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Caçando fantasmas no estúdio, Ratinho bate a Globo e festeja
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Mauricio Stycer

Discutindo com toda a seriedade possível a lenda de que existem fantasmas no estúdio 6 do SBT, o “Programa do Ratinho” superou o “Jornal da Globo” por 31 minutos na última quarta-feira (20). Para comemorar o feito, o apresentador reviveu a “dança do primeiro lugar”, festa que fazia quando isso ocorria no passado. A TV brasileira é uma festa. Veja abaixo:

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Na falta de uma ideia melhor, SBT recorre ao “atual” seriado “Chaves”
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Mauricio Stycer

A mais recente tentativa de diminuir a presença de “Chaves” na grade do SBT durou menos de um mês. A vítima da vez é a série “Patrulha Salvadora”.

Nascida de uma costela de “Carrossel”, “Patrulha Salvadora” foi exibida, originalmente, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015. Em 30 de março, voltou ao ar, entre 19h30 e 19h20, “roubando” parte do tempo dedicado ao seriado mexicano. Os fãs de “Chaves” tiveram, então, que se contentar com apenas 25 minutos diários, entre 19h20 e 19h45.

A partir desta segunda-feira (27), “Chaves” recupera o espaço que tinha antes, de 75 minutos diários, entre 18h30 e 19h45, na programação da emissora. Tudo indica que a escalação de “Patrulha Salvadora” não teve o efeito desejado em matéria de audiência.

Para avisar o público sobre a volta de “Chaves” ao velho horário, o SBT está reexibindo uma antiga chamada, na qual diz: “Chaves 30 anos no ar sem deixar de ser atual” (veja abaixo). Na verdade, a emissora está querendo dizer: “A gente já tentou de tudo, mas nada supera a audiência do Chaves.”

No ar no SBT desde agosto de 1984, “Chaves” já trocou de horário infinitas vezes nestes 30 anos e já foi tirado do ar em algumas ocasiões. A decisão de excluí-lo definitivamente da grade, porém, parece longe de acontecer. Ao contrário, sacar da programação um programa tão amado é uma decisão difícil.

Como disse recentemente Benedito Rui Barbosa, autor de “Pantanal”, “o limite da criatividade do Silvio Santos chama-se Chaves”.

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“Cozinha Sob Pressão” volta em horário melhor, com edição ágil e mais humor
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Mauricio Stycer

cozinhasobpressao2015A segunda temporada de “Cozinha Sob Pressão”, reality show de culinária do SBT, estreou neste sábado (25) corrigindo um problemão do primeiro ano – o horário de exibição. Em vez de sábado às 18h, o programa vai ao ar agora às 21h30, uma faixa bem mais apropriada para os fãs do gênero.

Outra vantagem da segunda temporada é ter estreado antes – e não depois, como em 2014 – de “MasterChef”, o reality da Band sobre o mesmo assunto.

Versão brasileira de um reality que fez fama em vários países com um título mais explícito: “Hell´s Kitchen” (ou “Cozinha do Inferno”), “Cozinha Sob Pressão” oferece ao público a performance de um chef de cozinha cruel, que dá ordens, lições, broncas e, não raro, humilha um grupo de 16 concorrentes.

Carlos Bertolazzi, responsável pela cozinha do Zena Caffé, em São Paulo, comanda o programa pela segunda vez. Sério, severo e, eventualmente sádico, ele cumpre bem a função, assustando os cozinheiros com seus comentários ácidos.

“Por que ‘catzo’ lingüiça com vinagrete te representa?”, perguntou a um candidato, que apresentou este prato como sendo a sua especialidade.

Bertolazzi mostrou na estreia da segunda temporada que também tem humor, rindo de situações inusitadas que ocorreram. Diante de uma candidata que disse ter preparado um prato com elementos brasileiros, observou, irônico: “O bacalhau é da nossa costa…”. Não conseguiu deixar de rir quando ouviu de outro candidato: “O frango representa a minha mãe”.

Ainda que não tenha sido muito bem explicada a primeira prova, a boa edição, mais ágil, deixou o reality ainda melhor do que em 2014.

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Rei da “trolagem”, Silvio Santos não perdoa ninguém no Troféu Imprensa
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Mauricio Stycer

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Mesmo muito gripado e abatido, Silvio Santos foi, como sempre, a maior atração do Troféu Imprensa, exibido na noite de domingo (12) pelo SBT. O apresentador não estava tão afiado, mas ainda assim não perdeu a chance de rir tanto dos artistas premiados quanto dos jornalistas que formaram o júri da atração.

O momento mais “sem noção” da noite ocorreu ao receber a turma do “Pânico” para entregar um troféu. Apresentado a uma nova integrante, Mari Baianinha, o dono do SBT se surpreendeu: “Você é mulher mesmo? Não é travesti? Porque esse programa ‘Pânico’ engana muito”. Emilio Surita entrou no clima e respondeu: “A gente testa antes”.

