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Crítica de apresentadora a “machismo” de DJ conta com apoio do canal Bis

Mauricio Stycer

27/03/2017 05h01

Um dos momentos mais marcantes do Lollapalooza ocorreu longe dos palcos armados no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Só quem estava em casa, diante da TV, vendo a transmissão do canal Bis, testemunhou o desabafo de dois minutos da apresentadora Titi Muller contra o DJ israelense Asaf Borgore, uma das atrações do festival (veja no vídeo acima).

"O Borgore é um dos produtores mais polêmicos da atualidade. Ele nasceu em Israel e foi alçado à fama por vários hits e remixes de sucesso. Mas o lance é que as letras compostas por ele, extremamente machistas, misóginas e babacas foram ganhando visibilidade e, obviamente, muitas críticas"

Titi disse ainda: "Apesar de compor letras do tipo: 'Aja como vadia / mas antes lave a louça'… Eu nem sei como interpretar, ele disse que era só um personagem. Querido, na próxima encarnação invente um personagem melhor." E completou: "Eu gostaria de falar que machistas não vão passar nesse canal…"

Ainda que tenha desagradado aos fãs do músico, o comentário da apresentadora teve boa repercussão entre outros espectadores. Procurado pelo blog, o Bis não endossou a opinião de Titi Muller, mas a defendeu: "Nossos apresentadores têm liberdade de expressão e opinião". Com programação inteiramente musical, o Bis é um canal do grupo Globosat.

No Twitter, Titi fez um comentário irônico: "E falei foi pouco". E reproduziu um meme antigo, adaptado para a situação de domingo, que diz: "Você não fez mais do que a sua obrigação".

Ex-VJ da MTV, Titi Muller está no Multishow desde 2013, quando foi uma das apresentadoras da transmissão do Rock in Rio. Naquela ocasião, elogiei o seu jeito debochado e o seu humor politicamente incorreto.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.