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Participante que mais grita na “Fazenda” aparece mudo em “Dupla Identidade”
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Mauricio Stycer

diegocristofazendadiegocristoduplaidentidadeProtagonista das maiores brigas e confusões na sétima edição da “Fazenda”, na Record, o ator Diego Cristo fez uma rápida aparição na noite desta sexta-feira (26) também na tela da Globo, no seriado “Dupla Identidade”.

Cristo contracenou com Luana Piovani, que faz a psiquiatra forense Vera, em duas cenas. Na primeira, na praia, os dois trocaram olhares. Na segunda, no apartamento de Vera, eles se despediram com um beijo rápido.

A cena na praia foi gravada em 18 de agosto, quase um mês antes da estréia da “Fazenda”,  que ocorreu em 14 de setembro.

Diferentemente do que ocorre no reality da Record, onde grita com quase todos os participantes, Cristo entrou mudo e saiu calado do seriado da Globo.


Não vi racismo, mas acusação pautou primeiro olhar sobre “Sexo e as Negas”
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Mauricio Stycer

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Pertinente ou não, a campanha que condenou “Sexo e as Negas” como racista e sexista antes mesmo da estreia teve a sua eficácia. Foi impossível assistir ao primeiro episódio da série sem pensar no assunto.

É evidente que um programa abertamente inspirado em “Sex and the City” seria julgado por este ângulo, também. Mas o pedido de boicote feito previamente pautou, para não dizer que contaminou, o olhar de muitos espectadores.

Narrada pelo próprio autor, Miguel Falabella, “Sexo e as Negas” usou a estreia mais para apresentar as suas quatro protagonistas, Lia (Lilian Valeska), Soraia (Maria Bia), Zulma (Karin Hills) e Tilde (Corina Sabbas), moradoras da favela Cidade Alta, em Cordovil, na zona norte do Rio.

As quatro são negras, distantes do padrão “globeleza”, mas com auto-estima lá em cima. Uma é cozinheira, outra trabalha como camareira em um teatro, a terceira é recepcionista em uma churrascaria. Batalham para ganhar a vida e, em alguns casos, ajudar ou manter os familiares – filhos, pais etc.

No cotidiano, enfrentam racismo, mais ou menos velado – assim como sofrem assédio de caráter sexual, igualmente sutil. O programa as mostrou como vítimas, o que de fato são. Já à noite, colocam a melhor roupa, namoram e, como avisa o título da série, fazem sexo com os parceiros que escolhem.

No primeiro episódio, as quatro se uniram para tentar comprar um carro velho e tentar atenuar o problema de transporte que enfrentam. A poupança que reuniram, R$ 2.800, era insuficiente, então recorreram ao jogo do bicho – e, ao final do programa, saíram da “loja” com um carrinho.

Como em “Pé na Cova”, também de Falabella, há humor, mas o tom é mais agridoce do que engraçado. A narração do autor e a presença de Jesuína (Claudia Gimenez), dona de um bar e de uma rádio comunitária, que também pontua a narrativa, ajudam a equilibrar a série entre estes dois pólos.

Respondendo a quem pautou a recepção desta estreia, não vi racismo algum no programa. Ao contrário, houve uma clara denúncia sobre o tema. Também não vi uma exploração da imagem das mulheres como objeto sexual maior do que a que se vê na novela das 21h, por exemplo.

A questão central, para mim, é outra. “Sexo e as Negas” é bom entretenimento? E as perguntas que me faço sobre a série são outras. É original? Bem dirigida? O elenco é bom? Cumpre o que prometeu? Gostaria de ver mais alguns episódios para responder.

Audiência: “Sexo e as Negas” marcou 14 pontos em São Paulo (e 18 no Rio). É uma audiência um pouco maior da que a emissora vinha alcançando com “O Rebu” às terças (média de 13 em São Paulo e 15 no Rio).


