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Arquivo : senhora do destino

Briga de mulheres em “Império” lembra famosa cena de “Celebridade”
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Mauricio Stycer

BrigaImperioJujuCarmenAguinaldo Silva escreveu uma cena caprichada de briga entre mulheres em “Império”. Foi ao ar nesta quarta-feira (19), tendo como protagonistas Juju Popular (Cris Vianna) e Carmen (Ana Carolina Dias), na noite de inauguração do restaurante Vicente.

BrigaCelebridadeMariaClaraLaura2A coreografia da briga, com uma personagem sentada sobre a outra, a estapeando em um banheiro, é muito parecida com a surra que Maria Clara (Malu Mader) deu em Laura (Claudia Abreu), em uma cena sempre lembrada de “Celebridade” (2003), de Gilberto Braga.

No momento em que a cena foi ao ar, fãs saudosos de “Celebridade”, no Twitter, consideraram que houve uma “cópia”. Não acredito. Aguinaldo Silva pode até ter se inspirado ou homenageado Gilberto Braga, que já escreveu inúmeras cenas de brigas de mulheres em novela.

BrigaTietePerpetuaCarecaMas o autor de “Império” é ele próprio um grande admirador deste clichê, que desagrada muito as feministas. No currículo de Aguinaldo Silva, há várias outras cenas de brigas entre mulheres.

Em “Tieta” (1989), uma das personagens mais famosas do autor, Perpétua (Joana Fomm), protagonizou algumas cenas de brigas do gênero. Na mais lembrada, no último capítulo, parte para cima da protagonista (Betty Faria), mas é surpreendida quando Tieta arranca a sua peruca e revela que a beata é careca.

BrigaSenhoraDestinoNazareMariadoCarmoPara quem não se lembra, uma das cenas mais célebres de “Senhora do Destino” (2004) é a surra que Maria do Carmo (Susana Vieira) dá em Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) por ela ter roubado sua filha Lindalva (Carolina Dieckmann), recém-nascida.

Em “Duas Caras” (2007), o autor colocou as mesmas atrizes em situação de antagonismo e escreveu uma cena de briga com tintas cômicas para Célia Mara (Renata Sorrah) e Branca (Susana Vieira). Na mesma novela, Maria Paula (Marjorie Estiano) se cansou das maldades Silvia (Aline Moraes) e a encheu de sopapos.

BrigaFinaEstampaGriseldaTeresaJá em “Fina Estampa” (2011), a rivalidade entre Griselda (Lilia Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni) acaba, naturalmente, em tapa. Numa cena também com pitadas de humor, a heroína chama a vilã de “dondoca de bosta” e acaba acertando, por acidente, o marido dela, Rene (Dalton Vigh).

Agora em “Império”, antes mesmo da surra que Juju Popular aplicou em Carmen, mulheres já haviam saído no tapa. O pugilato tem sido rotina desde a entrada em cena de Amanda (Adriana Birolli), que odeia Danielle (Maria Ribeiro) e cobiça o seu marido, José Pedro (Caio Blat). Além de se ofenderem em todas as refeições, as duas frequentemente se enfrentam na mão mesmo.

Outros autores
Briga de mulher é um dos clichês mais recorrentes da telenovela. Gilberto Braga, Gloria Perez e João Emanuel Carneiro, para ficar apenas em três autores do horário nobre, também adoram mostrar duas personagens se estapeando.

BrigaAguaVivaBraga já escreveu ao menos cinco cenas marcantes. Em “Dancin Days” (1978), a briga foi entre as irmãs Júlia (Sônia Braga) e Yolanda (Joana Fomm). Na sua novela seguinte, “Água Viva” (1980), como bem lembraram alguns leitores, ele escreveu a primeira briga dentro de um banheiro, protagonizada por Ligia (Betty Faria) e Selma (Tamara Taxmann). Em “Vale Tudo” (1988), o público festejou quando Raquel (Regina Duarte) rasgou o vestido de casamento de Maria de Fátima (Glória Pires) e ainda deu uns tapas na filha.

