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Mais encenado, Fábrica de Casamentos aposta em comédia e loucura de noivos

Mauricio Stycer

01/04/2018 05h01


Grande acerto do SBT em 2017, "Fábrica de Casamentos" ganhou uma segunda temporada este ano. A premissa do reality segue a mesma – mostrar que é possível organizar uma festa de casamento em apenas sete dias. Mas alguma coisa mudou.

O terceiro episódio da nova temporada, exibido neste sábado (31), é um bom exemplo das mudanças sofridas pelo programa. Tudo parece mais encenado, artificial e menos espontâneo. A começar pelo aviso ao casal escolhido, em meio a uma pista de patinação – uma cena muito teatral, sem qualquer naturalidade.

Camila e Douglas pediram a Chris Flores e Carlos Bertolazzi um casamento "medieval", com corujas, dragão cuspindo fogo (em cima do bolo) e vestido preto para a noiva. Ela também quis levitar durante a cerimônia. Ou seja, transformou a cerimônia num número de circo. Tudo bem.

A diversão maior, para o espectador, era acompanhar a equipe de produção se desdobrando para atender aos sonhos e pedidos dos noivos. Os momentos mais engraçados – as dificuldades da organizadora da festa, do estilista, do cozinheiro, da doceira e do maquiador – ficaram em segundo plano diante das maluquices pedidas pelos noivos. Nem eles conseguiram levar a sério a proposta do evento.

"Fábrica de Casamentos", enfim, se tornou um programa mais cômico e menos natural, focado nos noivos. Dei boas risadas, como se estivesse assistindo a um humorístico. Não parece mais um reality show.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.