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Colunista de "O Globo" protesta contra maquiagem de Heraldo Pereira e depois diz que repetiu uma velha "brincadeira"

Mauricio Stycer

14/11/2012 12h26

 

 

 

 

 

 

Colunista político de "O Globo", Jorge Bastos Moreno recorreu ontem ao Twitter para manifestar espanto com o excesso de maquiagem utilizado pelo apresentador Heraldo Pereira, do "Jornal Nacional" (imagem da esquerda): "Gente, mostrem o Heraldo Pereira como ele é: negro, lindo e competente. Perto dele, pintado de branco, Patrícia Poeta é a mulatinha", escreveu Moreno (a imagem da direita é de uma antiga aparição de Heraldo na bancada do JN).

Pereira está substutindo William Bonner no comando do noticiário. As maiores críticas de Moreno referem-se à aparição do jornalista na edição de segunda-feira (12/11).  Depois do programa de terça (13), o colunista do "Globo" observou: "Hoje, excepcionalmente, o Heraldo tá menos branco. Ontem, ele tava a cara do Falabella."

Vários outros comentários semelhantes apareceram na rede: ""Impressão minha ou o Heraldo Pereira tá da mesma cor da Patrícia Poeta?" "Embranqueceram o Heraldo Pereira." "O Heraldo Pereira é 'branqueado', de alguma forma? Maquiagem?" "O Heraldo Pereira está mais branco que o William Bonner. Que que é isso?"

Jornalistas da emissora ouvidos especulam que houve algum erro na tonalidade do pó facial normalmente utilizado em quem aparece no vídeo.

Atualizado às 17h: Agora à tarde, Moreno voltou ao Twitter para comentar o caso. Disse que a observação sobre a maquiagem de Pereira é uma "brincadeira" que faz desde 2010. Numa série de mais de 20 tuites, o jornalista escreveu:

"Só os cretinos fundamentais tentam faturar em cima de brincadeiras que há 30 anos faço sobre o meu irmão Heraldo Pereira. Aqui, no twitter, o que escrevi ontem é pura repetição do que já escrevi antes. Eu nem quis ler o que andam comentando na rede sobre isso. Minha relação com Heraldo é tão sólida que já ousei escrever barbaridades na coluna que assino no Globo. Não vou alimentar polêmicas idiotas. Merece ser chamado no mínimo de idiota quem levar a sério minhas brincadeiras com Heraldo. E não deixarei de fazê-las só porque imbecis reagiram. E estou fazendo estes esclarecimentos contrariado. É que um amigo todo certinho pediu-me pra fazê-lo. A esses cretinos dou uma sugestão: no arquivo do "Nhenhenhém", vcs encontrarão brincadeiras muito mais fortes do q os twitter de sempre. Em vez de me zangar, prefiro ficar com a lembrança do meu choro hoje quando vi Heraldo emocionado na Fátima. Tófoli, Gilmar Mendes e Jobim, pra citar três, adoram as minhas "brigas" com Heraldo, pois sabem da nossa forte ligação. Não vou me deixar ser patrulhado pela imbecilidade alheia e por sensibilidades estúpidas amigas. Heraldo só me chama de "crioulo". É do ministro Tófoli a advertência de que, Heraldo me chamado de crioulo e eu o chamando de negro, é crime duplamente qualificado. E chega! Quem deve responder por tudo isso é o (a) maquiador (a) do JN, que carrega a mão no rosto do meu negão Heraldo Pereira. Nunca pensei que um dia eu pudesse reconhecer de público meu amor e, pior, a minha admiração pelo cioulo Heraldo Pereira. Chega de negrice! No mais, é como diz o Jobim, sempre que chamado a mediar minhas "brigas" com o negrão do Heraldo: "Vocês que são branco que se entendam!". Tem tenta coisa acontecendo e eu aqui falando do crioulo do Heraldo pintado de branco. Vou à luta! Preto é soja! Aposto que esse crioulo já tá espalhando que escrevi tudo isso, depois de tomar um esporrro do Ali Kamel e do Ascânio Seleme.  Eu, levar esporro por brincar com o crioulo? Nunca! Aceito bronca. Pesquisem e concordem comigo: a brincadeira sobre Heraldo aparecer branco no JN vem sendo feita desde 2010. Por que a reação agora? Olha que posso entender como discriminação os "coleguinhas" só terem visto agora o que faço, no mínimo, há três anos! No mínimo, esses caras que tão fingindo levar a sério minhas brincadeiras, passam atestado de desinformados. Há 3 anos que brinco com isso. Pelo respeito ao site Uol: É erro dizer que só depois reconheci ser brincadeira. Meus twitters sobre Heraldo sempre foram de brincadeiras. "

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Mauricio Stycer