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Mais pai do que apresentador, Silvio usa Teleton para promover Patricia

Mauricio Stycer

25/10/2015 16h25

TeletonFamiliaAbravanel3De todas as filhas de Silvio Santos, Patricia Abravanel é, claramente, a que se sente mais à vontade diante das câmeras. Isso explica o espaço que a apresentadora está conquistando dentro do SBT.

Patricia hoje não apenas tem um programa para chamar de seu, "Máquina da Fama", como também participa todo domingo do popular "Jogo dos pontinhos", dentro do "Programa Silvio Santos", e ainda ajuda o pai no institucional "Roda Roda Jequiti".

O exagero da presença de Patricia ficou explícito na noite de sábado, no encerramento do Teleton 2015. Ela dividiu o palco com o pai, a irmã Silvia e o sobrinho Tiago.

Silvia falou brevemente sobre a filha especial. Tiago, como sempre, cantou velhos números de Tim Maia. E, sem outras opções, depois que dispensou as demais atrações musicais, o dono do SBT se limitou, por um longo tempo, a exibir reprises de apresentações de Patricia no "Máquina da Fama" – "o mais bonito programa do SBT, na minha opinião", segundo Silvio.

Como escreveu Eder José Miola, fã de Silvio Santos e espectador do Teleton desde a primeira edição, há 18 anos: "Ficou numa enrolação sem graça e enfadonha. Como telespectador, achei muito chata aquela apresentação do Tiago e da Patricia. Aqueles quadros do 'Maquina da Fama' eu já vi aquilo. Quem é espectador do SBT, já assistiu e, sério, foi muita forçação de barra, tipo o pai mostrando 'olha como a minha filha tem talento!!'. Mas repetido à exaustão, pior ainda!!!"

Tive esta mesma impressão. Quem estava no palco do Teleton não era o apresentador Silvio Santos, nem mesmo o empresário Silvio Santos. Mas o pai da Patricia, fazendo de tudo e mais um pouco para promover a filha e o programa que ela apresenta. Não combinou com o caráter beneficente da noite.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

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