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Blog do Mauricio Stycer

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“Só Toca Top” busca falar com novo público e atrair negócios da internet

Mauricio Stycer

14/07/2018 16h21


Não foi apenas uma mudança de nome. Ao rebatizar uma de suas marcas mais tradicionais, o “Globo de Ouro”, como “Só Toca Top”, a Globo buscou se aproximar de um novo público e de novos negócios.

Embora anunciado como uma parada de sucessos do rádio, da TV e da internet, o foco principal do programa que estreou neste sábado (14) foi a música popular consumida por streaming. E, não por acaso, um dos três patrocinadores da atração é um serviço de música por streaming.

Luan Santana e Fernanda Souza comandam o “Só Toca Pop” de olho justamente neste público que já não precisa da televisão para ouvir música, mas eventualmente ficará diante do aparelho para ouvir os seus ídolos.

Digo “ouvir” e não “ver” porque a tela da TV está tão poluída com informações (nome do programa, do cantor, posição da música e legenda com a letra, além da marca da emissora) que é difícil ver algo com nitidez.

“Aqui quem faz o programa é você”, disse Luan, sonhando que alguém acredite nisso. Na estreia, foram três sucessos do rádio e seis da internet. Música sertaneja, samba e funk, basicamente. Na plateia, gente que sabia cantar junto com os artistas todas as músicas, até mesmo a canção que “Só Toca Top” chamou “aposta da semana”, do grupo Melim.

Enfim, assim como era o “Globo de Ouro”, “Só Toca Top” chega para fazer a festa da indústria musical. Não espere por surpresas ou novidades.


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Sobre o autor

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na “Folha de S.Paulo''. Começou a carreira no “Jornal do Brasil'', em 1986, passou pelo “Estadão'', ficou dez anos na “Folha'' (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o “Lance!'' e a “Época'', foi redator-chefe da “CartaCapital'', diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros “Adeus, Controle Remoto'' (editora Arquipélago, 2016), “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo” (Alameda, 2009) e “O Dia em que Me Tornei Botafoguense'' (Panda Books, 2011).
Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Sobre o blog

Um espaço para reflexões e troca de informações sobre os assuntos que interessam a este blogueiro, da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.