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Carreira de Chacrinha é marcada por acusação de cobrar “jabá”, mostra livro
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Mauricio Stycer

Chacrinhanopalco
Do início ao fim de sua carreira, primeiro no rádio, depois na televisão, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, conviveu com uma mesma acusação – a de que recebia dinheiro por fora para privilegiar artistas em seus programas.

ChacrinhaBiografiaCapaComo mostra o recém-lançado “Chacrinha – A Biografia”, de Denílson Monteiro, o apresentador enfrentou a situação de formas diferentes ao longo do tempo. Às vezes, a aceitou de bom grado, às vezes se sentiu incomodado e reagiu com fúria aos que o criticaram.

A prática, muito comum por décadas, tinha relação direta com as atividades em que Chacrinha se consagrou – a de discotecário e programador musical (ou “disc jockey”), no rádio, e de apresentador de programa de auditório, também no rádio e depois na TV.

Monteiro descreve inúmeras situações em que Chacrinha se viu obrigado a discutir publicamente este mau hábito. Em 1961, questionado a respeito por Oswaldo Sargentelli, na TV Rio, ele respondeu: “Eu fiz divulgação, mas você também já levou algum”.

O jornalista e pesquisador musical Sergio Cabral escreveu no “Jornal do Brasil” que Chacrinha fazia parte de um grupo de DJs que se reunia para decidir quanto cada um receberia de jabá das gravadoras. A resposta do apresentador, transcrita no livro, é reveladora:

“Eu sou tão desonesto quanto o senhor Sergio Cabral. Eu disse na televisão para todo mundo ouvir que já levei dinheiro de algumas fábricas de disco em troca de divulgação que fiz para as mesmas. Hoje sou divulgador da Chantecler, mas toco os discos de todas as fábricas. O senhor Sérgio Cabral, porém, recebe discos para criticar e depois vende-os aos sebos. E só comenta os discos das fábricas que o acarinham”.

Em sua primeira passagem pela Globo, entre 1967 e 1972, certa vez foi questionado pelo poderoso Boni a respeito do assunto: “Você está me chamando de ladrão? Eu nunca recebi nada de ninguém! Não sou ladrão! Não sou ladrão!”

Na década de 80, em sua segunda passagem pela emissora, a acusação reapareceu: para cantar no palco do “Cassino do Chacrinha” era preciso pagar. Leleco Barbosa, filho do apresentador, respondia, segundo o livro, que “a única coisa que havia era uma permuta entre a produção e os artistas, que participavam dos shows que Chacrinha fazia pelo subúrbio carioca e outros Estados”.

chacrinharadio2Como muitos outros apresentadores da era de ouro do rádio, entre as décadas de 30 e 50, Chacrinha sempre foi responsável pela própria captação de anúncios para os seus programas. O hábito foi levado para a TV e aceito de bom grado pelos executivos das principais emissoras pelas quais passou – TV Rio, Tupi (duas vezes), Band e Record (em São Paulo). Só na Globo, segundo Monteiro, ele recebeu salário.

A proximidade com os anunciantes está na origem de duas assinaturas de Chacrinha. Um dos patrocinadores de seu programa no rádio, nos anos 50, era uma marca de água sanitária, chamada Clarinha. Para promovê-la, o apresentador inventou de gritar o nome no meio de suas transmissões. Quando o fabricante faliu, Chacrinha inventou um nome qualquer, com sonoridade semelhante, para continuar gritando. Assim nasceu o célebre grito de “Terezinha, u-uuuuu!!!!”

Chacrinhachacretes2Já a ideia de atirar postas de bacalhau para o auditório surgiu depois que um de seus mais fieis patrocinadores, o dono dos supermercados Casas da Banha, se viu com um estoque encalhado do produto. Venâncio Veloso pediu uma ajuda ao Velho Guerreiro que, num estalo, teve a ideia: “Vocês querem bacalhau???” Reza a lenda que o estoque do supermercado acabou em poucos dias.

“Chacrinha – A Biografia” passa rapidamente pelo nascimento, em 1917, em Surubim (PE), pela infância em Caruaru e depois Campina Grande (PB), e pela juventude em Recife, onde chegou a estudar medicina. Denilson Monteiro descreve Abelardo Barbosa como um rapaz inquieto, que largou os estudos para se aventurar pela carreira artística no Rio, mas não consegue explicar claramente o que o levou para este mundo do rádio.

