PUBLICIDADE
Topo

“Além do Tempo” entregou tudo que prometeu na primeira fase

Mauricio Stycer

21/10/2015 20h48

alemdotempofimprimeirafaseFolhetim clássico, "Além do Tempo" envolveu o espectador com uma história de amor impossível muito bem urdida por Elizabeth Jihn. A novela teve ótimos vilões, boas tramas paralelas, um elenco muito bem dirigido e produção excelente.

Houve, como observou Nilson Xavier em seu blog, alguma enrolação – foram 87 capítulos (contra os 70 programados inicialmente), mas nada que tenha atrapalhado muito o andamento da história.

Na reta final, três sequências, em particular, mostraram a habilidade da autora de lidar com a expectativa e a fantasia do público. Em uma deles, Felipe (Rafael Cardoso) finalmente descobre os ardis de Melisa (Paolla Oliveira), a abandona no altar e resgata a heroína Lívia (Alinne Moraes) montado a cavalo.

Em outra, a condessa Vitória (Irene Ravache) atira no próprio filho Bernardo (Felipe Camargo) por acidente, descobre que sua antagonista, Emilia (Ana Beatriz Nogueira), ainda está viva e que sua criada, Lívia, é na verdade sua neta.

No último capítulo, exibido nesta quarta-feira (21), a vilã Melissa se une a Pedro (Emilio Dantas) para tentar atrapalhar a felicidade do casal de mocinhos e tudo termina em tragédia. Pedro mata Melissa depois que ela empurra Livia do alto de uma montanha. E desfere um golpe de florete em Felipe, quando o mocinho tentava salvar Livia, matando os dois.

Exageros? Sim. Mas era isso que o público queria – e foi isso que Elizabeth Jihn entregou. Vamos agora para a segunda fase.

Veja também
Após desfecho trágico, mocinhos ganham segunda chance em "Além do Tempo"
Desafio de "Além do Tempo" é manter a audiência com a história da nova fase

O blog está no Twitter e no Facebook.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.