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SBT, Record e Globo exibem entrevistas “exclusivas” com vítima de estupro
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Mauricio Stycer

estuprosbtestuprorecordestuprogloboAssunto da semana, o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio foi o prato principal da programação de TV na noite deste domingo (29). As três principais emissoras de TV aberta realizaram entrevistas com a jovem, todas anunciadas como “exclusiva”.

O “Conexão Repórter”, do SBT, foi o primeiro a falar com a jovem, mas o último a exibir a sua entrevista, por volta da meia-noite. Um trecho da conversa com Roberto Cabrini foi exibido no telejornal “SBT Brasil” na última sexta-feira (27).

A Record exibiu a sua entrevista, feita por Vinicius Dônola, no “Domingo Espetacular”. A emissora divulgou em seu site um breve trecho, no qual alterou a voz da adolescente com um recurso eletrônico, impedindo o seu reconhecimento. Ao apresentar a conversa no programa, a voz da jovem foi ouvida normalmente.

Já a Globo exibiu a sua entrevista no “Fantástico”. A emissora não promoveu trechos previamente, mas a informação de que esta seria uma atração “exclusiva” do programa foi divulgada à tarde, no meio da transmissão de futebol da emissora. A repórter Renata Ceribelli conversou com a moça, que teve sua voz alterada.

Se as três emissoras exibiram na mesma noite entrevistas com a mesma pessoa é correto dizer que são “exclusivas”? Segundo o “Manual de Redação” da “Folha”, não se deve fazer isso. “Não use a expressão ‘entrevista exclusiva’ quando uma personalidade concede entrevistas individuais a vários veículos de comunicação em um mesmo dia”, recomenda o jornal.

Por este critério, o correto seria dizer “em entrevista ao SBT”, ou “em entrevista à Record”, não “em entrevista exclusiva”.

Na minha opinião, se as emissoras conseguiram as suas entrevistas em situações e dias diferentes, não seria errado considerarem, cada uma, a sua “exclusiva”. Mas, sabendo que as três seriam exibidas na mesma noite, teria sido aconselhável não fazer este tipo de autopromoção.

Para o espectador, fica a impressão de que está sendo iludido.

Veja trecho do “Conexão Repórter”:

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Globo hesita na cobertura do caso Ana Hickmann e Record cresce no Ibope
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Mauricio Stycer

anahickmannentrevista
Um dos principais assuntos dos últimos dois dias, a tentativa de assassinato de Ana Hickmann por um fã tem merecido cobertura hesitante da Globo.

O caso ocorreu por volta das 13h de sábado (21). A própria Record, surpreendida, demorou para dar as primeiras informações e foi “furada”, como se diz no jargão jornalístico, pela Band. A Globo só deu a notícia em seu jornal local (MG TV), não abrindo espaço no “Jornal Nacional”.

No domingo (22), quando as informações já eram fartas, e mostravam se tratar de um caso dramático e muito incomum, a Globo se limitou a falar do assunto por 49 segundos no final do “Fantástico”.

A Record, evidentemente, nadou de braçada. Exibiu longa reportagem no “Domingo Espetacular”, além de entrevistas exclusivas com Ana e com seu cunhado. Até o SBT, com seu jornalismo contido, explorou o caso no “Domingo Legal”, de Celso Portiolli.

Os números prévios do Ibope mostram que o público queria informações sobre o caso. O “Domingo Espetacular” registrou média de 16 pontos em São Paulo, empatando em seu horário com o “Fantástico”. A entrevista com Ana teve média de 20 pontos, com pico de 22.

Nesta segunda-feira (23), quase 48 horas depois do ocorrido, a Globo tratou com um pouco mais de generosidade do caso. O “Bom Dia Brasil” exibiu uma reportagem ampla, por dois minutos e meio, sobre o andamento das investigações.

