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Troféu Sinceridade: “Se eu fizer baixaria, ganho do Gugu”, ameaça Ratinho
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Mauricio Stycer

RatinhoPanico
O “Pânico” marcou um golaço neste domingo (01) ao entrevistar, ainda que brevemente, Gugu Liberato e Carlos Massa, o Ratinho, protagonistas de uma estridente disputa pela audiência na última quarta-feira (25). O apresentador da Record, que estreava naquela noite, levou enorme vantagem, vencendo não apenas o rival do SBT como também a Globo em parte da noite.

Rodrigo Scarpa (o Repórter Vesgo) e Eros Prado (o Inconveniente) fizeram as entrevistas, fantasiados de Gugu e Ratinho, respectivamente. A conversa com o apresentador do SBT foi a mais interessante.

“Não foi você que ganhou”, disse Ratinho, dirigindo-se a Vesgo. “Foi a Richtofen. Se eu tivesse ganhado, seria a Dona Florinda”, observou, referindo-se às entrevistas que os dois exibiram naquela noite — Gugu fez uma exclusiva, exibida em duas partes, na quarta e quinta-feira, com Suzane Richtofen dentro do presídio, enquanto Ratinho trouxe do México a atriz Florinda Meza, viúva de Roberto Bolaños, criador das séries “Chaves” e “Chapolin”, falecido em novembro do ano passado.

Em seguida, Ratinho prometeu: “Gugu, se eu resolver fazer o que você está fazendo, eu ganho de você de novo”. “O que ele está fazendo?”, quis saber o repórter: “Baixaria. Tipo o que eu fazia”.

Prado perguntou, então: “O que nós vamos fazer para dar uma segurada no Gugu?” A resposta de Ratinho pareceu sincera: “Vamos partir para a baixaria. Eu acho, Gugu, que nós vamos ter que disputar as baixarias a partir de agora. Vamos mostrar bunda, baixaria, vamos fazer banheira, tudo.”

Ainda que em tom de brincadeira, Ratinho claramente fez uma ameaça, sugerindo que se o rival seguir na toada dos primeiros dias vai desencadear uma guerra pela audiência da pior forma possível.

Mais contido, Gugu procurou ser diplomático ao falar com os repórteres do “Pânico”: “Tem público para nós dois”, disse. E ainda deu uma dica para Silvio Santos: “Conversei com Ratinho sobre essa concorrência. É bom. Assim o SBT pode dar dinheiro para ele fazer um programa melhor”.

Veja abaixo a reportagem do “Pânico”:
Ratinho diz que Gugu está fazendo baixaria na TV

Veja também
Na estreia, Gugu bate a Globo com entrevista de Suzane von Richthofen
Ratinho anuncia entrevista com dona Florinda para bater estreia de Gugu

Memória (2013)
Ratinho festeja 15 anos de SBT e agradece ao produtor que o aconselhou a desistir da baixaria


“Não vejo televisão, só vejo cinema”, diz Silvio Santos; Netflix responde
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Em um programa gravado antes de entrar de férias, mas só exibido neste domingo (22), Silvio Santos voltou a dizer que tem pouco interesse pelo que é mostrado na televisão brasileira – incluindo, é claro, o seu próprio canal, o SBT. O comentário também serviu para o apresentador fazer propaganda – segundo ele, gratuita – do provedor online Netflix. Veja abaixo:

Atento a todas as oportunidades, a Netflix respondeu a Silvio, em um vídeo gravado pelo CEO da empresa, Reed Hastings:

Atualizado em 27 de fevereiro


Silvio Santos de “baiana” e debate surreal na RedeTV! marcam noite na TV
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Mauricio Stycer

SBTCarnavalSilvio
Silvio Santos ainda não voltou de suas férias na Flórida, mas mesmo assim foi a presença mais marcante na cobertura de Carnaval que o SBT fez em Salvador, na noite de sexta-feira (13).

