “Dá uma olhada se o Maroni tá tomando água mesmo. Já proibi ele de tomar uísque.”

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Em tempo: Um dos convidados do programa foi apresentado como Artur Zanety. “Sou modelo e garoto de programa. Tenho duas profissões”, ele disse. Como bem lembrou o leitor Igor Prata, Artur é bem conhecido do público do SBT. Em 2013, ele participou do “Rola ou Enrola”, no programa de Eliana, e acabou protagonizando uma cena famosa, um pedido de casamento na televisão, feito para a sambista e modelo Cintia Mello.

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5 provas que Fátima Bernardes trocou mesmo o jornalismo pelo entretenimento
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Mauricio Stycer

O “Encontro com Fátima Bernardes”, na Globo, festejou três anos no ar no último dia 25 de junho. Para lembrar a data, o “UOL Vê TV” apresenta cinco momentos que mostram como a ex-apresentadora do “Jornal Nacional” completou, com bom humor e disponibilidade para as mais variadas aventuras, a transição do jornalismo para o entretenimento.

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“Além do Tempo” ganha promoção além da conta dentro da Globo
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Mauricio Stycer

alemdotempofantasticoAlemdoTempoFatimaAlemdoTempoHojeAlemdoTempoVideoShowA Globo tem longa tradição de usar os próprios programas da casa para promover estreias, campanhas ou, simplesmente, tentar alavancar a audiência de atrações que não andam bem. Não seria diferente com “Além do Tempo”, que estreia nesta segunda-feira (13). Mas, mesmo para os padrões de autopromoção da emissora, o espaço concedido à divulgação da novela de Elizabeth Jhin pareceu além do normal.

“Além do Tempo”, que substitui “Sete Vidas” no horário das 18h30, foi tema de quatro programas da casa, entre a noite de domingo e a tarde desta segunda.

O “Fantástico” deu início à maratona de divulgação com uma entrevista, conduzida pela apresentadora Poliana Abritta, com a atriz Alinne Moraes, uma das protagonistas da história.

O “Encontro com Fátima Bernardes” divulgou a nova produção de época por meio de entrevistas com as atrizes Julia Lemmertz e Paolla Oliveira. No final do programa, as três encenaram um passeio de carruagem pelo Projac, documentado com câmeras dentro e fora do veículo.

Na hora do almoço, “Além do Tempo” mereceu uma reportagem do “Jornal Hoje”. “Hoje tem estreia aqui na Globo”, noticiou o apresentador Evaristo Costa. A repórter Mônica Teixeira mostrou bastidores da produção, incluindo entrevistas com Irene Ravache, além de profissionais responsáveis por figurinos e objetos de cena da novela.

Por fim, no início da tarde, Otaviano Costa e Mônica Iozzi apresentaram o “Vídeo Show” com figurinos da época em que se passa a primeira fase de “Além do Tempo”. Além de infinitas referências à novela ao longo de todo o programa, Otaviano ainda visitou o estúdio onde são gravadas cenas da trama, e entrevistou – adivinhe – Julia Lemmertz e Paolla Oliveira.

Consultada, a Globo diz que  a ação promocional não foi maior do que de o normal. “Está no mesmo tamanho do que o das outras estreias de novela”, informou a emissora.

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Globo aposta na internet, que Faustão chama de “penico do mundo”
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Mauricio Stycer

faustaomarieta1Num domingo em que reclamou da repercussão de duas polêmicas nascidas em edições anteriores do seu programa, Fausto Silva soltou a seguinte bomba: “Com algumas exceções, a internet é o penico do mundo.”

Não por acaso, o “Domingão do Faustão” é, possivelmente, o programa menos “conectado” da Globo. Não está nem aí para as redes sociais, parece pouco preocupado em motivar a participação do público em casa e ignora qualquer novidade do mundo digital. A mais longeva atração do dominical, não custa lembrar, se chama “Videocassetadas”, cujo título remete à década de 80 do século passado.

Além de preconceituosa, a frase de Faustão sobre a internet não poderia ter sido dita num domingo pior para ele. Logo no “Fantástico” foi exibido um resumo do que será o “Tomara que Caia”, um misto de humorístico com jogo, no qual o público terá participação essencial via smartphones, tablets e internet.

superstarfinalTadeu Schmidt explicou que a próxima atração  da Globo permitirá ao espectador “trollar” os atores que vão participar da disputa. “É uma gíria muito usada na internet, que significa zoar, atrapalhar”, ensinou.

Na sequência, foi ao ar a final da segunda temporada do “Superstar”. Apesar da presença dos três jurados do programa, a escolha da banda vencedora, Lucas e Orelha, foi feita exclusivamente pelo voto do público – igualmente pela internet.

