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Carreira de Bruno de Luca como repórter do Faustão dura apenas dois meses
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Mauricio Stycer

brunodelucaefaustoApresentado em março como reforço do “Domingão do Faustão”, Bruno de Luca já encerrou a sua participação no programa. Segundo a Globo, o contrato do ator era de dois meses, mas ele ainda poderá fazer participações esporádicas na atração.

brunodelucafaustaoDe Luca voltou ao “Domingão” no dia 13 de março, entrevistando Luan Santana. Mas foi no domingo seguinte que a sua presença causou enorme alvoroço. O repórter visitou uma fábrica de desodorantes em Recife para mostrar todo o processo de fabricação do produto e apareceu cheirando a axila de um funcionário.

Neste curto período, De Luca também atuou como assistente de palco de Faustão e comentou junto com o apresentador as tradicionais videocassetadas.

Em momento algum, a emissora, o apresentador ou o ator informaram que a participação seria tão curta. Faustão chegou a dizer que estava com “saudade” de ver De Luca na TV e perguntou como estava a situação do ator. “Sou econômico, não sou pão duro! Agora estou ganhando melhorzinho, graças a você!”, respondeu.

Segundo o ator, em entrevista ao site da emissora logo depois da estreia, o convite para voltar ao programa partiu do próprio Faustão, após um encontro casual no fim do ano passado. “Eu sempre achei ele um gênio”, elogiou. “Ele é o nosso apresentador referência, está há tanto tempo no ar… Eu adorei e topei. Estou aí para fazer de tudo!”.

O programa deste domingo (01) foi gravado.

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Em 15 dias, Paulo Cintura faz as mesmas críticas à Escolinha em três canais
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Mauricio Stycer

paulocinturasuperpopPauloCinturaRecordpaulocinturaraulgilEntre novembro de 2015 e janeiro de 2016, os canais Viva e Globo exibiram um especial com sete novos episódios da “Escolinha do Professor Raimundo”. Com Bruno Mazzeo no lugar do pai, Chico Anysio, e atores talentosos da nova geração no lugar dos veteranos, o programa foi um sucesso de audiência e teve ótima repercussão.

Houve, é claro, quem não tenha gostado. Paulo Cesar Rocha, o Paulo Cintura, foi um deles. O ator odiou o programa. Na sua visão, o especial foi um “desrespeito” com os atores da primeira Escolinha. Ele acha que o elenco original deveria ter sido chamado para participar. Só os já mortos deveriam ter sido substituídos. Na sua opinião, os personagens pertencem aos atores que os criaram.

Não concordo com as críticas de Cintura, mas ele tem todo o direito de expressá-las. O que acho estranho é, de uma hora para outra, três programas convidarem o ator num intervalo de duas semanas para dizer estas mesmas coisas.

No dia 14, Cintura esteve no “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV!. No dia 24, ele deu entrevista ao “Domingo Show”, comandado por Luiz Bacci, na Record. E neste sábado (30), ele foi sabatinado no programa de Raul Gil, no SBT.

Cintura repetiu as mesmas reclamações nos três. O mais curioso ocorreu durante o “Domingo Show”. João Elias, o ator que fazia o Salim Muchiba na Escolinha, disse que não concordava com o amigo. Para ele, a nova Escolinha foi uma “homenagem” aos veteranos.

Cintura não fez nenhuma acusação grave à Globo ou aos produtores do programa. Apenas reclamou, manifestou mágoa e tristeza.

Não consigo entender a razão de três programas, de três emissoras diferentes, convocarem o ator para dar estas mesmas opiniões. Falta de imaginação? Preguiça? A impressão é que alguns programas estão sendo dirigidos no piloto-automático.

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Não está entendendo “Velho Chico”? Leitor noveleiro ‘desenha’ pra você
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Mauricio Stycer

velhochicobentosanto

O advogado pernambucano Marcelino Quirino, de 42 anos, publicou o texto abaixo no meu perfil no Facebook. Grande noveleiro (“costumo dizer que fui criado vendo novela nos anos 80”, diz), ele me autorizou a republicar o seu comentário no blog. Com muita lucidez, Quirino explica algumas questões que têm levantado dúvidas em espectadores de “Velho Chico”.

