Blog do Mauricio Stycer

Arquivo : joão emanuel carneiro

UOL Vê TV: Globo parte para o tudo ou nada com a novela “Império”
Comentários Comente

Mauricio Stycer

Nesta edição do programa “UOL Vê TV”, falo sobre a importância da nova novela das 21h, “Império”, para a Globo. A atração, que tem a missão de resgatar a audiência do horário nobre, chegou até a ser notícia no “Jornal Nacional”.

Dos 36 pontos, em média, de “Amor à Vida” para os 30 de “Em Família”, registrou-se uma uma das maiores quedas de audiência já ocorridas no horário. Foi noticiado, por isso, que a Globo teria prometido ao mercado publicitário uma audiência de 35 pontos para “Império”, o que ela nega.

A queda de audiência no horário é uma realidade já há bastante tempo. Em 28 de junho de 2004, estreava na Globo a novela “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva. Encerrada em março do ano seguinte, depois de 221 capítulos, foi a última novela da emissora a ter uma média acima de 50 pontos.

Em dez anos, e 16 novelas, o Ibope do horário mais nobre da Globo caiu, até chegar ao seu nível mais baixo este ano, com “Em Família”. Chamo a atenção nesta curva descendente para dois momentos. “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, exibida entre 2008 e 2009, foi a última produção a alcançar a média de 40 pontos. E “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva, apresentada entre 2011 e 2012, foi a que mais perto chegou, até hoje, de alcançar novamente este número, com média de 39,1.

É preciso levar em conta, naturalmente, que os números do Ibope são atualizados constantemente com base em critérios demográficos. Em 2006, em São Paulo, um ponto equivalia a 47 mil domicílios. Hoje vale 65.201 domicílios.

Também é preciso levar em conta que nos últimos anos mudou a forma de ver televisão. Vem ocorrendo uma migração cada vez maior para canais pagos, outras mídias (como smartphones) e também têm aumentado o número de aparelhos desligados.

Veja abaixo a audiência média das novelas das 21h nos últimos dez anos:
“Senhora do Destino”, Aguinaldo Silva – 50,49 pontos
“América”, Gloria Perez – 49,21
“Belíssima”, Silvio de Abreu – 48,43
“Páginas da Vida”, Manoel Carlos – 47,10
“Paraíso Tropical”, Gilberto Braga/Ricardo Linhares – 42,91
“Duas Caras”, Aguinaldo Silva – 41,11
“A Favorita”, João Emanuel Carneiro – 39,53
“Caminho das Índias”, Gloria Perez – 38,69
“Viver a Vida”, Manoel Carlos – 35,72
“Passione”, Silvio de Abreu – 35,23
“Insensato Coração”, Gilberto Braga/Ricardo Linhares – 35,9
“Fina Estampa”, Aguinaldo Silva – 39,1
“Avenida Brasil”, João Emanuel Carneiro – 38,8
“Salve Jorge”, Gloria Perez – 34,00
“Amor à Vida”, Walcyr Carrasco – 35,57
“Em Família”, Manoel Carlos – 29,8

Obs: Agradeço ao Fábio Dias, do site O Cabide Fala, pelos números exatos.


TV argentina erra e inventa novo elenco para “Avenida Brasil”
Comentários Comente

Mauricio Stycer

avenidabrasilmaxtufao
Precedida de grande campanha, “Avenida Brasil” estreia esta segunda-feira (16), às 16h30, na Telefe, uma das principais redes de TV aberta da Argentina. Segundo um dos vídeos promocionais divulgados pelo canal, 106 países já importaram a novela de João Emanuel Carneiro, exibida originalmente pela Globo entre março e outubro de 2012.  Trata-se do “maior fenômeno da TV mundial”, exagera a emissora.

Além do horário vespertino, chama a atenção no site da Telefe a confusão feita com os nomes de alguns dos atores e de seus personagens. Tufão, que na versão argentina se chama Tifón, é vivido por Jorge Araujo (nome completo do personagem), e não por Murilo Benicio. O mesmo acontece com o amante de Carminha, Max, que é interpretado, segundo o site, por Maxwell Oliveira, e não por Marcello Novaes. Os nomes dos outros protagonistas, Adriana Esteves (Carmina), Debora Falabella (Nina) e Cauã Reymond (Jorgito) estão escritos corretamente. Veja aqui.

Abaixo um dos vídeos promocionais da Telefe

 


Com ousadias e bizarrices, “Amor à Vida” começa com gosto de X-Tudo
Comentários Comente

Mauricio Stycer

É com alívio, depois da decepção causada por “Salve Jorge”, que o público está recebendo “Amor à Vida”. A novela de Walcyr Carrasco tem todos os elementos necessários, talvez até demais, para prender a atenção e divertir o espectador pelos próximos sete meses.

