Blog do Mauricio Stycer

Arquivo : cesar tralli

Semana de gafes em programas da Globo
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Mauricio Stycer

A quinta-feira não foi das melhores para dois dos principais apresentadores da Globo. De manhã, no “Bom Dia Brasil”, Chico Pinheiro se confundiu e chamou Minas Gerais de país. A comentarista de economia Miriam Leitão até fez piada com a gafe. “Minas Gerais é muito grande, então, às vezes, mineiro acha que é país”. Veja o vídeo aqui. A piada repercutiu ainda de manhã neste site.

Na hora do almoço, quem se atrapalhou foi Cesar Tralli. Conversando com Serginho Groisman sobre a morte de Chorão, o apresentador do “SP TV – 1ª Edição” chamou o cantor de “Cheirão”. Logo se corrigiu e seguiu em frente. Veja aqui (no minuto 5:40).

Na véspera, também por causa de Chorão, Ana Maria Braga cometeu um pequeno deslize. A apresentadora abriu o “Mais Você” com a música “Te Levar”, da banda Charlie Brown Jr., e disse que estava em “clima de festa” já que era o aniversário do Louro José. Leia mais aqui.


A cena da semana: Cesar Tralli sugere exame antidoping para bandeirinha
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Mauricio Stycer

A poucos minutos do final de Corinthians e Santos, no Pacaembu, partida que valia uma vaga na final da Libertadores, o auxiliar Altemir Hausmann entrou em campo para sinalizar onde os jogadores do Peixe deveriam se posicionar na cobrança de uma falta a favor dos corintianos. Correndo, ele desenhou um semicírculo, e não apenas uma linha, com o spray. O gesto, muito curioso, teve enorme repercussão. No dia seguinte, quinta-feira, no “SP TV 1ª Edição”, Tiago Leifert, Cesar Tralli e Arnaldo Cesar Coelho comentaram o caso na Globo, ironizando a atitude de Hausmann.

Tiago Leifert: Ele é um artista plástico. Resolveu fazer um grafite no fim do jogo. Deixar sua marca. Uma intervenção artística no Pacaembu. Arnaldo Cesar Coelho, o que deu no Altemir Hausmann?
Arnaldo Cesar Coelho: Ele queria mostrar que tem que ficar a 9,15 m da bola. Ele então fez um semicírculo a 9,15 m da bola. O Altemir Hausmann, árbitro da Fifa, esteve na Copa do Mundo, é um pintor.
Cesar Tralli: Mas você acha que é caso de exame anti-doping?
Arnaldo: Não. Ele estava muito excitado. Faltavam poucos minutos. Ele se empolgou, quis aparecer. Faltou aquela melancia no pescoço.

A conversa foi editada pela Globo num vídeo intitulado “Arnaldo Cesar Coelho comenta ‘arte’ de bandeirinha no duelo entre Corinthians e Santos”.  Disponível na sexta-feira, quando o vi, o link que conduzia ao vídeo aponta desde sábado para “Ops! Página não encontrada”. Mas há várias cópias o You Tube.

Mais informações: Um relato sobre o gesto de Hausmann você pode ler aqui. E um comentário do próprio bandeirinha sobre a repercussão de seu gesto você lê aqui. Já o vídeo com a cena está aqui. E  conversa de Tralli, Leifert e Arnaldo pode ser vista aqui.


Telejornal ensina a fazer muffin, mas promete: “A gente volta a falar daquele assunto importante”
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Mauricio Stycer

Quarta-feira, dia tenso em São Paulo, o “SPTV 1ª Edição”, da Globo, desdobra-se na cobertura sobre o impacto da greve de caminhoneiros na distribuição de combustíveis na cidade. A extensa – e excelente – cobertura do telejornal inclui várias reportagens e entrevistas ao vivo, que contemplam os mais variados aspectos do problema.

Apresentado por Cesar Tralli, o telejornal também trata de casos policiais, da investigação sobre o acidente fatal no Hopi Hari, da previsão do tempo, dos preparativos para o jogo do Corinthians, de uma briga no treino Palmeiras…

Até que, depois de 22 minutos de notícias, tem início um bloco “leve”. “Como os pais podem preparar refeições saborosas e saudáveis para os filhos”, anuncia. Por três minutos, a repórter mostra os preços das frutas numa feira livre.