Personagens vivem em 2016, mas têm a cabeça no século 19
velhochicoencarnacaocentenaria2Muito tem se falado da discrepância do modo de vida, inclusas as roupas e objetos de cena, da fazenda do Coronel Saruê com o tempo em que a estória se passa. Para mim está tudo tão claro e lógico. A narrativa se passa nos dias de hoje, mas o estilo de vida da fazenda quer nos mostrar que para aquelas pessoas da casa grande o tempo não passou, a mentalidade deles é da época dos escravos.

São pessoas com o pensamento arcaico, já fora da realidade, apesar de contar com alguns elementos da modernidade, como por exemplo computador. A matriarca Encarnação (Selma Egrei) é o melhor exemplo disso, da maneira como se veste ao trato com os seus empregados. É um povo parado no tempo.

velhochicofagundessantoroOutro caso a parte é a caracterização do Coronel Saruê (Antonio Fagundes), que para mim também está em total sintonia com a proposta da novela. A diferença é gritante entre a caracterização inicial para a atualidade justamente para mostrar que aquele rapaz do começo da estória mudou tanto, a ponto de ficar irreconhecível.

Não existe mais qualquer indício daquele jovem boêmio do primeiro capitulo, tão bem interpretado por Rodrigo Santoro. O que existe agora é um senhor feudal, debochado, enorme de gordo, de uma vaidade em nível tão elevado ao ponto de se tornar ridículo. Eu pelos menos vi vários deles na votação do impeachment.

velhochicopiedadecolherdepauNão resta dúvida que essa novela tem um diferencial. Tudo que é colocado na tela tem uma razão para estar ali. Querem ver um exemplo: por que Dona Piedade (Zezita Matos), a mãe de Santo dos Anjos (Domingos Montagner), foi enfrentar o Coronel com uma colher de pau?

Porque a única arma que ela tem é o poder de ser mãe e dona de casa, cuidadora da sua prole, e não existe representação melhor para isto que a colher de pau que ela estava usando para fazer o jantar na hora do tiroteio na fazenda Piatã. Prova que ela conseguiu convencer Dona Encarnação quando falou do filho que ela perdeu.

Na verdade as pessoas deviam assistir a novela com muita atenção, e se perguntando o que esta cena quer dizer, o que este ambiente fala sobre essas pessoas, o que esses objetos e roupas significam para os personagem que os usam.

Em nenhum momento vejo as pessoas comentarem o por quê de tal personagem agir assim, a personalidade de cada um. Não vejo resenhas na internet destacar a beleza de uma cena, ou o enredo político sempre presente nos diálogos, ou ainda como veio à tona uma série de emoções ao ouvir uma das maravilhosas músicas da trilha sonora.

Tudo que está ali, quem conhece o interior do Nordeste, está perfeitamente caracterizado, e o que é “exagero” serve para chamar nossas atenções, não por ser erro ou falta de conhecimento de nossa realidade, mas para criticarmos o modo de vida atrasado pelo qual inúmeras pessoas ainda vivem, exploradas pelo poder dos Coronéis Saruês espalhados por aí.

Torço muito para que a novela não seja descaracterizada, e que o telespectador deixe de preguiça e interprete o que está sendo apresentado. Temos que nos acostumar a assistir a novela e não apenas ver.

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“Em novela longa, ator samba de acordo com a música”, diz Mateus Solano
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Mauricio Stycer

LiberdadeLiberdadeMateusSolanoNão é todo dia que se vê um ator em cartaz, ao mesmo tempo, na TV, nos cinemas e em um teatro. No caso de Mateus Solano, não apenas as opções que ele oferece são de boa qualidade como mostram o seu prestígio.

Ele é um dos protagonistas de “Liberdade, Liberdade”, o principal personagem do filme “Em Nome da Lei” e um dos dois intérpretes (ao lado de Miguel Thiré) da comédia “Selfie”, no Rio.

Nesta entrevista ao UOL, feita por telefone, Solano fala sobre estes três trabalhos e mais um pouco. Ele entende que “Liberdade, Liberdade” traz uma mensagem forte sobre a permanência da corrupção no Brasil. “Está no berço da nossa civilização”, diz.

