Blog do Mauricio Stycer

Galvão apresenta sorteio da chave do Brasil como se fosse narração de jogo

Mauricio Stycer

01/12/2017 17h50

Um “vendedor de emoções”, como se define, Galvão Bueno não poderia apresentar o sorteio das chaves da Copa de 2018 como um mero locutor. Ele festejou como se fosse gol o fato de a Espanha não ficar no mesmo grupo do Brasil e incentivou Maradona a sortear com jeito a favor da seleção.

O narrador da Globo acabou sendo a maior atração da transmissão. O evento foi bem mais sóbrio do que o ocorrido há quatro anos, na Costa do Sauípe, na Bahia.

Galvão começou a divertir os espectadores assim que terminou o número musical da russa Alsou. “Guitarra invocada”, elogiou, referindo-se ao português Nuno Bettencourt, que acompanhou a cantora.

O apresentador só ficou em silencio durante a apresentação de um número de dança folclórica russa. Foi a chance para os comentários de seus auxiliares. “A dança é bonita”, observou Casagrande. “Meu joelho tava doendo só de ver”, acrescentou Junior.

Ao ver Maradona, um dos ex-jogadores escolhidos para sortear, Galvão não se conteve e riu da “gravatinha amarela danada” que o argentino usou.

Mas foi ao ser anunciado que a Espanha jogaria no grupo de Portugal, que o narrador festejou como se fosse um gol: “Brasil já se livrou da Espanha”, comemorou. “Capricha aí, Maradona”, pediu, antes de o craque sortear a Suíça para para o grupo do Brasil. Um pouco depois, comemorou outro gol. “Costa Rica… ê, Cafu”.

Esse é Galvão. Não há jogo ruim, evento chato ou programa desinteressante com o narrador no comando.

Este texto foi publicado originalmente no UOL Esporte.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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