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Mudança na bancada do “JN” gera especulações, mas não faz muita diferença
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Renata Vasconcelos será a nova apresentadora do “Jornal Nacional” a partir de novembro, no lugar de Patrícia Poeta. Poliana Abritta ocupará o posto de Renata no Fantástico. Patrícia se dedicará a um novo projeto, na área de entretenimento, ainda a ser desenvolvido.

O anúncio feito às 8h30 da manhã desta segunda-feira pela Globo procura ressaltar que não há surpresa no fato mais surpreendente – a saída de Patrícia Poeta do JN apenas três anos depois de substituir Fátima Bernardes na bancada do telejornal.

O comunicado inclui a seguinte frase da apresentadora: “Quando aceitei com muita alegria o convite para ancorar o JN, propus esse prazo. Acreditava, então, que estar na bancada do mais importante telejornal brasileiro seria uma experiência única, enriquecedora, algo que me aprimoraria de uma maneira sem igual.”

Aceitar que uma nova apresentadora estabeleça o próprio prazo de permanência e entenda o trabalho como forma de “aprimoramento” me parece desmerecer o “Jornal Nacional”. Difícil de acreditar…

Por que, afinal de contas, Patrícia Poeta está saindo do “Jornal Nacional”? A mudança está gerando as mais variadas especulações no mercado. Tenho dúvidas, porém, se o burburinho é sinal da importância do telejornal ou apenas uma expressão do prazer da fofoca.

A rigor, não consigo ver diferença alguma, de fundo, num telejornal apresentado por Fátima Bernardes, Patrícia Poeta ou Renata Vasconcelos. Você vê? Por favor, me explique…

Este questionamento não vale, por outro lado, para o cargo de apresentadora do “Fantástico”. Na sua mistura de jornalismo com entretenimento, com apresentadores descontraídos, andando no estúdio, não basta saber ler notícias no teleprompter com competência. Neste ambiente no qual a personalidade do apresentador aflora de forma muito mais visível, Renata Vasconcelos claramente não parecia estar no lugar certo.

A outra questão que o comunicado da Globo levanta diz respeito ao movimento de aproximação do jornalismo com o entretenimento, cada vez mais claro. Se vingar, o projeto de Patrícia Poeta não será o primeiro. Os exemplos mais recentes foram as apostas em Fátima Bernardes (“Encontro…”), Tiago Leifert (“The Voice Brasil”) e Zeca Camargo (“Vídeo Show”).

Carlos Henrique Schroder, diretor-geral desde janeiro de 2013, é o primeiro jornalista a assumir o principal cargo executivo da emissora, antes ocupado por figuras oriundas da área comercial ou da publicidade.

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Observação: A foto no alto do texto foi postada nesta segunda-feira por William Bonner em seu perfil no Twitter. Mostra o apresentador entre Renata Vasconcelos e Patrícia Poeta. A selfie foi feita em março nos bastidores do prêmio “Melhores do Ano”, no “Domingão do Faustão”.


Canal Viva muda após descobrir que público de novela não é só “mulherzinha”
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Mauricio Stycer

memoriatelevisivacapaLançado em maio de 2010, um ano depois o canal Viva descobriu que estava perseguindo o público errado. Dedicado a reprises da programação da Globo, o canal planejava atingir mulheres com mais de 35 anos de todas as classes sociais. Em 2011, observando os dados do Ibope e pesquisas internas, verificou-se que o Viva atingia tanto mulheres quanto homens, e mais jovens.

A descoberta levou a mudanças não na programação, mas na estratégia de marketing, mostra o recém-lançado livro “A Memória Televisiva como Produto Cultural”, de Julio Cesar Fernandes. “Em função disso, a gente está tentando uma comunicação menos mulherzinha”, diz Tassiana Farias, analista de marketing, sobre a comunicação da empresa.

