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Mauricio Stycer

Quem sabe faz ao vivo: Faustão ofende parceiro da Globo e depois se corrige

Mauricio Stycer

17/07/2016 23h25

faustaocob"Aqui é programa ao vivo. Não escondo nada", avisou Faustão a certa altura deste domingo (17), em meio a um dos programas mais tumultuados que apresentou nos últimos tempos. A confusão começou no primeiro minuto e foi até o fim da atração.

O ginasta Diego Hypolito, anunciado para participar do quadro "Ding Dong", não entrou em cena, depois de receber um telefonema nos bastidores momentos antes do início do programa.

A primeira informação que Faustão recebeu a respeito o levou a dizer que um "dirigente imbecil" do Comitê Olímpico do Brasil proibiu o ginasta de participar do programa. A Globo, como se sabe, é parceira do COB em várias iniciativas.

"Só dirigente brasileiro toma decisão imbecil assim. A sociedade brasileira aguarda uma explicação de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB. Aí é aquele negócio: tá com a injeção na mão, não aparece a bunda".

Num segundo momento, Faustão recebeu no palco a produtora Natalia Daumas, que disse: "Ele recebeu esse telefonema, parece que foi do Comitê Olímpico, porque ele não dizia quem foi, e ficou supernervoso". Faustão então disse: "Para você saber como é esta questão de dirigente esportivo, essa bagunça… O chefe do COB, Carlos Arthur Nuzman, informou que ele não tem nada a ver com isso."

Num terceiro momento, o apresentador voltou ao assunto para ler uma nota de Carlos Arthur Nuzman, "uma pessoa por quem tenho o maior respeito, o maior carinho". Segundo Nuzman, a decisão de proibir a participação de Hypolito foi de seu técnico, Marcos Goto, preocupado em não tirá-lo do foco às vésperas dos Jogos Olímpicos. Segundo o presidente do COB, o atleta não pediu autorização ao técnico para ir ao Faustão.

Entre uma e outra de suas explicações, Faustão deixou no ar um comentário enigmático:"Tem muita lentilha querendo ser feijão". O que estaria querendo dizer?

A natureza de um programa ao vivo proporciona incidentes deste tipo, mas Faustão, depois de tantos anos, deveria ter aprendido a ter um pouco mais de cautela. Não que o COB não mereça críticas, mas neste episódio, tudo indica, o apresentador da Globo foi precipitado e queimou a língua.

Se há algo a se elogiar na confusão causada pela ausência de Diego Hypolito foi a transparência de Faustão e da Globo. Além de ter atualizado os espectadores no ar, a emissora colocou imediatamente em seu site três vídeos que mostram o desempenho titubeante do apresentador.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

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Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.