Blog do Mauricio Stycer

Reality de competição da Band estreia com prova longa e edição monótona

Mauricio Stycer

26/09/2017 01h13


Em busca de alguma atração de peso nas noites de segunda-feira, a Band estreou esta semana um novo formato estrangeiro – a versão de um reality turco de competição chamado “Exathlon”. Atletas, profissionais ou não, vão disputar provas de resistência e agilidade em busca de um prêmio de R$ 300 mil.

Gravado na República Dominicana, e apresentado por um empolgado Luis Ernesto Lacombe, “Exathlon Brasil” conta com 20 participantes. Na estreia, divididos em dois grupos, “Heróis” e “Guerreiros”, eles disputaram uma prova que valia o direito, ao time vencedor, de passar a noite em um alojamento decente, enquanto ao perdedor cabia uma noitada em um acampamento improvisado.

O problema foi a prova, uma espécie de gincana, disputada por dois participantes de cada vez. Vencia o grupo que conseguisse chegar primeiro ao número de dez vitórias. Longa e repetitiva, a prova deu sono – um contrassenso num reality desta natureza. O placar final foi de 10 a 4, ou seja, o espectador teve que assistir a 14 disputas idênticas.

A edição também não facilitou em nada a vida de quem se aventurou na estreia do “Exathlon Brasil”. Em vez de resumir as disputas, mostrou todas na integra e ainda exibiu replays dos melhores momentos.

O que restou de diversão foi ver a empolgação dos participantes, e as edificantes lições extraídas de cada vitória ou derrota. “Quem erra tem a oportunidade de aprender”, ensinou, por exemplo, Scooby, aos derrotados do grupo Heróis. “Sou o que sou pelo que nós somos”, gritaram os integrantes do grupo Guerreiros.

À noite, no acampamento improvisado, o perrengue dos derrotados ficou ainda maior quando eles descobriram um escorpião e uma aranha gigante nas proximidades dos sacos de dormir. Acabou sendo o momento mais emocionante da estreia. O programa tem potencial, mas precisa melhorar bastante ainda.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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