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Blog do Mauricio Stycer

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"O que fizeram com Dilma é a definição de um golpe", diz Oliver Stone

Mauricio Stycer

12/11/2016 14h14

Em visita a São Paulo, para promover o lançamento de "Snowden – Herói ou Traidor", o cineasta Oliver Stone comentou o processo de impeachment que levou ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. "É, verdadeiramente, a definição de um golpe de Estado. E os Estados Unidos apoiaram. Eles reconheceram o novo governo imediatamente", disse ele, em entrevista exclusiva ao UOL.

O filme, que estreia nesta quinta-feira (10) nos cinemas brasileiros, conta a história de Edward Snowden (Joseph Gordon-Levitt), o servidor da NSA (Agência de Segurança Nacional) dos EUA que decidiu, em 2013, deixar o serviço e revelar a extensão do programa de vigilância do governo aos jornalistas Glenn Greenwald (Zachary Quinto) e Ewen MacAskill (Tom Wilkinson), além da cineasta Laura Poitras (Melissa Leo).

Os vazamentos mostraram que a NSA não estava apenas rastreando terroristas, mas vigiando líderes mundiais, como a então presidente Dilma, e grandes corporações, como a Petrobras.

Na entrevista ao UOL, concedida em um hotel em São Paulo na última segunda-feira (7), Stone fala sobre as dificuldades para realizar o filme, sem apoio de nenhuma grande empresa norte-americana, bem como sobre a importância do trabalho de Snowden.

O diretor de filmes como "Wall Street" (1987), "JFK – A Pergunta que Não Quer Calar" (1991) e "Platoon" (1986) é conhecido pelo seu engajamento político. Admirador de líderes políticos de esquerda na América Latina, como Fidel Castro, Chávez e Lula, Stone retratou as mudanças ocorridas nestes países nos filmes "South of the Border" (2009) e "Mi Amigo Hugo" (2014).

Publicado originalmente no UOL Cinema.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.