BrigaInsensatoCoracaoMarinaUrsulaA melhor cena do gênero que escreveu talvez tenha sido a exibida em “Celebridade” (2003), quando Maria Clara (Malu Mader) acertou suas contas com Laura (Claudia Abreu) em um banheiro, esbofeteando a megera até sangrar. Em “Insensato Coração”‘ (2011), a pancadaria se deu entre a golpista Úrsula (Lavínia Vlasak) e a mocinha Marina (Paolla Oliveira).

BrigaCaminhoIndiasMelissaYvone2As brigas femininas nas novelas de Gloria Perez não são menos célebres. Sempre lembrada é a surra, em “Caminho das Índias” (2009), que Melissa (Christiane Torloni), aplica em Yvone (Letícia Sabatella), após descobrir que seu marido, Ramiro (Humberto Martins), tem um caso com a ela.

Mais recentemente, em “Salve Jorge” (2013), a autora presenteou o público com uma dezena de cenas de brigas entre personagens femininas. Só Morena (Nanda Costa) teve seis cenas no total, a mais esperada a surra que deu em Livia Marini (Claudia Raia).

BrigaAvenidaBrasilCarminhaMonalisaMais jovem neste time, João Emanuel Carneiro incluiu briga entre mulheres nas duas novelas que escreveu para o horário nobre. Na primeira, “A Favorita” (2008), a troca de tapas é entre as protagonistas Flora (Patrícia Pilar) e Donatela (Claudia Raia). Já em “Avenida Brasil”, rola uma briga feia entre Carminha (Adriana Esteves) e Monalisa (Heloisa Perissé) por causa de Tufão (Murilo Benício).

Este texto foi publicado originalmente no UOL Televisão.


UOL Vê TV: Globo parte para o tudo ou nada com a novela “Império”
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Mauricio Stycer

Nesta edição do programa “UOL Vê TV”, falo sobre a importância da nova novela das 21h, “Império”, para a Globo. A atração, que tem a missão de resgatar a audiência do horário nobre, chegou até a ser notícia no “Jornal Nacional”.

Dos 36 pontos, em média, de “Amor à Vida” para os 30 de “Em Família”, registrou-se uma uma das maiores quedas de audiência já ocorridas no horário. Foi noticiado, por isso, que a Globo teria prometido ao mercado publicitário uma audiência de 35 pontos para “Império”, o que ela nega.

A queda de audiência no horário é uma realidade já há bastante tempo. Em 28 de junho de 2004, estreava na Globo a novela “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva. Encerrada em março do ano seguinte, depois de 221 capítulos, foi a última novela da emissora a ter uma média acima de 50 pontos.

Em dez anos, e 16 novelas, o Ibope do horário mais nobre da Globo caiu, até chegar ao seu nível mais baixo este ano, com “Em Família”. Chamo a atenção nesta curva descendente para dois momentos. “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, exibida entre 2008 e 2009, foi a última produção a alcançar a média de 40 pontos. E “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva, apresentada entre 2011 e 2012, foi a que mais perto chegou, até hoje, de alcançar novamente este número, com média de 39,1.

É preciso levar em conta, naturalmente, que os números do Ibope são atualizados constantemente com base em critérios demográficos. Em 2006, em São Paulo, um ponto equivalia a 47 mil domicílios. Hoje vale 65.201 domicílios.

Também é preciso levar em conta que nos últimos anos mudou a forma de ver televisão. Vem ocorrendo uma migração cada vez maior para canais pagos, outras mídias (como smartphones) e também têm aumentado o número de aparelhos desligados.