Ao elogiar o cantor Sam Alves, indicado como revelação do ano, Silvio disse que ele se parecia com Cauby Peixoto. E emendou, ao falar do veterano cantor: “Ele tá com pé na cova, igual a mim”.

No melhor estilo “marciano”, recém-chegado à Terra, fez que não sabia quem era Paula Fernandes, obrigando a cantora a dizer que já esteve várias vezes em seu programa.

O colunista Flavio Ricco, do UOL, cujo filho está namorando a apresentadora Eliana, ficou vermelho com as piadas de Silvio. Outra vítima de uma “trollagem” do apresentador foi Décio Piccinini. Ao contar que tem um programa na Rede Brasil, um canal disponível em algumas operadoras de TV paga, ouviu do apresentador: “Rede Brasil existe?”

A maior surpresa da noite foi “Malhação”, que teve quatro indicações, mesmo número de “Império”. A atração dirigida ao público adolescente foi indicada como melhor novela, melhor ator (Arthur Aguiar) e disputou a categoria revelação com dois candidatos, Isabella Santoni e Rafael Vitti. A atriz que faz a personagem Karina ficou com o troféu.

O júri de jornalistas especializados escolhe entre os três candidatos mais votados pelo público em cada categoria. É um método que limita muito as escolhas. Em mais de uma situação, jurados lamentaram não poder votar nos candidatos que realmente gostariam.

Ricardo Feltrin, do UOL, foi o mais explícito na crítica, ao lamentar que “Tá no Ar”, o melhor humorístico de 2014, não estava entre os três indicados, a saber: “A Praça É Nossa”, “Zorra Total” e “Pânico”. Silvio Santos ouviu a reclamação sem comentar.

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Pegadinha com zumbis foi legal, mas ano parece que ainda não começou no SBT
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Mauricio Stycer

SBTpegadinhasumbis

Março está chegando ao fim, mas o ano de 2015 parece ainda não ter começado no SBT. Diferentemente de seus concorrentes principais, Globo e Record, a emissora de Silvio Santos mostrou muito pouca coisa nova até agora.

Nesta segunda-feira (30), por exemplo, o SBT reestreia “A Usurpadora”. Trata-se da sexta vez  que esta novela mexicana vai ser vista na tela da emissora – um recorde em matéria de falta de imaginação e preguiça de quem cuida da programação.

No domingo, pela primeira vez em 2015, o SBT mostrou um “Programa Silvio Santos” registrado este ano mesmo – até então, todos haviam sido gravados em 2014, antes das férias do patrão.

Silvio Santos retornou ao batente com disposição, como foi possível ver na televisão. Antes de apresentar um número musical com dançarinas, avisou: “Quero ver se as meninas do Faustão fazem isso que vocês vão fazer”. Encerrada a apresentação, observou com a sinceridade habitual: “Foi horrível”.

Mas a grande atração do programa foi a exibição de uma “superprodução”, promovida como “a primeira pegadinha de terror realizada em um vagão de metrô no mundo”. Com 70 figurantes fantasiados como zumbis, gravada no metrô de Fortaleza, a ação teve o mérito de se assumir como entretenimento puro, sem qualquer preocupação de parecer real – um filme de terror, praticamente.

Ainda que digna de elogios, espera-se mais do SBT do que a pegadinha “Zumbis no Metrô”.

Em tempo: Enquanto foi exibida, a pegadinha deixou o SBT em segundo lugar no Ibope, com 9,4 pontos.

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Sem a Globo, faixa das 20h30 volta a ser horário nobre de novelas
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DezMandamentos1Ao anunciar a sua programação para 2015, no início de fevereiro, a Record informou que iria mudar a sua grade para lançar “Os Dez Mandamentos” em uma nova faixa, a das 20h30.

chiquititasA decisão de colocar a sua superprodução bíblica no horário do “Jornal Nacional”, e não no da novela das 21h15, pareceu inteligente. É uma oportunidade de oferecer realmente uma alternativa ao espectador. O SBT, com a novela infantil “Chiquititas”, atende a uma outra parcela da audiência.

mileumanoitesAntes de a Record estrear “Os Dez Mandamentos” nesta segunda-feira (23), porém, a Band se antecipou com uma mesma ideia. No último dia 9, a emissora lançou “Mil e Uma Noites”, uma novela turca, em 180 capítulos, lançada originalmente em 2007 e já exportada para uma dezena de países.

Assim, de uma hora para outra, a faixa das 20h30, que no passado era o horário da principal novela da Globo, é agora ocupada por três folhetins dos concorrentes. A faixa consagrada – e depois abandonada – pela líder de audiência voltou a ser “o” horário de novelas.