O ator compara a dificuldade envolvida em uma novela de curta duração, como “Liberdade, Liberdade”, e uma que dura oito meses, como “Amor à Vida”, na qual se consagrou com o personagem Felix: “Em uma obra aberta, você vai sambando de acordo com a música que vai tocando”, diz.

Na entrevista, Solano também fala sobre uma carta que seu advogado escreveu, destinada a veículos de comunicação que publicarem fotos de seus filhos. “Não me importo que a indústria bilionária da fofoca ganhe dinheiro às custas do meu trabalho, mas não às custas de menores de idade”, afirma. Veja abaixo:

MateusEmNomedleiÉ possível fazer uma associação entre os dois personagens que você está interpretando no momento, o juiz Vitor no filme “Em Nome da Lei” e o intendente Rubião na novela “Liberdade, Liberdade”? Ambos são personagens ambíguos..
Mateus Solano: Os dois orbitam em torno da lei e da justiça. Mas não concordo que eles sejam igualmente ambíguos. O Vitor quer a justiça a qualquer preço, com muito ímpeto, e isso vem junto com uma vaidade. É o herói da história. Já o Rubião é o típico político corrupto, oportunista, que se aproveita do cargo para benefício próprio. Ele vai criar impostos para encher os cofres da intendência, sempre botando a culpa em Portugal.

Bem atual…
Os maus políticos fazem muito isso: empurrar o problema para o outro. Estamos vendo isso agora, no Rio, com o caso da ciclovia. Não aparece uma pessoa para dizer “fui eu” o culpado. É sempre uma coisa encoberta.

Você acha que o objetivo de “Liberdade, Liberdade” é mostrar que algumas questões seguem sem solução no Brasil?
Não acho que seja o objetivo, mas quando a gente vê o contexto histórico é exatamente isso. A corrupção está no berço da nossa civilização. No berço mesmo, na troca de espelhinho. Isso é retratado pela novela e suscita estas questões, mas o objetivo final, mesmo, é entreter. A novela começou muito histórica, no primeiro capítulo, mas agora é uma obra de ficção.

Você já fez algumas novelas tradicionais, com longa duração, e está fazendo pela primeira vez uma mais curta, com cerca de 60 capítulos. Para o ator, o que é melhor?
É muito diferente. O Mario Teixeira (autor de “Liberdade, Liberdade”) já escreveu metade da novela. São quatro capítulos por semana, muito curtos, na minha opinião. Numa novela das 21h, além de muito mais longa, a duração de cada capítulo também é maior. É muito tempo. Não é nada monótono. Mas acho que estamos caminhando para novelas mais curtas, mais qualidade em detrimento de quantidade, e novas formas de fazer.

amoravidafelixO que é melhor para o ator? Lembro que em “Amor à Vida”, o Felix começou de um jeito e acabou de outro, totalmente diferente.
Em uma novela fechada, você compõe com início, meio e fim. Em uma obra aberta, você vai sambando de acordo com a música que vai tocando. É uma grande diferença.

Como foi a primeira semana do filme?
Não foi o arrebatamento de uma comédia escrachada, mas foi uma ótima bilheteria. Esse início é fundamental. É quando os filmes brasileiros lutam para permanecer em cartaz. É crucial.

Essa predileção do público pela comédia escrachada é um problema?
Não chamaria de problema. É uma característica da educação que a gente tem, do mercado. É um desafio educar o nosso povo a apreciar coisas um pouco mais complexas. Ele vai no fácil porque sabe que aquilo vai dar certo, com as figuras que já fazem sucesso na televisão. E isso dá dinheiro, dá retorno. A gente vive num mundo capitalista. As pessoas querem dinheiro antes de qualquer outra coisa. Isso não é só no Brasil.

mateusselfieAlém do filme e da novela, o que mais você está fazendo?
Estou com a peça “Selfie”. É um grande sucesso no Rio e vai para São Paulo em setembro. Tenho o maior carinho. É o meu maior sucesso no teatro e olha que já fiz muito teatro.

