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Em 15 dias, Paulo Cintura faz as mesmas críticas à Escolinha em três canais
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Mauricio Stycer

paulocinturasuperpopPauloCinturaRecordpaulocinturaraulgilEntre novembro de 2015 e janeiro de 2016, os canais Viva e Globo exibiram um especial com sete novos episódios da “Escolinha do Professor Raimundo”. Com Bruno Mazzeo no lugar do pai, Chico Anysio, e atores talentosos da nova geração no lugar dos veteranos, o programa foi um sucesso de audiência e teve ótima repercussão.

Houve, é claro, quem não tenha gostado. Paulo Cesar Rocha, o Paulo Cintura, foi um deles. O ator odiou o programa. Na sua visão, o especial foi um “desrespeito” com os atores da primeira Escolinha. Ele acha que o elenco original deveria ter sido chamado para participar. Só os já mortos deveriam ter sido substituídos. Na sua opinião, os personagens pertencem aos atores que os criaram.

Não concordo com as críticas de Cintura, mas ele tem todo o direito de expressá-las. O que acho estranho é, de uma hora para outra, três programas convidarem o ator num intervalo de duas semanas para dizer estas mesmas coisas.

No dia 14, Cintura esteve no “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez na RedeTV!. No dia 24, ele deu entrevista ao “Domingo Show”, comandado por Luiz Bacci, na Record. E neste sábado (30), ele foi sabatinado no programa de Raul Gil, no SBT.

Cintura repetiu as mesmas reclamações nos três. O mais curioso ocorreu durante o “Domingo Show”. João Elias, o ator que fazia o Salim Muchiba na Escolinha, disse que não concordava com o amigo. Para ele, a nova Escolinha foi uma “homenagem” aos veteranos.

Cintura não fez nenhuma acusação grave à Globo ou aos produtores do programa. Apenas reclamou, manifestou mágoa e tristeza.

Não consigo entender a razão de três programas, de três emissoras diferentes, convocarem o ator para dar estas mesmas opiniões. Falta de imaginação? Preguiça? A impressão é que alguns programas estão sendo dirigidos no piloto-automático.

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Gravado e com novo diretor, Xuxa perdeu audiência e não venceu mais o SBT
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Mauricio Stycer

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Na guerra pela vice-liderança, algumas das disputas mais interessantes se dão entre os programas de auditório de Record e SBT.

A emissora de Edir Macedo tem levado boa vantagem aos domingos (com “Domingo Show” e “Hora do Faro”) e às quartas (com Gugu). Já o canal de Silvio Santos encontra consolo às segundas, com Ratinho e “Máquina da Fama”.

Maior contratação da história recente da Record, Xuxa tem sido derrotada com grande freqüência pelos dois programas do SBT. Desde a estreia, em 17 de agosto de 2015, foram 36 programas – em 29 deles, a ex-rainha dos baixinhos deixou sua emissora em terceiro lugar e em sete ficou na vice-liderança.

A ansiedade com o desempenho do programa, tanto por parte da apresentadora quanto da Record, já produziu duas mudanças drásticas. Desde o final de janeiro, a atração deixou de ser ao vivo e trocou de diretor. Mariozinho Vaz, que havia deixado a Globo para comandar Xuxa, foi substituído por Ignácio Coqueiro, então diretor de “A Hora do Faro”.

Os números de audiência mostram que as alterações não surtiram efeito. Ao contrário. A audiência caiu. Com Vaz, Xuxa registrou 6,9 pontos de média enquanto o SBT, na mesma faixa horária, alcançou 7,8. As sete vitórias da apresentadora ocorreram neste período. De 24 confrontos, o SBT venceu 17 vezes.

Com Coqueiro, desde 8 de fevereiro, Xuxa permanece na terceira colocação por 12 semanas seguidas, com 6,13 de média – uma queda de 11% em relação ao período dirigido por Vaz. Já o SBT segue na vice-liderança, sem alterar a sua média, de 7,8.

A troca de diretor implicou em algumas poucas mudanças no programa – alguns quadros novos e o esforço de exibir convidados com forte apelo popular, como Eduardo Costa e Wesley Safadão. O culto à própria apresentadora permanece como uma marca da atração.

Estamos falando de pouco mais de oito meses de programa, o que não é muito tempo em televisão. Xuxa ainda tem muita coisa para experimentar e testar na busca para ampliar o seu público. O que pesa, justamente, é a ansiedade por audiência, justificada pelo peso de seu nome e dos valores envolvidos na sua contratação.

Resta à Record saber administrar estas derrotas e tentar encontrar um caminho para a apresentadora.

