Blog do Mauricio Stycer

Top 10: Dois Irmãos, Sob Pressão e outros oito bons momentos da TV em 2017

Mauricio Stycer

22/12/2017 05h01

Concluindo os festejos de fim de ano do blog, publico uma terceira retrospectiva dedicada aos bons programas exibidos pela TV em 2017. Como de hábito, esta é uma lista muito pessoal, sem a pretensão de encerrar o assunto. Convido os leitores a comentarem, criticarem e apresentarem outras sugestões.

1.“Dois Irmãos” supera desafio de adaptar ótimo livro e voa alto na TV

Adaptação de um livro que já tem estatura de clássico, “Dois Irmãos” chegou à Globo pelas mãos de Luiz Fernando Carvalho, um dos mais inquietos e inventivos diretores da televisão, e da roteirista Maria Camargo. O romance de Milton Hatoum, que já tinha sido adaptado para teatro e até HQ, ganhou nova vida na minissérie. O elenco, com Antonio Calloni, Juliana Paes, Eliane Giardini e Cauã Raymond (no papel dos gêmeos Yakub e Omar), emocionou pela entrega em cena.

2. “MacGyver do SUS”, Sob Pressão foi a melhor série do ano

Uma associação entre a Globo e a Conspiração resultou na melhor série do ano. Com direção de Andrucha Waddington e Mini Kerti, e roteiro de Jorge Furtado, “Sob Pressão” mostrou a rotina de um hospital em um bairro periférico do Rio. Às voltas com limitações de todo tipo, os médicos-heróis, vividos por Julio Andrade e Marjorie Estiano, salvam vidas com soluções pouco ortodoxas. Direção, texto, interpretação, tudo funcionou muito bem nesta série, que terá segunda temporada em 2018.

3. “Rock Story” mostrou que novela das 7 pode ser leve e inteligente

Exibida entre 9 de novembro de 2016 e 5 de junho de 2017, “Rock Story” mostrou que é possível fazer novela leve e divertida sem abrir mão da inteligência. A trama de Maria Helena Nascimento divertiu o público com o embate entre um roqueiro famoso nos anos 80, Gui Santiago (Vladimir Brichta), e um jovem cantor romântico, Leo Régis (Rafael Vitti), de origem humilde.

4. Jacquin brilha com seu mau humor em “Pesadelo na Cozinha”


A Band, responsável por instalar a mania de competições de culinárias entre nós com a sua versão do “MasterChef” (2014), resolveu este ano também exibir “Kitchen Nightmares”, aqui chamado de “Pesadelo na Cozinha”. Para o papel de Gordon Ramsay foi escalado Erick Jacquin. O formato mostra o chef na função de consultor de restaurantes em crise, primeiro tentando entender o que não está funcionando e, em seguida, sugerindo soluções para salvá-lo. O frâncês foi puro entretenimento com seus shows de mau humor.

5. “Fábrica de Casamentos” substituiu competições de culinária no SBT

Organizar um casamento em sete dias não é uma situação natural. E esta é justamente a graça de “Fábrica de Casamentos”, programa que o SBT estreou em sua faixa noturna dos sábados. Mais do que a felicidade dos noivos, ao espectador interessa ver a atribulada produção de uma festa feita às pressas, sem muito planejamento. Apresentado por Chris Flores e Carlos Bertolazzi, o formato desenvolvido no Brasil pela Formata e coproduzido pelo Discovery Home & Health, funcionou muito bem no SBT, dando um respiro à sucessão de competições de culinária que a emissora tem exibido.

6. “Power Couple” foi o melhor pior reality do ano

A segunda temporada comprovou que “Power Couple” é o melhor pior reality da TV brasileira. Muito engraçado. No elenco desta temporada, brilhou Rafael Ilha. Arrumou as mais varidas tretas, provocou intrigas e, até, brigou com a mulher de um candidato. Além dele, todo um elenco escolhido com requinte para arrumar confusão deu colorido especial ao reality. Queremos mais.

7. Boa história de ” A Força do Querer” levanta o Ibope e bate recorde

“A Força do Querer” foi um baita novelão. Gloria Perez contou uma ótima história, com um pé firme na realidade e outro no folhetim, repleta de elementos interessantes e personagens questionáveis. Provocou polêmica, gerou burburinho e levantou os números do Ibope como não ocorria desde 2003. Um feito.

8. Debochada, Tatá Werneck desarmou convidados no Lady Night

Novidade em 2017, “Lady Night” ganhou logo duas temporadas no Multishow. Com cara de programa de entrevistas, na verdade é um show de humor. Tatá Werneck surpreende por ser muito debochada e, ao mesmo tempo, estar sempre rindo de si mesma. É uma combinação que desarma a maioria dos convidados. Quando se dão conta de que estão sendo submetidos a situações ridículas, ela está ali ao lado, fazendo as mesmas brincadeiras infames.

9. Em tempos de crise política, a melhor alternativa foi rir com o “Zorra”

Sintonizado com a enorme crise política do país, o “Zorra” foi a melhor alternativa em matéria de humor na TV aberta este ano. Com quadros curtos e afiados, o programa riu de quem está no poder – o presidente Temer (que derreteu), o prefeito Dória, o ex-presidente Lula e deputados de todos os partidos encalacrados com a Justiça. No episódio 100, gravado em Brasília, Dani Calabresa encarnou Clara Nunes e cantou: “Cadê a galera que andava animada batendo na panela? Por que ninguém mais batucou se tem tanto ladrão fora da cela?”.

10. Bom ano em talk shows: estreia de Bial e papo de Porchat e Gentili

Foi um ano bom em matéria de talk shows na TV aberta. A estreia de “Conversa com Bial”, na Globo, acrescentou relevância, variedade temática e estilo (mais sóbrio) ao cardápio noturno, que já contava com Danilo Gentili (SBT) e Fábio Porchat (Record). Aliás, ambos protagonizaram um bom momento, quando o primeiro foi recebido pelo segundo para uma conversa.


Comentários são sempre muito bem-vindos, mas o autor do blog publica apenas os que dizem respeito aos assuntos tratados nos textos.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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