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“Monopólio atrapalha; não poder convidar artistas da Globo é uma limitação”
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Mauricio Stycer

Primeiro filme do Porta dos Fundos, talk show na Record, peça no Rio, terceira temporada de programa de humor no Multishow, esquetes na Fox, talk show de turismo no You Tube… Perto de completar 33 anos, em julho, Fábio Porchat exibe não apenas grande fôlego, como enorme talento.

Nesta entrevista ao “UOL Vê TV”, o comediante fala sobre todos os seus trabalhos atuais e os que estão próximos de chegar ao público, em especial o longa-metragem “Contrato Vitalício”, que estreia em 30 de junho, e o seu talk show diário, na Record, ainda não batizado, em 22 de agosto.

Porchat revela vários detalhes inéditos do programa que apresentará, de segunda a quinta, em São Paulo, na Record. Ele reconhece que enfrentará dificuldades com o elenco de convidados, uma vez que a Globo veta os seus contratados, mas tem esperanças de que a situação mude. Também fala sobre restrições para falar de religião na emissora, da busca desenfreada pela audiência e promete lutar por qualidade no talk show.

O ator também trata na entrevista de um tema espinhoso, a Lei Rouanet. Porchat reclama da falta de conteúdo no debate, mas reconhece a necessidade de mudanças nas leis de incentivo à cultura.

Outro assunto surpreendente é o balanço que faz dos vídeos do Porta dos Fundos. Nem religião nem política: os vídeos que causam mais polêmica são sobre futebol, conta.

A entrevista está muito boa. Recomendo fortemente. Abaixo, 11 trechos selecionados. Ao fim, a íntegra da conversa.

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“Remake” com cara velha, “Haja Coração” parece avó de “Totalmente Demais”
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Mauricio Stycer

“Remakes” de novelas não são novidade, mas nos últimos anos ganharam um impulso forte. Com a estreia de “Haja Coração”, já são oito os folhetins refeitos desde 2010. Acho natural perguntar: o que está levando a Globo a optar por rever tramas antigas? Não é uma resposta simples.

A primeira coisa que vem a cabeça é que faltam boas ideias e é mais fácil recorrer a sucessos do passado. Há alguma verdade neste argumento, mas não é qualquer novela que foi bem há 20 ou 30 anos que será bem-sucedida nos dias de hoje.

orebuUm fator determinante costuma ser a percepção de que há alguma atualidade na novela a ser refeita. Foi o que aconteceu, creio, com “Saramandaia” (2013), de Dias Gomes (1922-1999), e “O Rebu” (2014), de Bráulio Pedroso (1931-1990). Cada uma à sua maneira, estas duas novelas discutiam temas que o espectador de hoje seria capaz não apenas de identificar como de se envolver.

Outra razão que pode motivar um remake é o desejo de homenagear um autor. Tenho a impressão que esta foi uma das intenções por trás da ideia de refazer “O Astro” (2011), uma trama que expõe o melhor e o pior de Janete Clair (1925-1983). O resultado foi excelente.

tititiultimo5“Ti-Ti-Ti” (2010) pode ter nascido deste mesmo desejo, o de reverenciar Cassiano Gabus Mendes (1929-1993), mas Maria Adelaide Amaral conseguiu ir além. A autora criou uma história original ao misturar outras tramas de Gabus Mendes à novela que serviu de base para o remake.

Refazer uma novela com base apenas na sua popularidade do passado, como ocorreu com “Gabriela” (2012), é um risco. Walcyr Carrasco não conseguiu ir muito além do texto de Walter George Durst (1922-1997) e o resultado foi morno.

Das oito novelas refeitas nestes últimos sete anos, três são de autores vivos. “Meu Pedacinho de Chão” (1971), uma novela com intenção educativa escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1971, foi transformada em um conto de fadas deslumbrante pelo diretor Luiz Fernando Carvalho em 2014.

As outras duas foram escritas por Silvio de Abreu. Coube a ele mesmo escrever o remake de “Guerra dos Sexos” (2012) e a um colaborador seu, Daniel Ortiz, o de “Sassaricando”, rebatizada como “Haja Coração”.

A novela das 19h30 que acaba de estrear me passa a mesma impressão que o remake de “Guerra dos Sexos”: é uma novela velha, sem pontos de contato com os dias de hoje.

guerradossexoscafeAmbas as tramas exploram uma mesma visão de São Paulo, muito popular na década de 70 do século passado: o da cidade em que a elite é formada por quatrocentões semifalidos e imigrantes novos ricos, em contraste com uma classe de trabalhadores de origem italiana, valentes e engraçados.

Não que estes elementos sociais tenham desaparecido, mas São Paulo na segunda década do século 21 é muito mais que isso. “Guerra dos Sexos” padeceu, ainda, por explorar, de forma anacrônica, a questão de gênero, um tema que ganhou muitas nuances nos últimos anos.

O contraste entre “Haja Coração” e “Totalmente Demais”, a novela que a antecedeu, é gritante. É como se uma novela fosse avó da outra. Tudo ressente a naftalina na trama de Ortiz – do casarão cafona dos Abdala ao jeito de Tancinha (Mariana Ximenes) falar errado.

