Blog do Mauricio Stycer

Arquivo : os vingadores

“Os Vingadores” sabe rir do ridículo de seus heróis e ainda tem Scarlett Johansson
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Mauricio Stycer

Você não é muito fã, mas está se sentindo na obrigação de ver “Os Vingadores”? Tenho duas boas notícias. Primeiro,  a reunião dos heróis da Marvel resultou num filme muito bem-humorado. Segundo, tem Scarlett Johansson, ruiva, com papel importante na história.

Destinado, logicamente, a quem gosta das aventuras de Tony Stark/Homem de Ferro, Bruce Banner/Hulk, Steve Rogers/Capitão América e Thor, “Os Vingadores” tem potencial para agradar quem não leva muito a sério nenhum deles.

São inúmeras as piadas que um super-herói faz com o outro, enfatizando aspectos ridículos ou bobos dos personagens. O roteiro não perdoa a personalidade egocêntrica de Stark, o uniforme démodé e o jeito lesado do Capitão América, o “gênio explosivo” de Banner e a família de Thor, cujo irmão, Loki, arquivilão da história, é “adotado”.

O humor em “Os Vingadores” me pareceu na dose certa. Não transforma o filme numa paródia, o que irritaria os fãs, mas abre uma porta ao espectador que não abraça a causa de nenhum deles e quer apenas diversão.

Dos atores, apenas Mark Ruffalo, como Banner/Hulk, é novidade. Robert Downey Jr., Chris Evans e Chris Hemsworth já viveram seus papéis nos longas da Marvel destinados ao Homem de Ferro, Capitão América e Thor.

Num filme quase totalmente masculino, a ruiva Scarlett Johansson é a magnética presença feminina. Ela  tem também a companhia da morena Cobie Smulders e da loiríssima Gwyneth Paltrow, mas rouba totalmente a atenção com a sua Natasha Romanoff/Viúva Negra, personagem que já havia aparecido em “O Homem de Ferro 2”, mas que agora, em “os Vingadores”, tem papel central.

Por último, antes que comecem os xingamentos, um aviso: este texto não é uma crítica de “Os Vingadores”, mas apenas uma tentativa de situar o filme para aqueles que não são especialistas em super-heróis da Marvel.

Você pode ler diferentes críticas, além de entrevistas com atores, ver fotos, trailer e ficha técnica de “Os Vingadores” no ótimo site especial do UOL Cinema sobre o filme.


Maior missão do Capitão América é ajudar a reerguer a economia americana
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Mauricio Stycer

É uma grande ironia que “Capitão América: O Primeiro Vingador” chegue às telas no Brasil na mesma semana em que os Estados Unidos se viram na iminência de dar um calote de consequências catastróficas para a economia mundial.

O personagem da Marvel, como se sabe, é o retrato mais bem acabado da crença americana nos superpoderes do país. Criado em 1941, o supersoldado irradia otimismo e patriotismo na luta dos Estados Unidos contra o “Eixo do Mal”, então encarnado por Hitler e seus aliados.

O novo filme reconta a história em detalhes, desde o início, mostrando a luta do franzino Steve Rogers (Chris Evans) para se alistar no Exército. Repetidamente recusado por conta de seu histórico de doenças e o físico de criança, ele é finalmente escolhido por um cientista para se submeter ao experimento que o transformará.

Usado inicialmente para estimular o recrutamento de soldados, logo o Capitão América vai se engajar na luta contra a Hidra, uma organização criminosa, surgida sob as asas do nazismo, mas que age de forma independente, sob a liderança do vilão Schmidt (Hugo Weaving).

O filme já passa da metade quando, finalmente, começa a ação. Quem resistiu até aí, será recompensado com todo o divertimento possível. Com a ajuda exclusiva de seu escudo mítico, o Capitão América engaja-se em lutas incríveis, primeiro resgatando centenas de soldados americanos das garras do vilão, em seguida destruindo as diferentes fábricas de armas do inimigo.

O filme que acaba de estrear é uma longa – e muitas vezes tediosa – atualização da história com vistas ao grande lançamento de 2012, “Os Vingadores”, que vai reunir os principais heróis da Marvel.

É justamente esta atualização que causa estranhamento. Onde será a próxima missão do Capitão América? No Iraque? No Paquistão? Hoje ele é mais necessário no próprio país, e sua principal missão parece ser ajudar a reerguer a economia americana. Os primeiros números da bilheteria sugerem que a missão está sendo cumprida.

Em tempo: Ficha técnica, fotos, trailer e uma crítica do filme podem ser vistos aqui, no UOL Cinema. Leia  uma entrevista exclusiva com Chris Evans (“Adoro vestir o uniforme, nunca mais quero tirá-lo” ) e também cinco fatos curiosos sobre o filme.


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