Blog do Mauricio Stycer

Arquivo : Libertadores

Mais que Copa do Mundo
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Mauricio Stycer

Acompanhando a programação da Globo na quarta-feira, escrevi que o tratamento dado à decisão da Libertadores foi digno de uma Copa do Mundo. Na verdade, os números de audiência registrados pela transmissão da partida entre Corinthians e Boca mostram resultado superior ao alcançado pela emissora na estreia da Copa de 2010. Como observou o jornalista Lauro Jardim, no dia de Brasil e Coréia do Norte, a Globo marcou 45 pontos no Ibope, contra uma média de 48 na noite desta quarta-feira.

O texto em que comentei a transmissão da partida, bem como a programação da emissora durante o dia, foi publicado no UOL Esporte  e está reproduzido abaixo

Globo deu tratamento de final de Copa do Mundo ao jogo

Sem os direitos de transmissão da Libertadores na TV paga, pertencentes ao canal Fox Sports, nem o dos Jogos Olímpicos de Londres, adquiridos pela Record, a Globo viu na decisão do torneio continental, disputada por uma das equipes mais populares do país, uma rara oportunidade para dar show em 2012. E deu.

A partida entre Corinthians e Boca Juniors mereceu, em São Paulo, tratamento digno de final de Copa do Mundo. “Uma final histórica”, resumiu Christiane Pelajo, apresentadora do “Jornal da Globo”.

A emissora tratou da partida em toda a sua programação – inclusive no intervalo das novelas – nesta quarta-feira.

O jogo “começou” no “Bom Dia São Paulo”, às 6h30 da manhã, prosseguiu no “Bom Dia Brasil”, engrenou no “Mais Você”, com Ana Maria Braga, avançou no “Encontro com Fatima Bernardes”, e prosseguiu numa edição conjunta do “SPTV” com “Globo Esporte”.

O mais novo programa da emissora, aliás, esteve irreconhecível, mais com cara de “Central da Copa”, com Fatima no papel que coube a Tiago Leifert, entrevistando atores, torcedores e chamando reportagens na rua sobre o jogo. O investimento valeu a pena – a audiência do “Encontro” deu um salto em relação às edições mais recentes.

No “Hoje”, e depois com flashes durante toda a tarde, além de noticiário caprichado na segunda edição do “SPTV”, o pré-jogo da Globo conseguiu passar o clima que, de fato, transformou a cidade de São Paulo nesta quarta-feira.

A transmissão da partida, propriamente, não surpreendeu. Com a mesma equipe que atuou nos principais jogos decisivos do Corinthians – Cleber, Caio, Casagrande e Arnaldo – foi aquele festival de clichês de sempre.

Em resumo, críticas à “catimba” argentina (Arnaldo), elogios ao “barulho ensurdecedor” da Fiel (Cleber), a nítida dificuldade de emitir uma opinião (Caio) e um ou outro comentário mais ousado ou engraçado (Casagrande).

Quando o goleiro titular do Boca deixou o gramado contundido, Casagrande animou-se. Afinal, disse, o substituto “não é titular por algum motivo”.

Aos 43 minutos do segundo tempo, o Corinthians vencendo por 2 a 0, Cleber soltou um “tá chegando a hora” e Casão, emocionado, disse que, pela primeira vez, desde que deixou os gramados, em 1994, sentia vontade de estar no gramado. Puro Corinthians.


A cena da semana: Cesar Tralli sugere exame antidoping para bandeirinha
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Mauricio Stycer

A poucos minutos do final de Corinthians e Santos, no Pacaembu, partida que valia uma vaga na final da Libertadores, o auxiliar Altemir Hausmann entrou em campo para sinalizar onde os jogadores do Peixe deveriam se posicionar na cobrança de uma falta a favor dos corintianos. Correndo, ele desenhou um semicírculo, e não apenas uma linha, com o spray. O gesto, muito curioso, teve enorme repercussão. No dia seguinte, quinta-feira, no “SP TV 1ª Edição”, Tiago Leifert, Cesar Tralli e Arnaldo Cesar Coelho comentaram o caso na Globo, ironizando a atitude de Hausmann.

Tiago Leifert: Ele é um artista plástico. Resolveu fazer um grafite no fim do jogo. Deixar sua marca. Uma intervenção artística no Pacaembu. Arnaldo Cesar Coelho, o que deu no Altemir Hausmann?
Arnaldo Cesar Coelho: Ele queria mostrar que tem que ficar a 9,15 m da bola. Ele então fez um semicírculo a 9,15 m da bola. O Altemir Hausmann, árbitro da Fifa, esteve na Copa do Mundo, é um pintor.
Cesar Tralli: Mas você acha que é caso de exame anti-doping?
Arnaldo: Não. Ele estava muito excitado. Faltavam poucos minutos. Ele se empolgou, quis aparecer. Faltou aquela melancia no pescoço.