Por qualquer ângulo que se analise, do ponto de vista jornalístico, a tentativa de assassinato de Ana Hickmann é notícia relevante. Por isso, é difícil entender o comedimento da Globo no caso.

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Ainda mais azedos, jurados se estranham na volta do “Bake Off Brasil”
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Mauricio Stycer

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Emendando um reality de gastronomia no outro, o SBT estreou na noite deste sábado (21) a segunda temporada do “Bake Off Brasil”, competição especializada em doces. Como em 2015, o maior destaque da estreia foi o mau humor dos jurados, o empresário Fabrizio Fasano Jr. e a confeiteira Carolina Fiorentino.

A novidade é que além de irritarem e humilharem os candidatos, Carolina e Fasano também trocaram farpas entre si, com indiretas e diretas ao longo da noite.

No momento mais curioso, Fasano reclamou da insistência de Carolina em avaliar se os bolos de churros, que os 14 candidatos foram obrigados a fazer, tinham canela. Ao que ela respondeu: “Mas é um churros”.

Mais do que a confeiteira, o empresário abusou das grosserias. Mal começou o programa, já avisou que se não gostasse da aparência dos doces nem iria experimentá-los.

Diante de um bolo que desandou, ele foi cruel com o autor da façanha, Murilo: “A impressão que eu tenho é que esse bolo, de alguma forma, passou pelo seu sistema digestivo!”

Depois de experimentar o bolinho de chuva de Tatiane, Fasano não resistiu à piada para detonar: “Bolinho de tempestade”.

A nova temporada tem uma novidade curiosa entre os participantes – Juliana e Paula, uma mãe e uma filha na disputa. Como em 2015, a apresentadora Ticiana Villas Boas se saiu bem, mostrando-se simpática e prestativa com os participantes.

Uma falha notada na primeira temporada se repete. A edição esconde do público os bastidores das avaliações e decisões dos jurados. É difícil entender como eles chegaram à conclusão que determinado confeiteiro foi bem ou mal em uma prova. Mesmo assim, Matheus, o eliminado da primeira noite, concordou com a avaliação: “Realmente aconteceram coisas que eu não me deixaria no programa”.

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Em gesto simbólico, Silvio troca de lugar com a filha Patrícia no programa
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Mauricio Stycer

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Como havia sido fartamente anunciado pelo SBT, neste domingo (15) Silvio Santos e Patrícia Abravanel trocaram de lugar no “Jogo dos Pontinhos”. Enquanto o dono do SBT se sentou na bancada, sua filha tomou as rédeas da atração.

Patrícia procurou imitar o pai. Atirou aviõezinhos de dinheiro para o auditório, aplicou um choque nos jurados, fez perguntas com duplo sentido e, especialmente, provocou Helen Ganzarolli e Livia Andrade do início ao fim. “Você dá no couro, ainda, Silvio?”, perguntou para o pai. “Não sei. Vou fazer uma experiência com a Helen”, ele respondeu.

silvionolugardapatriciaJá Silvio, se comportou. Obedeceu às ordens da filha e respondeu, compenetrado e com caligrafia caprichada, às questões propostas. Não corrigiu nem orientou Patrícia.

Foi apenas uma brincadeira, claro, mas carregada de simbolismo. Patrícia é a filha que tem demonstrado maior vocação para atuar à frente das câmeras. Comanda o próprio programa (“Máquina da Fama”) e gosta de aparecer, além de falar bobagens.

Os fãs têm razão quando dizem que Silvio Santos é insubstituível. Mas esta noite de domingo deixou no ar a ideia de que uma de suas filhas sente-se à vontade para imitá-lo em seu lugar mais sagrado – o auditório do “Programa Silvio Santos”.

Abaixo o vídeo (via Tulio) do momento em que Silvio Santos leva um choque dado pela filha:

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Cade exige que sociedade entre Record, SBT e RedeTV! produza conteúdo
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Mauricio Stycer

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Silvio Santos, Edir Macedo e Amilcare Dallevo Jr. se uniram em 2015 para criar uma empresa, a Newco, com o objetivo de negociar em conjunto o licenciamento dos sinais de SBT, Record e RedeTV! para operadores de TV paga.