Veja abaixo a audiência média das novelas das 21h nos últimos dez anos:
“Senhora do Destino”, Aguinaldo Silva – 50,49 pontos
“América”, Gloria Perez – 49,21
“Belíssima”, Silvio de Abreu – 48,43
“Páginas da Vida”, Manoel Carlos – 47,10
“Paraíso Tropical”, Gilberto Braga/Ricardo Linhares – 42,91
“Duas Caras”, Aguinaldo Silva – 41,11
“A Favorita”, João Emanuel Carneiro – 39,53
“Caminho das Índias”, Gloria Perez – 38,69
“Viver a Vida”, Manoel Carlos – 35,72
“Passione”, Silvio de Abreu – 35,23
“Insensato Coração”, Gilberto Braga/Ricardo Linhares – 35,9
“Fina Estampa”, Aguinaldo Silva – 39,1
“Avenida Brasil”, João Emanuel Carneiro – 38,8
“Salve Jorge”, Gloria Perez – 34,00
“Amor à Vida”, Walcyr Carrasco – 35,57
“Em Família”, Manoel Carlos – 29,8

Obs: Agradeço ao Fábio Dias, do site O Cabide Fala, pelos números exatos.


Por que a revelação do segredo de Tereza Cristina em ‘Fina Estampa’ causou decepção
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Mauricio Stycer

O momento da revelação

Veja Álbum de fotos

Revelado, finalmente, depois de meses de expectativa, o segredo de Tereza Cristina (Christiane Torloni), a vilã de “Fina Estampa”, causou decepção e provocou críticas de muitos espectadores.

Depois de 140 capítulos, o público soube que Tereza Cristina não é filha e herdeira de uma tradicional família carioca, mas sim da empregada que os serviu por anos e, pior, morreu louca.

Até então, para evitar esta terrível revelação, a vilã da novela moveu mundos e fundos, sofreu chantagens variadas, encomendou o assassinato da jornalista Marcela (Suzana Pires) e tentou se livrar de todos que se aproximaram do segredo.

No Twitter, decepcionados, muitos leitores compararam a revelação ao famoso “segredo de Gerson”, alimentado por Silvio de Abreu durante meses de “Passione” (2010). Contra quem imaginava as coisas mais terríveis, o autor mostrou que personagem de Marcelo Anthony era viciado em ver cenas de sexo pela internet.

A revelação do segredo de Tereza Cristina também provocou protestos de pais de filhos adotivos. “Fico muito preocupado como eles estão interpretando o fato de, na novela, isto ser tratado como uma tragédia familiar e ainda cheia de preconceitos pela origem da família biológica da personagem”, escreveu um pai para mim.

Entendo a preocupação e também a decepção de muitos espectadores, mas creio que o pavor da personagem com a possível descoberta do seu segredo faz todo o sentido em “Fina Estampa”.

Como Aguinaldo Silva já detalhou em entrevistas, os vilões de suas novelas são inspirados em um célebre desenho animado. “O bom vilão é canastrão, faz o telespectador rir. É um pouco como o Tom do desenho animado ‘Tom & Jerry’. Ele esmaga aquele ratinho mil vezes por dia, prepara as armadilhas mais ardilosas, mas sempre leva a pior, e todo mundo morre de rir”.

Nazaré Tedesco (“Senhora do Destino”), Altiva (“A Indomada”), Perpétua (“Tieta”) e Maria Regina (“Suave Veneno”) são as vilãs que Aguinaldo Silva considera desta estirpe. “Eram todas vilãs de desenho animado”, diz no livro “Autores – Histórias da Teledramaturgia” (Editora Globo), de 2008.

Em “Fina Estampa”, não apenas Tereza Cristina, mas todos que gravitam em torno dela, são personagens infantis. O mordomo Crô (Marcelo Serrado), o motorista Balthazar (Alexandre Nero), o segurança Ferdinand (Carlos Machado), sua tia Iris (Eva Wilma), seu filho René Jr. (David Lucas) e a empregada Marilda (Katia Moraes) não são personagens que devem ser levados a sério.

Parênteses: Balthazar, no início da novela, serviu ao propósito de discutir um tema sério, a violência familiar, mas depois de enquadrado pela mulher, Celeste (Dira Paes), colocou os dois pés no núcleo cômico de Tereza Cristina.