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“Todos os programas do Multishow são de humor antigo”, diz Carlos Alberto
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Mauricio Stycer

Pouco antes de completar 80 anos, em março, Carlos Alberto de Nóbrega foi surpreendido pelo convite do SBT para antecipar a renovação de seu contrato anual, estendendo-o até 2019. Foi a primeira vez que isso ocorreu na carreira do comediante.

“Minha ida à Globo mexeu com o SBT”, contou Nóbrega em uma ótima entrevista ao UOL Vê TV, citando a sua participação no “Ta no Ar”. Com enorme franqueza, ele tratou de todos os assuntos propostos.

Contou que veta piadas em “A Praça É Nossa” para não ofender as crianças que assistem o programa. Classificou os programas de humor do Multishow (Tom Cavalcanti, Ceará etc) como “antigos”. Explicou a polêmica com o humorista Batoré (“quem pediu a demissão dele foi o Silvio”). Falou da participação da mulher no “Mulheres Ricas” (“fiquei com vergonha alheia”).

Sobre Silvio Santos, contou várias histórias. Lembrou da “ciumeira” entre o dono do SBT e Boni, o ex-executivo da Globo. Falou do carro do Patrão, o mais feio no estacionamento da emissora. E disse não imaginar a emissora sem ele. “Silvio Santos vai ter que viver até os 100 anos, que nem Roberto Marinho”.

Veja abaixo trechos selecionados. E, no fim, a íntegra da conversa.

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Silvio Santos debocha da votação do impeachment: “Demorou muito”
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Mauricio Stycer

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Em um breve comentário no programa deste domingo (24), Silvio Santos falou sobre a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma, ocorrida na Câmara dos Deputados sete dias antes. “Não gostei. Demorou muito”, disse.

silviosantosimpeachment2Na sequência, o dono do SBT exibiu uma foto-montagem, inspirada no programa “Tentação”, que Silvio apresentava (imagem no alto): “Se tivessem falado comigo, não tinha demorado tanto”. E acrescentou: “Era só fazer a pergunta e o pessoal saía lá do plenário e entrava nas portas. E acabava logo. Não precisava demorar tanto tempo para resolver uma questão.”

O SBT, como se sabe, foi a única grande rede de TV aberta a não transmitir a sessão da Câmara no domingo passado. A emissora ficou com a sua programação normal, alcançando a vice-liderança no horário.

A montagem foi criada e divulgada no Twitter por William Castro.

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Apesar da vitória no Ibope, desprezo pelo jornalismo é uma derrota do SBT
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Mauricio Stycer

A decisão de Silvio Santos de não mostrar a cobertura do impeachment durante a tarde e boa parte da noite de domingo (17) resultou em excelente resultado no Ibope. Depois de muito tempo em terceiro lugar, o SBT recuperou a vice-liderança enquanto todas as outras emissoras transmitiam ao vivo de Brasília.

Na média das 24 horas, a emissora registrou 6,7 pontos, contra 13 da Globo e 5,1 da Record. A emissora não registrava 6,7 de média nas 24 horas desde 05 de julho de 2015, quando marcou 6,9.

O sucesso da estratégia pode dar margem a uma interpretação equivocada – a de que a população não estava interessada no processo de impeachment. Não é isso que mostram os números. Verdade que o SBT ficou em segundo lugar com a sua programação normal, mas a soma da audiência de todas as emissoras que exibiram e debateram a votação é três vezes maior que a da emissora de Silvio Santos.

O desinteresse de Silvio Santos pelo jornalismo é notório e antigo. A história do SBT registra alguns investimentos nesta área, mas raramente houve uma política clara para este departamento.

Silvio Santos mostrou mais uma vez não estar preocupado com o prestígio do seu jornalismo. Construiu a sua emissora desse jeito e não dá sinal algum de que mudará de ponto de vista. Para ele, os números de audiência confirmam o seu ponto de vista.

Para os jornalistas da casa, porém, a sensação é de derrota. Como qualquer profissional, os do SBT sabiam que o domingo era um dia especial e histórico. Trabalhar e não ver o seu esforço na tela foi uma frustração enorme.

O jornalista Sergio Utsch, correspondente da emissora na Europa, expressou esta sensação no Twitter. Escrevi que o SBT não cobriu o impeachment por decisão de Silvio Santos. Ele me corrigiu e disse: “Com todo respeito, está cobrindo sim. Com um grande e aguerrido time. Não está transmitindo. É diferente.”