Nesta quarta-feira (11), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a criação da empresa, mas estabeleceu algumas restrições importantes. A mais radical altera a própria natureza da associação.

O órgão exigiu que 66% da receita líquida da nova empresa seja investida no desenvolvimento de produtos e serviços para televisão por assinatura e outras mídias. Ou seja, o objeto principal da Newco passa a ser a produção de conteúdo.

O Cade também exigiu que a empresa forneça o sinal das três emissoras de forma gratuita para operadoras que detêm até 5% do mercado nacional. Ou seja, para os assinantes destas operadoras, não haverá justificativa para aumento de preço dos pacotes.

Por fim, o órgão estabeleceu um prazo de vigência para a empresa, de seis anos. Este período dará ao Cade, nas suas palavras, “a oportunidade de analisar a evolução de mercado ainda não testada e os impactos do remédio definido”.

O site Noticias da TV publicou ontem um texto no qual explica as motivações de SBT, Record e RedeTV!. O objetivo principal é enfrentar a Globo, que desde 2014 já cobra das operadoras por seu sinal digital.Juntas, as três emissoras terão, em tese, mais cacife para negociar.

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Sessão de mais de 20 horas no Senado frustra e inibe cobertura da TV
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Mauricio Stycer

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Iniciada às 10h de quarta-feira (11), e encerrada mais de 20 horas depois, às 6h39 de quinta (12), a sessão do Senado destinada a votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma não foi um bom evento para as emissoras de TV.

Ao vivo, de Brasília, no “Jornal da Record”, o repórter Eduardo Ribeiro resumiu o drama: “O Brasil vai dormir com Dilma na presidência e acordar com Temer no cargo”.

Ainda à noite, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) previu que a sessão iria até as 7 da manhã. Quase acertou. “Quem queria aparecer no ‘Jornal Nacional’ vai acabar no ‘Bom Dia Brasil'”, disse a Bernardo Mello Franco, colunista da “Folha”.

Como exibir uma sessão com duração de quase um dia? As principais emissoras, com exceção do SBT, optaram por exibir flashes ao longo de todo a quarta-feira, em meio à programação normal. Nos telejornais noturnos, a votação, obviamente, foi o assunto principal.

Sem poder informar o resultado da votação, William Bonner encerrou o “Jornal Nacional” prometendo voltar à bancada para anunciar o desfecho no momento em que os números seriam conhecidos. Não deu. Quem anunciou os números finais na Globo foi Alexandre Garcia, em plantão do “Bom Dia Brasil”.

horaumwaackPela manhã, a Globo deu início aos trabalhos às 5h, com William Waack, apresentador do “Jornal da Globo”, excepcionalmente ao lado de Monalisa Perrone no comando do “Hora Um”. O SBT, com o seu “Primeiro Impacto”, entrou ao vivo a partir das 6h, assim como Record, Band, RedeTV!, TV Brasil e Cultura – todos com imagens da TV Senado.

Em 17 de abril, um domingo, na votação na Câmara dos Deputados, as emissoras optaram por exibir na íntegra as justificativas de voto de 513 deputados. O show durou seis horas – e pareceu interminável, com aquele desfile de parlamentares votando em nome de Deus, da família e de seus currais eleitorais.

Desta vez, cada senador inscrito teve direito a discurso de 15 minutos. Por este motivo, nenhuma das principais emissoras teve a coragem de exibir a sessão na íntegra, poupando os espectadores.

“Ouvindo baboseiras”
lucianofaccioli2Lançado esta semana para competir com “Cidade Alerta”, da Record, e “Brasil Urgente”, da Band, o programa “Olha a Hora” deu tratamento especial à votação do pedido de impeachment no Senado, na tarde de quarta-feira. Sob o comando de Luciano Faccioli, o vespertino da RedeTV! se destacou pela irreverência dedicada à solene sessão.

