Blog do Mauricio Stycer

Futebol no “horário ideal” bate recorde, mas tem menos audiência que novela

Mauricio Stycer

11/10/2017 12h04


Por decisão da Fifa, a Globo se viu obrigada a exibir nesta terça-feira (10) uma partida da seleção brasileira às 20h30 – horário que muitos consideram o mais justo para transmissão de futebol em dia da semana. A emissora, como se sabe, reserva o horário das 21h50, às quartas, para transmissões esportivas.

No ar entre 20h30 e 22h30, o jogo entre Brasil e Chile registrou audiência de 40,4 pontos em São Paulo (40,54 de “bola rolando”, excluindo o início da transmissão). É a maior média dos jogos dessas Eliminatórias. Comparando com outras Eliminatórias, desde 21 de novembro de 2007 (Brasil x Uruguai, que deu 43 pontos) um jogo não registrava média maior ou igual a 41 pontos. Na comparação com a média da faixa nas quatro terças anteriores, foram 3 pontos a mais de audiência (um crescimento de 8%).

Exibida na sequência, uma hora mais tarde do que o habitual, e terminando perto da meia-noite, “A Força do Querer” alcançou audiência superior ao futebol – 42,6 pontos. Na terça-feira anterior, em seu horário normal, a novela registrou média de 45 pontos. Na comparação com as últimas quatro terças-feiras na faixa em que foi exibida, a novela registrou impressionantes 17 pontos a mais de audiência (um aumento de 65%).

O capítulo mostrou a chegada do traficante Rubinho (Emilio Dantas), preso, ao Rio e o seu confronto com a major Jeiza (Paolla Oliveira). E terminou de forma dramática, com uma cena em que Ivan (Carol Duarte) é agredido com violência na rua, depois de esbarrar acidentalmente em um homem.

Não deixa de ser curioso que a trama de Gloria Perez tenha registrado um resultado melhor do que uma partida da seleção brasileira. É verdade que o jogo não significava nada – o Brasil já estava com a sua classificação para a Copa de 2018 em primeiro lugar assegurada antes mesmo de a rodada começar. E a novela está em sua penúltima semana.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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