A que você atribuiu esse sucesso?
Além de divertir, ela apresenta um espelho da nossa relação esquizofrênica com o celular, que invade nossas relações. A gente não critica através da palavra, mas mostra situações. Dois atores e um palco nu. É um trabalho preciso, ao mesmo tempo sério e divertido.

Você mandou uma carta a alguns veículos de mídia pedindo respeito à privacidade dos seus filhos. Você pode explicar isso?
Esse é um direito de qualquer pai que se vê participando, passivamente, no caso, desta indústria bilionária da fofoca. Não pretendo lutar contra ela. Muito pelo contrário. Tenho uma relação muito tranquila com a imprensa – seja qual for a imprensa: marrom, verde, roxa, amarela. Meu advogado escreveu. Eu tenho a escolha de privar meus filhos da exposição.

Você mandou esta carta para quem?
Ela está com meu empresário e é enviada sempre que alguém tira fotos para expor os meus filhos e ganhar dinheiro. Não me importo que esta indústria ganhe dinheiro às custas do meu trabalho, mas não às custas de menores de idade. Vou sempre falar da minha família, mas a exposição física de menores de idade é errada.

É protegida pela lei.
Isso. Muitos dos meus colegas não têm nenhum problema quanto a expor seus filhos. Eu respeito. Mas acho que é um direito meu, como pai, preservar. Minha intenção não foi, em momento algum, ameaçar, mas explicitar minha opinião sobre esse assunto. Pode falar do meu cabelo, de mim todo, mas que preservem a privacidade dos meus filhos.

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“Todos os programas do Multishow são de humor antigo”, diz Carlos Alberto
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Mauricio Stycer

Pouco antes de completar 80 anos, em março, Carlos Alberto de Nóbrega foi surpreendido pelo convite do SBT para antecipar a renovação de seu contrato anual, estendendo-o até 2019. Foi a primeira vez que isso ocorreu na carreira do comediante.

“Minha ida à Globo mexeu com o SBT”, contou Nóbrega em uma ótima entrevista ao UOL Vê TV, citando a sua participação no “Ta no Ar”. Com enorme franqueza, ele tratou de todos os assuntos propostos.

Contou que veta piadas em “A Praça É Nossa” para não ofender as crianças que assistem o programa. Classificou os programas de humor do Multishow (Tom Cavalcanti, Ceará etc) como “antigos”. Explicou a polêmica com o humorista Batoré (“quem pediu a demissão dele foi o Silvio”). Falou da participação da mulher no “Mulheres Ricas” (“fiquei com vergonha alheia”).

Sobre Silvio Santos, contou várias histórias. Lembrou da “ciumeira” entre o dono do SBT e Boni, o ex-executivo da Globo. Falou do carro do Patrão, o mais feio no estacionamento da emissora. E disse não imaginar a emissora sem ele. “Silvio Santos vai ter que viver até os 100 anos, que nem Roberto Marinho”.

Veja abaixo trechos selecionados. E, no fim, a íntegra da conversa.

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Susana Vieira no “Vídeo Show” mostra desespero para dar sobrevida à atração
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Mauricio Stycer

videoshowsusanavieira

Na relação dos 50 programas mais vistos na TV em São Paulo, em março, o “Vídeo Show” aparece em 45º lugar, com média de 9,63 pontos (cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios). Excluindo as atrações da Record e do SBT na lista, o “Vídeo Show” foi apenas o 36º melhor programa da Globo em matéria de audiência no mês.

No ar desde 1983, o “Vídeo Show” nasceu como um produto único na TV brasileira. Líder de audiência desde o final dos anos 60, a Globo encontrou na fórmula desta atração um meio eficaz de reforçar a própria marca e a de seus produtos.

O objetivo, como se sabe, é promover a programação da casa – as jóias do passado, as atrações no ar e as futuras. Sempre de um jeito agradável, atenuando o tom publicitário por meio de entretenimento e jornalismo.

Mas quem hoje ainda liga a televisão para ver os bastidores do sua novela preferida? Artistas postam fotos no Instagram, revelam detalhes no Facebook e contam a respeito do que estão fazendo no Twitter.