“Não vão ficar ouvindo baboseira aqui, não”, disse Faccioli aos espectadores, depois de mandar cortar a imagem do discurso de um senador. “Haja (saco)”, resmungou. “Os 15 minutos de fama que os senadores têm direito, aqui não. Cinco minutos estava de bom tamanho.”

Em outro momento, questionando uma repórter em Brasília que estava próxima ao Palácio do Planalto, o apresentador foi irônico: “Já passou caminhão de mudança?” A jornalista informou que só havia visto um caminhão de som.

SBT com Disney
renancalheiros2016A abertura da histórica sessão no Senado, que decidiu pelo afastamento da presidente Dilma, começou às 10h com transmissão ao vivo das principais redes de televisão do país.

Globo, Record, RedeTV! e Band interromperam suas programações para mostrar as primeiras palavras do senador Renan Calheiros, abrindo a sessão. TV Brasil e TV Senado também transmitiram o evento. A TV Cultura perdeu o início da transmissão, mas mostrou logo depois um resumo da abertura.

Só o SBT seguiu com a sua programação normal, o “Mundo Disney”. Como ocorreu em 17 de abril, quando a Câmara dos Deputados votou pela admissibilidade do processo de impeachment, a emissora de Silvio Santos ignorou a maior parte da sessão no Senado.

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Em três dias, comunidade gay é ofendida por Patrícia Abravanel e Vídeo Show
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Mauricio Stycer

videoshoworafigueiredo2A semana ainda está longe de acabar, mas já se apresenta como uma das piores, na história recente, para a militância LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) na televisão.

No domingo (08), em pleno “Programa Silvio Santos”, Patrícia Abravanel fez uma declaração claramente preconceituosa: “Eu não sou contra o homossexualismo [sic], mas sou contra falar que é normal.”

Já nesta terça-feira (10), foi a vez do ator Orã Figueiredo e do apresentador Otaviano Costa rebaixarem a figura das travestis no “Vídeo Show”. No papel de Hugo em “Totalmente Demais”, o ator está contracenando com Juliana Paes (Carolina), Leona Cavalli (Gilda) e agora com Danielle Winits (Suellen).

“Pra quem foi casado com travesti em ‘Tapas e Beijos’, agora três mulheres lindas”, disse Figueiredo, rindo. Ao fim da reportagem, Otaviano repetiu: “Pra quem foi casado com uma traveco, tá bem demais”.

patriciaabravanel2016Ainda que tratada como piada ao longo do “Vídeo Show”, a mesma observação do ator e do apresentador é altamente depreciativa para as travestis.

Já sobre Patrícia Abravanel, registro que muitos fãs disseram que ela tem todo o direito de opinar. Concordo, mas é preciso observar que esta sua opinião é ofensiva aos direitos de uma parcela da população. Dizer que os gays não são normais é tão grosseiro quanto afirmar que todos os seguidores de alguma religião são ignorantes.

Atualizado às 12h30: Em vídeo postado em sua conta no Instagram, Otaviano Costa afirma ter sido “infeliz” em seu comentário. Ele afirma abominar o preconceito “completamente” e reconhece que ignorava ser preconceituoso usar a palavra que utilizou.

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Dilma premia Silvio Santos com a Ordem do Mérito das Comunicações
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Mauricio Stycer

silviosantosdilmaEm decreto publicado no Diário Oficial na última sexta-feira (06), a presidente Dilma Rousseff condecorou Silvio Santos com a Ordem do Mérito das Comunicações, por “seus serviços relevantes prestados” ao setor.

O dono do SBT foi homenageado com o grau de Grã-Cruz, junto com Ricardo Lewandowski, presidente do STF, Renan Calheiros, presidente do Senado, Luiz Fernando Pezão, governador licenciado do Rio, e Cid Gomes, ex-governador do Ceará.

