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Blog do Mauricio Stycer

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Em troca de elogios com Serginho, Faustão diz que eles não fazem “jabaculê”

Mauricio Stycer

19/08/2018 01h31


Perto de completar 30 anos na Globo, Fausto Silva deu uma longa entrevista a Serginho Groisman, exibida neste sábado (18) no "Altas Horas" dentro do quadro "Linha do Tempo". O apresentador do "Domingão" reviveu brevemente lembranças da infância, do início da carreira no rádio, como repórter esportivo, a estreia na TV no "Perdidos na Noite", na Band, e a mudança para a Globo em 1989.

Faustão não fez nenhuma revelação, nem ofereceu qualquer reflexão original sobre o trabalho que faz há décadas na TV brasileira. Serginho não fez qualquer pergunta mais difícil, nem se incomodou quando o entrevistado mudou de assunto e simplesmente não respondeu aos poucos questionamentos que fez.

O apresentador do "Altas Horas" falou uma dúzia de vezes da alegria de ser amigo de Faustão e de frequentar a sua casa. O apresentador do "Domingão" retribuiu, elogiando o "caráter extraordinário" de Serginho. Trocaram muitas amabilidades ao longo da conversa.

A falta de assunto ficou explícita no tempo gasto para lembrar do dia em que Faustão informou ao Brasil, em seu programa, que Serginho seria pai. Esse momento foi seguido por elogios do apresentador do "Domingão" à mulher e ao filho do apresentador do "Altas Horas". O público merecia mais.

Ao final, fazendo elogios em causa própria, Faustão em nome dos dois: "Nós não temos negócio de jabaculê, não temos coisa por fora. Aqui a gente trabalha para o nosso tipo de trabalho. Acho que é o mínimo que tem que fazer. Nós não somos melhor ou bonzinho. Modéstia a parte, um pouco inteligentes. Porque fazendo isso, a gente tem respeito de quem assiste a gente."

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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.