“No primeiro trimestre de 2012, 83% do público já era formado por homens e mulheres com 25 anos ou mais”, diz o Viva, depois de rever a sua estratégia inicial. Em 2014, inclusive, o canal alterou a programação visual com este mesmo objetivo – atender um público mais jovem do que se imaginava e de ambos os sexos.

Além de descobrir que novelas antigas não interessam apenas às mulheres, o Viva se vê em vantagem diante de outros canais da Globosat (como Multishow e GNT) na luta para ampliar o seu público. Em depoimento ao autor do livro, dado em 2013, Clarisse Goulart, coordenadora de programação do canal, explica:

“Hoje em dia, qual é o desafio da TV por assinatura? É conseguir falar com a classe C, que é a classe que mais cresce dentro do universo da TV por assinatura. E qual é o diferencial do Viva? O Viva já nasceu sabendo falar para essa classe C, porque ele já nasceu com conteúdo de TV aberta, que já é uma TV para as massas”.

O livro de Fernandes, adaptação de uma dissertação de mestrado, se debruça sobre o canal Viva para tentar entender como a memória televisiva é recuperada e construída por um canal de TV por assinatura. O autor é jornalista e trabalha atualmente na Rede Globo.


“A Grande Família” tem final brilhante com homenagem ao elenco
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Os roteiristas de “A Grande Família” encontraram uma linda solução para concluir a série. No último episódio, exibido na noite de quinta-feira (11), a Rede Globo decide produzir um seriado baseado na vida da família Silva. Atores famosos são chamados para interpretar os personagens da série.

Tony Ramos é apresentado a Lineu (Marco Nanini) e passa a imitá-lo. Gloria Pires encarna Nenê (Marieta Severo), e assim por diante. Daniel Filho é chamado para dirigir o episódio e, irritado com Agostinho (Pedro Cardoso), decide excluí-lo da série.

Esse exercício de metalinguagem teve um propósito principal: deixar claro que nenhum ator seria capaz de dar conta da tarefa tão bem quanto os profissionais que encarnaram os personagens de “A Grande Família” por 14 temporadas.

No caso de Tonico Pereira, o Mendonça, a homenagem foi explícita. Tony Ramos disse ao personagem que só Tonico Pereira poderia interpretá-lo.

Foram várias as cenas emocionantes neste episódio final. Lineu (Nanini) sendo convencido por Tony Ramos que a sua família merecia uma série de TV. Andrea Beltrão (Marilda) se reencontrando com Nenê (Marieta Severo). Lucio Mauro Filho e Marcelo Adnet, ambos encarnando Tuco e fazendo imitações de Silvio Santos e Lula. Agostinho (Pedro Cardoso) discutindo com Daniel Filho e dizendo que ninguém na Globo seria capaz de impedir a participação do seu personagem no programa.

Foi, enfim, um final glorioso, que rendeu uma homenagem inteligente aos grandes atores e atrizes que deram vida ao seriado por 14 anos. Palmas para todos.

Audiência: O último episódio de “A Grande Família” alcançou 22 pontos no Ibope, na Grande São Paulo, e 29 no Rio. Em ambas as cidades foi a segunda maior audiência da Globo no dia, atrás apenas de “Império”, que marcou 30 em São Paulo e 36 no Rio.


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Protesto contra “Sexo e as Negas” lembra sátira de “Tá no Ar”
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Está produzindo relativo barulho uma campanha intitulada “Boicote Nacional ao programa ‘Sexo e as negas’ da Rede Globo”. Com cerca de 20 mil “curtidas” no Facebook, o movimento propõe “criar uma mobilização nacional contra o programa” e “refletir sobre a representação da mulher negra na tv”.

Espanta ver que uma proposta tão drástica possa se basear em dois elementos precários – o título da série e a chamada de um minuto que a emissora tem veiculado para promover a estreia na próxima terça-feira (16).

Ou seja, trata-se de uma campanha contra um programa que ainda não foi ar. Como é possível, com base apenas nestes dois elementos (o título e a chamada), chegar a um diagnóstico tão duro?