Da mesma forma, a biografia falha ao não conseguir mostrar como Chacrinha desenvolveu o seu gênio, a sua incrível capacidade de comunicação, o seu talento para a improvisação, o seu gosto por extravagâncias e a sua facilidade em pegar ideias alheias e adaptá-las em seus programas.

chacrinhagesto“Chacrinha – A Biografia” é eficiente ao mostrar que, como poucos, ele entendeu que a comunicação de massa deve ser extremamente popular. É este talvez o seu maior legado. Por outro lado, o livro não deixa de lembrar de muitos episódios em que, para alcançar os seus objetivos de audiência, meteu os pés pelas mãos, explorando a miséria alheia, humilhando convidados e constrangendo o seu público.

O livro descreve Chacrinha como um tipo inseguro, altamente competitivo por audiência e grosseiro com os seus comandados. Mas falta apuração do autor para explicar uma série de incidentes ocorridos em sua trajetória, que são tratados como fofocas.

Monteiro é também autor das biografias de Carlos Imperial (“Dez, Nota Dez!”) e de Ronaldo Bôscoli (“A Bossa do Lobo”). O livro sobre Chacrinha, em algumas passagens, não tem o mesmo cuidado visto nos trabalhos anteriores.

O lançamento de “Chacrinha – A Biografia” (Casa da Palavra, 368 págs., R$ 49,90) coincide com a estreia, no Rio, do musical “Chacrinha”, de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, com direção de Andrucha Waddington.

Esta é a terceira biografia de Chacrinha. As duas anteriores, “Chacrinha É o Desafio” (1969), de Péricles Amaral, e “Quem Não se Comunica se Trumbica” (1995), de Florinda Barbosa e Lúcia Rito, estão esgotadas, mas são encontradas em sebos. Há um bom documentário sobre Chacrinha, chamado “Alô Alô Terezinha” (2009), de Nelson Hoineff. Chacrinha morreu em 1988.

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The Voice: Decote da jurada chama mais a atenção que a voz dos candidatos
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Mauricio Stycer

TheVoiceClaudiaLeitteComo acontece quase sempre, os jurados do “The Voice Brasil” chamaram mais a atenção do que os candidatos do concurso de talentos da Globo. E como ocorre com frequência, também, Claudia Leitte brilhou mais que os demais, com um decote espetacular, diante do qual não era possível prestar atenção em mais nada.

Tirando o decote da cantora, o primeiro programa ao vivo da temporada correu dentro da normalidade. Daniel fez uma comparação sem propósito entre o Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20), e a necessidade de o público votar de forma consciente no “The Voice”. “Não somos o dono da verdade, vamos votar com consciência”, disse.

Lulu Santos apostou na redundância: “Vou continuar na minha técnica de destacar quem eu acho que de fato se destacou”. Carlinhos Brown filosofou: “Hoje é o Dia da Consciência Negra. Que esse dia nos revele outras consciências: que esse é um país miscigenado.”

E Tiago Leifert, com toda a pompa possível, deu uma importante notícia ao público: pela primeira vez na história do “The Voice Brasil”, um casal foi formado por participantes. O apresentador também não economizou nos elogios a Claudia Leitte: “Você está muito bonita hoje. Você está demais. Claudia Leitte está excelente hoje”.

Quatro cantores (Kim Lirio, Lui Medeiros, Romero Ribeiro e a dupla Danilo Reis e Rafael) foram escolhidos por voto do público e outros quatro (Jésus Henrique, Leandro Bueno, Rose Oliver e Edu Camargo) foram salvos pelos jurados.

Atualizado às 16h: Na primeira noite ao vivo, “The Voice Brasil” registrou a pior audiência desta temporada, 21 pontos. Leia mais aqui.

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Mudança na estrutura da Globo reflete transformação dos hábitos do público
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Mauricio Stycer

GloboEntretenimento
Em pé (da esq. para dir.), a diretora de Desenvolvimento Artístico, Monica Albuquerque, o diretor-geral, Carlos Henrique Schroder, e o diretor de Produção, Eduardo Figueira; sentados, os diretores de gênero Ricardo Waddington, Silvio de Abreu, Guel Arraes e Boninho

A Globo anunciou nesta segunda-feira (17) o desmembramento do poderoso cargo de diretor de Entretenimento em quatro diretorias, divididas segundo gêneros, formatos e horários de programas. Sai Manoel Martins, que desde 2008 dava a palavra final em toda a produção de conteúdo de entretenimento da emissora, e entram quatro novos diretores.

