Blog do Mauricio Stycer

“Brasil não para de oferecer material”, diz Mazzeo sobre “Filhos da Pátria"

Mauricio Stycer

14/12/2017 13h04


Encerrada na última terça-feira (12), a ótima série “Filhos da Pátria” terá, ao que tudo indica, uma segunda temporada. Criada por Bruno Mazzeo, e ambientada em 1822, ela retratou em seus 12 episódios a gênese da corrupção e da esculhambação geral do Brasil.

Além do texto afiado, a série contou com um dos melhores elencos reunidos recentemente pela Globo: Alexandre Nero, Fernanda Torres e Matheus Nachtergaele nos papéis principais, mais Johnny Massaro, Jéssica Ellen, Serjão Lorosa, Lara Tremouroux no núcleo principal.

A série girou em torno de Geraldo Bulhosa (Nero), o zeloso burocrata que cede aos apelos do dinheiro fácil, entra num esquema pesado de corrupção e, ao final (lá vem spoiler) é descoberto, perde tudo, mas consegue salvar sua casa graças à ajuda da escrava Lucélia (Ellen), que compra sua alforria.

Fiz três perguntas a Bruno Mazzeo sobre a série. Abaixo, as suas respostas.

Você gostou do resultado final da primeira temporada?
Sim, fiquei super feliz com o resultado. Foi tudo muito trabalhoso, desde a pesquisa e o texto, até a realização e finalização. Mas valeu a pena. Com certeza uma das histórias que mais me deu orgulho de ter contado. Poder falar da gente, das nossas questões (principalmente nesse momento tão histérico), com humor e crítica, é das coisas que mais me motivam. Humor é uma arma da sociedade.

Achou boa a recepção à série? A audiência média em SP (11 pontos) correspondeu à expectativa?
Ouvi coisas muito boas de se ouvir. As críticas que li (não li todas) pareciam favoráveis. Os comentários que chegavam até mim, seja de pessoas comuns ou colegas, seja da internet, eram sempre positivas. Acho que as pessoas “compraram a ideia”. Quanto à audiência realmente não sei te dizer, não sei qual era a expectativa exata.

Vai ter mesmo segunda temporada? O que você pode contar a respeito?
Já estamos escrevendo. Fôlego temos, o Brasil não para de nos oferecer material. Agora, se e quando vai rolar, aí já não depende de mim. Sigo fazendo a minha parte. Que é o que mais gosto: contar histórias com humor e crítica. A luta continua.

Veja também
Com superelenco, Filhos da Pátria vê origem da esculhambação geral do país

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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