Blog do Mauricio Stycer

Lições de Hebe para Xuxa, Patrícia Abravanel e Sophia Abrahão, entre outras

Mauricio Stycer

09/05/2017 05h01


Por razões óbvias, “Hebe – A Biografia” é leitura recomendada para muita gente que trabalha em televisão. Não que a Hebe Camargo (1929-2012) possa ser imitada, mas algumas características suas, citadas em depoimentos colhidos por Artur Xexeo, ajudam a explicar o sucesso que a apresentadora alcançou em sua longa carreira.

O diretor Nilton Travesso, por exemplo, fala da “intimidade entre apresentadora e público”, uma novidade que Hebe trouxe para a televisão no programa que apresentou na Record a partir de 1966.

Manoel Carlos, produtor desta mesma atração, observa: “Generosa, carinhosa, ela entrevistava todo mundo como se fosse no mesmo nível. Ela não valorizava a ficha da produção. Ela era Hebe, ela era mais importante”.

Hebe sempre disse que preferia apresentar ao vivo. No SBT, na década de 90, foi obrigada por Silvio Santos a gravar previamente alguns programas, depois de causar problemas ao patrão em edições ao vivo. “Gosto mesmo é do imprevisível, do inesperado e das surpresas que fatalmente acontecem nos programas ao vivo”, dizia.

Ariel Jacobowitz, último diretor de Hebe no SBT, lembra que a apresentadora sempre rejeitou o ponto eletrônico. E quando precisava ler algo que foi escrito para ela, “interpretava” o texto, levando o espectador a crer que ela não estava lendo, além de incluir improvisos.

“Ela tinha uma coisa que eu tento buscar: naturalidade”, ensina Serginho Groisman. “Quando precisava se dirigir aos espectadores que estavam em casa, ela olhava para a câmera. Quando entrevistava, ela olhava para você. Ela sempre teve essa naturalidade, e você ficava à vontade”.

Entendeu Xuxa? Entendeu Patrícia Abravanel? Entendeu Sophia Abrahão?

“Hebe, a Biografia” será lançado no dia 10, na Livraria da Travessa do Leblon, no Rio, e no dia 11 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Veja também
10 coisas que talvez você não saiba ou se esqueceu sobre Hebe Camargo

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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