Atualizado às 15h

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Tá No Ar bate recordes no Ibope em 2016 e equipe já escreve a 4ª temporada
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Mauricio Stycer

Programa cujas piadas “ninguém entende”, segundo Boni, “Tá no Ar” bateu todos os recordes de audiência em 2016. O episódio final da terceira temporada, exibido nesta terça-feira (05), registrou médias de 17 pontos em São Paulo e 22 no Rio – os maiores números em três anos.

Na média, a temporada 2016 foi, de longe, a melhor. Em São Paulo, o humorístico registrou média de 15 pontos e no Rio de 18. São três pontos a mais, de média, do que em 2015 nas duas cidades. Em 2014, exibido mais tarde, o “Tá no Ar” teve média de 9 em São Paulo e 12 no Rio.

Perguntei a Marcius Melhem, um dos criadores do programa, como ele viu estes ótimos resultados. “A terceira temporada nos deixou muito felizes. O programa ganhou mais repercussão, mais alcance, números maiores, o que mostra que ele está comunicando de maneira forte”, disse.

“Mas independente dos números, nós conseguimos provocar o debate sobre questões importantes, sobretudo a intolerância. E por fim, fechamos com um programa sobre a importância da convivência de diferentes. Um programa de amor e respeito pelo outro”, acrescentou, referindo-se à homenagem a Carlos Alberto de Nóbrega.

Quis saber também como ele viu a comoção causada por este quadro com a “Velha Surda” na “Praça”. “A comoção sobre a participação do Carlos Alberto surge por quatro fatores. Primeiro, porque mostrou que pode haver admiração e convivência entre artistas e empresas concorrentes. Segundo porque mistura o humor dito tradicional com o humor dito moderno, mostrando que essas classificações não espelham a questão real: o que diverte é bom, independente da idade ou do estilo”.

E mais: “Outro ponto é mostrar a importância do amor e da tolerância nesse momento de tanta raiva nas discussões do dia a dia. E por fim, essa repercussão se dá também pela figura incrível, talentosa e generosa que ele construiu com uma brilhante carreira. Ele merece todo o carinho do mundo.”

Por fim, perguntei sobre a próxima temporada. Melhem disse que ela já está confirmada. “Gravamos a partir de outubro. Estreia em janeiro (de 2017). Não sabemos quantos episódios ainda.”

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Mauricio Stycer

Encerrada nesta terça-feira (05), a terceira temporada foi de longe a melhor e mais forte do “Tá no Ar”. Além de rir dos exageros e absurdos da televisão, o seu principal objetivo, o humorístico da Globo foi além, deixando clara a sua posição em relação a temas da atualidade do país.

O programa de Marcius Melhem, Marcelo Adnet e Mauricio Farias foi impiedoso com a parte mais preconceituosa da elite econômica do país (no quadro “Balada Vip”), bem como com a exaltação da violência policial (“Jardim Urgente” e “Pitombo Game Show”) e com o excesso de religião na TV (diversos esquetes).

Curiosamente, a principal atração do último episódio de 2016 não foi uma crítica, mas uma homenagem carinhosa a Carlos Alberto de Nóbrega, ao programa que apresenta há décadas, “A Praça É Nossa”, e ao SBT como um todo.

O apresentador encarnou o seu personagem na “Praça” em conversa com a “Velha Surda”, uma recriação de Marcius Melhem da personagem vivida longamente por Roni Rios (1936-2001).

tanoarvelhasurdaO diálogo, como sempre, foi marcado por mal-entendidos causados pelo problema de audição da personagem. O detalhe é que todas as confusões giraram em torno do SBT – uma grande homenagem à emissora que por muito tempo se orgulhou da “liderança absoluta do segundo lugar”. Leia abaixo trechos do diálogo:

Carlos Alberto de Nóbrega
: Me convidaram pra vir e eu vim, porque eu não sou bobo.
Velha Surda: Ah, vai trabalhar na Globo?
CAN: A senhora não entende a minha explicação!
VS: Pediu demissão?
CAN: Mas não é possível!
VS: Brigou com o Silvio? Que loucura. Brigou com mais gente também?
CAN: A senhora tá Pinel!
VS: Ah, com toda a família Abravanel!?
CAN: Pelo amor de Deus! Estou tratando a senhora com carinho!
VS: Ah, prefere os Marinho! Safado…
CAN: Estou ficando nervoso.
VS: Ah, pagaram mais pro Bozo!
CAN: Eu vou voltar pro SBT e a senhora sabe pra onde vai? (cochicha algo no ouvido dela)
VS: O que tem o Raul Gil?

Que o “Tá no Ar” volte o quanto antes com críticas e homenagens à televisão.