No primeiro texto que escreve para o horário das 21h, Carrasco apostou numa receita eclética, misturando variadas fórmulas e modelos já testados. Os primeiros cinco capítulos mostram o autor atirando em todas as direções, no esforço de agradar a gregos e troianos.

A trama principal, em torno de uma família da elite, descendente de imigrantes libaneses, proprietária de um hospital em São Paulo, tem a cara das novelas de Manoel Carlos. O patriarca, César Khoury (Antonio Fagundes), gosta mais da filha Paloma (Paolla Oliveira), enquanto sua mulher, Pilar (Susana Vieira, foto), tem uma queda maior pelo filho, Felix (Mateus Solano).

Diferentes conflitos já foram lançados ou insinuados. Há dúvidas sobre a maternidade da filha. O filho é gay, mas mantém uma vida de fachada, casado com uma estilista, Edith (Barbara Paz). Felix tem ciúmes de Paloma, que, ingênua, confia no irmão.

Há todo um núcleo, ainda apenas esboçado, dentro do hospital. Ali, em clima de “Grey’s Anatomy”, vão se desenrolar as mais variadas situações. Pelas chamadas, sabemos que Pilar suspeitará que César está tendo um caso com a secretária. Já Felix vai se encantar por um médico.

Outro núcleo clássico, presente em dez entre dez novelas, gira em torno da família de Ordália (Eliane Giardini) e Denizard (Fúlvio Stefanini). São trabalhadores, honestos, dão duro na vida e têm sotaque paulistano típico, “italianado”. O casal tem quatro filhos batalhadores, entre os quais Bruno (Malvino Salvador, foto), que vai se apaixonar por Paloma.

Como não poderia faltar, no ambiente dos que lutam pela vida, há os malandros. Em chave cômica, eles são representados na novela pela dupla formada por Márcia (Elizabeth Savalla) e Valdirene (Tatá Wernerck). A mãe é ex-chacrete e tenta ajudar a filhar a arrumar um marido rico.

No esforço de arrebatar o espectador, “Amor à Vida” apelou para o melodrama pesado em diversas situações. Num mesmo capítulo, Paloma deu à luz no chão do banheiro de um bar, teve o bebê roubado, foi internada no hospital e seu pai sofreu um enfarte. Para coroar, uma cena mostrou a filha carregando o soro enquanto caminhava pelo hospital, indo visitar o pai, deitado em outro quarto.

Pelos exageros e inverossimilhanças de muitas situações nestes primeiros dias, houve quem lembrasse até de Gloria Magadan (1920-2001), mas Carrasco deve ter bebido mesmo na fonte de Gloria Perez. Só voando muito para aceitar que, ao encontrar um bebê numa caçamba, num beco, no meio da noite, Bruno fosse socorrido por um táxi, por exemplo.

Mas, especialmente, “Amor à Vida” parece ter encontrado em “Avenida Brasil” a iluminação que precisava para capturar o espectador. Em primeiro lugar, graças a uma direção competente, atualizada, a novela tem ritmo intenso, cara de cinema e elenco aparentemente bem orientado.

Carrasco também está sendo comparado a João Emanuel Carneiro por desenhar um vilão forte, bem caricato, capaz de provocar empatia e divertir o público. Felix virou o xodó do Twitter em poucos capítulos, assim como Carminha, embora a caracterização do ator e o texto do autor estejam longe de apresentar um “gay enrustido”, como prometido, oferecendo um personagem com orientação sexual explícita.

O personagem foi responsável por um momento de ousadia na teledramaturgia brasileira. No quarto capítulo da novela, numa cena memorável, Felix reconheceu para Edith, sua mulher, que é gay, mas que precisa continuar vivendo uma situação mentirosa com ela.

Para compensar a ousadia, o autor tem brindado o público com estranhas mensagens religiosas e místicas, como em outras novelas suas. Logo na estreia, quando Bruno encontra o bebê no lixo, ele diz: “Deus me deu uma nova chance!”. Já no segundo capítulo, sem saber que é mãe de Paula, Paloma “sente” uma forte ligação com a menina.

Na quinta-feira, em dúvida se fugia com Ninho (Juliano Cazarré), o namorado irresponsável, ou se permanecia com a família, Paloma ouviu o conselho de uma beata na rua, que diz: “Você está triste, não? Pergunta pra Deus, abra seu coração. Deus nunca falha.” Paloma, então, evoca Deus e pede “inspiração”. Na sequência, ela procura Ninho para dizer que não vai fugir com ele.