Silvio de Abreu será responsável por Dramaturgia Diária (novelas); Guel Arraes vai comandar a Dramaturgia Semanal (séries); e a área de Variedades terá dois diretores, Boninho (para programas diários e realities) e Ricardo Waddington (para atrações noturnas e de fins de semana).

A estrutura se completa com duas diretorias que já existiam: Produção, comandada por Eduardo Figueira, e Desenvolvimento Artístico, dirigida por Monica Albuquerque.

A mudança mais importante está em uma das frases do comunicado: “A área passará por uma transformação: deixará de ser centralizada para ser orientada pelo conteúdo”. Ou, como disse o diretor-geral, Carlos Henrique Schroder: “Com esse modelo, colocamos todo o talento e capacidade da Globo a serviço do conteúdo, gerando produtos mais focados em cada especialidade para nossa audiência.”

Trata-se, obviamente, de uma alteração importante na estrutura de poder da emissora, reflexo da troca na direção-geral ocorrida em janeiro de 2013 com a saída de Octavio Florisbal e a chegada de Schroder.

Mas vai além. É uma mudança que parece fazer sentido quando se pensa nas transformações tecnológicas e de hábito que já afetam – e vão afetar cada vez mais – a forma de consumir TV no Brasil. O público tende a se orientar cada vez menos pela ideia de “grade” e mais pela possibilidade de ver os programas que deseja, no horário e no aparelho (TV, laptop, smartphone) que bem entender.


Marcelo Rezende diz que tentou convencer a Globo a não atacar Edir Macedo
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Mauricio Stycer

MarceloRezendaMacedo
A pretexto do seu aniversário de 63 anos, festejado no último dia 11, o jornalista Marcelo Rezende ganhou uma homenagem especial da Record neste domingo (16). Por duas horas e dez minutos, ele ouviu elogios de colegas, amigos e fãs no palco do “Domingo Show”, além de ter sido objeto de uma visita da equipe do programa, previamente gravada, em sua casa.

O ápice da bajulação se deu no final, quando o apresentador Geraldo Luis lhe entregou um vaso de flores e leu uma carta repleta de elogios assinada por Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono da Rede Record. “Essas flores vêm de um homem de uma grande alma e de uma coragem extraordinária”, disse o apresentador do “Domingo Show”.

“É a primeira vez, em 43 anos, que o dono de uma empresa me manda uma carta”, disse Rezende, antes de iniciar um discurso de quase 10 minutos, concluído com um beijo ao patrão (imagem acima).

Rezende surpreendeu ao afirmar que, em 1992, trabalhando na Rede Globo, foi convocado a uma reunião para discutir a realização de um “Globo Repórter” com o objetivo de atacar Macedo. Abaixo a transcrição do que disse:

“Era uma reunião para sentar o pau no bispo Macedo. Era pra fazer uma reportagem, todo mundo. Eu tô olhando a reunião. Eu tô lá, os caras esperando pra ver o que eu tenho pra dizer. Mudo eu tava, mudo eu fiquei. Quando acabou aquela reunião, para fazer um ‘Globo Repórter’, pra sentar a borduna no bispo Macedo e na igreja, eu olhei. ‘Posso falar uma coisa?’ Tava todo mundo esperando que eu falasse. ‘Vocês vão cometer dois erros. O primeiro erro é que vocês vão bater na fé das pessoas. Quem entra, em busca de uma palavra, ela vai buscar um algo pra confortar o seu coração, e vocês vão agredir todas essas pessoas. A segunda coisa é uma reflexão’. Aí ficou todo mundo me olhando. ‘A reflexão é a seguinte. Um homem mente. Ele mente pra um, ele mente pra 50, ele mente pra 50 milhões. É possível um homem mentir pra 200 países?’ Será? Esse homem, que fez essa carta pra mim, com essa generosidade, é um homem que pode chegar e mentir pra todo mundo? Não. Não pode.”