Somadas, nesta segunda-feira (23), as audiências de “Os Dez Mandamentos” (12,1), “Chiquititas”(12) e “Mil e Uma Noites” (3,2) superaram o “Jornal Nacional” (25,3) na Grande São Paulo, de acordo com dados consolidados do Ibope.

E, enquanto a Record evitou exibir sua novela no horário de “Babilônia”, o SBT decidiu apostar exatamente na faixa das 21h15, desde o último dia 16, para reapresentar um dos seus maiores sucessos recentes, a infantil “Carrossel”.

Sozinha, sem concorrência, mas com baixíssima audiência, a TV Brasil exibe, a partir das 23h, a novela angolana “Windeck”.

O ano de 2015 assiste, desta forma, a uma situação de variedade que não ocorria há muito tempo: cinco emissoras diferentes exibindo novelas. Para quem gosta, incluindo as reprises, são 13 por dia, de quatro nacionalidades – além das brasileiras, a oferta inclui mexicanas, uma turca e uma angolana.

15h15: Maria Esperança (SBT)
16h15: Coração Indomável (SBT)
16h30: O Rei do Gado (Globo)
17h: A Feia Mais Bela (SBT)
17h45: Malhação (Globo)
18h25: Sete Vidas (Globo)
19h35: Alto Astral (Globo)
20h25: Mil e Uma Noites (Band)
20h30: Os Dez Mandamentos (Record)
20h30: Chiquititas (SBT)
21h15: Babilônia (Globo)
21h15: Carrossel (SBT)
23h: Windeck – Todos os Tons de Angola (TV Brasil)

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“Limite da criatividade do Silvio Santos chama-se Chaves”, critica Benedito
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Exibida entre janeiro e dezembro de 1990, “Pantanal” foi um dos maiores sucessos da história da Rede Manchete. Dezoito anos depois, entre junho de 2008 e janeiro de 2009, a novela ganhou uma reprise no SBT, com bons resultados no Ibope.

A reprise, porém, foi marcada por uma polêmica – uma ação judicial movida por Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, contra o SBT, pedindo o pagamento de direitos autorais.

A emissora já venceu a ação em duas instâncias – a mais recente decisão judicial, como revelou o colunista Flavio Ricco, em 2014, levou Benedito a desistir do caso.

O autor de “Pantanal” conserva, porém, grande mágoa de Silvio Santos, como revelou neste domingo (22) em uma entrevista ao “Pânico”, na Band. “Roubaram ‘Pantanal’, não me pagaram até hoje”, disse Benedito aos humoristas do programa (Repórter Vesgo e Inconveniente) que o abordaram à saída do Prêmio Quem, no Rio.

“O limite da criatividade do Silvio Santos chama-se Chaves”, disse o autor de “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Meu Pedacinho de Chão”, entre tantas outras novelas.

Como já contou em outras ocasiões, Benedito lembrou que ofereceu o projeto de “Pantanal” primeiro para o SBT: “Levei para o Silvio Santos porque eu queria fazer no SBT. Ele não quis porque achou que podia ficar caro. Eu fiz na Manchete.” Falando da reprise, concluiu: “Pra ele (Silvio) saiu de graça”.

A entrevista pode ser vista abaixo (entre os minutos 5:30 e 7:15):

Benedito Ruy Barbosa faz revelação bombástica

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SBT: do beijo entre mulheres de “Amor e Revolução” à “novela para família”
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sbtnovelafamiliaNo momento em que “Babilônia”, da Globo, enfrenta rejeição e protestos por causa de um beijo protagonizado por um casal de mulheres, as personagens de Fernanda Montenegro (Teresa) e Nathalia Timberg (Estela), o SBT resolveu promover “Chiquititas” com um slogan provocativo: “Novela pra família é aqui”.

Em sua defesa, a emissora pode dizer que já usou um mote parecido em outras ocasiões. Em fevereiro, por exemplo, bem antes da estreia da novela da Globo, o SBT promoveu a reprise de “Carrossel” como “a novela que uniu a família brasileira”.

babiloniabeijofernandanatalia1O problema é o “timing” da nova promoção da emissora de Silvio Santos. “Babilônia” estreou esta semana com a disposição, justamente, de discutir o conceito de “família”, um tema que desperta paixões e preconceitos. Teresa e Estela vivem juntas há décadas, criam o neto de uma delas como filho e se preparam para oficializar a união.

sbtbeijoPara complicar ainda mais, não faz muito tempo que o SBT exibiu um beijo entre duas mulheres – o primeiro numa novela brasileira. Foi em maio de 2011, em cena de “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago.

A cena – um beijaço, intenso e longo, entre as personagens Marcela (Luciana Vendramini) e Mariana (Gisele Tigre) – provocou tanta polêmica que a emissora, pouco depois, determinou ao autor que não mostrasse mais nada semelhante na novela. Um segundo beijo entre as duas personagens, já gravado, deixou de ser exibido.

