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Blog do Mauricio Stycer

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Após 7 dias, O Tempo Não Para retribui menção e fala de Orgulho e Paixão

Mauricio Stycer

08/08/2018 00h20

Momentos antes de estrear, na terça-feira (31), "O Tempo Não Para" foi tema de uma cena entre Elisabeta (Nathalia Dill) e Darcy (Thiago Lacerda) em "Orgulho e Paixão". Conversando sobre as surpresas da vida, a mocinha da novela das 18h falou que havia lido naquele dia uma notícia sobre o naufrágio do navio Albatroz, que causou a morte da família Sabino Machado, em 1886.

"Está completando 25 anos que este navio sofreu um naufrágio misterioso na costa da Patagônia", disse Elisabeta, situando assim a trama de "Orgulho e Paixão" em 1911. "A bordo deste navio tinha uma família inteira, Sabino Machado. Eram ricos milionários. Deviam estar comemorando conquistas… Nunca acharam um corpo. Provavelmente estão no fundo do oceano".

Uma semana depois, nesta terça-feira (07), foi a vez de "O Tempo Não Para" retribuir a menção. Foi uma cena cômica. Na casa de Samuca (Nicolas Prates), já em 2018, Dom Sabino (Edson Celulari) e sua filha, Marocas (Juliana Paiva), estão ainda deslumbrados com as maravilhas do mundo novo – eles passaram 132 anos congelados, desde o naufrágio do Albatroz.


A certa altura, mexendo no aparelho de televisão, os dois assistem a uma cena de "Orgulho e Paixão", justamente um momento em que Darcy e Elisabeta se beijam na boca (imagem acima). Ambos ficam chocados. Em seguida, a TV mostra uma cena quente em "Malhação". Dom Sabino tenta mudar o canal, sem sucesso. Nervoso, atira o controle remoto na tela e destrói o aparelho.

O "crossover" (ou cruzamento) de novelas é um recurso comum, usado com alguma frequência. O que chamou a atenção nestes dois foi a proximidade em que ocorreram e, mais importante, a forma inteligente que um autor escolheu para falar da novela do outro. Tanto Marcos Bernstein quanto Mario Teixeira se saíram muito bem nas brincadeiras.

Agradeço ao Edilson Lopes por me chamar a atenção para a cena de "O Tempo Não Para".

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.