Com a perda progressiva de audiência da TV aberta, de uma maneira geral, e da Globo, em particular, não dá para evitar esta pergunta incômoda: qual é o sentido de manter na grade um programa autorreferente, que raramente gera conteúdo original, além de não proporcionar faturamento expressivo?

videoshowzeca2Por motivos não explicitados, a emissora vem tentando dar sobrevida ao “Vídeo Show” nos últimos anos.

As duas últimas reformas – ambas radicais – produziram um mesmo efeito interessante: o programa voltou a ser assunto, repercutiu, provocou polêmica, mesmo que os números de audiência não tenham sido os melhores.

Em fins de 2013, sob o comando de Ricardo Waddington, o “Video Show” virou um programa de auditório apresentado por Zeca Camargo. E, em abril de 2015, de volta às mãos de Boninho, ele passou a ser ao vivo, apresentado por Otaviano videoshowmonicaeotafim2Costa e Monica Iozzi. Com a saída desta última, o programa voltou a ser assunto – agora, mais uma vez, por conta de números de audiência decepcionantes e uma apresentadora (Maíra Charken) que não tem agradado tanto.

Na última sexta-feira (22), em um gesto que pareceu de desespero, a Globo anunciou que a atriz Susana Vieira passa a integrar o time do programa. Na véspera, ela havia substituído Maíra na bancada, ajudando o Ibope a alcançar níveis que não registarava havia seis meses.

videoshowmairaotaviano2A presença de Susana vai atrair interesse e render alguns pontinhos no Ibope. Mas por quanto tempo? Qual o sentido de gastar a sua imagem na bancada do programa? Não imagino a atriz por muito tempo na função.

Pensando na trajetória da atração, acho que cabe questionar: por que o “Video Show” ainda está no ar? Esta é uma pergunta de um milhão de dólares.

Reza a lenda que o programa sempre foi a menina dos olhos de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Segundo os defensores desta tese, Boninho teria uma razão emocional para lutar pela sobrevivência da atração.

Outra hipótese citada para explicar a permanência do “Vídeo Show” na grade é mais prosaica: o que colocar no lugar? Alguém tem alguma ideia nova para sugerir? Os fóruns criados para discutir a programação da Globo e sugerir caminhos ainda não deram grande frutos.

Por tudo isso, e mais um pouco, a emissora parece entender que o “Vídeo Show” ainda é útil e cumpre uma função positiva. Mais que isso, é um símbolo daquela época em que a Globo podia ter um programa para falar, sem corar, de si própria. No fundo, reconhecer que não precisa mais do “Video Show” será aceitar que a era de ouro acabou.

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Zorra ri de deputados que votaram em nome de Deus e do que acha que é Deus
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Mauricio Stycer

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Mantendo-se firme no propósito de rir da situação política do país, o “Zorra” foi ao ar neste sábado (23) com um quadro sobre a votação ocorrida no último domingo (17), na Câmara dos Deputados, que decidiu pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma.

Intitulado “Câmara dos Deuses”, o esquete comentou o fato de inúmeros deputados, vários deles acusados de envolvimento em crimes, terem anunciado seus votos em nome de Deus. “Não tenho bancada, eles não me representam”, reclamou Deus. “Eu não tenho nada a ver com isso”, insistiu.

“Esse deputado aqui, que tem sete processos de peculato, formação de quadrilha, fraude, disse que votou pelo senhor”. “Eu não, juro que não foi”, responde Deus. “E esse aqui, que responde por falsificação de documentos, desvio de verba pública e ocultação de patrimônio, votou pelo senhor!” “Em mim, nada. Em vão”, suspirou.

Houve referências também ao deputado “da sobrancelha depilada”, que votou em nome de Deus, e “aquele da Interpol”, que não citou o nome Dele em vão. Por fim, diante da ideia de conversar com o “chefe” dos deputados na Câmara, Deus foi desaconselhado: “O chefe deles acha que é o senhor”.

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UOL Vê TV – A sina de uma atriz: ser empregada doméstica na TV
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Atores negros reclamam, e não é de hoje, da falta de bons papéis na televisão e no cinema. Aproveito que Olivia Araujo está interpretando, pela enésima vez, uma empregada em novela, para tratar do assunto no “UOL Vê TV”.

