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Fora da Globo, Thiago Martins exibe o dom da ubiquidade nas concorrentes
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Mauricio Stycer

thiagomartinsleidoamorthiagomartinssabadao2thiagomartinsmaquinadafama2thiagomartinslegendariosthiagomartinsmegasenhaAos 28 anos, Thiago Martins ostenta currículo de gente grande. Já participou de 15 filmes, entre os quais “Cidade de Deus” (2002), “Xuxa Gêmeas” (2006) e “Era uma Vez” (2008). E, contratado da Globo, de uma quinzena de produções, entre as quais inúmeras novelas, como “Da Cor do Pecado” (2004), “Caminho das Índias” (2009), “Avenida Brasil” (2012) e “Babilônia” (2015).

No início de outubro deste ano, foi ao ar a sua breve participação no prólogo de “A Lei do Amor”, no papel de Tião Bezerra jovem. Nas poucas cenas em que apareceu, o personagem se aproxima de Helô (Isabelle Drummond), que está convencida que foi traída por Pedro (Chay Suede).

Encerrada esta participação, Martins foi à luta. Sem contrato fixo com a Globo, como agora ocorre com muitos outros artistas cujas imagens ficaram associadas à emissora, ele virou figurinha fácil em quase todas os concorrentes.

Lançando uma música (ele também é cantor) e promovendo um show, Martins começou a divulgação pelo SBT. Ainda em outubro, esteve no “Sabadão”, de Celso Portiolli, e dois dias depois no “Máquina da Fama”, de Patrícia Abravanel. Neste, disse que espera conhecer Silvio Santos.

Agora em novembro, o ator diversificou e mostrou o dom da ubiquidade. Neste sábado (19), em aparições previamente gravadas, mostrou o seu talento na Record (“Legendários”) e na RedeTV! (“Mega Senha”).

Com a ajuda, tudo indica, de um bom assessor de imprensa, Martins ainda tem um longo caminho pela frente em programas de auditório. E, segundo a Globo, já tem data para voltar a aparecer em novelas da emissora. Ele está escalado para atuar em “Pega Ladrão”, folhetim das 19h que vai ao ar em 2017.

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Por que o Emmy Internacional não é, como diz a Globo, o Oscar da TV mundial
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Mauricio Stycer

emmygrazineroQualquer que seja o resultado do Emmy Internacional, que vai ser anunciado nesta segunda-feira (21), convém esclarecer que, diferentemente do que sempre diz a Globo, não se trata “do Oscar da TV mundial”.

O Oscar é dado pela Academia de Cinema, que hoje conta com cerca de 6,2 mil integrantes. Cada jurado vota nas categorias relacionadas à sua especialidade. Atores votam em atores, diretores em diretores, técnicos de som em técnicos de som e assim por diante. Todos podem votar na categoria de melhor filme. A votação é organizada e auditada por uma empresa especializada.

O Emmy, principal prêmio da indústria de TV americana, oferecido pela Academia de Televisão, tem um processo parecido. São cerca de 18 mil integrantes, que votam nas categorias diretamente ligadas às suas especialidades e, também, podem escolher os prêmios de “melhor programa”.

Já o Emmy Internacional é escolhido, segundo a organização, por 600 pessoas, ao longo de um processo sobre o qual há bem pouca informação (veja aqui, em inglês). Uma primeira fase acolhe as inscrições. Depois, ocorrem reuniões na sede das empresas que participam da organização. É a chamada “semifinal”. Este ano foram 27 reuniões, uma delas na Globo. A final se dá em setembro, os indicados são anunciados em outubro e o prêmio é revelado no final de novembro.

Um “Oscar da TV mundial”, como repete a Globo, precisaria ter uma amplitude muito maior. A lista dos 27 “hóspedes” dos júris da semifinal (veja aqui) mostra que alguns importantes produtores participam do prêmio, mas está muito longe de refletir a quantidade e a variedade da produção de televisão realizada hoje no planeta.

