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Netflix é a grande novidade, mas não surpresa, no Emmy

Mauricio Stycer

18/07/2013 12h53

A principal novidade (mas não surpresa) na lista de indicados ao Emmy é a presença de dois seriados produzidos pela Netflix, o drama político "House of Cards" (com nove indicações) e a comédia "Arrested Development" (três).

Até pouco tempo atrás apenas um serviço de aluguel de filmes e programas de televisão, a empresa está agora investindo em produção própria. Além dos dois programas que emplacou no Emmy, a Netflix lançou este ano o terror "Hemlock Grove" e a comédia "Orange Is the New Black".

Com uma política agressiva, o provedor e produtor online hoje tem 36 milhões de assinantes (29 milhões nos Estados Unidos) e dispõe de US$ 2 bilhões em 2013 para compra de direitos e produção dos próprios programas.

O objetivo da empresa, como disse, no início do ano, o CEO Reed Hastings, é se tornar a HBO antes que a concorrente venha a ser a Netflix ("The goal is to become HBO faster than HBO can become us").

Diferentemente do que fazem os canais tradicionais, que exibem um episódio de cada novo seriado por semana, a Netflix adotou a política de lançar os seus de uma vez, oferecendo todos os 13 episódios de uma temporada ao mesmo tempo.

Em março, pouco depois do lançamento de "House of Cards", gravei um UOL Vê TV sobre a série. Veja abaixo:

 
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.