Blog do Mauricio Stycer

Com atraso, Xuxa descobre que rir de si mesma é bom para a imagem

Mauricio Stycer

25/08/2015 00h13

xuxahater
Ao longo de 32 anos de carreira, Xuxa Meneghel sempre zelou com mão pesada por sua imagem. O caso mais conhecido é o esforço que fez para a proibição de reapresentações do filme “Amor, Estranho Amor”, de Walter Hugo Khouri, no qual interpreta uma mulher que seduz uma criança.

A apresentadora já processou inúmeros veículos, incluindo a Record, por uso indevido de fotografias, além de ter tentado tirar do Google referências ao seu nome associadas a sexo e pedofilia.

Em 2009, irritada com piadas que ouviu sobre sua filha no Twitter, retirou-se da rede social com uma frase célebre: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”.

Por tudo isso, e mais um pouco, é surpreendente o esforço que Xuxa está fazendo para se mostrar uma pessoa que sabe rir de si mesma. “Pode tirar sarro que eu adoro”, avisou a apresentadora nesta segunda-feira (24), no segundo episódio de seu programa na Record.

Na estreia, Xuxa riu de uma piada que durava mais de 30 anos, quando deu bronca em uma criança no programa que apresentava na Rede Manchete. “Aham, senta lá, Claudia”, disse a então jovem apresentadora à menina. Claudia, na verdade, se chama Erica e falou do caso no auditório.

Nesta segunda-feira, Xuxa começou a atração mostrando o vídeo caseiro de uma mulher, chamada Vânia, falando bem mal dela e do programa. Em seguida, já com Vânia sentada no auditório (imagem no alto), conversou com ela e, ao final, a premiou com um cheque de R$ 10 mil. “Eu vou para o céu ou não vou?”, perguntou.

A conversa com Vânia, aliás, incluiu mais uma menção sobre religião, tema que teria sido proibido pela Record, segundo disse em entrevista. “Virou crente”, disse a mulher no vídeo, enquanto reclamava da apresentadora. “Primeiro, eu quero dizer que não sou crente, sou católica”, disse Xuxa.

XuxaacordandoEm outro momento, também para mostrar que sabe rir de si mesma, exibiu um vídeo em que simulava ser pega de surpresa na cama, acordando.

Mais tranquila do que na estreia, o que era de se esperar, a apresentadora também teve mais sorte com os convidados. Sabrina Sato, sempre engraçada, ainda que já tenha estado em todos os programas da Record, conseguiu fazer Xuxa gargalhar.

Zezé Di Camargo e Luciano, igualmente experientes em situações como esta, se saíram bem como convidados musicais da noite. Já Neymar deu entrevista a Xuxa para falar de seu trabalho beneficente em Santos.

xuxacontodefadasComo prometido, por volta da meia-noite, Xuxa estreou com Sabrina um quadro dedicado a falar de sexo, intitulado. “Conto de Fadas”. “Nossa intenção era colocar um ‘o’, mas não permitiram”, disse a apresentadora, enquanto uma rápida imagem mostrava o jogo de palavras sugerido por ela (ao lado). Assim como a vinheta que rapiramente mudou, a conversa sobre sexo mais prometeu do que cumpriu.

Xuxa encerrou o programa dizendo-se conformada em não conseguir números muito expressivos no Ibope. “Se eu não alcançar os números que muita gente quer que eu alcance, não tem problema, pois eu já alcancei o amor de vocês. É isso que importa”, observou. Também pode melhorar bastante o programa.

Em tempo: O “Programa Xuxa Meneghel” registrou média de 7,2 pontos no Ibope, ficando em situação de empate técnico com o SBT, que marcou 6,9 no horário. Há uma semana, na estreia, a apresentadora da Record obteve 10 pontos.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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