Em forma de animação, o apresentador foi representado com diversas fantasias, em rápidas vinhetas, que apareciam na tela da emissora. Surgiu de camisa listrada e chapéu Panamá e, no momento mais divertido, com roupa de baiana (imagem acima).

Celso Portiolli e Eliana foram os principais apresentadores da emissora. Ellen Ganzarolli e Livia Andrade foram acionadas para reportagens no local. Só faltou mesmo o dono da emissora, mas as vinhetas o representaram bem.

RedeTVCarnavalOutro destaque da primeira noite, como já é tradição, foi a cobertura sem pé nem cabeça da RedeTV!. A emissora reuniu um “dream team” para mostrar os “Bastidores do Carnaval”. Além dos repórteres abusados na avenida, este ano houve uma espécie de mesa-redonda, no estúdio, com a presença de Ronaldo Ésper, Núbia Oliver e Leo Aquila.

Provocado por Nelson Rubens e Flavia Noronha, o trio falou muita bobagem, para alegria dos espectadores. Sem Andressa Urach, que deixou a emissora na véspera, outra novidade foi a presença de Geisy Arruda como repórter.

Na Globo, a dupla formada por Chico Pinheiro e Monalisa Perrone esbanjou simpatia e descontração, como no ano passado. O apresentador chegou a chamar a colega de “Monalisa Peperoni”.

Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, surpreendeu a emissora ao discursar, ao vivo, contra o presidente do Palmeiras antes de a escola entrar na avenida. Imediatamente, o som do seu microfone foi cortado.

Marcio Canuto, como sempre, entrevistou aos berros os mais variados participantes da festa. No momento mais absurdo, ele quis conversar com uma senhora de 91 anos, que não conseguia entender nada do que ele dizia. A única coisa que ela conseguiu dizer, aos berros, foi “91 anos!!!!”.

Enfim, para uma sexta-feira de Carnaval, não faltou diversão na televisão. E só está começando.


Fã se diz iludida por Casos de Família: “SBT não precisa viver de mentiras”
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Mauricio Stycer

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Vanessa Silva sempre foi fã do programa “Casos de Família”, apresentado por Christina Rocha no SBT. Essa semana, ela me escreveu um longo e-mail. Começa assim:

“Eu sempre assisto porque acontecem coisas engraçadas lá, como no dia em que uma moça disse que queria comprar um ‘naitebruque’ em alusão a um notebook. Ou porque aprendo coisas, como no dia em que um travesti disse que não podia ir nem no banheiro feminino nem no masculino. E me deu compaixão por essas pessoas que trocam de gênero e não têm um lugar na nossa sociedade.”

VcNaTVeCasosFamiliaVanessa conta que perdeu o encanto pelo programa depois de ler, aqui no blog, uma história publicada no dia 24 de janeiro: Mãe estraga casamento da filha na RedeTV! e pega 3 ex-namorados dela no SBT.

“Parte da graça ou da atração que ele exerce é ser apresentado como um programa com casos verdadeiros. Depois que li seu texto sobre a mãe e filha que foram lá e no programa do João Kleber, parece que algo se quebrou. Fico me perguntando como gente que parece gabaritada como a psicóloga Anahí D’Amico trabalha lá, ou como o programa tem patrocinadores que aceitam isso”, escreveu Vanessa.

HelkeCasos3Para piorar, no último dia de janeiro, um sábado, o SBT reprisou à noite um episódio de “Casos de Família” exibido originalmente em novembro de 2013. O tema era “Minha sogra está fazendo de tudo para acabar com o meu relacionamento”.

Conta Vanessa: “Apareceu uma mulher com olhos tão bonitos que me deu vontade de ir xeretar no Facebook. Como a mulher tinha um nome diferenciado, Helke, não foi difícil achar”.

