Blog do Mauricio Stycer

Esta imagem expressa bem o que “O Outro Lado do Paraíso” tem de pior

Mauricio Stycer

30/01/2018 01h03


Natanael (Juca de Oliveira) morreu no capítulo desta segunda-feira (29) de “O Outro Lado do Paraíso”. Sofreu um ataque do coração em meio à terceira tentativa de matar Elizabeth/Duda (Gloria Pires). A ação foi testemunhada por Henrique (Emilio de Mello), que finalmente soube que o amado pai era um escroque.

Para uma novela que parece mais uma colcha de eventos destinados a fazer a audiência disparar, a longa cena teve tudo que se espera: texto excessivamente didático e banal, interpretações exageradas, fora do tom, especialmente do vilão, mas também da mocinha, e uma direção disposta a realçar todos os detalhes possíveis.

Estou descrevendo o que, do ponto de vista da caricatura, se tornou sinônimo de novela mexicana. Mas acho que os mexicanos podem se ofender com a comparação. A imagem acima com a fala de Natanael e o gif abaixo, divulgado pela Globo no Twitter, expressam claramente o aspecto grotesco do que o espectador viu nesta segunda-feira.

Audiência: Como imaginado, “O Outro Lado do Paraíso” bateu recorde de audiência nesta segunda-feira, em São Paulo, registrando média de 44,2 pontos. Foi o capítulo 84 da novela de Walcyr Carrasco. A maior média antes dessa havia ocorrido na terça-feira da semana anterior, dia 23, com 43,1 pontos. “A Força do Querer”, maior sucesso da Globo em muitos anos, só atingiu 44,2 pontos no capítulo 151, em 26 de setembro de 2017.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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