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Blog do Mauricio Stycer

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Com Geraldo Luis “sem condições”, Gottino apresenta “Domingo Show”

Mauricio Stycer

17/09/2017 12h11

Muito próximo de Marcelo Rezende (1951-2017), o apresentador Geraldo Luis não apresentou o programa "Domingo Show" um dia depois da morte do colega. Ele foi substituído por Reinaldo Gottino, apresentador do "Balanço Geral". "A direção, junto com o Geraldo, entendeu que ele estava sem condições", explicou.

No estúdio vazio, sem os elementos tradicionais do programa comandado por Geraldo, Gottino repetiu mais de uma vez que o colega estava "sem condições de estar aqui". E acrescentou: "Muito amigo, não. Acho que era o melhor amigo".

Gottino pareceu emocionado ao falar de Rezende e Geraldo. Na véspera, ao comentar a morte do jornalista, Gottino chorou ao vivo na TV. "Gostaríamos que entendessem que é um momento muito difícil para todos nós da TV Record, por se tratar de uma pessoa que conviveu todo esse tempo conosco", justificou.

Ao longo do programa, a Record transmitiu inúmeros flashes, ao vivo, do velório de Rezende, na Assembleia Legislativa, em São Paulo.

Mas, para preencher o tempo, entre uma entrada ao vivo e outra, o "Domingo Show" exibiu velhas reportagens – uma sobre um casal que teve quíntuplos no Nordeste e outra sobre o casamento de um casal de idosos. Gottino não informou, inicialmente, que eram reprises.

Por volta das 13h, quando Geraldo chegou ao velório, o repórter Eduardo Ribeiro informou: "Ao longo da semana, Geraldo se colocou a disposição da direção para apresentar o programa. Mas, surpreendido pela notícia ontem à tarde, se tornou impraticável".

Em depoimento ao repórter da Record presente no velório, Geraldo se disse impressionado com a "grandeza espiritual" de Rezende: "Ele foi sereno, mas foi brigando, brigando com ele, brigando com o câncer. Esse homem me ensinou que não há doença que pode calar a fé", disse Geraldo, emocionado.

Durante esta última semana, na ausência de Luiz Bacci, que vinha substituindo Marcelo Rezende, Gottino fez jornada dupla e apresentou o "Cidade Alerta" além do "Balanço Geral".

Programa bate recorde de audiência

O "Domingo Show" especial, dedicado a Marcelo Rezende, registrou a melhor audiência da história do programa, em São Paulo. Dados prévios do Ibope indicam que, entre 11h e 15h30, horário em que o programa foi ao ar, a Record alcançou média de 15,7 pontos, com pico de 19,4. Esse resultado deixou a emissora em primeiro lugar, à frente da Globo (10,4) e SBT (4,4).

Esses números podem sofrer alteração na segunda-feira (18) pela manhã, quando o Ibope divulgar os dados consolidados. A maior audiência do programa até então havia ocorrido na estreia, em abril de 2014: 12,3 pontos.

Em novembro de 2014, exibindo uma homenagem a Rezende, que fazia 63 anos, o "Domingo Show" registrou média de 9,8 pontos. Dois anos depois, em outubro de 2016, com a reportagem sobre a infância do jornalista, reprisada neste domingo (17), o programa de Geraldo Luis marcou 8 pontos.

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.