A conversa foi editada pela Globo num vídeo intitulado “Arnaldo Cesar Coelho comenta ‘arte’ de bandeirinha no duelo entre Corinthians e Santos”.  Disponível na sexta-feira, quando o vi, o link que conduzia ao vídeo aponta desde sábado para “Ops! Página não encontrada”. Mas há várias cópias o You Tube.

Mais informações: Um relato sobre o gesto de Hausmann você pode ler aqui. E um comentário do próprio bandeirinha sobre a repercussão de seu gesto você lê aqui. Já o vídeo com a cena está aqui. E  conversa de Tralli, Leifert e Arnaldo pode ser vista aqui.


Narrador da Globo evita dizer que Corinthians jogou com reservas
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Mauricio Stycer

Enquanto São Paulo e Santos faziam o jogão de domingo, no Morumbi, a Globo transmitia Comercial e Corinthians, em Ribeirão Preto. Para agravar a situação, Tite escalou a equipe reserva, poupando os titulares para a partida de quarta-feira pela Libertadores.

A tarefa de Cleber Machado, por isso, era dupla. Além de informar ao espectador tudo que se passava no Morumbi, precisava convencer quem assistia ao jogo escolhido pela emissora que o time do Corinthians levado a campo era de qualidade.

Para isso, evitou inicialmente usar o termo “time reserva”. Optou por alguns eufemismos: “Jogadores que não são titulares no momento”, disse. “Um time forte”, observou.

Lanterna do campeonato, o Comercial endureceu a partida. O primeiro tempo terminou 1 a 1. No intervalo, Cleber achou por bem falar claramente que aqueles jogadores alvinegros em campo eram “os reservas do Corinthians”.

Quando o anfitrião fez 3 a 1, no segundo tempo, o narrador observou: “O que é o futebol, Caio!? Quem poderia imaginar que o Comercial ia meter três no Corinthians”.

Aos 39 minutos, Caio saiu em defesa da opção de Tite escalar a equipe reserva: “Não é porque o time está perdendo que a gente vai criticar o planejamento”.

Cleber foi mais realista e, finalmente, reconheceu o que deveria ter dito desde o início: “Se fosse um jogo importante, o Tite hoje ia jogar com os titulares”.

Com um gol aos 44 e outro aos 47:30, o Corinthians empatou a partida. Veja aqui o relato do jogo.


SporTV pede “compreensão” e Sky manda assinante pressionar a Fox por jogos da Libertadores
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Mauricio Stycer

Em comunicado divulgado em sua página do Facebook, o SporTV pede a “compreensão” dos espectadores por não estar exibindo as partidas da Taça Libertadores. “O fato independe de nossa vontade”, diz a emissora.

O texto informa que os direitos do torneio pertencem à Fox, que sempre os vendeu ao SporTV. “Com o lançamento do seu canal esportivo, o Grupo Fox optou por não repassar mais estes direitos ao Canal Campeão, fazendo questão de exibir o torneio de forma exclusiva”.

Atualizado às 11h: A Sky também se manifestou sobre o assunto. Nesta manhã, no Twitter, a empresa sugeriu a seus assinantes que façam pressão junto à Fox para que a emissora use outros canais do grupo, já disponíveis na grade da operadora, para transmissão da Libertadores.

“A SKY mantém as negociações com este canal e está empenhada para chegar a uma condição que favoreça os nossos clientes. Nós não vamos aceitar ofertas inadequadas que impactem em um alto custo na assinatura. A programadora responsável pelo canal é também responsável pelo Speed e FX, que estão no seu pacote, solicite a eles que transmitam os jogos da Libertadores nestes canais. O nosso compromisso é zelar pelos nossos clientes, é por isso ainda que nos mantemos em plena negociação.”

Leia mais: Fox fecha com TVA. Outras informações sobre o imbroglio também podem ser lidas aqui e aqui.


Sem saber onde será vista e com “elenco” de atores, Fox Sports preocupa antes da estreia
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Mauricio Stycer

Ainda é muito cedo para dizer a que vem a Fox Sports, canal pago do grupo Murdoch, cuja estreia no Brasil está anunciada para o próximo dia 5. Mas a apresentação feita para a imprensa na manhã desta segunda-feira deixou no ar dois motivos para preocupação.

O principal é a impressão de que a emissora irá ao ar sem estar totalmente pronta para isso. O segundo, a sensação de que, na visão de seus executivos, esporte é muito mais show do que jornalismo.

