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Em reality, jovens ricos do Leblon são mais naturais do que Mulheres Ricas

Mauricio Stycer

20/07/2017 05h01


No ar desde 2007, "Keeping Up with the Kardashians" mostrou que a vida dos ricos, mesmo quando não muito famosos, exerce enorme fascínio. O programa já mereceu 13 temporadas no canal pago E! e deu origem a todo tipo de imitações e variações em torno do tema.

Produção nacional do próprio E!, "Alto Leblon" é mais um reality a surfar nesta onda. Gravado no final de 2016, estreou finalmente nesta quarta-feira (19), mostrando o cotidiano de cinco ricos da zona sul do Rio, todos com menos de 30 anos, e classificados como "influenciadores digitais".

Como lembra quem assistiu "Mulheres Ricas", "Alto Leblon" não é o primeiro programa deste tipo com personagens brasileiros. Mas o reality do E! passou a impressão de ser bem menos artificial e "fake" do que aquele exibido pela Band em duas temporadas, em 2012 e 13.

Se "Mulheres Ricas" foi protagonizado por mulheres barulhentas, fãs da exibição de riqueza, como Val "hello!" Marchiori e Narcisa "ai que loucura!" Tamborindeguy, "Alto Leblon" parece ter privilegiado na seleção ricos um pouco menos adeptos da ostentação.

Dandynha Barbosa, Danyel Marinho, Lu D'Angelo, Taci Favato e Bruno Maffei adoram se expor nas redes sociais e aparentam estar bem felizes de se exibir na televisão, mas não são do tipo que precisam posar com uma taça de champanhe à mão para se sentirem ricos (veja mais sobre eles aqui).

Falam coisas engraçadas e absurdas, claro. Afinal, é para isso que estão na TV. Como Lu, que se autodefine como "digital influencier" e explica que está "transformando essa pegada de moda em business junto com o meu life style".

Todos enfrentam algum drama. O de Taci Favato, atriz e advogada, é ter torcido o tornozelo depois de descer do avião e subir no ônibus que a levou para a área de embarque. Coitada.

Já Dani, recém-separado da namorada, está sozinho. "Com o radar inteiramente ligado. Solteiro é uma coisa, sozinho é outra. Fiquei muito tempo namorando. Então, eu tô me readaptando ao jogo."

Lu, por sua vez, sofre com a dificuldade de ter um namoro à distância, com um rapaz que mora no exterior. "Eu achei que não fosse conseguir mais ir pra Nova York".

Bruno Maffei foi quem mais se expôs na estreia. Ele mostrou não apenas o namorado, Wagner, como uma crise no relacionamento, com direito a várias DRs.

Dandynha, dona do melhor nome, é neta de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Ela foi a única que não exibiu qualquer problema maior no primeiro episódio.

Não recomendado para menores de 12 anos por conter "linguagem imprópria e alguma tensão", como informa o E!, "Alto Leblon" é entretenimento absolutamente descartável, mas não incômodo, como "Mulheres Ricas".

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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