Esta condecoração foi criada em 1982, durante a ditadura militar, e é entregue anualmente. Este ano são 56 homenageados em diferentes graus – o dado ao dono do SBT é o mais alto. A longa lista inclui ex-ministros, políticos, diplomatas, pesquisadores, empresários e profissionais de comunicação.

Há três semanas, Silvio Santos foi alvo de uma polêmica ao decidir que o SBT não transmitiria a sessão da Câmera dos Deputados que votou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente.

A emissora foi a única grande rede de TV aberta a seguir com a programação normal durante a tarde e noite do dia 17 de abril. Como resultado, ficou em segundo lugar no Ibope ao longo do dia.

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Patrícia Abravanel condena baixaria na TV e sugere união entre SBT e Record
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Mauricio Stycer

PatriciaAbravanelMorning Show_JPUm tema sempre tratado nos bastidores, mas raramente em público, foi abordado nesta quinta-feira (05) por Patrícia Abravanel, uma das herdeiras do Grupo Silvio Santos, em entrevista ao programa “Morning Show”, da rádio Jovem Pan.

“Se a Record junto com SBT registrar mais de 50% da audiência, o próprio mercado não terá justificativa para investir só na Globo e vai precisar dividir verba”, disse a filha de Silvio Santos, ecoando uma reclamação comum, de que a emissora líder recebe publicidade em proporção superior à sua audiência.

Em novembro de 2013, Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV!, tratou do mesmo assunto em entrevista ao “Luciana By Night”, comandado por sua mulher, Luciana Gimenez. “A Globo tem um pouco mais de 30% de audiência e fica com mais de 80% do dinheiro da publicidade”, disse na ocasião.

A entrevista de Patrícia ao “Morning Show” rendeu uma declaração interessante sobre baixaria na televisão. “Se o programa tem resultado financeiro, mas não muita audiência é o que vale para nós. Sexo, polêmicas e tragédias dão ibope, mas não é a cara do SBT e não posso fazer algo que me agride só para agradar ao público. É melhor não fazer”.

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Record vê modelo de futebol da Globo como inviável para parceiros
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Mauricio Stycer

MicrofoneGloboA desistência da Band em transmitir o Campeonato Brasileiro, depois de dez anos de parceria com a Globo, é o assunto do dia no mundo do futebol e da televisão. Entre as muitas dúvidas que o gesto da emissora provocou, a que exige resposta mais urgente é: a nove dias do início da competição, alguma outra emissora se habilita a entrar no negócio?

Última parceira da Globo antes da Band, a Record sinaliza que não tem interesse algum em exibir o Brasileiro nas condições estabelecidas, há anos, pela dona dos direitos. Para a emissora, a exigência de mostrar a mesma partida que a Globo, tanto aos domingos quanto às quartas, não faz sentido.

A Record acha justo que quem pague mais escolha a partida que deseja exibir. Mas não vê sentido em ser obrigada, como a Band sempre aceitou, a mostrar de forma simultânea o mesmo jogo.

Estimando que a Band pague cerca de US$ 50 milhões (cerca de R$ 175 milhões) por ano à Globo, é preciso faturar, com publicidade, entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões apenas para arcar com todos os custos – praticamente o faturamento anual de uma emissora do porte da RedeTV!.

É possível especular que a Globo terá muita dificuldade em encontrar um parceiro este ano. O SBT não teria interesse em acomodar futebol aos domingos em sua grade. E a RedeTV!, que exibe a Série B, não teria os recursos necessários.

Outro parceiro em potencial neste mercado seria a TV Brasil. A emissora tem feito alguns investimentos nesta área. Desde 2012, exibe a Série C do Brasileiro. O momento político do país, no entanto, deve dificultar uma decisão neste momento.

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Este texto foi publicado originalmente no blog UOL Esporte Vê TV

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