Topo

Diretor de “Surfistinha”: “Cinema não pode se reduzir a uma visão de mundo”

Mauricio Stycer

19/07/2019 14h54

Deborah Secco em cena do filme "Bruna Surfistinha" (2011)

Diretor do filme "Bruna Surfistinha", Marcus Baldini discorda, evidentemente, do presidente Jair Bolsonaro, que disse nesta quinta-feira (18): "Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha".

"Bruna Surfistinha é um filme com olhar humano sobre um assunto relevante e presente na vida das pessoas. Seu impacto poderia até ser medido por números: mais de 2 milhões de pessoas assistiram ao filme somente nos cinemas. Mais outros milhões, na TV. Um filme que empregou 500 pessoas diretamente, pagou milhões em impostos, gerou receita para o Governo e foi premiado na Academia Brasileira de Cinema", diz o diretor.

"É um projeto importante tanto pela questão artística quanto pela econômica. O filme ajudou a fortalecer a indústria audiovisual e foi recompensado com o interesse do público que assim se aproxima do cinema brasileiro", prossegue Baldini (ao centro, entre Cauã Reymond e Tatá Werneck).

E conclui: "Bruna Surfistinha é um filme do qual me orgulho. A diversidade é uma das belezas da humanidade e a cultura, sua expressão. O cinema não pode se reduzir a uma ou outra visão de mundo, pois isso nos limita como gente, como povo."

Baldini dirigiu nos últimos anos as comédias "O Homem Perfeito", "Uma Quase Dupla" e "Os Homens São de Marte… e É pra lá que Eu Vou". É também um dos diretores das séries "Preamar" e "Psi", ambas da HBO, e de "Natália", realizada para a TV Brasil.

Veja também
Produtores acham que Bolsonaro confundiu filme com série sobre Surfistinha
Deborah Secco reage a crítica sobre Surfistinha: "orgulho de ter feito"

Siga o blog no Facebook e no Twitter.

Comunicar erro

Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Diretor de “Surfistinha”: “Cinema não pode se reduzir a uma visão de mundo” - UOL

Obs: Link e título da página são enviados automaticamente ao UOL

Ao prosseguir você concorda com nossa Política de Privacidade

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.


Newsletter