Depois, ao longo de mais três minutos, uma chef ensina a fazer um muffin de laranja caseiro. Por fim, Tralli ocupa mais três minutos do programa entrevistando uma nutricionista do Hospital das Clinicas, que responde à seguinte pergunta. “O que os pais podem fazer se os filhos não conseguem comer verduras, legumes, frutas?”

Encerrada a entrevista, Tralli dirige-se ao espectador e deixa escapar, num improviso, toda a sua impaciência com a situação: “E a gente volta a falar daquele assunto importante, né, que é o combustível em São Paulo.”

Ou seja, depois de uma eternidade (dez minutos) falando sobre frutas, muffins e verduras, o apresentador pede licença para voltar a tratar do que interessa. E o noticiário  apresenta mais notícias sobre a greve, relata outros casos policiais e exibe uma reportagem feita pelo “parceiro do SPTV” sobre as ruas de terra em Franco da Rocha.

Foi, enfim, uma edição interessante. Deu uma boa ideia das dificuldades enfrentadas pelo jornalismo na televisão, hoje dividido entre a sua vocação primeira, a informação, e este desejo de se aproximar do espectador, sem saber bem como, para sugerir uma proximidade com ele.


Nos bastidores da notícia: “Essa bota é nova, Lu?”
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Mauricio Stycer

Exibida na noite de terça-feira, dia 1º, a participação de Zezé di Camargo e Luciano no “Programa do Jô” mereceu uma reportagem, horas antes, no “Jornal Nacional” e uma outra, no dia seguinte, no “SPTV 1ª Edição”. Mais que uma entrevista, como escrevi, a cordial conversa com Jô Soares se destinou a apagar o incêndio provocado pelo anúncio do fim da dupla, seguido da internação do irmão mais novo na UTI de um hospital.

Enquanto aguardava a hora de gravar com Jô, a dupla foi visitada por Cesar Tralli, apresentador do “SPTV”, que contou na quarta-feira,2: “Eles vieram ontem participar do ‘Programa do Jô’ e eu tive a felicidade de bater um papão com eles no camarim e fiz imagens com meu próprio celular.”

Foi, de fato, um “papão”. Reproduzo abaixo o melhor trecho da conversa entre Tralli e Luciano, cuja íntegra pode ser vista aqui:

- Essa bota é nova, Lu?
- É. Essa aqui é novinha.
- Qual delas? A marrom ou a preta?
- Essa aqui. É marrom. É uma arraia fêmea. E essa aqui (a preta) é uma arraia macho. Essa aqui (imagem à dir.) é um modelo também…
- Que linda, cara.
- Mas é tudo com licença do Ibama.
- Você adora bota, né?
- Adoro bota. E bota preta fica boa em você.


Globo exagera em “cerimônia do adeus” a apresentadores de telejornais
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Mauricio Stycer

Anunciada há três meses, a troca dos apresentadores dos telejornais “SPTV 1ª Edição” e “Bom Dia Brasil” consumou-se, finalmente, em clima de autocelebração. Na sexta-feira (23), por mais de 13 minutos (de um total de 44), Chico Pinheiro e Mariana Godoy se despediram dos espectadores e passaram o bastão ao novo âncora, César Tralli. Nesta segunda, o ritual se repetiu: ao longo de 11 minutos (de um total de 51), Renato Machado se despediu e deu boas-vindas a Pinheiro.

Nos dois casos, a emissora investiu em reportagens laudatórias sobre as carreiras dos jornalistas que saem e dos que entram, valorizando seus feitos profissionais. Por quê? Difícil entender o tempo gasto com isso.

É verdade que o “Bom Dia Brasil” é o noticiário nacional da Globo menos engessado, com espaço para análise das notícias por parte de comentaristas, e um certo bom humor de seus apresentadores.

Mas, dentro do modelo quase impessoal que impera na TV brasileira, Machado, Pinheiro ou qualquer outro estão longe se serem figuras indispensáveis, como fez crer a cerimônia de passagem do bastão exibida nesta segunda-feira. Duvido que alguém ligue a televisão de manhã por causa de algum apresentador de telejornal.

É possível que o espectador afeiçoado aos âncoras que estão deixando os seus postos tenham se emocionado com as despedidas. Mas, para a grande maioria do público, estas longas cerimônias não fizeram muito sentido, além de roubarem de 20% a 30% do tempo do noticiário.


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