Blog do Mauricio Stycer

Top 10: Os personagens masculinos mais vacilões de “Sete Vidas”

Mauricio Stycer

05/06/2015 15h15

SeteVidasHomensLançada em março, “Sete Vidas”, de Licia Manzo, chama a atenção pela densidade dos diálogos, pela humanidade dos personagens e pela ambição de discutir seriamente alguns temas importantes. Para os seus fãs, a novela das 18h da Globo é a melhor hoje no ar.

Mesmo recorrendo a vários truques e clichês do folhetim, a novela emociona também ao manter um pé no mundo real, expondo dramas facilmente compreensíveis pelo espectador. A grande maioria dos personagens retrata um ambiente de classe média, o que é uma limitação, mas os seus problemas emocionais são frequentemente universais.

A discussão sobre novos arranjos familiares, talvez a questão principal da história, é abordada de forma muito delicada. A trama se desenvolve a partir do momento em que filhos de um mesmo pai biológico, frutos de inseminação artificial, descobrem que são irmãos e estabelecem diferentes relações.

“Sete Vidas” é a segunda novela de Licia Manzo, autora também da ótima “A Vida da Gente”, exibida igualmente no início da noite, entre 2011 e 2012. Assim como ocorreu naquela, esta também é uma história repleta de personagens femininas fortes e homens fracos.

Destinada a um público majoritariamente feminino, “Sete Vidas” não dedica aos personagens masculinos o mesmo cuidado que às mulheres da trama. Há um certo padrão em todos eles – homens indecisos, hesitantes, atormentados, vacilões. Fiz abaixo um Top 10, com a minha descrição destes personagens, do mais ao menos bobo.

SeteVidasPedro11. Pedro (Jayme Matarazzo) – Apaixonado por Julia (Isabelle Drummond), faz tudo errado desde o primeiro capítulo da novela. Indeciso, vacilão, bobo, se atrapalha em todas as situações. Engravidou Tais (Maria Flor) sem nunca contar a ela da antiga paixão. Por muito tempo foi obcecado em descobrir quem era seu pai biológico. Depois que soube que era Miguel (Domingos Montaigner), não consegue perdoá-lo.

setevidasvicente2. Vicente (Ângelo Antonio) – Viúvo, pai de criação de Pedro, tem enorme dificuldade em dizer não a qualquer pessoa. É o gente boa, tolerante, impassível. Por muito tempo se deixou explorar pela mãe, Iara (Walderez de Barros) e pelo irmão Arthurzinho (André Frateschi). Acolheu Ligia (Débora Bloch) quando Miguel sumiu e a perdeu para o rival quando ele voltou.

setevidasmiguel3. Miguel (Domingos Montaigner) – Atormentado por um grave erro que cometeu no passado, o ambientalista faz o tipo misterioso. Indecifrável, errático, egoísta, está sempre sendo paparicado por alguém. Trata mal as mulheres, mas elas o adoram. Pai biológico de seis personagens, não dá a menor bola para nenhum deles e mesmo assim é compreendido por quase todos. Afinal, carrega um grande trauma…

setevidaslauro4. Lauro (Leonardo Medeiros) – Único amigo de Miguel, está sempre ao seu lado, compreensivo e cúmplice. Outro gente boa, tranquilão, ombro amigo. Sua relação com a mulher, Isabel (Mariana Lima), é igualmente legal, em maré mansa. Até que ela se apaixona por outro e ele, finalmente, aceita o convite de uma colega de trabalho para um chope.

setevidasluis5. Luis (Thiago Rodrigues) – Filho de Esther (Regina Duarte), que foi casada com outra mulher, é um sujeito sensato, bem resolvido e educado. Casado com uma megera, Branca (Maria Manoella), é pai exemplar de duas crianças. Irmão da doidinha Laila (Maria Eduarda de Carvalho), nunca levanta a voz, tem explicação para tudo e uma enorme capacidade de compreensão. Depois de muito tempo sofrendo, resolveu se separar. Apaixonado por Isabel, segue fazendo o tipo compreensivo e gente boa.

setevidasarthurzinho6. Arthurzinho (André Frateschi) – Compositor de jazz, faz o gênero “gênio incompreendido”. É um tipo sedutor, que explora a boa vontade e ingenuidade da mãe, Iara, e da namorada, Virgínia (Fernanda Rodrigues). Aparentemente é um espertalhão. Na verdade, é um idiota, sem vontade própria, totalmente dependente das mulheres que o ajudam.

setevidascaio17. Caio (Fernando Alvez Pinto) – O resumo apresentado no site da novela já diz muito sobre o personagem. “Responsável, equilibrado, low-profile. Bem estabelecido profissionalmente, não ambiciona conquistar mais do que possui. Sua prioridade é ter uma família, filhos, um lar.” Casado com Irene (Malu Galli), se separou porque ela priorizava o trabalho e adiava o sonho de um filho. Reapareceu agora, feliz de ver que a ex-mulher mudou, mas continua o mesmo, sorridente e hesitante.

setevidasbernardo8. Bernardo (Ghilherme Lobo) – Como todo adolescente, o filho de Marlene (Cyria Coentro) é confuso e aborrecido. No seu caso, além disso, é totalmente sem iniciativa e dependente das mulheres da trama – a própria mãe, a irmã biológica Laila e a amiga Julia. Parece sempre surpreso ou triste.

setevidaseriberto9. Eriberto (Fabio Hertford) – Outro que o resumo no site da novela já define bem. “Leiloeiro, culto, gentil e refinado, parece o homem perfeito para o trânsito social de Marta (Gisele Fróes). O problema é que ele é uma alma delicada demais para o posto de marido.” Compreensivo, como quase todos os personagens masculinos da novela, parece gostar mais da enteada, Julia, que a própria mãe dela. Há uma sugestão de que ele prefere a companhia do dentista Renan (Fernando Eiras) à de Marta.

setevidasedgard10. Edgard (Fernando Belo) – Estimulado por Marta, fez de tudo para se casar com Julia, apesar dos muitos sinais que a moça não gostava dele. Rico, bem-sucedido, foi sempre muito compreensivo com a namorada e, depois, mulher. Sentia ciúmes de Pedro, mas relevava em nome do objetivo de se casar. Após descobrir que não era irmã de Pedro, Julia obviamente se separou de Edgard, que sumiu da novela.

Concorda com a minha lista? Fique à vontade para discordar e sugerir listas alternativas.

Cenas de “Sete Vidas”

Cenas de “Sete Vidas”

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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