Topo

Em nome do didatismo, Globo “recria” filme sobre Tim Maia

Mauricio Stycer

02/01/2015 05h01

Quem viu "Tim Maia", filme de Mauro Lima, lançado em outubro de 2014, não deve ter entendido direito o primeiro episódio de "Tim Maia – Vale o que vier", exibido pela Globo na noite de quinta-feira (1º).

A emissora chama o projeto de "uma recriação do filme". Um diretor (Luis Felipe Sá) e uma roteirista (Patricia Andrade) se debruçaram sobre o longa-metragem, eliminaram cenas, acrescentaram outras, incluíram depoimentos de contemporâneos do cantor e ainda gravaram imagens nas quais o ator que interpreta Tim Maia narra trechos da própria história.

O que era originalmente uma cinebiografia, ao ir para a televisão virou um híbrido de documentário com situações encenadas para dar mais ênfase ao que estava sendo narrado de forma ficcional.

Acredito que a intenção da Globo foi deixar a história ainda mais clara e didática para o espectador, mas achei o resultado confuso e desigual.

É estranho pensar que o diretor do filme tenha aceitado ver o seu projeto ser "recriado", para não dizer transfigurado, de forma tão radical. Mas certamente alcançou um público muito maior na televisão do que no cinema.

O segundo e último episódio de de "Tim Maia – Vale o que vier" será exibido nesta sexta-feira (2).

Veja também
Filme sobre Tim Maia vira docudrama na tela da Globo
Diretor explica por que alguns parceiros de Tim Maia não aparecem no filme

O blog está no Twitter, Facebook e Google+.

Comunicar erro

Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Em nome do didatismo, Globo “recria” filme sobre Tim Maia - UOL

Obs: Link e título da página são enviados automaticamente ao UOL

Ao prosseguir você concorda com nossa Política de Privacidade

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.


Newsletter