HelkeLegendarios2Navegando pela página,Vanessa rapidamente constatou que Helke Régis é uma figurante profissional. Na rede social, ela cita trabalhos para inúmeros programas e emissoras – “Pânico na Band”, “Legendários” (Record, à dir.), “Casos de Família” (SBT), além de pegadinhas, entre as quais uma das mais famosas já exibidas por Silvio Santos, a do dinossauro (abaixo) que invade um escritório comercial (veja aqui, ela é a primeira “vítima”).

pegadinhasbt2“Nem preciso falar que fiquei revoltada. O SBT é um bom canal de TV, o dono tem uma história incrível, não precisa viver de mentiras. Melhor que colocasse nesse horário alguma novela água com açúcar mexicana, ou maratona do Chaves, do que vender um programa como verdadeiro, quando não é”, escreve Vanessa.

Helke, com seu próprio nome, interpretou o papel da sogra no “Casos de Família” reprisado no último sábado. “No programa ela diz que tem três filhas, que a mais velha de 18 anos deu este desgosto de namorar um vagabundo e tal… Quando fui ver no Facebook dela, a tal filha não aparece em nenhuma foto, nem é amiga dela”.

Continua Vanessa: “E para minha total indignação, Helke convida em seu Facebook os amigos para vê-la na TV, não importando o fato de que ela está interpretando uma personagem enquanto existem pessoas acreditando que aquela é história da vida dela. Lamentável!”

Helke dá a sua versão

Procurada pela repórter Amanda Serra, que fez uma excelente reportagem sobre o assunto (Com cachê de até R$ 200, figurantes alimentam programas de entretenimento), Helke disse: “Não tenho nada a declarar. Qualquer coisa entre em contato com o SBT, me inscrevi pelo site”.

A reportagem de Amanda traz o depoimento de outra figurante, Maria Andréia, que revela como conseguiu participar de dois episódios do “Casos de Família” em menos de um ano, contando duas história totalmente diferentes. “Eu vi o escândalo que aquela figurante armou com vocês para ter o momento Geisy Arruda dela”, diz Helke. “A mesma é uma charlatã e vocês deram total credibilidade às mentiras dela”.

Depois da publicação deste texto, Helke entrou em contato com a redação do UOL e afirmou ser mãe da jovem que aparece no vídeo. “A minha filha é verdadeira, não foi nenhuma armação, a história é verídica. Temos fotos de família que prova. Quando gravamos ela tinha 18 anos, ela é minha filha mais velha e tenho outros dois filhos”.

SBT: “A seleção do programa é através de entrevistas e não de detector de mentiras.”

O diretor do “Casos de Família”, Rafael Bello Lopez, enviou por meio da assessoria do SBT a seguinte nota em resposta aos questionamentos do UOL (os negritos são da emissora):

O SBT esclarece, que a equipe do Programa Casos de Família é composta por 30 pessoas entre produtores, assistentes de produção e estagiários e aproximadamente 40 contatos ou “pesquisadores de rua”. Todos eles trabalham pesquisando e procurando histórias na Grande São Paulo, assim como no interior de São Paulo, e algumas vezes até em outros estados. Quando uma história se encaixa em algum tema que o programa está produzindo, um dos produtores junto com o contato ou “pesquisador de rua” vai até a casa desses possíveis participantes para entrevistá-los, coletar os dados e ver que todas as informações são verídicas. Se a história em questão for aprovada pelo funcionário, então é marcado um encontro para levá-los com um motorista do SBT, até a emissora, onde eles são entrevistados novamente, mas desta vez pela equipe de supervisores, que filtra cada detalhe das histórias. O produtor confere todos os documentos de identidade e no final, esses supervisores qualificam o desenvolvimento dos participantes durante a entrevista, assim como a veracidade da história, e aí aprovam ou desaprovam a participação dos possíveis participantes no programa.

