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É ruim, mas é bom: 4 motivos por que “A Lei do Amor” bateu recorde no Ibope

Mauricio Stycer

27/01/2017 13h48

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Foi preciso esperar até o capítulo 100 para, finalmente, "A Lei do Amor" conseguir superar a audiência de 30,6 pontos alcançada na estreia, em 3 de outubro de 2016. Com a prisão de Ciro (Thiago Lacerda), a novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari registrou média de 31,4 pontos em São Paulo nesta quinta-feira (26).

Com audiência mediana nos seus primeiros três meses, "A Lei do Amor" passou por uma série de mudanças, algumas radicais, em busca de um diálogo maior com o público. A novela continua ruim, confusa e com uma história pobre, mas está festejando a sonhada recuperação. O recorde desta quinta-feira é resultado de quatro razões principais.

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A derrocada de Magnólia: A grande vilã da novela, interpretada por Vera Holtz, esbanjou hipocrisia ao longo dos primeiros 99 capítulos. Além de manter um caso de 20 anos com o genro, manipulou o outro vilão da novela, Tião, matou ou mandou matar vários de seus desafetos, incluindo o marido, mas nunca perdeu a pose de devota a Deus. O público ansiava por sua queda, que finalmente está ocorrendo.

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Fim da linha para Ciro: Amante de Magnólia, o personagem de Thiago Lacerda foi capacho da vilã em toda a história. Sem dó, tinha prazer em humilhar e agredir a própria mulher. Escondia de todos a mãe, cega. Boicotava o trabalho na tecelagem. A virada do personagem ocorre após ele descobrir que Magnólia matou Beth (Regiane Alves), por quem estava apaixonado. É um bom candidato a redenção, o que muitos espectadores sempre esperam.

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A volta de Isabela: A personagem de Alice Wegmann desapareceu da novela por quase dois meses. Ao longo deste período, o seu grande amor Tiago (Humberto Carrão) retomou o namoro com Letícia (Isabella Santoni). Na pele da massagista Marina, Isabela voltou para se vingar de todos. Os seus planos ainda são um mistério, mas o vilão Tião (José Mayer) está atrás dela. Um atrativo para os próximos capítulos é o fato que Tiago ainda não a reencontrou. Esta trama não é original, mas tem bom apelo.

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Foco retomado: O sumiço, a morte ou o esquecimento de um grande número de personagens ajudou "A Lei do Amor". A novela começou com excesso de gente em papéis secundários, o que dificultava, para muitos, a compreensão. Várias tramas curiosas foram implodidas, toda a história de fundo político, como a do senador Venturini (imagem), perdeu sentido, mas a novela ganhou foco, o que pode estar ajudando em matéria de audiência.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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