Blog do Mauricio Stycer

Top 10: os bons programas e os melhores momentos da TV em 2015

Mauricio Stycer

28/12/2015 05h01

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Esta lista, minha última em 2015, apresenta os quatro programas que mais gostei no ano. Como só levei em consideração as estreias, algumas boas atrações, como a segunda temporada de “Tá no Ar”, ficaram de fora. Decidi, também, incluir apenas uma novela. Por este motivo ficaram de fora “Além do Tempo” (a primeira fase) e “Verdades Secretas”. Na segunda parte da lista, menciono seis grandes momentos da TV – decisões, frases, cenas e piadas muito boas. Como toda relação deste tipo, a minha é muito pessoal e, por isso, os leitores estão convidados a comentarem, criticarem e apresentarem as suas sugestões.

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Os Experientes: Em quatro episódios, esta série que a Globo deixou na gaveta por mais de um ano e lançou no pior horário (às sextas, depois do “Globo Repórter”), foi um dos melhores programas que vi na TV aberta este ano. Com um timaço de atores veteranos, contou histórias comoventes, com pitadas de humor, ironia e drama. Dirigido por Fernando Meirelles e seu filho Quico, com roteiro de Antônio Prata e Marcio Alemão delgado, a série merece uma segunda temporada.

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Sete Vidas: Em meio a novelas que tem provocado indiferença ou rejeição, a trama de Licia Manzo agradou e cativou um público fiel do principio ao fim. Estruturada basicamente em forma de debates — de ideias, sentimentos, posições –, como se os personagens estivessem o tempo todo em uma sessão de terapia, a novela mostrou conflitos que surgem em função dos novos arranjos familiares. Sem grandes vilões, um elenco afiado (com ótima participação de Regina Duarte), curta duração (cerca de 100 capítulos), deixou um gosto de “quero mais”.

luckyladies
Luck Ladies Brasil: O melhor reality do ano foi exibido no canal pago Fox Life, mas caberia perfeitamente na TV aberta. Cinco cantoras de funk do Rio foram confinadas em uma cobertura em Copacabana e, orientadas por Tati Quebra-Barraco, se prepararam para um show. Em 12 episódios, sem prêmio em dinheiro nem eliminações, o programa mostrou as histórias – emocionantes – das cantoras e a rotina delas durante os ensaios e o treinamento.


Zorra: Depois de 15 anos no ar, o “Zorra Total” foi substituído por um humorístico completamente diferente, sem claque, bordões e apelações, mas com parte do nome antigo. Seja tratando de temas prosaicos do cotidiano, seja colocando o dedo em questões polêmicas, como corrupção, homofobia e outros preconceitos, o novo programa arejou o humor da Globo. O elenco mesclou, com sucesso, talentos veteranos a novos nomes.

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O horário de Os Dez Mandamentos : A melhor ideia que a Record teve em 2015 foi estabelecer a faixa das 20h30 como horário de sua novela. Creio que, além das suas qualidades, “Os Dez Mandamentos” fez muito sucesso também por bater de frente com o “Jornal Nacional” e não com o folhetim da concorrente. Curiosamente, Band (com novelas turcas) e SBT (com tramas infantis) também adotaram a faixa das 20h30, um horário que a própria Globo havia usado por décadas para exibir a sua principal novela.


Zumbis no SBT: No ano em que exibiu “A Usurpadora” pela sexta vez, a emissora de Silvio Santos fez poucos investimentos em novidades. Uma das principais atrações de 2015 foi a exibição de uma “superprodução”, promovida como “a primeira pegadinha de terror realizada em um vagão de metrô no mundo”. Com 70 figurantes fantasiados como zumbis, gravada no metrô de Fortaleza, a ação teve o mérito de se assumir como entretenimento puro, sem qualquer preocupação de parecer real – um filme de terror, praticamente.


O adeus de Rafinha Bastos: O humorista conseguiu tratar com bom humor o súbito e mal explicado cancelamento do programa que comanda. Um dia depois de a Band anunciar o fim do “Agora É Tarde”, por contenção de despesas, Rafinha escalou o pai na abertura do talk show. Foi um número cômico, com muita auto-ironia, da melhor qualidade. Desconfortável com as piadas, a emissora acabou antecipando ainda mais o fim da atração.

xuxa
Xuxa na Record: Pensando nas principais contratações feitas pela Record nos últimos dez anos, o acerto com Xuxa foi, de longe, o mais importante. A emissora contratou vários artistas e jornalistas da Globo nesta última década, mas nenhum com o peso da rainha dos baixinhos – um ícone da TV brasileira. Em fevereiro, quando o contrato foi anunciado, escrevi: “A nova contratação vai dar certo? Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Há vários aspectos a considerar e outros a imaginar. Prefiro não palpitar por ora.” Dez meses depois, é possível dizer que Xuxa não acertou o tom de seu programa em 2015.


Silvio Santos na Globo: Alvo de inúmeras homenagens em 2015, quando completou 85 anos, o dono do SBT brilhou na Globo também. Wellington Muniz, o Ceará, apresentou no “Tomara que Caia” a imitação mais famosa que já criou. Não bastasse a surpresa de ver o seu Silvio Santos na Globo, o número foi ao ar enquanto o original apresentava o seu programa no SBT. Detalhe: Silvio Santos teve mais audiência que Ceará.


O voto de Rebeca: O momento de indicar alguém para o paredão (“BBB”) ou para a roça (“Fazenda”) é sempre constrangedor. Obrigados a justificar seus votos, os candidatos costumam recorrer a desculpas indolores, como “falta de afinidade” ou “estratégia de jogo”. Muito raramente, alguém é sincero e diz realmente a razão pela qual deseja ver o colega eliminado do programa. Ao mandar a cantora Mara Maravilha para a roça da “Fazenda”, a ex-nadadora Rebeca Gusmão apresentou uma justificativa que já entrou para a antologia das mais curiosas de todos os tempos: a cantora fez xixi na piscina.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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