O fato de a Fox Sports ser dona dos direitos de transmissão da Taça Libertadores em TV paga parece justificar a precipitação de estrear daqui a duas semanas sem saber informar, hoje, quais operadoras exibirão o seu sinal. “Até o dia 5, teremos alguma operadora fechada. De cinco operadoras, digamos, teremos três fechadas”, prometeu um de seus executivos.

NET e Sky, as duas principais operadoras, estão colocando dificuldades para a Fox Sports. Outras emissoras, como a Record News, enfrentaram problemas semelhantes.

Sem revelar o seu investimento no Brasil, mas que se presume de grande valor, a Fox Sports exibiu no palco do Hotel Unique, em São Paulo, os apresentadores, narradores e comentaristas contratados nas últimas semanas. É um time de bom nível, recrutado junto à concorrência, em especial o SporTV.

À frente de todos, porém, brilham dois atores, Erich Pelitz e Tammy di Calafiore. Até onde se sabe, a mais conhecida ligação da jovem Tammy com o universo esportivo é o fato de ter interpretado o papel de irmã de dois ciclistas na novela “Passione”.

Também achei curioso que a equipe da Fox Sports tenha sido apresentada com palavras mais ligadas ao mundo artístico do que esportivo ou jornalístico. “Nosso elenco”, anunciou um dos executivos. “Nossos talentos”, disse também.

Espero que meus temores sejam infundados e que a emissora possa contribuir para a concorrência e a diversidade na cobertura de esportes na televisão. Mas o anúncio feito nesta segunda-feira, infelizmente, deixou mais dúvidas do que certezas.

Leia mais: Fox Sports nega compra do BandSports e diz que ainda não tem espaço na TV fechada. E também: Rafinha Bastos é descartado pela Fox Sports, mas negocia com FX.


A permanência do “choro” no futebol
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Mauricio Stycer

Num livro hoje clássico, “Problemas e Aspectos do Nosso Futebol”, publicado em 1939, o jornalista Thomaz Mazzoni, diretor da “Gazeta Esportiva”, incluiu um tópico chamado “Choromania”, no qual escreveu:

“A imprensa esportiva é quem faz o ‘choro’, cria rivalidades e às vezes ódios, mesmo porque o ‘choro’ não é mais do que um desabafo da paixão bairrista, e que quanto mais se alimenta, mais cega fica. O ‘choro’ em nosso futebol começou nos áureos tempos dos célebres prélios paulistas vs cariocas”.

Em 1966, fazendo um balanço da Copa do Mundo, disputada na Inglaterra, João Saldanha, então colunista da “Última Hora, escreveu:

“Não duvido que os ingleses tenham armado a coisa para ganhar. Lógico que não iriam fazer para perder. Isso não teria sentido; nem os ingleses nem nenhum dos participantes queria perder. Todos fizeram tudo para ganhar. O que puderam. Claro que os campeões das besteiras fomos nós. Destacadamente. Mas dizer que a Copa foi roubada e que não teve brilho é um choro que pensei já estar superado.”

Quatro equipes brasileiras foram eliminadas da Libertadores na noite de quarta-feira. Girando pela televisão, rádio, jornais e sites, é difícil encontrar avaliações que procurem méritos nos adversários vitoriosos. Os brasileiros perderam por arrogância, falta de malícia, descontrole emocional, erros de juiz, “apagão da defesa”, pé-frio da Déborah Secco etc.

É a permanência, 71 anos depois de Mazzoni e 45 anos depois de Saldanha, do “choro”, uma forma de olhar para os jogos que pode agradar e consoolar  o torcedor, mas não contribui para entender melhor o futebol.

Em tempo: Alguns exemplos do que estou falando foram colhidos pelo UOL Esporte e estão exibidos aqui.


Ira de corintianos não diminui a ousadia do “Globo Esporte”
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Mauricio Stycer

Para o bem e para o mal, a edição paulista do programa “Globo Esporte” se tornou nos últimos dois anos um exemplo das possibilidades de renovação do jornalismo na televisão. Editor-chefe e apresentador do programa, Tiago Leifert deu novo tom ao noticiário.

Descontraído, fazendo piadas, recorrendo a efeitos especiais (sonoros e de animação), inventando pautas com o propósito de divertir o espectador, o “Globo Esporte” elevou a sua audiência e transformou Leifert em referência no jornalismo global.

O programa, nesta sua nova fase, faz uma aposta arriscada, ao caminhar na fronteira do jornalismo com o entretenimento. Às vezes, a ultrapassa, deixando a informação em segundo plano para divertir. Mas com frequência faz bom jornalismo, sem a sisudez dos demais programas jornalísticos da emissora.