O esforço de atualizar a trama, incluindo uma personagem que é ex-BBB (Ellen Roche), soa canhestro. As piadas são velhas. O pastelão, bobo. A interpretação exagerada de alguns atores (vou poupá-los de citação) é constrangedora.

Em resumo, não enxergo um bom motivo para refazer (ou “reler”, como quer a Globo) “Sassaricando”, uma comédia que fez muito sucesso em seu tempo (1987-88). A novela pode até alcançar boa audiência, mas duvido que venha a ser lembrada por algum motivo especial.

Atualizado em 05/06

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Vice-líder nacional, SBT tem o melhor mês no Ibope desde agosto de 2008
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Mauricio Stycer

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Com média de 5,6 pontos em maio, o SBT ficou em segundo lugar pelo sexto mês seguido no PNT (Painel Nacional de Televisão), que reúne a audiência coletada pelo Ibope em 15 grandes centros urbanos (cada ponto equivale a 241 mil residências). A Globo liderou com média de 13,4 pontos. A Record, terceira colocada, registrou 5,2 pontos e a Band fechou o período com 1,6 ponto.

O resultado do SBT chama a atenção por dois motivos. Primeiro, porque a emissora cresceu 5% em relação ao mês de abril – o maior crescimento entre todas as emissoras. E segundo, porque este é o seu melhor resultado desde agosto de 2008, quando alcançou média de 5,8 pontos.

O que explica este ótimo resultado? Difícil responder. A emissora de Silvio Santos não apresentou nenhuma novidade de maior expressão no período.

Na luta pela vice-liderança com a Record, o SBT supera a rival em três faixas (manhã, tarde e madrugada), mas perde no horário nobre, o mais disputado e com maior faturamento publicitário. Nesta faixa, em maio, a Globo teve média de 25,4 pontos, contra 8,6 da emissora de Edir Macedo e 8,4 do canal de Silvio Santos.

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Mariana Godoy vê machismo na TV: “nota de corte” da mulher é 45 anos, diz
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À frente de um programa de entrevistas na RedeTV! desde maio de 2015, Mariana Godoy foi a convidada do “UOL Vê TV” esta semana. Com muita sinceridade, falou da dificuldade que as mulheres enfrentam para seguir apresentando programas depois dos 45 anos. “Saí da Globo para antecipar a nota de corte”, contou.

Marina enxerga haver muito machismo no meio – homens permanecem à frente das câmeras com cabelos brancos, mas mulheres mais velhas têm dificuldade de encontrar espaço, diz.

A apresentadora também falou das mudanças que o “Mariana Godoy Entrevista” sofreu desde a estreia, elogiou muito a liberdade que tem na RedeTV! e contou dos apuros que já passou por fazer a atração ao vivo. Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy e Adriane Galisteu erraram o caminho da RedeTV! e quase perderam o programa, disse.

Abaixo, trechos selecionados da conversa e, no fim, um vídeo com a íntegra da entrevista.

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Depois de estreia gelada, “TV Mulher” muda para incluir notícias quentes
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tvmulher2016Totalmente gravado, o especial “TV Mulher”, com dez episódios, vai passar por uma reedição. Depois da estreia na última terça-feira (31) sem menção alguma ao estupro coletivo ocorrido no Rio, o canal Viva programa para o segundo episódio a inclusão de entrevistas sobre o assunto.

As novas gravações estão programadas para esta sexta-feira (03), a tempo de inclusão no próximo programa. Com isso, segundo a assessoria de imprensa do canal, haverá um remanejamento de temas dos próximos episódios.

Segundo o Viva, a decisão de incluir um tema “quente” no programa foi tomada antes da estreia. A notícia foi antecipada nesta quinta-feira (02) pela colunista Cristina Padiglione, no Estadão. Não teria havido tempo e condições técnicas para tratar do assunto no primeiro episódio.

Em entrevista à imprensa, em momento algum o Viva informou que havia a possibilidade de reeditar os programas já gravados.

O especial é apresentado por Marília Gabriela, que também esteve à frente da primeira versão do programa, na Globo, na década de 80.

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SBT, Record e Globo exibem entrevistas “exclusivas” com vítima de estupro
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Mauricio Stycer

estuprosbtestuprorecordestuprogloboAssunto da semana, o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio foi o prato principal da programação de TV na noite deste domingo (29). As três principais emissoras de TV aberta realizaram entrevistas com a jovem, todas anunciadas como “exclusiva”.

O “Conexão Repórter”, do SBT, foi o primeiro a falar com a jovem, mas o último a exibir a sua entrevista, por volta da meia-noite. Um trecho da conversa com Roberto Cabrini foi exibido no telejornal “SBT Brasil” na última sexta-feira (27).

A Record exibiu a sua entrevista, feita por Vinicius Dônola, no “Domingo Espetacular”. A emissora divulgou em seu site um breve trecho, no qual alterou a voz da adolescente com um recurso eletrônico, impedindo o seu reconhecimento. Ao apresentar a conversa no programa, a voz da jovem foi ouvida normalmente.

