PUBLICIDADE
Topo

Dedé Santana relembra humor politicamente incorreto e pede trabalho na TV

Mauricio Stycer

27/10/2015 12h51

dedesantanajosoares
Aos 79 anos, Dedé Santana segue na batalha para se manter em atividade. Sem oportunidades na TV aberta, o comediante fez recentemente uma participação especial na série "Partiu Shopping", protagonizada por Tom Cavalcante no Multishow. E vai estrear em uma nova encenação da peça "A Última Vida de um Gato", de Alexandre Ribondi, em Florianópolis.

Em entrevista ao "Programa do Jô" nesta segunda-feira (26), Dedé praticamente pediu emprego ao apresentador: "E na televisão seu amigo está ao dispor aí. Estou parado", lamentou. "Tá parado? O que a gente não entende. Porque talento não tem idade nem prazo de validade", respondeu Jô.

Dedé relembrou os tempos de humor politicamente incorreto dos Trapalhões ao contar uma história vivida pelo grupo em Luanda (Angola). Assustados com a presença, segundo ele, de cerca de 60 mil pessoas para inauguração da Praça dos Trapalhões, Renato Aragão gritou: "Pinta o Mussum de branco para a gente não perder ele".

Como em outras ocasiões, Dedé voltou a minimizar o seu lugar nos Trapalhões. "Nunca me senti um dos Trapalhões, sempre me senti um fã do Mussum, Zacarias e Didi"". E acrescentou: "Na verdade, sou ajudante de palhaço. As pessoas dizem: 'O Dedé era o único que não era engraçado no grupo'. Eu não estava ali para isso. Você trabalhou com bons 'escadas' e sabe como é isso. Eu estava ali para preparar a piada, não para fazer a graça."

O blog está no Twitter e no Facebook.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.