Blog do Mauricio Stycer

Diretor do filme “Tim Maia” pediu aos fãs para não verem a série da Globo

Mauricio Stycer

03/01/2015 12h50

Em mensagem publicada no Instagram, o cineasta Mauro Lima, diretor do filme “Tim Maia”, pediu a seus seguidores que não assistissem “Tim Maia – Vale o que vier”, série exibida pela Globo entre quinta (1º) e sexta-feira (02).

“Aos seguidores que não viram ‘Tim Maia’ no cinema sugiro que não assistam essa versão que vai ao ar hoje e amanhã na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei”, escreveu o cineasta.

Como a emissora informou, o programa foi “uma recriação do filme” de Lima. A Globo eliminou cenas, acrescentou outras, incluiu depoimentos de contemporâneos do cantor e ainda gravou imagens nas quais o ator que interpreta Tim Maia narra trechos da própria história

TimRobertoFãs de Tim Maia que viram tanto o filme quanto a série reclamaram muito da forma como foi abordada, na TV, a conturbada amizade do cantor com Roberto Carlos, seu contemporâneo na juventude na Tijuca.

Baseado no livro de Nelson Motta, “Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia”, o filme abraça a versão de que Roberto Carlos deu de ombros e até humilhou o amigo quando ele o procurou no início da carreira. Na TV, uma sequência forte que mostra esta situação foi eliminada e, em seu lugar, entrou um depoimento do cantor dizendo que ajudou, sim, Tim Maia.

Mauro Lima não comentou as alterações feitas pela TV. Irônico, apenas disse que a série é uma versão que não tem relação nenhuma com o seu trabalho. “Seria um ‘director´s non cut’.” E recomendou: “Sugiro esperar sair no Now ou em DVD na sua forma original”.

Atualizado em 5/1: Em depoimento à “Folha”, Mauro Lima explica que não quis “atacar” o trabalho da Globo.

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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