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“Mulheres Ricas” foi um programa “mentiroso”, diz Carlos Alberto de Nóbrega

Mauricio Stycer

20/10/2015 05h01

superpoplucianacarlosalbertoExibido em 2012 e 2013 na Band, o reality "Mulheres Ricas" chamou a atenção pelo comportamento espalhafatoso de Val Marchiori e Narcisa Tamborindeguy, bem como pela tentativa de convencer o público que algumas participantes eram muito mais bem-sucedidas do que constava no saldo bancário delas.

Mais de uma vez escrevi a respeito, sempre reclamando do fato de o programa ser "tão autêntico quanto uma nota de três reais", mostrando "mulheres em busca de holofotes, falando e fazendo o que a produção determina".

Nesta segunda-feira (19), na estreia do novo cenário do "Superpop", na RedeTV!, Carlos Alberto de Nóbrega tratou deste mesmo assunto, mas de forma explícita: "É um programa mentiroso, ruim, mostrando uma riqueza que elas não tinham".

mulheresricasband2013Com quase 60 anos de carreira, Nóbrega é um artista consagrado e respeitado no meio. O seu comentário sobre o "Mulheres Ricas" é feito com conhecimento de causa. Como se sabe, sua mulher, Andréa, participou da segunda temporada do reality, o que o desagradou bastante na época. "Fiquei bravo. Xinguei muito a senhora mãe dela. Cortei a pensão", contou a Luciana Gimenez.

Com microfone e vestido dourados, Luciana parecia feliz com os dois grandes sofás, a mesa de centro e o grande palco do novo cenário do "Superpop" – maior, acho, que o dado a Hebe Camargo. O desafio da apresentadora, agora, é renovar a pauta, levantar bons assuntos e levar gente interessante para sentar nos sofás.

Procurada para comentar as declarações de Nóbrega, a Band não se manifestou. No vídeo abaixo, o trecho da entrevista em que ele fala do "Mulheres Ricas":

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.