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Do humor popularesco ao Emmy, veja a incrível trajetória do Zorra
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Mauricio Stycer

Em pouco mais de um ano, o “Zorra” mudou tanto que parece um outro programa. Criado em 1999, sempre foi visto como um humorístico popularesco. No ano passado, sofreu uma reforma profunda. E esta semana chegou a notícia que comprova que o caminho parece estar certo. Pela primeira vez, conseguiu uma indicação ao prêmio Emmy Internacional. Criação de Marcius Melhem e Mauricio Farias, o novo “Zorra” abandonou os bordões, os personagens popularescos e a claque gravada do velho “Zorra”. E este ano passou a apostar em humor político. Este é o tema do “UOL Vê TV” desta semana (veja no vídeo acima).

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Apresentadora da TV argentina passa vergonha ao entrevistar Cauã Reymond
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Mauricio Stycer

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Em viagem a Buenos Aires para promover a estreia de “A Regra do Jogo” no canal Telefe, Cauã Reymond se sentou no sofá de Susana Giménez, uma espécie de Hebe Camargo argentina, para uma entrevista que virou motivo de piada

A conversa, exibida na noite de domingo (25), foi repleta de erros e mal-entendidos, causados principalmente por despreparo de quem fez a pauta para Susana.

cauagimenez2Seguindo um roteiro repleto de informações desatualizadas ou, simplesmente, erradas, a apresentadora viu Cauã corrigi-la em inúmeras situações. Susana confundiu a atual namorada do ator, Mariana Goldfarb, com a ex-mulher dele, Grazi Massafera. Trocou a Barra por Copacabana.

Perguntou se era verdade que Cauã usava apenas homeopatia. “Mentira”, respondeu o ator. “Medita todo os dias pela manhã”, disse ela. “Mentira também”, respondeu ele. “Onde pratica surfe?”, quis saber. “Na praia”, cortou Cauã. “Comprou o seu primeiro computador aos 13 anos. É verdade?” “Não”. “Com quantos anos comprou?”, insistiu Susana. “Uns 25”.

regradojogoargentinaCauã fez muito sucesso na Argentina na época em que “Avenida Brasil” foi exibida. Por causa do personagem “Jorgito”, foi tratado como ídolo pop em Buenos Aires. Por conta disso, agora em “A Regra do Jogo, que estreia no próximo dia 3 como “El Juego Del Pecado”, o ator está sendo apresentado como o principal personagem da novela.

Abaixo, a íntegra da entrevista:

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Finais imprevistos, ambíguos e inconclusos reforçam o valor de “Justiça”
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Mauricio Stycer

justicaosquatropresosPor que a maioria das novelas e séries termina com final feliz para o herói e destino trágico para o vilão? Porque, de um modo geral, é isso que os espectadores esperam e os autores, para não decepcioná-los, entregam de mão beijada.

Manuela Dias, a autora de “Justiça”, merece crédito por encerrar a sua série de forma menos convencional, com finais imprevistos, situações ambíguas e histórias inconclusas. Os quatro episódios tiveram desfechos que fugiram do óbvio.

justicaregina2O primeiro episódio termina com Regina (Camila Márdila) praticando tiro. O que significa? É uma sugestão que ela pretende matar Elisa (Debora Bloch), a quem responsabiliza pela morte do marido, Vicente (Jesuíta Barbosa). Vai conseguir? Nunca saberemos.

O segundo episódio tem um final feliz tradicional, quando Fatima (Adriana Esteves) é pedida em casamento por Firmino (Júlio Andrade) ao som de “Amor Perfeito”. Mas o que aconteceu com sua filha? Mayara (Julia Dalavia) continuou na prostituição. “Sou de câncer com ascendente em Beyoncé. Nasci para brilhar”, disse ela durante um programa com um gringo.

justicakellenOutro personagem deste episódio teve um final ambíguo. Douglas (Enrique Diaz) desiste de se casar com a evangélica Irene (Clarissa Pinheiro) para voltar aos braços da prostituta Kellen (Leandra Leal). Ele tem consciência que está trocando uma vida correta por uma duvidosa, mas diz que não é capaz de resistir ao prazer da aventura.

justicaarraesO terceiro episódio também deixa algumas pontas em aberto. Débora (Luisa Arraes) finalmente conseguiu capturar e matar Osvaldo (Pedro Wagner), o homem que a estuprou, mas termina vagando por uma estrada. O que será que vai acontecer com ela? Reencontrará o marido? Vai conseguir adotar uma criança? Nunca saberemos.

Já Celso (Vladimir Brichita), o traficante e dono do bordel, termina feliz da vida com a mulher grávida, Rose (Jessica Ellen), apesar de ter sofrido um desfalque de Kellen (“Peguei meu FGTS”). O natural seria que este personagem tivesse um desfecho mais atribulado e não um final feliz.

justicacauacalloniO quarto episódio, igualmente, fugiu do convencional. Vania (Drica Moraes), responsável por arruinar o vilão, Antenor (Antonio Calloni), teve morte trágica. Já Mauricio (Cauã Reymond), que arquitetou o plano de vingança contra Antenor, termina sem saber o que fazer e, numa boa sacada, encontra a igualmente perdida Debora na estrada. Por fim, Teo (Pedro Nercessian), o filho do escroque, abusa do cinismo e mostra que vai seguir os passos do pai.

