Blog do Mauricio Stycer

Gritos de “gostoso” para Faro e selfies no caixão chocam no adeus a Rezende

Mauricio Stycer

18/09/2017 12h47


Realizado no domingo (17), em plena Assembléia Legislativa de São Paulo, o velório de Marcelo Rezende (1951-2017) atraiu um grande número de fãs. E, como já ocorreu em cerimônias semelhantes que envolviam celebridades, causou espanto a disputa por fotos com figuras públicas que compareceram à cerimônia fúnebre.

Os vídeos disponíveis mostram momentos de histeria de fãs diante da chegada de personalidades que trabalharam com Rezende, como Percival de Souza. O jornalista se assustou ao ser literalmente agarrado ao passar pelo “tapete vermelho” que dava acesso à Assembléia. No caso de Rodrigo Faro, o constrangimento foi ainda maior – o apresentador da Record foi recebido aos gritos de “gostoso”. Já Luiz Bacci ganhou um coro, ritmado, de “lindo, bonito e gostosão”.

Ao ser aberto para o público, o velório também chamou a atenção pelo número de pessoas que, diante do caixão, procuraram fazer fotos com o objetivo de registrar a própria presença no local. Muita gente também fez transmissões “ao vivo” para as redes sociais no momento.

Não duvido do carinho e da tristeza dos fãs de Rezende, mas é estranho, evidentemente, este tipo de comportamento em um velório. Há algo de muito macabro em selfies com o corpo do apresentador ao fundo.

O que ocorreu neste domingo está longe de ser novidade. No final de 2016, a atriz Maisa Silva usou seu Twitter para reclamar de fãs que pediram para tirar fotos com ela durante o velório de sua bisavó. “A todos que pediram fotos durante o velório… espero que entendam o meu ‘não’ como resposta, acho desrespeitoso tirar fotos de luto”.

Mesmo em momentos de lazer, esta preocupação excessiva em registrar os acontecimentos com o celular causa estranheza. Numa entrevista a Luciana Gimenez, exibida em março do ano passado, Mick Jagger observou: “Em São Paulo, parece que o público assiste pelo telefone. É a cidade do telefone. Parece um mar de telefones”, disse.

Esse relato contou com informações da repórter Gisele Alquas, que trabalhou na cobertura do velório. O crédito da foto no alto é: Edson Lopes Jr./UOL

Veja também
Velório de Marcelo Rezende tem brinde de familiares e emoção dos fãs
Morre o jornalista Marcelo Rezende aos 65 anos após luta contra o câncer
“Corta pra mim!”: Os bordões mais famosos de Marcelo Rezende
Marcelo Rezende: O repórter investigativo foi maior do que o polêmico apresentador

Siga o blog no Facebook e no Twitter.

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Blog do Maurício Stycer
Topo