Tanto o “Superstar” quanto o “Tomara que Caia”, entre muitas outras iniciativas, mostram o interesse da Globo pelo que Faustão chama de “penico do mundo”.

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“Não andamos para a frente em nenhum momento”, lamenta Irene Ravache
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Mauricio Stycer

alemdotempoireneravache“Além do Tempo”, nova novela das 18h, de Elizabeth Jhin, traz Irene Ravache no papel da condessa Vitoria Castelinni, a grande vilã da primeira fase da história.

Substituta de “Sete Vidas”, a novela estreia nesta segunda-feira (13) na Globo com uma proposta nova – a segunda parte, ambientada 150 depois, pode ser vista de forma independente desta primeira.

Em uma boa entrevista ao “Estadão”, publicada neste domingo (12), a atriz conta como se preparou para o trabalho (evitou ler a sinopse da segunda parte, por exemplo), revela que não acredita em reencarnação (tema da novela), fala sobre o espaço de atores mais velhos no mercado (“nunca parei de trabalhar”) e, no momento, mais interessante, reflete sobre o público brasileiro. Transcrevo abaixo a última pergunta da repórter Adriana Del Ré e a resposta de Irene Ravache

O beijo do casal Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg no primeiro capítulo de Babilônia causou polêmica. Em entrevista, Gilberto Braga acredita que o Brasil hoje está mais careta, e Marieta Severo vê um conservadorismo. Você acha que o País encaretou? Andamos para trás?
Não acho que a gente tenha andado para a frente em nenhum momento. Acho que somos isso mesmo, somos muito conservadores: ‘é bacana ali, mas com minha filha não’; ‘sou a favor dos passioneclaradireitos dos gays, desde que não seja com meu filho’. Me parece que é assim, não vi grandes mudanças nisso, não. E quer dizer que um personagem que mata, que é extremamente vilão, perigoso, ele pode? Mas isso não é de agora. Fiz uma novela do Silvio de Abreu, ‘Passione’, e ninguém podia ser pior do que a personagem da Mariana Ximenes (à dir.). Caráter zero. Matava, botava fogo. E as pessoas escreviam para o Silvio pedindo para ele deixá-­la terminar (a novela), que estava tão boazinha, tão linda. E ela não se redime, é ruim de marré-­de-­si. Aí você começa a entender algumas coisas do brasileiro, olha como somos esquisitos.

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“No ‘Zorra’ é proibido piada homofóbica”, conta Marcius Melhem
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zorraperfumeUm dos criadores do “Tá no Ar” e responsável pelo novo “Zorra”, o humorista Marcius Melhem defende que o humor tem a obrigação de adotar posturas progressistas e tomar posições. Por este motivo, ele revelou que proíbe piadas com conteúdo homofóbico no programa exibido aos sábados na Globo.

“Este momento em que o país vive, de muita intolerância, não permite que a gente abra este flanco”, disse, referindo-se a piadas que reforçam o preconceito contra homossexuais. “Vamos ridicularizar quem é homofóbico”, disse.

marciusmelhem2Melhem fez essas afirmações durante debate sobre humor na televisão, promovido pelo festival Risadaria, em São Paulo. O encontro contou também com a presença de Bruno Mazzeo, Marcelo Madureira, Caco Galhardo e Paulo Bonfá. Este blogueiro, representando o UOL, foi o mediador.

O humorista contou que o episódio do “Zorra” exibido no dia 13 de junho já estava pronto e finalizado quando ele soube da polêmica envolvendo uma campanha do Boticário. A marca foi objeto de repúdio por exibir uma publicidade, relativa ao Dia dos Namorados, que incluía casais homossexuais entre os contemplados por presentes.

“Decidimos fazer um quadro novo, de dois minutos, para incluir no programa. A gente precisa ter um posicionamento claro sobre isso”, contou.

Resultou desta decisão uma sátira forte ao preconceito. Um pai leva o filho até uma perfumaria e reclama com uma funcionária dizendo que o perfume comprado na loja o levou a agarrar o seu motorista.

Questionado pela vendedora se o perfume provocou alguma reação alérgica, ele diz: “Reação de ódio ao processo de homossexualização que vocês querem fazer com o País. São pervertidos. Querem acabar com a família brasileira. Merecem ser boicotados”.

E acrescenta: “Hoje, de manhã, sem querer, usei o perfume do meu filho, que ele comprou nessa loja, olhei para o meu motorista, e me deu um tesão desgraçado. Aí eu te pergunto: como um pai de família, com 23 anos de casado, empresário, pode agarrar o motorista desse jeito? Esse perfume transforma um macho, como eu, em uma bicha desvairada” (o quadro pode ser visto aqui).

Melhem contou que, diferentemente do que ocorreu no passado, hoje a Globo não proíbe nos programas humorísticos menções a marcas, programas da concorrência ou referências políticas.

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