No mundo de desenho animado em que vive Tereza Cristina, o seu segredo é coisa séria. Mas só nele.

Em tempo: Este texto foi publicado originalmente aqui, no UOL Televisão.


“Obrigada, Nazaré Tedesco”
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Mauricio Stycer

Estava no México quando Tereza Cristina, a perua louca da novela das 9 da Globo, empurrou um mafioso que a chantageava escada abaixo e  agradeceu a Nazaré Tedesco, a vilã de uma outra novela de Aguinaldo Silva, pela lição sobre como se livrar de problemas incômodos. Só vi a cena uma semana depois de ir ao ar e, a pedido do UOL Televisão, escrevi a respeito. O texto abaixo foi publicado originalmente nesta sexta-feira, na página dedicada a “Fina Estampa”.

“Senhora do Destino” se repete como farsa em “Fina Estampa”

“Como você aprendeu a agir de forma tão violenta?”, pergunta tia Íris (Eva Wilma) à sobrinha, Tereza Cristina (Christiane Torloni), uma das protagonistas de “Fina Estampa”, a novela das 9 da Globo. “Foi numa novela. Tinha uma personagem que fazia isso quase todo dia”, responde a perua, momentos depois de empurrar escada abaixo um mafioso que a chantageava.

O diálogo ocorre como um reforço didático, para deixar ainda mais explícita a referência a “Senhora do Destino” (2004), verbalizada por Tereza Cristina no instante anterior, quando cometeu o crime: “Obrigada, Nazaré Tedesco”, ela diz, ao ver o corpo do mafioso estatelado no chão.

Como devem se recordar os espectadores daquela novela, a cruel vilã interpretada por Renata Sorrah foi capaz de assassinar o próprio marido, empurrando-o da escada, depois que ele descobriu um terrível segredo sobre ela e decidiu revelá-lo a todos, inclusive à polícia. “Você não vai fazer isso comigo”, diz Nazaré antes de empurrar José Carlos.

Há três questões a se observar na cena exibida na segunda-feira (24/10). Primeiro, que o interesse em torno dela ajudou “Fina Estampa”, mais uma vez, a obter ótimos índices de audiência. Segundo, que o autor da novela, Aguinaldo Silva, é o mesmo de “Senhora do Destino”. E terceiro, que ele recriou em tom de farsa uma cena que na novela anterior teve alto teor dramático.

Silva tem sido muito hábil em promover “Fina Estampa” tanto com surpresas na trama quanto indo a público defender a novela. Ele parece ter compreendido que o papel de um novelista nos dia de hoje vai além de entregar os capítulos para gravação, incluindo o de relações públicas da própria obra.

A auto-referência não é novidade e expõe, mais uma vez, como os autores de novelas da Globo se têm em alta conta. Para citar apenas dois entre muitos casos recentes, Gilberto Braga entupiu “Insensato Coração” (2010) de menções a “Vale Tudo” (1988) e Silvio de Abreu “ressuscitou” o personagem Jamanta, vivido por Cacá Carvalho em “Torre de Babel” (1998), em “Belíssima” (2005).

O que me agrada nesta “homenagem” de Aguinaldo Silva a si mesmo é o tom de farsa que adotou, como que rindo da própria canastrice de Nazaré Tedesco e da obstinação da heroína Maria do Carmo (Susana Vieira), um espelho para a atual Griselda (Lilia Cabral).

A heroína de “Fina Estampa” é meio que disputada pelo dono do botequim, um português desajeitado, e pelo proprietário do restaurante, um chef fino. O que lembra muito o triângulo vivido por Maria do Carmo, cortejada pelo jornalista sofisticado e o bicheiro sem modos em “Senhora do Destino”.

A surra que Griselda deu em Tereza Cristina também faz lembrar da surra que Maria do Carmo aplicou em Nazaré, assim como, tudo indica, a heroína desta novela vai imitar a anterior e mandar o marido que havia sumido desaparecer mais uma vez da sua frente.