O movimento feminista e a militância em defesa da igualdade racial têm motivos de sobra para questionar a Globo com base em programas e atitudes da emissora ao longo da história. Compreendo. Da mesma forma, apoio integralmente a luta contra o racismo, bem como o combate aos preconceitos com base em sexo.

Mas boicotar um programa ainda não exibido? Não compreendo. O título da série foi uma má escolha? Talvez. Mas não é necessário ver primeiro o programa para ter certeza disso?

Não vou nem discutir as justificativas de Miguel Falabella para a escolha do título ou a sua visão sobre como a série que criou cumprirá um papel exatamente oposto ao que o movimento que pede o seu boicote entende. Não vou fazer isso porque, realmente, tenho dificuldades em aceitar que esta discussão esteja ocorrendo ANTES que o programa seja visto.

A campanha parece levar a sério a sátira que Marcelo Adnet fez dos críticos da Globo na primeira temporada do humorístico “Tá no Ar”. Como diria o seu bordão, “é inadmissível a Rede Globo exibir um programa chamado ‘Sexo e as Negas’!!!”

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Vítima de boatos, Jô reclama de blogs que publicam “qualquer coisa”
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Sem barba, nove quilos a menos e um pouco ofegante, mas com o bom humor de sempre, Jô Soares voltou a apresentar o seu talk show na Globo nesta madrugada (09), depois de uma ausência de 40 dias motivada por problemas de saúde.

Não por acaso, o principal tema do monólogo inicial do apresentador foi o seu afastamento. Mas não exatamente a doença que o tirou do ar. Jô voltou à TV indignado com a profusão de boatos que circularam a seu respeito no período em que ficou internado. “Morri várias vezes”, disse, irônico.

O apresentador sentiu na pele, como disse, o impacto da livre circulação da informação, potencializada, nos tempos atuais, pela velocidade oferecida pela internet. O seu primeiro entrevistado, o historiador Marco Antonio Villa, foi convocado justamente para dissertar sobre boatos e fofocas.

Jô manifestou algumas vezes revolta com a quantidade de notícias falsas difundidas a seu respeito. “Eu trabalho na maior rede de comunicações da América Latina e a pessoa vai ler notícias sobre mim num blog pendurado não sei aonde. Liga na Globo. Se eu tiver morrido, eles vão avisar.”

O apresentador disse não compreender como sites publicam notícias sem nenhum tipo de controle por parte dos servidores que os hospedam. “O cara coloca qualquer coisa”, reclamou. “Acontece uma coisa dessas nos Estados Unidos, o tipo de processo que a pessoa sofre… É gigantesco”. Mas avisou: “Eu não vou processar porque eu até me diverti.”

A certa altura da entrevista com Villa, depois de muito reclamar, Jô conseguiu rir da própria tragédia. Lembrou que, durante o período internado, recebeu uma visita do oncologista Drauzio Varella, seu amigo, o que ajudou a espalhar o boato de que estaria com câncer. “Quer dizer que se o Drauzio fosse ginecologista, eu estaria tendo um aborto!”

Atualizado às 13h: Exibido a partir de 1h25 da manhã, o “Programa do Jô” registrou 5 pontos no Ibope em São Paulo, a audiência média que costuma ter nesta faixa horária e que vinha sendo alcançada com reprises. No Rio, deu 7 pontos.

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Detetive Vê TV: “Esquenta” comete erro em aula sobre a Semana de 22
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O “Esquenta” neste domingo (07) buscou inspiração na década de 20 do século passado. Entre outras referências citadas no programa, Regina Casé falou sobre a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922. Foi quando cometeu um erro que merece reparo.

Mostrando uma reprodução gigante do “Abaporu”, a apresentadora disse: “Esse quadro foi um marco dentro do marco que é a Semana de 22. Esse é um quadro muito importante, é um marco da Semana de 22.”