Ela agora é Divanilda, mucama da família dos pais de Xavier (Bruno Ferrari), um dos protagonistas de “Liberdade, Liberdade”, novela das 23h da Globo. Falo de sua carreira e comento também sobre a importância, por contraste, da série “Mister Brau”, com Lázaro Ramos e Thais Araujo.

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Agradeço a Tádzio França por me chamar a atenção para este novo papel da atriz.

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Nos bastidores de “Velho Chico”, Fagundes é “Fafá” e diretor é “faz tudo”
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Todos os olhos estão voltados para Antônio Fagundes e Marcelo Serrado, que gravam uma cena de “Velho Chico”, quando Luiz Fernando Carvalho interrompe tudo e grita: “Essas pessoas, parece, estão na fila pra comer! Se mexam!!!”

A reclamação do diretor é dirigida a um grupo de figurantes que vai aparecer na cena. Rapidamente, um assistente orienta os atores anônimos que compõem, sem falar, parte da sequência da festa do centenário de Encarnação (Selma Egrei).

A convite da Globo, assisti a uma tarde de gravação da novela na ilha de Cajaíba, em São Francisco do Conde (BA), cenário onde fica o casarão da família do coronel Afrânio de Sá Ribeiro.

A cena em questão, gravada no dia 4 de abril, foi exibida uma semana depois, no capítulo que marcou o início da nova fase de “Velho Chico”. Suando muito, Carvalho comandava cerca de 200 pessoas, entre técnicos, atores e figurantes.

Exigente e perfeccionista, o diretor faz um pouco de tudo. Carvalho se dá ao trabalho, por exemplo, de pegar um ator pelo braço e mostrar como quer que ele ande em cena. O público não vai ouvir, mas ele faz questão de dizer o que os figurantes devem sussurrar enquanto Iolanda (Christiane Torloni) entra em cena.

A certa altura, toma o megafone da mão de seu assistente e passa a dar as ordens. Em outro momento, sente a necessidade de um rebatedor de luz e, por conta própria, começa a segurá-lo, até que um assistente do diretor de fotografia pega o acessório.

Enquanto dirige, Carvalho se refere aos atores pelo nome dos seus personagens. “Iolanda, você entra e finge que não está ouvindo o que as mulheres falam de você”, orienta Torloni. E assim por diante.

velhochicofagundescoronelafranio2A única exceção é Fagundes. O diretor só chama o protagonista de “Velho Chico” de “Fafá”. É engraçado, mas ninguém ri.

Carvalho, que já dirigiu Fagundes em inúmeros trabalhos (“Renascer”, “Rei do Gado”, “Esperança”, “Meu Pedacinho de Chão” e a inédita “Dois Irmãos”), parece se divertir com o ator em cena.

Já “Fafá” é só elogios para o diretor: “O Luiz Fernando é um pintor, no sentido de que põe a mão na tinta. Alguns quadros ele pinta com o dedo, como o Van Gogh. Ele gasta tinta. Ele enfia a mão”. Carvalho retribui a rasgação de seda: “Só o Fagundes poderia fazer um personagem desse”. Brincalhão, o ator complementa: “É um conjunto: eu elogiei ele, ele tá me elogiando.”

Ao fim da gravação, enquanto os atores se retiram, Carvalho reúne todos os seus principais assistentes e repassa as principais necessidades do próximo dia de gravação. Para a cena que mostrará Afrânio tomando banho, exibida também no último dia 11, o diretor precisa que a equipe monte, de um dia para o outro, um banheiro no velho casarão. Os técnicos se olham e dizem que no dia seguinte haverá um banheiro no local.

O clima entre os principais assistentes do diretor é de respeito, sem maiores questionamentos às suas ordens. Mas parece também de muita boa-vontade e engajamento.

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O jornalista viajou a convite da Globo.
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UOL Vê TV: 10 razões que explicam o sucesso de “Êta Mundo Bom”
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Mauricio Stycer

Com números de audiência de novela das 21h, “Êta Mundo Bom” é o maior sucesso de uma trama das 18h30 em muitos anos. No “UOL Vê TV” desta semana tento explicar as razões deste resultado tão positivo alcançado, até o momento, pela trama de Walcyr Carrasco.


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