Rezende não revelou se convenceu os seus interlocutores na Globo a desistirem do programa, nem qual foi a reação às suas palavras. O apresentador do “Cidade Alerta” prosseguiu em sua defesa de Macedo, dizendo que a construção do Templo de Salomão é a maior prova da honestidade do criador da Igreja Universal:

“Todo mundo esculhamba o sujeito porque ‘é um ladrão, rouba dinheiro dos outros’. A pergunta que te faço é: pra que ele ia investir tanto dinheiro pra fazer aquele Templo de Salomão? Pra quê? Se o dinheiro já tava lá, ficava com o dinheiro pra ele. Mas ele fez.”

O apresentador relatou a sua visita ao templo: “Quando você olha o Templo de Salomão aqui no Brás você fica impactado. Aquilo é grande, tem uma dimensão gigantesca. Quando você entra naquela santuário, você entende a dimensão, você se vê diante de Deus e você se sente feliz.”

E voltou a fazer elogios a Macedo, pela “missão espinhosa e difícil” que ele tem, de levar “a palavra de Deus para aquelas pessoas que precisam”. Ao final, disse: “Eu quero agradecer o senhor de coração. Vou lhe jogar um beijo. Primeira vez que eu jogo um beijo pro patrão.”

Adendo (atualizado às 11h): Questionada pelo blog, a Globo afirma desconhecer o episódio a que Marcelo Rezende se refere e, por isso, não vai comentá-lo. A emissora afirma ainda: “O nosso jornalismo se pauta pela isenção, correção e agilidade, de acordo com o que pregam nossos princípios editoriais. Assim, fazemos matérias sobre fatos de interesse público e não para desqualificar o que ou quem quer que seja”.

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Câmera 360º da Globo é legal, mas entrega bem menos do que promete
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Mauricio Stycer


A Globo estreou neste domingo, durante a transmissão de Flamengo e Coritiba, um recurso tecnológico nunca usado antes em uma partida de futebol no Brasil: a chamada câmera 360º.

Com múltiplas câmeras montadas ao redor do campo, a tecnologia israelense possibilita a exibição de uma jogada a partir de diversos ângulos. Essa forma de mostrar lances já é usada em transmissões de futebol americano, por exemplo.

Quem viu o jogo pela Globo teve a oportunidade de observar que o recurso é muito legal. Pena que a emissora “economizou” na estreia.

Apesar de toda a promoção, apenas dois lances – o primeiro gol do Flamengo e o primeiro do Coritiba – mereceram ser vistos pela câmera 360º. Depois de encerrada a partida, a Globo mostrou também o segundo gol do Coxa com este recurso.

Curiosamente, os três lances exibidos com a nova tecnologia ocorreram no mesmo lado do campo. O segundo e o terceiro gols do Flamengo, feitos do outro lado, não foram vistos.

A Globo havia dito que a nova tecnologia poderia ajudar a esclarecer lances duvidosos, também. Pois o pênalti a favor da equipe carioca, que causou dúvidas, também não mereceu o uso da câmera 360º.

Enfim, a estreia da nova câmera deixou um gosto de “quero mais”. É um recurso bem bacana, que dá um ar futurista à transmissão, mas pelo jeito ainda não está totalmente pronto para uso pela Globo.

Este texto foi publicado originalmente no blog UOL Esporte Vê TV.


Detetive Vê TV: Caldeirão do Huck confunde bairro de SP com cidade de Minas
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Mauricio Stycer

caldeiraotiradentesO “Caldeirão do Huck” mostrou neste sábado (01) a história do menino Dudu, de 11 anos. Bom de bola, morador de Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade de São Paulo, o garoto conseguiu a oportunidade de participar de uma “peneira” no Corinthians. Depois de introduzir o assunto, Luciano Huck anunciou: “Senhoras e senhores, partiu Cidade Tiradentes”. Foi quando apareceu este mapa, de Tiradentes, em Minas Gerais. Acidentes acontecem.

Agradeço à “detetive” Kezia Pedroso pela dica.


“JN promove “festa da firma”, mas com roteiro, para trocar apresentadoras
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Mauricio Stycer

JNPoetaDespedidaCom William Bonner no papel de entrevistador, o “Jornal Nacional” exibiu uma espécie de “talk show” na noite de sexta-feira (31) para oficializar a troca de Patricia Poeta por Renata Vasconcellos na cadeira de apresentadora do telejornal.

