Blog do Mauricio Stycer

Ashton Kutcher é vítima da jequice brasileira e do Google Translator

Mauricio Stycer

31/01/2011 11h28

A passagem do ator Ashton Kutcher por São Paulo será lembrada pela vaia que levou dos fotógrafos do São Paulo Fashion Week, irritados com sua demora em passar por um certo “red carpet” (também conhecido como “tapete vermelho”), onde era aguardado.

Na verdade, deveria ser lembrada como mais um episódio sobre a jequice nacional, sobre o nosso encantamento por qualquer bobagem estrangeira, no caso, um ator do terceiro time de Hollywood, cujos maiores feitos, até hoje, são o seu casamento com a atriz Demi Moore, quase duas décadas mais velha, e a popularidade que alcançou no Twitter.

Tratado como se fosse um Robert de Niro, Kutcher teve recepção de gala em São Paulo, onde esteve para desfilar por 30 segundos para uma grife cujas roupas ninguém que escreve sobre elas tem coragem de usar.

Kutcher não tem culpa de nada do que aconteceu nesta sua inesquecível passagem pela cidade. Ainda tentou ser simpático e escreveu no Twitter, onde é seguido por 6,3 milhões de pessoas, em português.

“Estou pronto para o Brasil. Brazil esta pronto para mim?”, anotou antes de embarcar. Aqui chegando, comentou: “Quem ama, protege.” O acidente deu-se na tarde de domingo, quando o tradutor automático que utilizou não compreendeu direito a sua mensagem e  inventou uma nova língua: “esta noite o nosso coração vai dançar e sonhos vai ganhar em São Paulo”.

Sagaz, Kutcher percebeu, pela reação de seus leitores, que escreveu alguma bobagem. Nesta segunda-feira, removeu a mensagem, criticou o tradutor automático que usou, do Google, e disse que gostaria de inventar uma plataforma de tradução colaborativa na rede.

Até a próxima, Kutcher.

Foto: Alexandre Schneider/UOL

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

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