Sobre os temas de cada programa, a equipe se reúne a cada semana para fazer um “brainstorm”, onde cada um dos produtores entrega uma lista de temas com uma sinopse que explique o assunto, assim como qual é a mensagem que estaríamos levando ao público, baseado na nossa missão social. Outras vezes, algum convidado durante a gravação fala uma frase interessante e aí vira tema, também podem ser sugestões do público, seja pelo site do SBT, pelo telefone ou até na mesma rua.

O Casos de Família tem uma missão social muito clara, por isso todas as histórias são e devem ser reais. No processo de seleção, todos os documentos são conferidos e se os elementos que pertencem ao tema fazem sentido dificilmente pode se comprovar que o participante está criando uma história. A seleção do programa é através de entrevistas e não de detector de mentiras.

Na maioria dos casos, todos possuem mais de uma história em suas vidas e se um convidado participa duas vezes, é porque a sua segunda história é tão interessante quanto a primeira ou até ainda mais. Se essa história encaixar em algum outro tema que o programa está produzindo e aporta alguma mensagem dentro da missão social do programa, a equipe analisa então a possibilidade de trazer esses convidados de novo. Por exemplo, uma esposa pode sofrer violência doméstica e ao mesmo tempo não aceita seu filho homossexual. São duas histórias totalmente diferentes, mas que são vivenciadas pela mesma pessoa.

O SBT deixa claro que os contatos ou “pesquisadores de rua”, que chegam a ser quase 40, são selecionados e treinados pelos produtores, eles sabem da ética de seleção e qual é a missão social de Casos de Família. Se algum dos nossos contatos ou “pesquisadores de rua” estiver criando as histórias junto com os possíveis participantes, e a produção de Casos de Família descobrir esse ato, imediatamente dispensa o serviços dos mesmos.

* Este texto foi atualizado às 14h.


Há três anos blog vem revelando talentos como o da figurante Maria Andréia
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Mauricio Stycer

MariaAndreiaLonge de mim ambicionar o lugar dos olheiros e descobridores de talentos da televisão brasileiro. Mas não é sem uma ponta de orgulho que vejo as qualidades de uma atriz apontadas pelo blog ganharem, finalmente, reconhecimento.

No início deste mês contei a história de Maria Andréia, que no intervalo de um ano se apresentou duas vezes no programa “Casos de Família”, do SBT, cada vez com um nome, contando histórias absolutamente diferentes – e convincentes.

Primeiro como Andreia, depois como Maria, ela brilhou no auditório de Christina Rocha, falando sobre como um filho do marido, com quem era casada havia dois anos, atrapalhava o seu relacionamento e, posteriormente, sobre como seu namorado de dois anos a trocou por outra.

Entrevistada esta semana pela repórter Amanda Serra, Maria Andréia contou que recebeu R$ 100 de cachê por cada apresentação. Tudo inventado:

“Criei uma história com um amigo e resolvemos participar do ‘Casos de Família’. Ligamos para o produtor e contamos todo o caso. Ele acreditou, chamou a gente para a entrevista com o psicólogo e fomos aprovados. Ninguém foi à minha casa checar. As histórias são reais, mas no meu caso, a gente inventou. E criamos tão bem que o psicólogo não desconfiou”.

A reportagem é imperdível. Além da história de Andreia, vários outros casos são relatados, em detalhes, e entende-se melhor como funciona este mercado. Leia aqui: Com cachê de até R$ 200, figurantes alimentam programas de entretenimento.

Há três anos, com a ajuda de espectadores atentos, os “detetives” do blog, tenho contado histórias semelhantes a esta protagonizada por Maria Andreia. A lista abaixo dá uma ideia da variedade dos casos vividos por figurantes pagos, muitos deles especializados em percorrer o circuito de programas populares de auditório.