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Diretor explica frase de Gugu e diz que não houve ingratidão com Silvio
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Mauricio Stycer

O agradecimento de Gugu Liberato a Boni, exibido na noite de sábado, no “Programa da Sabrina”, deu margem a um mal entendido, na visão de Homero Salles, que dirigiu o apresentador por muitos anos.

A frase de Gugu que causou enorme comoção foi: “Quem me proporcionou a maior mudança na minha vida foi o Boni, a quem eu devo a minha carreira”. Para muita gente, o comentário revelou ingratidão com Silvio Santos, patrão de Gugu por mais de três décadas.

guguesilvioSegundo Salles, a frase de Gugu deve ser entendida no contexto da época. O convite de Boni para que ele trocasse o SBT pela Globo acabou dando novo impulso à trajetória do apresentador dentro da emissora de Silvio Santos. “Graças a ele, Boni, a sua carreira tomou um novo rumo, com maior visibilidade, rendimentos e prestígio”, escreveu Salles em sua página no Facebook.

Gugu também publicou em suas redes sociais um esclarecimento, na mesma linha do feito por Salles. “Minha referencia a gratidão que tenho pelo Boni, deve-se à grande ‘virada’ na minha carreira”, escreveu. “Porém devo também esclarecer que por outro lado, a minha gratidão pelo Silvio Santos será eterna. Silvio Santos não foi somente um patrão, mas sim um padrinho que Deus colocou em minha vida”, afirmou Gugu.

Veja abaixo a mensagem de Homero Salles na íntegra:

Estou pasmo lendo uns comentários totalmente equivocados sobre a declaração que o Gugu fez ontem no programa da Sabrina… Estão dizendo que ele é ingrato ao Silvio Santos por ter dito que deve a “carreira” ao Boni… Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa…

Gugu fazia um programa exitoso , que tive a honra de dividir a criação e direção com uma diretora argentina , Nelly Raymond, um programa simples , que apesar de obter altos índices de Ibope , passava de sábado a noite, numa época em que Silvio Santos dominava o domingo…

Domingo esse que era o sonho de consumo de dez entre dez apresentadores de televisão. Eis que surge um convite de ouro , do Boni, para ele trabalhar aos DOMINGOS na Rede Globo… convite irrecusável pois todo profissional anseia progredir na carreira que abraçou…

Neste ínterim, Silvio Santos passava um mau momento, com uma suspeita de doença grave em suas cordas vocais e estava com receio de ter de parar de apresentar o programa dominical.

Procurou o Gugu , pediu para que ele não saísse da emissora e entre os argumentos , colocou para o Gugu a grande responsabilidade que tinha de dar uma solução de continuidade pelo compromisso que havia com milhares de funcionários, caso parasse de fazer o programa e com isso prejudicasse a propaganda dos produtos Baú da Felicidade e Telesena…

Gugu ficou sensibilizado e abriu mão de uma grande quantia em dinheiro e o prestígio de trabalhar na emissora numero um do Brasil…se sacrificou para atender o pedido do Silvio…

Mas com isso, Silvio Santos, por gratidão a esta lealdade do Gugu, abriu espaço para ele ter seu próprio programa aos domingos no SBT…o Cidade X Cidade que também tive a honra de dirigir….treinando-o inclusive para uma eventual sucessão…

Portanto, quando Gugu se referiu ao Boni, acredito que o que ele quis dizer foi que , graças a ele, Boni, a sua carreira tomou um novo rumo, com maior visibilidade, rendimentos e prestígio .

guguhomeroGugu NÃO É INGRATO, sou a prova viva disso por estar trabalhando, dirigindo e tendo sua amizade desde 1979/80…ele é muito generoso e grato as pessoas que o auxiliaram no início da carreira….Imagine então pelo Silvio…

Sei da sua admiração, que também compartilho, pelo Silvio Santos, um homem e patrão excepcional que tenho certeza tem um carinho muito grande também pela lealdade e desprendimento que o Gugu demonstrou lá atras , quando isso foi solicitado por ele….

Espero que entendam , pois o certo é o certo, não é o errado e nem o duvidoso….”

E aqui, o esclarecimento de Gugu Liberato:

“Hoje li no UOL sobre minha participação ontem no Programa da Sabrina, onde o foco é meu reconhecimento ao Boni (ex diretor da Globo), que me contratou no final dos anos 80 para lá trabalhar.

Quero esclarecer que houve um mal entendido. Minha referencia a gratidão que tenho pelo Boni, deve-se à grande “virada” na minha carreira, pois foi através dele que fui alçado à ter um programa aos domingos na TV brasileira, na época o grande sonho de todos os apresentadores.