“O SBT realizou uma pesquisa para avaliar o desempenho de ‘Amor e Revolução’. A pesquisa apontou a insatisfação do público em geral em relação às cenas de violência demasiada e beijo gay explícito”, divulgou em julho de 2011.

Tudo bem a emissora ter decidido mudar o seu público-alvo, mas não dá para ignorar o passado recente.

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Fala o leitor: “Que a TV aberta descanse em paz no seu abismo decadente”
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guguratinhomontagemO leitor “molinari88” ficou espantado ao ler aqui no blog sobre a ameaça do apresentador Ratinho, do SBT, de apelar a mais baixarias para competir com o novo programa de Gugu Liberato, na Record. Ele, então, publicou um comentário no blog – tão bom que o reproduzo aqui, de maneira que tenha o destaque que merece:

eduardocoutinhobabilonia2000Dizem que esses programas só existem por que o povo gosta de baixaria. Bom, um dia desses convidei minha mãe a assistir o (documentário) “Babilônia 2000″ do Eduardo Coutinho junto comigo. Ela amou e quase chorou ao conhecer a vida daquelas pessoas (moradores do morro da Babilônia, no Rio). De lá pra cá, ela já assistiu outros dele e descobriu que adora documentários.

Acho que a TV aberta subestima os telespectadores, nivela por baixo a inteligência das pessoas. Minha mãe é uma pessoa das mais normais, não teve estudo até o fim, nem é uma doutora intelectual. Acho que o público da TV aberta tem capacidade sim de assistir a programas mais inteligentes, menos sensacionalistas, mais reais e emocionantes. E pergunto: por que nenhuma emissora aberta exibiu os documentários de Coutinho?

Pra quem quer fugir da briga entre Ratinho e Gugu, sugiro a sequência “Som do Vinil” (apresentado por Charles Gavin) e logo em seguida “Sangue Latino” (apresentado por Eric Nepomuceno) no Canal Brasil. E durmam felizes depois disso. Sobre a TV aberta? Apenas descanse em paz no seu abismo decadente.

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Troféu Sinceridade: “Se eu fizer baixaria, ganho do Gugu”, ameaça Ratinho
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RatinhoPanico
O “Pânico” marcou um golaço neste domingo (01) ao entrevistar, ainda que brevemente, Gugu Liberato e Carlos Massa, o Ratinho, protagonistas de uma estridente disputa pela audiência na última quarta-feira (25). O apresentador da Record, que estreava naquela noite, levou enorme vantagem, vencendo não apenas o rival do SBT como também a Globo em parte da noite.

Rodrigo Scarpa (o Repórter Vesgo) e Eros Prado (o Inconveniente) fizeram as entrevistas, fantasiados de Gugu e Ratinho, respectivamente. A conversa com o apresentador do SBT foi a mais interessante.

“Não foi você que ganhou”, disse Ratinho, dirigindo-se a Vesgo. “Foi a Richtofen. Se eu tivesse ganhado, seria a Dona Florinda”, observou, referindo-se às entrevistas que os dois exibiram naquela noite — Gugu fez uma exclusiva, exibida em duas partes, na quarta e quinta-feira, com Suzane Richtofen dentro do presídio, enquanto Ratinho trouxe do México a atriz Florinda Meza, viúva de Roberto Bolaños, criador das séries “Chaves” e “Chapolin”, falecido em novembro do ano passado.

Em seguida, Ratinho prometeu: “Gugu, se eu resolver fazer o que você está fazendo, eu ganho de você de novo”. “O que ele está fazendo?”, quis saber o repórter: “Baixaria. Tipo o que eu fazia”.

Prado perguntou, então: “O que nós vamos fazer para dar uma segurada no Gugu?” A resposta de Ratinho pareceu sincera: “Vamos partir para a baixaria. Eu acho, Gugu, que nós vamos ter que disputar as baixarias a partir de agora. Vamos mostrar bunda, baixaria, vamos fazer banheira, tudo.”

Ainda que em tom de brincadeira, Ratinho claramente fez uma ameaça, sugerindo que se o rival seguir na toada dos primeiros dias vai desencadear uma guerra pela audiência da pior forma possível.

Mais contido, Gugu procurou ser diplomático ao falar com os repórteres do “Pânico”: “Tem público para nós dois”, disse. E ainda deu uma dica para Silvio Santos: “Conversei com Ratinho sobre essa concorrência. É bom. Assim o SBT pode dar dinheiro para ele fazer um programa melhor”.

Veja abaixo a reportagem do “Pânico”:
Ratinho diz que Gugu está fazendo baixaria na TV

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Memória (2013)
Ratinho festeja 15 anos de SBT e agradece ao produtor que o aconselhou a desistir da baixaria

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