Como escrevi há três semanas, “Justiça” foi uma série muito acima da média, um dos grandes acontecimentos de 2016 na TV aberta, apesar de alguns problemas evidentes, inclusive no texto. Acho que Manuela Dias foi excessivamente didática e, às vezes, subestimou o espectador ao “desenhar” alguns dramas. Também, em certas situações, quis chocar o público a qualquer preço e encadeou drama atrás de drama de forma quase gratuita.

Mas nesta última semana, a autora deu a volta por cima, terminando a série de maneira inteligente e instigante, deixando o espectador sem respostas para tudo. Muito bom.

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Montagner: pinta de galã, postura de herói, mas talento para fugir do óbvio
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UOL Interação

Domingos Montagner

Que tragédia… Que tristeza… Não consigo pensar em outras palavras ao ler sobre a morte de Domingos Montagner.

“Velho Chico” perde o seu protagonista, afogado no rio São Francisco, a duas semanas do último capítulo. É uma ironia amarga. Justo uma novela que nasceu do desejo do autor, Benedito Ruy Barbosa, de mostrar o (mau) estado deste mesmo rio.

Santo dos Anjos foi um típico personagem de Montagner na TV. Um homem do bem, mas não muito simples de entender. E aí está um dos seus grandes méritos — por conta do tipo físico e da grande expressividade, o ator parecia inspirar tipos assim.

Santo era um homem destemido, que jamais olhava para o chão ao enfrentar o coronel Saruê (Antonio Fagundes) e seus asseclas. Liderava uma cooperativa de agricultores de “oposição”, com a promessa de libertá-los do jugo da velha economia. Mesmo sem estar convencido, aceitou a proposta dos filhos para investir em técnicas mais sustentáveis.

O herói também esbanjava afeto. Tinha uma relação linda de irmão mais velho com Bento (Irandhir Santos), bem como de primogênito da mãe-coragem Piedade (Zezita Matos) e como pai de duas meninas. Nunca foi apaixonado pela mulher, Luzia (Lucy Alves), mas sempre demonstrou carinho por ela. Ao descobrir que Miguel (Gabriel Leone) era seu filho, chorou. Ao reencontrar o amor de sua vida, Tereza (Camila Pitanga) chegou ao êxtase.

Com sua pinta de galã, postura de herói, mas capacidade de expressar sentimentos muito além dos óbvios, Montagner inspirou outros tipos memoráveis na TV.

Não chegou a viver um antiherói ou um vilão, mas parecia atrair papeis excelentes e ofereceu grandes interpretações em novelas e minisséries que exigiam algo a mais de seus protagonistas.

Desde a estreia em novelas, como o coronel Herculano na excelente “Cordel Encantado” (2011), Montagner parecia destinado a associar o seu nome a produções de qualidade (“Salve Jorge” é a exceção que confirma a regra).

Em “O Brado Retumbante” viveu Paulo Ventura, um deputado incorruptível que vira presidente por acaso. Foi Mundo, o líder sindical idealista em “Jóia Rara” (2013). Interpretou Miguel, o homem atormentado, pai de sete filhos, na ótima “Sete Vidas” (2014). E foi o delegado gente boa e sedutor em “Romance Policial – Espinoza” (2015).

Esta morte trágica interrompe uma carreira de alto nível e deixa órfãos os fãs de uma das melhores novelas dos últimos anos. Triste demais.


“Fora Temer” na Fátima gera alerta para todos os programas ao vivo da Globo
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Mauricio Stycer

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Os cuidados com os figurinos e objetos usados em cena por convidados em programas ao vivo da Globo aumentaram depois de um incidente ocorrido na última quinta-feira (08), no “Encontro com Fátima Bernardes”.

No programa, um músico que acompanhava o cantor Johnny Hoocker foi filmado com uma camiseta que exibia a frase “Fora Temer”. Ele apareceu no canto direito, no alto da imagem, apenas uma vez e depois não foi mais focalizado.

A ordem da direção é reforçar, nos bastidores, o controle sobre o que vestem e carregam os convidados de atrações ao vivo. No caso do tecladista de Hoocker, a culpa foi creditada à figurinista do programa de Fátima, que não checou a camiseta que ele vestia por baixo da camisa.

O controle já foi notado já no dia seguinte no próprio “Encontro” e neste sábado nos bastidores do “É de Casa”.

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Globo deixa a TV de lado e oferece “binge-watching” online de nova série
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Mauricio Stycer

supermaxgeralCom estreia programada para o dia 20, uma terça-feira, a série “Supermax” será colocada à disposição para assinantes da plataforma digital da Globo já a partir da próxima sexta-feira (16). E não será apenas um episódio, para “degustação”, como a emissora tem feito, mas 11 episódios de uma só vez.

