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Desmascarado, Felix esqueceu que tinha argumento para desmontar a denúncia

Mauricio Stycer

18/11/2013 23h50

"Amor à Vida" teve o seu enésimo clímax nesta segunda-feira (18) com a revelação de que Felix (Mateus Solano) foi quem jogou o bebê de Paloma (Paolla Oliveira) numa caçamba de lixo, logo no início da trama.

Em mais uma cena de reunião de família na mansão Khoury, Cesar (Antonio Fagundes) fez a denúncia, mas a filha não acreditou. Bruno (Malvino Salvador) trouxe então duas testemunhas que viram Felix no bar onde Paloma deu à luz – a ex-chacrete Márcia (Elizabeth Savalla) e Efigênio (Gláucio Gomes), o antigo dono, hoje pastor evangélico.

Márcia desistiu de entregar Felix e mentiu, dizendo que viu um homem baixinho no local. O pastor foi firme, confirmando que lembrava de Felix, mas a sua declaração não convenceu Paloma.

Cesar, então, sacou sua última arma. Um exame, feito por um amigo delegado, nas impressões digitais deixadas na echarpe que cobriu o bebê no dia do nascimento. O teste provou que as digitais de Felix estavam lá. Ao ouvir isso, o vilão fica arrasado e confessa o crime. É quando Paloma, descontrolada, o agride (foto acima).

O problema da cena, como lembrou o leitor Mr. Novela, é que no capítulo da quarta-feira passada (13), durante a exposição de Ninho (Juliano Cazarré), Felix arrancou das mãos de Bruno a mochila em que ele trazia a manta, justamente para entregar a Cesar, que a passaria ao delegado.

Brincando, o vilão colocou a mão dentro da mochila, tirou uma folha de papel e, apalpando, perguntou: "Que tecido é esse?" Foi a deixa para que Cesar arrancasse a mochila da sua mão.

No momento em que foi desmascarado pelo laudo apresentado por Cesar, Felix poderia dizer que as suas impressões digitais só foram encontradas no mancha de sangue porque ele segurou o tecido dias antes. Ou seja, não precisaria confessar o crime e deixaria todos em dúvida. Mas ele (ou Walcyr Carrasco, o autor da novela) não fez a associação nem lembrou do fato.

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Em tempo: O capítulo marcou 43 pontos no Ibope, recorde da novela até hoje.

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.


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