Neste 1º de abril, o “Globo Esporte” cometeu a maior ousadia de sua história. Primeiro, riu de si mesmo e do jornalismo da emissora. Leifert apareceu de terno e gravata, sentado, apresentando as notícias que ele costuma anunciar de pé, caminhando pelo estúdio, vestido de camisa pólo e tênis. Repórteres do programa, igualmente, foram a campo de terno e gravata, como fazem os profissionais do “Jornal Nacional”.

Tão importante quanto, o programa teve a coragem de rir do próprio público, ensinando que uma das diversões do futebol é justamente essa: rir da desgraça alheia.

A edição foi construída inteiramente como uma piada. O apresentador chamou reportagens sobre a crise no Corinthians (de Alagoas), a boa fase do Palmeira (do Rio Grande do Norte), a dramática situação do Juventus (da Mooca) e o clássico paulista (entre São Caetano e São Bernardo). Os gols da rodada foram dedicados a partidas de futebol soçaite entre equipes como Amigos de Fred Mercury vs Galo Cego.

No encerramento do programa, Tiago Leifert disse: “O ‘Globo Esporte’ está terminando, mas não sem antes prestar uma merecida homenagem. Hoje é 1º de abril. Dia da Mentira, aniversário do primeiro título do Corinthians na Libertadores da América.” Enquanto corriam os créditos do programa, e ouvia-se o hino corintiano, o público via uma vinheta falsa, festejando o título que a equipe nunca ganhou.

Muitos corintianos reagiram com indignação. O Twitter foi tomado por protestos e comentários irados. Até o perfil de Leifert na Wikipédia foi editado, para incluir uma informação que não tinha até então:

Tiago Leifert é considerado um bom apresentador, mas se esquece que o Globo Esporte é um programa de Jornalismo “SÉRIO”, c costuma fazer graça durante o programa, SEM SER ENGRAÇADO

A indignação faz parte e é compreensível. Mas não pode esconder o fato que a edição de 1º de abril do “Globo Esporte” foi divertida e corajosa.

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Palmeirense resgata humor no estádio, mas corintiano ri por último
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Mauricio Stycer


Por volta das 15hs, sob um sol fortíssimo, uma pequena multidão apontou na avenida Pacaembu, em São Paulo, caminhando em direção à praça Charles Miller, onde fica o estádio do Pacaembu. À frente do grupo, quatro rapazes seguravam uma faixa branca, que dizia apenas: “ha ha ha”. Nas duas pontas, o desenho de uma taça.

O grupo rumou direto para dentro do estádio, gritando “vamos chorar, gambás!”. Eram da torcida Mancha Verde, a principal organizada do Palmeiras. Faltavam ainda duas horas para o início do clássico contra o Corinthians, mas o tom das provocações já estava anunciado.

A inesperada eliminação do Corinthians da Taça Libertadores da América, quatro dias antes, seria o assunto principal do clássico. Como o mando de campo era do Palmeiras, os torcedores alviverdes ocuparam a maioria do estádio. Aos corintianos ficou reservado o Tobogã, que eles não lotaram.

“Eliminado!”, começou a torcida do Palmeiras. “Pqp! Libertadores o Corinthians nunca viu!”, prosseguiu a cantoria. Até chegar ao grito mais ouvido no estádio: “O sonho acabou”.

Os palmeirenses também gritaram muito “Não é mole, não! Ronaldo tá comendo macarrão”, numa referência ao excesso de peso do atacante, e, suprema ironia, “Tolima!”, nome da equipe colombiana que eliminou o Corinthians. Uma bandeira da Colômbia com o nome do time chegou a ser aberta na área da Mancha Verde.

A maior gozação ocorreu poucos minutos antes da partida, quando os torcedores montaram um mosaico, com papéis vermelhos, formando um “ha ha ha” gigante.

Todos os cuidados foram tomados para evitar brigas entre as torcidas e deixar os corintianos longe do próprio time. Além de um grande contingente de policiais armados com fuzis, os ônibus que levaram as duas equipes ao estádio não traziam as marcas e logotipos dos times.

O gol de Alessandro ao final da partida mudou o humor de todo mundo no estádio. Os palmeirenses ainda gritaram “eliminado!”, mas a piada ficou sem graça naquele momento e os corintianos se fizeram ouvir pela primeira vez.

Observei no Twitter, assim que o fraco juiz apitou o final da partida, que os corintianos riram por último. Ao sair do estádio, porém, dei de cara com a torcida alvinegra. Não estavam felizes. Fora os tradicionais gritos de “chupa, porco!”, não exibiam a alegria que se espera ao final de um clássico. A dor da eliminação ainda vai demorar para passar.

Em todo caso, ao menos para mim, este jogo vai ficar marcado pela provocação bem-humorada, saudável, da torcida palmeirense com a rival corintiana. Foi nesse clima que aprendi a ver jogos de futebol, no Rio, na década de 70. Com piadas, de parte a parte, e sem violência.

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