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Blog do Mauricio Stycer

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Gostou do filme “Sob Pressão”? A série é melhor

Mauricio Stycer

11/07/2017 17h22


A Globo exibiu nesta segunda-feira (10) o filme "Sob Pressão", de Andrucha Waddington, lançado em 2016. A audiência da Tela Quente foi dentro da média, em São Paulo – 20,6 pontos. No Twitter, observei que a história causou boa impressão.

A exibição faz parte da estratégia de lançamento da série "Sob Pressão", que irá ao ar às terças-feiras, depois de "A Força do Querer", a partir do próximo dia 25.

A série, cujo primeiro episódio eu já assisti, tem algumas diferenças importantes em relação ao filme. Trata-se de uma coprodução entre a Globo e a Conspiração.

Ambos são inspirados na mesma fonte, o livo "Sob Pressão – A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro", do médico Márcio Maranhão, que também atua como consultor.

O diretor é o mesmo Andrucha, mas os roteiristas do filme, todos da Conspiração, foram substituídos na série por uma equipe da Globo, comandados por Jorge Furtado.

Uma diferença fundamental é quanto ao ambiente do hospital, onde as histórias se passam. No filme, o hospital está quase sempre vazio e não transparece o clima de emergência que a história quer contar. Na série, ao contrário, o hospital vive lotado e parece ligado em 220 volts o tempo todo.

Os dois protagonistas da história, os médicos Evandro e Carolina, são vividos pelos mesmos atores, Julio Andrade e Marjorie Estiano. Mas na série, diferentemente do que ocorre no filme, o espectador vai conhecer histórias da vida privada de ambos, que se cruzam.

Outros atores com papéis importantes no filme, como Ícaro Silva, que faz um cirurgião, e Andrea Beltrão, administradora do hospital, não estão na série. O diretor da instituição, vivido por Stepan Nercessian, se mantém.

Além do ritmo mais intenso e de prometer desenvolver melhor as histórias, a série também acrescenta humor ao drama médico, o que falta ao filme, oferecendo algum alívio em meio a cenas muito fortes.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.