Porém devo também esclarecer que por outro lado, a minha gratidão pelo Silvio Santos será eterna, pois foi através dele, pelas suas mãos, que tive a minha grande chance de trabalhar em televisão, aprendendo com ele e tendo a oportunidade de apresentar o meu primeiro programa de auditório que foi o Viva a Noite.

Silvio Santos não foi somente um patrão, mas sim um padrinho que Deus colocou em minha vida e por isso meus sentimentos por ele e por tudo que fez por mim não poderiam jamais serem descritos em apenas uma frase.
Silvio está muito além de qualquer homenagem televisiva.”

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Faro: “Seria arrogância dizer que o Faustão está mudando por minha causa”
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Mauricio Stycer

Há nove meses na vice-liderança nas tardes de domingo, Rodrigo Faro deixou Eliana para trás e agora só vê Faustão à sua frente. Quer dizer, nem sempre. No último domingo (27), por exemplo, o programa da Record ficou à frente da atração da Globo ao longo de todo o tempo (90 minutos) em que disputaram audiência.

Alguns dias antes deste ótimo resultado, estive na Record para uma entrevista com Faro. Questionei o apresentador a respeito de suas vitórias sobre a apresentadora do SBT e a concorrência com Faustão. Ele observou que o programa da Globo tem passado por mudanças, mas ressalvou: “Seria arrogância dizer que o Faustão está mudando por minha causa”.

Falando sobre os elogios que têm recebido pelos bons números de audiência, observou: “Se o artista acreditar em tudo que as pessoas falam, ele pode virar um idiota”.

A entrevista, realizada dentro do camarim do apresentador, foi bem interessante. Faro falou das mudanças que fez no programa ao trocar o sábado pelo domingo: “Excesso de beijo na boca não funciona no domingo”, contou. Ao mesmo tempo, começa a retornar com quadros que havia deixado para trás, como o “Dança Gatinho”.

Completando dois anos aos domingos, Faro falou também sobre o excesso de histórias tristes, de “superação”, no programa. “Falaram pra mim: tem que fazer emoção no programa”. Porém, observou: “Só tristeza não é a minha cara. Não dá pra você ficar quatro horas chorando”. Também explicou como vê o “assistencialismo” na TV, falou sobre Silvio Santos e, ao fim, me serviu um tostex com café:

Veja abaixo trechos da entrevista e a visita ao camarim de Faro:

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Sem lugar na TV aberta, Adriane Galisteu avisa: “Silvio, tô na área!”
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Mauricio Stycer

adrianegalisteuraulgilConvidada do programa de Raul Gil, no SBT, Adriane Galisteu voltou a lamentar que não encontra mais espaço na TV aberta. “Realmente, não sei por que estou fora do ar”, disse no quadro Elas Querem Saber. “Silvio, tô na área!”, avisou.

Em menos de uma semana, Galisteu é a segunda apresentadora que pede emprego publicamente ao dono do SBT. Na última segunda-feira (21), Xuxa se ofereceu para ser garota-propaganda da marca de cosméticos do empresário.

Galisteu hoje apresenta um programa de culinária, “Papo de Cozinha”, no canal pago Discovery Home & Health. Também tem um canal no You Tube, “Galisteu sem Filtro”. “Eu estou fora da TV aberta, mas não estou longe. Minha hora na TV aberta vai chegar”, disse.

O último programa em que a apresentadora foi vista na TV aberta foi “Quem Quer Casar com Meu Filho?”, na Band, em 2014.

Raul Gil também fez propaganda a favor de Galisteu. “Como você vê tanta mediocridade, gente que não sabe nem falar, se expressar e que tem um horário na TV aberta?”, perguntou. “Eu sou da época em que tinha que estudar para te entrevistar”, respondeu. “Achei que ia morrer quando saí da TV. Mas acredite em mim, vou achar meu caminho de volta”.

“Você é a única que daria sequência ao programa de Hebe Camargo”, disse Raul Gil. “Ela é insubstituível”, respondeu ela.

Galisteu lembrou-se de dois episódios envolvendo Silvio Santos. O primeiro, quando o Patrão alterou pela vigésima vez o horário do “Charme”, programa que apresentava no SBT, em 2008, colocando-o de madrugada. “Eu tava brava com o Silvio. Fui de pijama”. No dia seguinte, contou, Silvio a chamou e disse: “Adorei, Galisteu. Quero sempre assim, de pijama”.

A apresentadora também contou uma conversa que teve com o dono do SBT sobre o cenário que queria em seu programa. Segundo ela, Silvio deu a seguinte lição: “O sucesso está na estrela, não no cenário”.

Questionada se voltaria a posar na “Playboy”, Galisteu disse: “Não estou recusando trabalho. Seria mais uma questão de entender o por quê”.

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