Falta de criatividade? Talvez. Excesso de vaidade? Também. Mas enquanto Aguinaldo Silva for capaz de rir se si mesmo, ele mostra uma qualidade importante, que costuma faltar aos autores de novela.


“Vilões sem causa” de “Insensato Coração” são tema de discussão na Globo
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Mauricio Stycer

Convidado pela “Folha” a explicar o sucesso de “Insensato Coração”, escrevi um texto sobre os vilões da novela, publicado na edição de 17 de julho da “Ilustrada”. Observei que três dos quatro vilões (Leo, Norma e Vinicius) apresentam traços de loucura, por agirem sem que haja justificativa para seus atos.

“Psicopatas dão impulso a sucesso da novela”
(disponível para assinantes do jornal e do UOL), era o título do texto. Descrevendo a trajetória dos três, não há nada que explique as maldades que cometem, observei. Por isso, solicitado a dar uma nota entre “péssimo” e “ótimo”, avaliei a novela como “ruim”.

No desejo de vingar Leo, Norma causou a morte, direta ou indiretamente, de quatro pessoas e, no fim, se apaixonou novamente por seu algoz. Já Leo, que alimenta um sentimento de ciúmes e inveja pelo irmão, já causou cinco mortes na novela. E Vinicius, desde que foi adotado pelo pai verdadeiro e melhorou de vida, se tornou um verdadeiro diabo.

Somente os gestos de Cortez têm lógica. O vilão é um banqueiro ganancioso e inescrupuloso. O dinheiro é a sua arma para subornar, fraudar, sonegar e, até, matar. Atropela quem ameaça a sua trajetória, o que inclui a própria mulher.

Como mostrei aqui no blog, há uma semana, os quatro vilões, incluindo Cortez, foram responsáveis por uma verdadeira carnificina na novela.

Conclui meu texto na “Ilustrada” assim: Em ritmo vertiginoso, desde que Norma saiu da prisão, a novela acelerou. Sem compromisso com a realidade, mas ajudado por personagens igualmente distantes dela, o folhetim ficou eletrizante. E a audiência subiu.

Em entrevista a “O Globo”, no dia 31 de julho, Aguinaldo Silva, autor da próxima novela da Globo, “Fina Estampa”, fez uma avaliação semelhante. “Quero falar do cotidiano das pessoas, de gente que estuda, trabalha. Gente comum com problemas típicos do folhetim”, disse.

“Quanto mais os personagens forem reconhecíveis, melhor. A novela das 21h anda muito próxima da perversão. As histórias são muito tortuosas, é um mudo irreal e afastado. As novelas estão criando personagens tão extremos que as pessoas não se identificam”, completou.

Os autores de “Insensato Coração”, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, ignoraram, ao menos publicamente, a crítica de Aguinaldo. Mas, uma semana depois, Patrícia Kogut, colunista do “Globo”, saiu em defesa da novela das 9.

Ela primeiro observou que o próprio novelista criou uma vilá “perversa”, a Nazaré, em “Senhora do Destino”. Em seguida, falou do “apreço” dos espectadores pelos vilões. E concluiu dizendo que “no caso de ‘Insensato Coração’, os melhores índices (de audiência) coincidiram com capítulos que tinham mortes, como as de Araci, Carmem e Clarice”.

Aguinaldo respondeu a Patricia no Twitter. Na sua visão, Nazaré tinha motivos para agir como agiu: “Vou dizer a vocês o que torna o vilão um pervertido: é quando ele pratica todo tipo de maldades sem ter uma causa que as justifique. Pois, assim como os heróis da novela, os bons vilões têm uma causa que precisam levar a bom termo”.

Concordo com Aguinaldo. Só não usaria o termo “pervertido” pois tem uma conotação moral. Prefiro chamar esses “vilões sem causa” de “psicopatas”.

Em tempo: O destino final dos principais vilões de “Insensato Coração” é tema de uma reportagem nesta quinta-feira no UOL Televisão.


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