Já a Globo exibiu a sua entrevista no “Fantástico”. A emissora não promoveu trechos previamente, mas a informação de que esta seria uma atração “exclusiva” do programa foi divulgada à tarde, no meio da transmissão de futebol da emissora. A repórter Renata Ceribelli conversou com a moça, que teve sua voz alterada.

Se as três emissoras exibiram na mesma noite entrevistas com a mesma pessoa é correto dizer que são “exclusivas”? Segundo o “Manual de Redação” da “Folha”, não se deve fazer isso. “Não use a expressão ‘entrevista exclusiva’ quando uma personalidade concede entrevistas individuais a vários veículos de comunicação em um mesmo dia”, recomenda o jornal.

Por este critério, o correto seria dizer “em entrevista ao SBT”, ou “em entrevista à Record”, não “em entrevista exclusiva”.

Na minha opinião, se as emissoras conseguiram as suas entrevistas em situações e dias diferentes, não seria errado considerarem, cada uma, a sua “exclusiva”. Mas, sabendo que as três seriam exibidas na mesma noite, teria sido aconselhável não fazer este tipo de autopromoção.

Para o espectador, fica a impressão de que está sendo iludido.

Veja trecho do “Conexão Repórter”:

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Mattar provoca Jô em entrevista: “Tá todo mundo dormindo a essa hora”
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Mauricio Stycer

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O ator e cantor Maurício Mattar tirou Jô Soares do sério ao final da entrevista que concedeu ao apresentador, exibida já durante a madrugada deste sábado (28). Depois de falar do disco e do show que tem apresentado, ele pediu para divulgar seus contatos.

Em vez de informar um número de telefone, porém, Mattar preferiu passar a sua conta em uma rede social. “Porque, a essa hora, todo mundo já tá dormindo”. Jô, evidentemente, não gostou do comentário e replicou, à sua maneira, meio brincando, meio bravo: “Então vai-te embora. O que você tá fazendo aqui?”

Transcrevi o diálogo:

Mattar: Todo mundo que quiser shows, siga o meu instagram, que ali tem os contatos. Porque, a essa hora, todo mundo já tá dormindo… Pegar telefone, num frio desses… não vai conseguir pegar caneta…
: Você acha que já tá todo mundo dormindo?
Mattar: Todo mundo com o cobertor aqui (na altura do nariz).
Jô: Então vai-te embora. O que você tá fazendo aqui?
Mattar: Então, @mauriciomattar fica mais fácil de todo mundo pegar os contatos.
Jô: Depois desta malcriação vamos ouvir Mauricio Mattar…
Mattar: Mas se você quiser que eu dê o telefone, eu dou.
: Se você quiser, pode dar…

Mattar, então, pegou um pedaço de papel, mas não teve tempo de ler. Jô o arrancou de sua mãos e leu o número do telefone, além de citar os nomes que o ator havia escrito. Ao final, rasgou o bilhete e disse: “Eu tô rasgando porque tá todo mundo dormindo.”

Agradeço ao Daniel Miyagi por me chamar a atenção para este curioso momento.

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Tiririca mostra no Jô que não faz ideia do que está acontecendo em Brasília
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Mauricio Stycer

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Em seu segundo mandato como deputado federal, o palhaço Tiririca teve a oportunidade de fazer uma análise da crise política do país na noite de quinta-feira (26), no “Programa do Jô”. E mostrou que não faz ideia do que está acontecendo.

Depois de cinco minutos contando um causo bobo, Tiririca foi interrompido pelo apresentador: “E eu que pensava que a primeira pergunta era o que você estava achando da situação política do país. Que ideia…”

Tiririca, então, explicou: “Eu tô achando… eu tô achando realmente, na realidade, com sinceridade… Está totalmente do jeito que estamos vendo. O negócio tá feio. Tá feio porque ninguém sabe de nada, ninguém sabe quem é quem, ninguém sabe o que vai acontecer.”

Jô então quis saber: “O que falam pra você?” Tiririca entornou um copo de conhaque inteiro e mudou de assunto.

Mais para o fim da conversa, o palhaço falou um pouco de seu trabalho na Câmara dos Deputados: “Eu tô lá numa praia que não é a minha praia. Tem que ter pessoas pra orientar. Aí você fala: ‘Eu tava a fim de levar pra frente esse projeto’. Aí, eles elabora (sic), faz as coisas…”

Jô quis saber: “Fala um projeto que você tá levando à frente”. Tiririca, então, explicou: “Lá cada um levanta a sua bandeira. Eu levantei a bandeira do circo”. E deu detalhes sobre um dos projetos que apresentou.

Depois de 15 minutos de entrevista, Jô encerrou a conversa. “Já acabou? Eu não quero sair. Já tomei bem umas cinco doses”, disse Tiririca. E o apresentador, irônico, lembrou: “Já te dei mais tempo do que te deram lá, na hora da votação (do impeachment)”.

Tiririca (PR-SP) foi o deputado federal mais votado no país em 2010, com 1.353.820 votos. Ele se reelegeu em 2014 com 1.016.796 votos.

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