VcNaTVeCasosFamilia
2015
Mãe estraga casamento da filha na RedeTV! e pega 3 ex-namorados dela no SBT
“Casos de Família” usa a mesma figurante para contar dois dramas diferentes
Figurante versátil aparece em três emissoras em quatro meses

2014
Operador de câmera aparece no “Teste de Fidelidade”; RedeTV! nega farsa
A dupla vida de Iranete nos programas populares
Repetição de figurantes levanta dúvidas sobre programas
João Kleber e Marcos Mion compartilham figurante

2013
Casal briga no “Teste de Fidelidade” e se reconcilia no “Ratinho”
RedeTV! recorre mais uma vez a figurantes já usados pelo SBT
“Teste de Fidelidade” repete participante de programa do SBT


Com “O Rei do Gado”, TV aberta exibe 13 novelas por dia
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Mauricio Stycer

Apaixonado ou não por telenovelas, o brasileiro não tem muitas opções na TV aberta. Pelas próximas duas semanas, a partir desta segunda-feira (12), com a sessão dupla de reprises da Globo (“Cobras & Lagartos” seguida de “O Rei do Gado”) o espectador terá à disposição 13 novelas na grade.

São oito produções originais e cinco reprises. A Globo é responsável por metade do cardápio, seguida do SBT, com cinco, e da Record e da TV Brasil, com uma novela apenas. Abaixo a programação desta segunda-feira:

15h30 – Esmeralda (SBT, reprise)
16h15 – Cobras & Lagartos (Globo, reprise)
16h15 – Sortilégio (SBT)
17h – O Rei do Gado (Globo, reprise)
17h – A Feia Mais Bela (SBT, reprise)
17h54 – Malhação (Globo)
18h29 – Boogie Oogie (Globo)
19h35 – Alto Astral (Globo)
20h30 – Chiquititas (SBT)
21h08 – Império (Globo)
21h15 – Rebelde (SBT, reprise)
21h30 – Vitória (Record)
23h – Windeck (TV Brasil)

Atualizado às 15h50: Na relação inicial faltou mencionar a novela angolana que vem sendo exibida, desde novembro, pela TV Brasil. Tá bom ou quer mais?

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Figurante versátil aparece em três emissoras em quatro meses
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Mauricio Stycer

DiegoSuperpopDiegoViriatoTaNatelaDiegoViriatoRolaEnrolaComo outros figurantes no mercado, o modelo Diego Viriato está se especializando em aparições em programas populares da TV. Em setembro de 2014, ele apareceu e deu entrevistas no “Superpop” e no “TV Fama” da RedeTV!, bem como no “Tá na Tela”, da Band, na dupla condição de “sósia do cantor Lucas Lucco” e “namorado da transexual Thalita Zampirolli”.

No programa de Luciana Gimenez ele polemizou com um pastor, ex-gay, e elogiou a namorada: “Tem opinião própria”, disse. Na finada atração de Luiz Bacci, como era comum, Viriato foi objeto de todo um suspense, inventado pelo apresentador, sobre a sua semelhança, ou não, com Lucco. “Será que parece?”

Agora em janeiro, Viriato ressurgiu com outro perfil. Agora ele é o “coringa” do “Rola ou Enrola”, tradicional quadro do programa de Eliana no SBT. “Sou moreno, bonito, alto e sensual”, apresentou-se.

Nesta função de “coringa”, nova, ele apareceu no final do quadro e podia ser escolhido por qualquer das mulheres que já haviam feito as suas opções. Foi eleito por Kelly.

Agradeço ao “detetive” Eduardo Zanelato pela observação.


Exagerada, Globo proclama que Troféu Domingão é o “mais importante” da TV
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Mauricio Stycer

Duas emissoras promovem anualmente uma entrega de prêmio aos “melhores” da televisão. O Troféu Imprensa, desde 1982 no SBT, é o mais antigo (existe desde 1960). Apresentado por Silvio Santos, contempla premiados entre todas as emissoras. O outro é o Troféu Domingão. Já em sua 19ª edição, é apresentado por Fausto Silva e premia exclusivamente participantes de programas da Globo.

