Blog do Mauricio Stycer

“Babilônia” estreia dando “choques elétricos” no espectador

Mauricio Stycer

16/03/2015 22h55

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Beijo na boca entre duas senhoras, duas cenas de sexo casual, golpe do baú, réveillon em Paris, traição, menina ingênua enganada por homem casado, gravidez indesejada, exploração na fila do transplante, duas chantagens, um atropelamento, um assassinato.

Em outros tempos, estas situações poderiam ocorrer ao longo de uma novela inteira. Nos dias de hoje, em que é preciso dar choques elétricos no espectador a cada minuto, não há tempo para enrolação, ao menos no capítulo de estreia.

“Babilônia” pegou o espectador pelo colarinho e o sacudiu por mais de uma hora com esta saraivada de situações. Foi atordoante. Tudo aconteceu em sequência, com impressionante agilidade. Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga fizeram o possível e o impossível para manter o público de olhos abertos neste primeiro capítulo.

Duas vilãs em estado bruto foram apresentadas e duelaram em cena – Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Idem para a mocinha pobre e ingênua, Regina (Camila Pitanga), que caiu na conversa de um homem casado, Luis (Gabriel Braga Nunes), e engravidou no primeiro encontro.

Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg) se beijaram logo no início do primeiro capítulo, transformando a questão do “beijo gay” em fato consumado. Como em “Vale Tudo”, também de Gilberto Braga, o personagem de Cassio Gabus Mendes, Evandro, caiu na conversa da personagem de Gloria Pires.

A supervilã Beatriz não apenas armou o golpe do baú em poucas cenas, como também matou o motorista do futuro marido, Cristovão (Val Perré), que a estava chantageando, e ainda deu um jeito de culpar Inês, a segunda vilã da história, que também está tentando arrancar dinheiro dela.

É difícil acreditar que “Babilônia” continue por muito tempo neste ritmo. Em todo caso, este capítulo de estreia alimenta a expectativa de uma novela agitada, com personagens fortes e texto esperto. E uma atriz, Gloria Pires, demonstrando estar no seu ápice.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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