Este ano, o Brasil lidera as disputas ao prêmio com sete indicações, seguido pelo Reino Unido, com seis. Entre os indicados estão Grazi Massafera e Alexandre Nero, por seus trabalhos em “Verdades Secretas” (Walcyr Carrasco) e a “A Regra do Jogo” (João Emanuel Carneiro), cujos autores também concorrem à estatueta. Estão igualmente na disputa o novo “Zorra”, a minissérie “Os Experientes” e o reality-show “Adotada”, da MTV.

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Pior audiência de série da Globo na história, Supermax atrai público jovem
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supermax
Exibidos os primeiros oito episódios, “Supermax” acumula os números de audiência mais baixos já registrados por uma série da Globo na faixa horária de exibição – normalmente dedicada a séries cômicas ou à novela das 23h.

Com uma média de 11,9 pontos em São Paulo, a série acumula resultados negativos desde a estreia, em 20 de setembro, quando marcou 14,9 – contra uma média de 17,4 que a emissora vinha registrando nas semanais anteriores. Há duas semanas, no dia 8 de novembro, “Supermax” teve o seu pior resultado – apenas 9,7 pontos.

Esta semana, exibida por volta das 23h30, a série alcançou 12,8 pontos. O jogo da seleção brasileira contra o Peru, exibido em seguida, até as 2h da manhã, rendeu 19,6 pontos para a Globo.

Criação de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi, o mesmo trio por trás de duas boas séries policiais (“Força Tarefa” e “O Caçador”), “Supermax” é uma experiência inovadora, para a Globo, por introduzir elementos de terror à história de suspense.

A série, em 12 episódios, conta a história de um grupo formado por sete homens e cinco mulheres, escolhidos para participar de um reality show em um presídio desativado na Amazônia. Os doze candidatos tem uma coisa em comum: já cometeram um crime na vida.

Segundo a emissora, a decisão de produzir e lançar “Supermax” foi “estratégica”, buscando alcançar um público mais jovem. Mesmo prevendo perda de audiência, a Globo contava crescer em algumas faixas etárias – e afirma ter alcançado seu objetivo.

Analisando os dados do PNT (Painel Nacional de Televisão), que computa a audiência em 15 grandes centros urbanos, registra-se um crescimento de 19% de pessoas entre 12 e 17 anos, em comparação ao período de abril a agosto deste ano. Em relação a pessoas entre 18 e 24 anos, o aumento foi de 12% também comparado ao mesmo período. Entre 25 e 34 anos, o aumento foi de 7%.

“Supermax” também foi objeto de outra experiência inovadora – o lançamento dos primeiros 11 episódios, de uma só vez, no serviço de streaming da emissora, o Globo Play. A empresa manteve inédito apenas o último episódio, que só irá para o aplicativo depois que for exibido na televisão, em dezembro.

A emissora não divulga os números de audiência do aplicativo, mas na última semana relatou que 44% dos espectadores que viram o primeiro episódio online decidiram ver o segundo. A taxa de retenção, segundo a direção da empresa, foi considerada positiva.

Esta primeira experiência de “binge watching” da Globo também mira no público jovem, mais habituado a usar este tipo de serviço.

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Videocassetadas: o que está por trás dos tombos dos apresentadores de TV?
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Mauricio Stycer

Na última semana, o público assistiu a dois tombos na TV. Primeiro Ratinho, em seu programa, e depois Silvio Santos, no seu. Não é a primeira vez que cenas como essas são vistas. Por que vão ao ar se os programas são gravados? Respondo a esta questão no “UOL Vê TV” desta semana (vídeo acima).