Nenhum dos dois prêmios deve ser levado muito a sério. É verdade que sempre rendem programas divertidos, mas estão longe de oferecer uma avaliação isenta do que ocorre na televisão.

No do SBT, a pré-seleção é feita pela própria emissora e a decisão final cabe a um pequeno número de jornalistas convidados. No da Globo, quem faz a primeira seleção são os funcionários da emissora em votação secreta. Os vencedores são escolhidos pelo público em votação online.

MelhoresDoAnoVocê pode preferir um ou outro prêmio, mas não dá para dizer que um é melhor que o outro. Muito menos, como proclamou a Globo, ao promover o “Troféu Domingão” em anúncios no meio da programação, dizer que se trata do “prêmio mais importante da TV brasileira”. Longe disso.

Com todo respeito a quem votou, é difícil classificar como sério um prêmio que considera Fernanda Gentil melhor repórter do que Caco Barcellos ou Ernesto Paglia. Ou um prêmio que julga Chay Suede a maior revelação do ano, numa competição com Irandhir Santos e Jesuita Barbosa.

Este ano, a Globo entregou o seu troféu duas vezes. Em março, como vinha ocorrendo há anos, foi exibido o programa referente aos melhores de 2013. E agora, no último domingo de dezembro, foi feita a entrega aos eleitos de 2014.

Não teve bronca, como em março de 2013, quando Faustão reclamou publicamente da ausência de Marcos Caruso e Eliane Giardini na cerimônia. Mas sobrou ironia para Evaristo Costa, apresentador do “Jornal Hoje”, que não estava presente.

“O Evaristo vai receber pelo Sedex o troféu dele”, disse ao anunciar o vencedor do prêmio de melhor apresentador de telejornal. Faustão informou que o jornalista entrou de férias e não pode comparecer.

Em março de 2014, durante a entrega do prêmio aos melhores de 2013, Faustão até se desculpou pelo comentário feito no ano anterior sobre Caruso e Eliane. “Desculpa existe, não é uma borracha. Foi um problema interno, um erro nosso”, se justificou.

Em todo caso, prevenida, a atriz Luana Piovani, que concorria este ano como melhor atriz em série, viajou para o Havaí, mas apareceu, via Skype, interagindo com Faustão. Foi elogiada pelo apresentador.

Em meio ao excesso de elogios habitual, dedicado a todos e todas, Faustão se atrapalhou ao receber Bruno Gagliasso, ganhador do prêmio por sua atuação em “Dupla Identidade”. Ao falar da autora da série, o apresentador disse: “Gloria Perez, a Agatha Christie brasileira”. A obra da escritora inglesa, uma das mais famosas autoras de romances policiais da história, não tem paralelo com nada que a autora brasileira já escreveu.

Veja também
Confira os vencedores do Prêmio Melhores do Ano do “Domingão”


SBT surpreende e exibe programa para crianças entre 23h e meia-noite
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Mauricio Stycer

NatalMallandro
“É Natal, Mallandro”, o especial exibido pelo SBT nesta terça-feira (23), chamou a atenção pelo tema e o horário: um programa para crianças começando às 23h e terminando depois da meia-noite.

Tudo bem que dezembro é mês de férias escolares. Mas a opção da emissora de Silvio Santos me pareceu ousada. A história contada, bem infantil, apresenta Sérgio Mallandro como “inspetor” de Papai Noel, aprontando mil confusões com o elenco do SBT.

Na cena de abertura, Mallandro confisca e destrói os presentes de Natal das crianças que interpretam a novela “Chiquititas”. A partir de então, ele percorre os estúdios da emissora, tentando reparar o seu erro. Grande parte do elenco do SBT contribui com mensagens edificantes sobre amizade, amor e Natal, entre outros temas.

Se fosse na noite de Natal ainda daria para entender a exibição neste horário. Em todo caso, o SBT já anunciou que o especial será reprisado no dia 25, às 18h – um horário mais apropriado.

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