Por pouco mais de quatro minutos, os três procuraram transmitir espontaneidade numa situação bastante roteirizada, que começou com a pergunta de Bonner: “Patricia, acho que é uma hora para você relembrar o que te levou a esta decisão”. “Vamos lá, Bonner”, começou ela, explicando que vai se dedicar a um projeto na área de entretenimento.

Como em uma boa festa da firma, Patricia agradeceu aos colegas, “ao pessoal que trabalha por trás das câmeras”, bem como “ao pessoal da redação”, e também “ao pessoal do controle, que coloca o jornal no ar todos os dias”. Dando as mãos para o colega, disse: “E a você, William Bonner, obrigado. Foi um prazer. É uma honra.” A apresentadora, por fim, agradeceu ao público. “Muito obrigado por permitir que eu possa fazer o que é a minha missão: me comunicar com vocês.”

Os dois, então, se levantaram para receber a nova apresentadora. “Bem-vinda, Renata”, disse Bonner, recebendo-a com dois beijinhos. E, apontando para Patricia, acrescentou: “Vai lá”. Renata foi lá e Patricia repetiu a saudação (“Bem-vinda, Renata”), também beijando a colega.

Sentada em uma terceira cadeira, na lateral da bancada, Renata foi então entrevistada por Bonner. Contou que já apresentou o “JN” em finais de semana e cobrindo férias de Patricia. “Como você está esperando este momento?”, quis saber o editor-chefe do programa, ouvindo uma resposta que lembrou jogador de futebol antes de entrar em campo: “Estou muito feliz, a expectativa é muito grande”

O apresentador concluiu a conversa elogiando as duas apresentadoras. “Sorte e sucesso para as duas e muito obrigado”. Poeta se despediu com um “até breve” e Bonner encerrou com um “bom fim de semana e até segunda”.

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Drama pessoal de cantor turbina promoção de novo disco na TV
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Mauricio Stycer

HudsonFantastico
No dia 22 de setembro, sete meses depois de ser internado para tratar de dependência em drogas e álcool, o cantor Hudson deixou um centro de reabilitação, em São Paulo. Uma semana depois, no domingo, 28, deu uma entrevista ao “Fantástico”, no qual descreveu sua passagem pelo inferno e a volta:

“Eu via o diabo todo dia dentro de uma garrafa. Todo dia, eu trocava um almoço, meu café da manhã, por uma talagada de uísque. Aí, entrei nessa de cocaína. Acho que eu fui o primeiro artista no mundo sertanejo que botou a cara a tapa”, disse ao programa da Globo.

Só no final da entrevista a repórter Giuliana Girardi mencionou que a saída do cantor da clínica coincidia com o lançamento do novo disco da carreira da dupla Edson & Hudson. Como já era sabido, o álbum “De Edson Para Hudson” foi gravado em duas etapas, uma em um estúdio, por Edson, e outra na clínica onde Hudson ficou internado.

EdsonHudosnHojeemDiaA reportagem se encerrou com a dupla cantando uma música nova do CD e o convite a ouvi-la, na íntegra, no site do programa. De lá para cá, Edson e Hudson tem feito bastante divulgação do trabalho, sempre sublinhando o drama pessoal do cantor.

Foi assim, por exemplo, na entrevista a Chris Flores, do “Hoje em Dia”, da Record: “Todo sofrimento dele lá dentro eu passei aqui fora”, revelou Edson, na conversa, exibida no último dia 22.

EdsonHudosnCaldeiraoE foi assim, também, no “Caldeirão do Huck”, neste sábado (25). “A gente vai abrir o ‘Caldeirão’ contando uma história que tem a música como ferramenta de superação”, explicou o apresentador. Curiosamente, Luciano Huck reapresentou boa parte da reportagem do “Fantástico” antes de convidar a dupla a cantar no palco do seu programa.

Programas populares de televisão adoram “histórias de superação”, em especial as que fazem o espectador chorar. O caso de Hudson é um prato cheio, neste sentido. Além de ser um caso de “superação”, é também a história de um “famoso”, o que confere ainda mais emoção ao caso.

As emissoras faturam em audiência e a dupla consegue boa promoção para o seu trabalho. O problema é que o espectador nunca sabe se o objetivo de tanta exposição é ensinar algo sobre o drama de um ex-dependente ou vender discos.