A tela de Tarsila do Amaral (1886-1973), de fato, se tornou um dos principais símbolos do modernismo brasileiro, mas não poderia ter sido um marco da Semana de 22, como notou, na hora, a professora de artes Monalisa Budel, porque só foi pintado seis anos depois, em 1928.

No final dos anos 90, o quadro foi adquirido pelo colecionador argentino Eduardo F. Costantini e é uma das atrações do Malba, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires.


Sete razões por que vamos sentir saudades de “A Grande Família”
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É muito raro, em qualquer país, um programa de televisão permanecer no ar por 14 temporadas. Recriação de uma série apresentada entre 1972 e 75, “A Grande Família” estreou em março de 2001 e foi exibida, regularmente, até setembro de 2014. O último episódio, como se sabe, vai ao ar na próxima quinta-feira (11), na Globo. Listo abaixo alguns motivos pelos quais o público vai sentir saudades do programa.

1. Alto nível: Você pode ter gostado mais de uma determinada temporada ou de outra, ter um ou outro episódio favorito, mas é preciso reconhecer que raras séries conseguiram manter um padrão de qualidade tão alto ao longo do tempo como “A Grande Família”. Mérito da equipe de roteiristas e diretores do programa, sempre ligado ao núcleo de Guel Arraes.

2. O melhor pai: Nunca houve um chefe de família como Lineu Silva. Marido amoroso, pai compreensivo, sogro paciente, funcionário exemplar, amigo para todas as horas, o personagem de Marco Nanini encarna todas as qualidades possíveis em um único homem. É óbvio que não existe na vida real, mas é por isso mesmo que vai deixar tanta saudade.

3. O pior genro: Agostinho Carrara deixa incontáveis lições de como ser o picareta mais simpático do planeta. Criado com requintes por Pedro Cardoso, inventou todo o tipo de malandragem, invariavelmente para se dar mal e ser socorrido pela sempre presente Maria Isabel (Guta Stresser).

4. Galeria de tipos: Vai ser difícil se esquecer de Tuco (Lucio Mauro Filho), o filho mais novo e mais perdido de Lineu e Nenê (Marieta Severo). Ou de Beiçola (Marcos Oliveira), o dono da pastelaria do bairro. Ou de Mendonça (Tonico Pereira), o chefe da repartição onde Lineu trabalhou por anos e era chamado de Lineuzinho. Ou ainda do impagável Paulão (Evandro Mesquita), o mecânico semi-analfabeto, mas genial, que se associa a Agostinho.

5. Grande elenco: É possível classificar o elenco de “A Grande Família” em três categorias apenas: atores excelentes, muito bons e bons. É impressionante a qualidade dos profissionais que atuaram no seriado ao longo do tempo, tanto entre os protagonistas, quanto entre os atores que fizeram papéis secundários. Correndo o risco de cometer injustiças, menciono os meus favoritos: Marco Nanini, Pedro Cardoso, Marieta Severo, Tonico Pereira e Marcos Oliveira.

6. Figurino: O visual adotado por Agostinho ao longo dos anos é um bom motivo para se lembrar de “A Grande Família”. Figurinista desde a segunda temporada, Cao Albuquerque merece créditos pelas principais e marcantes escolhas (Veja aqui)

7. Música: Criada pela dupla Tom e Dito para a primeira versão do seriado, a canção de abertura sobreviveu muito bem ao tempo, com uma letra cheia de humor e malícia. Dudu Nobre cantou do início ao fim da 12ª temporada (ouça aqui). Na penúltima, Ivete Sangalo interpretou a música e no último ano a tarefa coube a Zeca Pagodinho. “Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha… Eu também sou da família, eu também quero pirraçar”.

Adendo (às 11h): Muitos leitores notaram – e reclamaram – a ausência de menção a Rogério Cardoso (1937-2003), o excelente ator e comediante que interpretou Floriano (Seu Flor) nas primeiras temporadas. Falha minha. Fica aqui este registro adicional.

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