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Antologia das maiores besteiras já ditas inclui FHC, Ronaldo e políticos brasileiros

Mauricio Stycer

02/12/2011 11h58

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e João Baptista Figueiredo, o ex-deputado João Alves e o ex-jogador Ronaldo estão entre as personalidades mundiais que ganharam lugar numa obra de grande relevância: o "Livro das Maiores Besteiras Já Ditas" ("Book of All-Time Stupidest Top 10 Lists").

Os autores são os irmãos Ross e Kathryn Petras, que se definem como "especialistas em besteiras". Desde 1993 dedicam-se ao duro ofício de reunir e dar publicidade às abobrinhas e aos absurdos ditos por celebridades, políticos, esportistas e jornalistas.

A primeira coletânea foi "The 776 Stupidest Things Ever Said" ("As 776 Maiores Besteiras Já Ditas"). O sucesso do livro levou a um segundo, depois a um terceiro… O calendário diário (com 365 besteiras) que publicam há 18 anos já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Não falta material.

Este ano, reuniram o supra-sumo das besteiras num volume especial. Agruparam as frases estúpidas em listas de "10 mais". FHC, por exemplo, conquistou um lugar na lista das "Coisas Mais Inacreditavelmente Irritantes Ditas por Pessoas Ricas" com uma reflexão feita em 1998, quando era presidente: "Vida de rico em geral é muito chata".

Figueiredo figura na lista das "Mais Idiotas Repetições Ideológicas" com um dos muitos absurdos que falou em sua presidência, entre 1979 e 85: "Vou fazer desse pais uma democracia, e se alguém for contra eu prendo e arrebento."

Já João Alves tem lugar de honra na lista das "Desculpas Menos Convincentes e Explicações Que Não Colam". Questionado numa CPI, em 1993, sobre o seu incrível enriquecimento, ele explicou: "Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 123 vezes nos últimos dois anos".

O ex-craque Ronaldo é citado numa lista muito boa – "Não Dá Para Discutir com estas Declarações". Foi a sua singela explicação para uma derrota: "Perdemos porque não ganhamos".

Este novo livro dos irmãos Petras reúne mais de duas mil pérolas, a grande maioria dita por americanos. É verdade que muitos outros brasileiros mereciam figurar na antologia, mas os quatro citados não fazem feio e representam bem o país. O livro pode ser adquirido na Amazon (por US$ 8,76).

Arte: UOL

Sobre o autor

Mauricio Stycer, jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 30 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o diário esportivo "Lance!" e a revista "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011).

Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Mauricio Stycer