Topo
Blog do Mauricio Stycer

Blog do Mauricio Stycer

De cada 4 espectadores de Carcereiros na web, só um foi até o fim da série

Mauricio Stycer

06/04/2018 17h18

A experiência de lançar a série "Carcereiros" apenas para assinantes da Globo Play revelou-se frustrante para a emissora. Disponíveis desde junho de 2017, os 12 episódios da primeira temporada foram vistos, no total, 849,5 mil vezes. O primeiro episódio, o mais popular, foi visto 192 mil vezes. Já o último, apenas 45 mil vezes. Ou seja, de cada quatro espectadores que assistiram à estreia, apenas um viu o desfecho. Esta diferença sinaliza que houve rejeição grande à série.

Os números também são muito baixos na comparação com o público da televisão aberta. Para se ter uma ideia, um ponto de audiência no Painel Nacional de Televisão, que representa 15 grandes centros urbanos, corresponde a 693 mil espectadores. Em São Paulo, maior mercado do país, um ponto no Ibope equivale a 201 mil espectadores. Séries dramáticas da Globo exibidas depois da novela das 21h não registram menos do que 15 pontos, em média, de audiência.

Veja a audiência de cada episódio, como constava no próprio aplicativo da emissora na tarde desta sexta-feira (06).

Episódio 1 – 192.337 views
2 – 97.898
3 – 83.913
4 – 68.324
5 – 60.608
6 – 57.038
7 – 54.349
8 – 53.978
9 – 47.038
10 – 41.659
11 – 46.719
12 – 45.617

Nesta sexta-feira, a Globo anunciou que vai lançar a série na TV a partir de 26 de abril. Além dos 12 episódios disponíveis online, outros três inéditos também serão exibidos.

Baseado em um livro de Drauzio Varella, a série de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho gira em torno de Adriano (Rodrigo Lombardi), um agente carcerário, e descreve variadas situações de tensão e violência envolvidas no trabalho dele.

A série conta também Othon Bastos, Mariana Nunes, Giovanna Ríspoli, Aílton Graça e Tony Tornado, no elenco e tem participações especiais de Chico Diaz, Matheus Nachtergaele, Projota, Letícia Sabatella, Carol Castro, Caco Ciocler, Gabriel Leone, Samantha Schmutz, entre outros.

Em participação no Rio Content Market, um evento dedicado a negócios do mercado audiovisual, realizado esta semana, Ana Gabriela, diretora de produção da Globo, classificou a experiência de lançar "Carcereiros" apenas na Globo Play como "extraordinária".

"Há mais de um ano estamos trabalhando o nome da série na mídia. Quando decidimos disponibilizar a primeira temporada na íntegra no GloboPlay, testamos uma nova janela que atende a um formato de consumo de maratona, que atende a um grande público. E o resultado foi extraordinário", disse ela, conforme registrado pelo site Meio & Mensagem.

"Mas isso não diminuirá, certamente, o alcance que ela terá quando atingir a massa da TV aberta. Os públicos são complementares e estão dispostos a consumir de diferentes formas", completou.

Veja também
"É bom confrontar um pouco o público", diz o diretor de "Carcereiros"


Comentários são sempre muito bem-vindos, mas o autor do blog publica apenas os que dizem respeito aos assuntos tratados nos textos.

Siga o blog no Facebook e no Twitter.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.