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JN investe no marketing da novidade e muda novamente para continuar igual

Mauricio Stycer

19/06/2017 21h46


Apenas dois anos depois de reformar o cenário, abrindo espaço para os apresentadores passearem pelo estúdio, o "Jornal Nacional" mudou novamente a sua cara. Precedido de grande promoção, a estreia do novo JN, na noite de segunda (19), chamou a atenção por detalhes estéticos – nova trilha sonora, nova cenografia e impressionantes efeitos de luz.

Nos dias que antecederam a estreia, William Bonner e Renata Vasconcellos protagonizaram uma chamada de 30 segundos que fazia várias promessas. Em um jogral a duas vozes, eles repetiram a palavra "novo" (ou "nova") cinco vezes.

WB: O Jornal Nacional de segunda vai inaugurar uma fase nova.
RV: Um cenário completamente novo para tornar ainda mais informativa a experiência de assistir ao JN.
WB: Com a tecnologia a serviço da notícia, sempre.
RV: Ele foi montado numa redação de jornalismo totalmente nova, que reúne num só lugar jornalistas de TV e de internet. E isso só foi possível porque ela foi construída num prédio completamente novo.
WB: Segunda você é nosso convidado para conhecer a casa nova do JN.

Em apenas uma das seis frases ditas pela dupla não consta o termo tantas vezes repetido – ao falar que a parafernália tecnológica será usada "a serviço da notícia, sempre".

Não foi possível entender, porém, como a holografia ou o movimento do logo do JN ao fundo do cenário podem estar a serviço da notícia.

Tirando os efeitos, o telejornal desta segunda-feira pareceu como de sempre. Não foi possível ver nenhuma vantagem pela junção das redações de TV e de internet. Nem qualquer reportagem diferente, fruto das novidades prometidas.

A inauguração do novo cenário, em novas instalações, mereceu um bloco inteiro do JN. O público assistiu a trechos da cerimônia, que contou com a participação dos jornalistas da casa e a cúpula da Globo.

Em discursos, o diretor-geral, Carlos Henrique Schroeder, e o presidente do grupo, Roberto Irineu Marinho, reafirmaram o compromisso da emissora com jornalismo de qualidade. "É significativo que no auge de um período crítico da vida nacional estejamos inaugurando um moderno estúdio de jornalismo da Globo", disse Marinho.

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Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.