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Em “greve de silêncio”, Neymar é substituído por um holograma na Globo
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Mauricio Stycer

NeymarhologramaGlobo
Sem falar com a mídia brasileira desde a final dos Jogos Olímpicos, em agosto, Neymar reapareceu na tela da Globo no intervalo da partida entre Peru e Brasil, na madrugada de quarta-feira (16). Uma imagem em computação gráfica do jogador surgiu no estúdio, enquanto Cleber Machado exibia estatísticas sobre o desempenho do jogador nas Eliminatórias sob o comando de Dunga e de Tite.

Foi uma situação um tanto quanto exótica, para não dizer ridícula, mas que diz alguma coisa sobre a relação da Globo com Neymar. Os números apresentados no “show do intervalo” deixam claro que o jogador está tendo desempenho bem melhor na atual fase do que na anterior.

Sob Dunga, Neymar foi alçado ao posto de capitão da seleção. No seu pior momento com a braçadeira, na Copa América de 2015, foi expulso depois do fim de uma partida perdida para a Colômbia. Seguiu como capitão até o fim da Rio 2016, quando anunciou que não queria mais ter esta função.

Na Copa América de 2016, que não jogou, Neymar postou uma mensagem nas redes sociais assim que a seleção de Dunga foi eliminada, ainda na primeira fase: “Agora, vai aparecer um monte de babaca pra falar merda, foda-se. Faz parte, futebol é isso. Sou brasileiro e tô fechado com vocês.”

Durante os Jogos, Neymar reagiu mal às críticas recebidas por conta do desempenho decepcionante da seleção nas duas primeiras partidas (0 a 0 com África do Sul e Iraque). Depois do segundo empate, o jogador deixou o campo sem falar com a Globo no local programado, levando Galvão Bueno a fazer uma dura crítica a ele, ao vivo:

”As milhões de pessoas que estão em casa têm direito, sim, de ouvir. O seu ídolo, o seu jogador, aquele que joga com a camisa da seleção brasileira. É feio, muito feio, não é profissional, não é ético e não é correto, sair de campo o time inteiro e se negar a falar. Alguém tinha que assumir e falar”.

Depois da conquista do ouro, ainda no gramado, Neymar falou com a Globo: “Vão ter que me engolir”, disse ao repórter Eric Faria. E, desde então, nunca mais se dirigiu a jornalistas brasileiros.

Com Tite no comando da seleção já foram seis jogos e nenhuma entrevista ou mesmo palavra de Neymar. A explicação oficial é que se trata de opção do jogador. Nos bastidores, o gesto é visto como uma irritação ou ressentimento ainda não curado por conta das críticas ouvidas na Rio 2016.

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Texto publicado originalmente no blog UOL Esporte Vê TV.

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Novelas derrubam audiência do jogo da seleção no Brasil e na Argentina
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Mauricio Stycer

Depois de quatro vitórias seguidas da seleção brasileira sob o comando de Tite, a partida contra a Argentina, nesta quinta-feira (10) tinha tudo para ser um fenômeno de audiência. Mas não foi. O jogo registrou em São Paulo 33,6 pontos, um bom resultado, mas inferior ao alcançado em setembro por Brasil x Colômbia, que marcou 34,7.

O que explica isso? Um fator a considerar é a audiência da novela das 21h, que antecede o futebol na Globo. No dia 6 de setembro, “Velho Chico” marcou 26,5 pontos; nesta quinta-feira, “A Lei do Amor” registrou 23,6 – três pontos a menos.

Outro aspecto a considerar é a possibilidade de o número de aparelhos ligados ter sido menor em função do clima. Também resta averiguar se a audiência do SporTV, que também transmitiu a partida, foi maior do que o normal (foi a estreia de Muricy Ramalho como comentarista do canal), “roubando” público da Globo.

A maior audiência com futebol em 2016 pertence à transmissão da final da Rio-2016, entre Brasil e Alemanha. A conquista do inédito ouro rendeu 37 pontos à Globo.

