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Blog do Mauricio Stycer

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Aguinaldo Silva lamenta “patacoada” da direção no fim de “Fina Estampa”

Mauricio Stycer

09/03/2014 18h47

finaestampa

Aguinaldo Silva já tinha reclamado, em seu blog, do "descaso" com que "Fina Estampa" (2011-12), sua última novela, foi tratada pela direção na fase final. A trama foi dirigida por Wolf Maia, que também fez um papel na história.

Neste domingo (09), ele foi mais específico e, como todos que assistiram à cena, reclamou da forma como foi mostrado o naufrágio do barco onde estavam a protagonista Teresa Cristina (Christiane Torloni) e Pereirinha (José Mayer) no último capítulo da trama.

O que era para ser uma cena dramática, acabou resultando num pastelão, ou numa "patacoada" (um disparate), como disse a "O Globo":

"O final merecia uma direção mais atenta e cuidadosa. O terço final da novela ficou ao deus-dará. Via coisas que me deixavam arrepiado. Aquela sequência do naufrágio virou patacoada. Era dramática, houve erros clamorosos. Sou a mais gentil das criaturas, mas quando eu digo chega, é chega. Fiquei chateado."

Em outra passagem interessante da entrevista, Aguinaldo diz que a próxima novela das 21h, que já está escrevendo, "Falso Brilhante", será o que chama de "um novelão". O autor diz que está sentindo falta de uma trama assim no horário. E explica por quê:

"As pessoas estão muito preocupadas com temáticas, com merchandising social. Novela é ficção. Novelão é o que se fazia antigamente, aqueles que eletrizavam o país, deixavam as pessoas enlouquecidas. Como 'O Astro' (1977) com o 'quem matou Salomão Hayalla?'. Novela é isso, não é tese sociológica. E nem jornalismo, denúncia. Se você quer reportagem, vá assistir ao 'Globo Repórter'. Folhetim são tramas, histórias. Se não tem isso, fica 'casal gay quer adotar um filho'."

Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.