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Blog do Mauricio Stycer

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Sem ideias e desanimado, Gugu revisita quadro da banheira em versão “light”

Mauricio Stycer

29/05/2015 00h30

gugubanheiraoliverEm um programa que tem chamado a atenção pela falta de ideias originais, promover a volta do "quadro da banheira", um clássico dos anos 90, chega a ser coerente. O problema é que o Gugu Liberato de 2015 está longe de ser o mesmo de 1995.

Naquela época o apresentador parecia se divertir, de verdade, com a atração, uma das mais toscas da história da televisão brasileira. Aquele erotismo vespertino, exibido pelo SBT, fazia a alegria de adolescentes e marmanjos.

gugubanheiraPara quem não se lembra, o quadro consistia no duelo entre modelos, de biquíni, ensaboadas, com convidados de Gugu dentro de uma banheira. Várias mulheres, com pouco a perder, como Luiza Ambiel, Nana Gouveia, Mari Alexandre e Solange Gomes, participaram e se consagraram graças ao quadro. Ao mostrar imagens antigas do SBT, a Record recorreu a um pintinho para cobrir partes dos corpos das modelos.

Nesta edição "comemorativa", como disse Gugu, exibida na noite de quinta-feira (29), o primeiro estranhamento ocorreu por conta do visual. As modelos convidadas usavam shorts e não biquínis. Musculosas e fortes, as participantes não lembravam, nem de longe, as modelos de antigamente. O apresentador, igualmente, estava distante, pouco entusiasmado com o circo que foi armado em seu palco.

Em resumo, não deu para entender direito o motivo de revisitar um quadro, como disse corretamente Gugu, que "marcou uma época". A volta da banheira serviu para mostrar apenas que os tempos são outros e um quadro deste, em versão "família", não faz sentido nenhum.


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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.