Na Argentina, segundo dados divulgados pela Record, a partida entre as duas seleções teve menos audiência que “Os Dez Mandamentos”. Exibida pela Telefe, a novela bíblica está em seu auge, apresentando as pragas envidas por Deus ao Egito. O capítulo desta quinta-feira marcou média de 24,3 pontos, contra 18,9 da transmissão do jogo entre Brasil e Argentina.

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Garota-propaganda de banco vira personagem de “A Lei do Amor” em merchan
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Mauricio Stycer

leidoamoritauleidoamoritauzuzaPersonagens de uma campanha publicitária do Itaú, Neuza e Lilia apareceram em cena de “A Lei do Amor” na noite de quinta-feira (10) na condição de velhas amigas de Zuza (Ana Rosa), a copeira da família Leitão na trama.

Zuza saudou as duas dizendo: “Que saudades! Agora só vejo as duas em comercial da TV”. Na sequência, cria-se uma situação para que as duas senhoras falem do banco.

A cena durou apenas 30 segundos, mas chamou muita atenção. Até agora, o espectador estava mais habituado a ver personagens de folhetins mostrando ou usando produtos em cena, com diferentes graus de sutileza.

No momento em que as próprias garotas-propaganda entram em cena, como se fizessem parte da trama de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, interagindo com outros personagens, abre-se todo um novo campo para o merchandising em novelas.

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Globo registra em 2016 a melhor média de audiência em quatro anos
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hajacoracaofim
O ano de 2016 será, realmente, inesquecível para a TV aberta. Dados consolidados dos dez primeiros meses em São Paulo mostram que a Globo registrou a sua melhor audiência desde 2012. Na faixa de 7h à 0h, a emissora marcou uma média de 15 pontos este ano. No horário nobre, das 18h à 0h, a média foi de 24 pontos.

Na comparação com 2015, a média da Globo cresceu três pontos no horário nobre, enquanto o SBT teve um aumento médio de um ponto e os demais concorrentes mantiveram a média do ano anterior.

Aos sábados, a faixa nobre, das 18h à 0h, foi também a que registrou o maior crescimento. Em comparação com 2015, houve um aumento de três pontos (+16%). Entre 7h e 0h a média da emissora foi de 14 pontos, também a maior dos últimos quatro anos.

Aos domingos, a média de 7h à 0h foi de 14 pontos, a maior dos últimos cinco anos. A faixa vespertina, entre 12h e 18h, registrou crescimento de três pontos em relação a 2015.

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“Haja Coração” representa o triunfo da fantasia e da falta de ambição
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Mauricio Stycer

A novela da 19h, encerrada nesta terça-feira (08), conseguiu manter a audiência de “Totalmente Demais”, mas deixou a desejar. No vídeo acima, faço um breve balanço de Daniel Ortiz.

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No “The Voice Brasil” só há espaço para imitação, diz Guilherme Arantes
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Mauricio Stycer

guilhermearantesEncerrada a fase de audições às cegas do “The Voice Brasil” e com o “X Factor Brasil” entrando em sua reta final, reproduzo um comentário muito interessante e provocador de Guilherme Arantes sobre estes programas.

Na visão do cantor e compositor, expressa em entrevista à “Folha”, os reality shows de música não têm nada a ver com a realidade musical do Brasil e os candidatos apenas imitam cantores estrangeiros. Disse ele ao repórter Thales de Menezes:

Os reality shows de música seguem uma valorização da voz que vem da cultura anglo-americana. O Brasil tem uma cultura mais minimal, mais sussurrante, coisa mais ligeira e criativa nas canções. “The Voice” é um fenômeno alienígena para o Brasil. O que se vê ali é uma profusão de gente cantando Beyonce, Mariah Carey, aquela coisa circo. São vozes circenses, emuladoras. Ali não há a legitimidade de surgir uma Maria Gadú, uma Céu, uma cantora com mais personalidade. Ali não há espaço para a criação, só para a imitação. Esse é o espaço que tem na TV.

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