A experiência de ver na hora que quiser, do jeito que bem entender, não será completa porque a Globo guardará o 12º – e derradeiro – episódio para exibição simultânea na televisão. Ou seja, quem fizer “binge-watching” e assistir os 11 capítulos de uma só vez terá que esperar quase três meses para ver o final.

Ainda assim, trata-se de iniciativa inédita, que mostra a preocupação da emissora em oferecer um tipo de serviço que parte dos seus espectadores já conhece por meio do Netflix ou, mesmo, do consumo de séries por DVD.

brunamarqusinenadaseraEm um movimento parecido, mas menos ousado, no dia 23, uma sexta-feira, a Globo colocará na sua plataforma digital o primeiro capítulo de ‘Nada Será Como Antes’, que só estreará na TV no dia 27, terça. A série terá sempre um episódio antecipado, às sextas-feiras, para os assinantes do serviço.

A decisão de colocar 11 episódios inéditos de uma série de uma só vez na internet mostra o esforço, por parte da Globo, de ampliar o alcance do seu conteúdo. É também um reconhecimento que os serviços de streaming oferecem, de fato, uma concorrência à TV tradicional.

Uma questão nova que a iniciativa coloca diz respeito à audiência. A Globo parece estar segura que não perderá público mostrando a série online. Ao contrário, imagina ampliar o seu universo de espectadores. Será interessante acompanhar, se for possível, os números de audiência da nova experiência.

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No confronto de talk shows, briga de Porchat no Ibope é com Gentili
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Mauricio Stycer

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Exibidos dez episódios do “Programa do Porchat”, os dados do Ibope em São Paulo mostram que o principal concorrente do talk show da Record é o “The Noite”, de Danilo Gentili, no SBT. O “Programa do Jô”, na Globo, se mantém na liderança com uma certa distância dos dois.
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gentilibelagiljosoaresfaustaoOs dados acima, coletados pelo blog, mostram a audiência dos três talk shows desde a estreia do “Programa do Porchat” em 24 de agosto. Como a atração da Record vai ao ar de segunda a quinta, não estão incluídos os números de sexta-feira (26 de agosto e 2 de setembro) dos programas do SBT e da Globo.

Porchat registrou média de 5,19 pontos nestes primeiros dez programas, enquanto Gentili marcou 5,13 e Jô Soares ficou com 5,97. Se incluirmos as duas sextas-feiras, a média do talk show da Globo sobe para 6,40 (a entrevista com Faustão marcou 10 pontos) e o do SBT cai para 5,01.

É verdade também que o “Programa do Porchat” registrou audiências fora da curva nos dois primeiros dias (9,2 e 6). Excluindo estes dois resultados, a média cai para 4,58 – talvez um número mais próximo da realidade.

Dos três, o talk show da Record é o único que vai ao ar sempre no mesmo horário, à 0h15, por conta de obrigações da emissora com a Igreja Universal de madrugada. Os programas da Globo e do SBT oscilam muito na grade e raramente tem ocorrido confronto dos três ao mesmo tempo.

Porchat x Gentili

O SBT tem monitorado os confrontos entre os dois programas. Neste período, Porchat e Gentili ficaram no ar ao mesmo tempo em nove dias – com vitórias para o talk show do SBT em sete ocasiões. O tempo de confronto varia de três a 49 minutos, dependendo do dia.

A principal vitória de Porchat ocorreu na estreia: 8,89 contra 4,99; a outra foi no dia 29 (3,95 a 3,68). Em todos os demais “choques” entre os dois talk shows, Gentili se saiu melhor. No mais recente, na noite desta quinta-feira (8), ao longo dos 20 minutos em que se enfrentaram, o SBT superou a Record por 4,84 a 3,79.

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Jô Soares: “Não sou eu que está deixando a TV; é a TV que está me deixando”
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Mauricio Stycer

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Deixando claro, para quem ainda não havia compreendido, que a decisão de encerrar o “Programa do Jô” não foi sua, mas da Globo, Jô Soares esclareceu para o economista Eduardo Giannetti, na madrugada de quarta-feira (07): “Não sou eu que está deixando a TV. Por enquanto, é a TV que está me deixando”.

O comentário foi feito ao final da entrevista, em resposta a uma observação de Giannetti: “Jô, você não pode deixar a televisão brasileira sem o seu humor e a sua inteligência”. Jô ainda observou: “Mas não estou deixando. Eu estou por aí. Estou firme. Não pretendo parar mesmo!”

O final do “Programa do Jô” foi anunciado pela Globo em fevereiro deste ano, antes do início da temporada. Desde que retomou o programa, em março, o apresentador tem repetido uma mesma frase, na abertura: “Está começando mais um Programa do Jô, em sua última temporada na Globo”.

Apesar das muitas especulações, Jô ainda não informou o que fará a partir de 2017.

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