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Íris Abravanel diz se inspirar em “Poliana” para escrever novelas do SBT

Mauricio Stycer

31/07/2015 05h01


Poliana, a menina órfã, que sempre encontra algo de bom mesmo nas piores situações, é a grande referência de Íris Abravanel nas novelas que escreve ou adapta para o SBT. O romance juvenil da americana Eleanor H. Porter, publicado há mais de um século, é o livro de cabeceira da mulher de Silvio Santos, como ela explicou nesta quinta-feira (30) no "Programa do Ratinho".

"Eu faço personagens até hoje baseados na Poliana", contou. "Eu gosto de passar valores para as pessoas. Valores, princípios, família, união, amizade. E eu creio que é isso que tem agradado às famílias, às crianças".

Íris é autora de "Revelação" (2008) e das adaptações de outras cinco novelas, "Vende-se um Véu de Noiva" (2009), "Corações Feridos" (2012), "Carrossel" (2012), "Chiquititas" (2013) e "Cúmplices de um Resgate", que estreia na próxima segunda-feira (3).

As novelas com temática infantil adaptadas por Iris revelaram-se um grande sucesso na grade do SBT. Daí a referência à Poliana: "As pessoas estão precisando de esperança, de referencial de família. E eu sempre gostei de passar coisas boas através do que eu escrevo", disse a Ratinho.

Adaptada de uma novela mexicana, "Cúmplices de um Resgate" terá cerca de 250 capítulos. "Nessa novela, aproveitáveis, temos só 90 capítulos", contou ela. Os demais estão sendo escritos por ela e sua equipe, disse.

"E a minha equipe é muito jovem. Eles são criativos, eles me ajudam. Nós nos reunimos e todo mundo dá ideias. As ideias fluem. Eles leem muito, assistem muitos filmes, seriados. E as ideias vão surgindo", observou, sem se dar conta de que a descrição deste processo criativo não é tão "criativo" assim.

Durante a conversa com Ratinho, Iris voltou a contar a história de como virou autora de novelas do SBT. "Eu via a dificuldade que meu marido tinha de trazer autores para o SBT. Ele chegou a contratar alguns, mas a Globo pegou de volta. E aí no café da tarde, eu falei: 'Você quer que eu escreva uma novela pra você?' E ele: 'Você escreve bem, pode escrever.' Foi simples assim".

Iris contou ainda que "Silvio dá palpites quando eu peço, mas não se intromete". E revelou seus dois maiores passatempos: "Gosto de ler muito, de cozinhar". Contou que nas férias na Flórida "brinca de casinha" com o marido. "Eu gosto de cozinhar, e ele ama limpar a cozinha. Não é só lavar a louça, tem que limpar fogão, deixar tudo brilhando."

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.


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