“Amor à Vida” produziu a certeza, ao final da primeira semana, que estamos longe dos problemas vistos em “Salve Jorge”. Mas, entre ousadias e bizarrices, e muitas influências, a novela corre o risco de gerar  uma espécie de X-Tudo, um sanduíche com tantos ingredientes que mal se percebe o seu gosto.

Uma versão mais enxuta deste texto foi publicada aqui, no UOL Televisão.


É preciso elogiar a coragem de Gloria Perez no Twitter
Comentários Comente

Mauricio Stycer

“Salve Jorge” foi um desastre, mas seria injusto não reconhecer que Gloria Perez, ao longo de toda novela, teve uma atuação pública corajosa, especialmente no Twitter. A autora não fugiu de quase nenhuma discussão, defendeu sua novela com unhas e dentes, se expôs aos mais variados constrangimentos e, não menos importante, esclareceu vários erros e furos da trama.

Silvio de Abreu, Gilberto Braga e João Emanuel Carneiro, simplesmente, não dialogam com o público via redes sociais. Walcyr Carrasco vê o Twitter como ferramenta para reproduzir elogios e bajulações. Aguinaldo Silva, durante a exibição de “Fina Estampa”, recorria à sua conta para se vangloriar da audiência da novela e para promovê-la.

Pensando na postura destes autores da Globo, Gloria Perez teve um comportamento admirável. Discutiu com espectadores anônimos, corrigiu informações, acusou blogueiros de ganharem dinheiro para falar mal da novela (“troll pago”, disse) e enxergou um “bonde do recalque”, formado por gente supostamente orientada a criticar “Salve Jorge”.

Tanta exposição, é verdade, tem um preço. A autora de “Salve Jorge”, muitas vezes, flertou com o ridículo. Gloria apostou em confronto quando uma boa conversa talvez fosse suficiente. Viu conspiração onde só havia decepção. E não se deu conta de que, se expondo tanto, acabou colaborando para a diversão de quem entendeu, nos últimos meses, que a melhor maneira de acompanhar a novela era rindo dela.


Globo reexibirá “Avenida Brasil” na última semana de “Salve Jorge”
Comentários Comente

Mauricio Stycer

O “Vídeo Show” começa a exibir, a partir da próxima segunda-feira (13), uma versão resumida de “Avenida Brasil”. Era natural que isso ocorresse mais cedo ou mais tarde. Desde o ano passado, o programa tem exibido versões resumidas de novelas de sucesso dentro do quadro “Novelão”. Três detalhes, porém, chamam a atenção.

1. Nenhuma novela tão fresca na memória do público foi objeto deste tipo de homenagem. “Avenida Brasil” terminou em 19 de outubro de 2012, há menos de sete meses.

2. O resumo de “Avenida Brasil” será exibido ao longo de três semanas, segundo informou a emissora. Normalmente, o “Novelão” dura apenas duas. Ou seja, na expectativa de alavancar a própria audiência, o “Vídeo Show” vai fazer um resumo não tão resumido assim do sucesso de João Emanuel Carneiro.

3. Os primeiros cinco episódios do resumo de “Avenida Brasil” no “Vídeo Show” vão coincidir com os últimos cinco capítulos de “Salve Jorge”. A novela de João Emanuel, tudo indica, voltará a ser comentada na mídia justamente quando todas as atenções deveriam estar focadas no fim da trama de Gloria Perez. Diferentemente do que ocorreu em outubro de 2012, quando pediu que programas da casa parassem de falar sobre “Avenida Brasil” para se concentrar em “Salve Jorge”, a Globo, aparentemente, não vê motivos hoje para se preocupar com esta “competição”.


Mordomo é personagem quase obrigatório na novela das 21h
Comentários Comente

Mauricio Stycer

Das últimas cinco novelas das 21h, só uma, “Avenida Brasil”, não teve um mordomo como personagem. Ponto para João Emanuel Carneiro por não recorrer, desta vez, a um clichê tão batido e sem respaldo na realidade brasileira.

Em “Salve Jorge”, a mais recente, Gloria Perez apresenta Thompson (Odilon Wagner), que serve a Leonor (Nicete Bruno). Pelos seus comentários e trejeitos, o personagem segue o perfil de quase todos os mordomos de novela: gay, afetado, saudoso do passado, infeliz com a vulgaridade do presente.

“Fina Estampa”, a novela que antecedeu “Avenida Brasil”, celebrizou Marcelo Serrado como Crô. O sucesso do personagem criado por Aguinaldo Silva foi tão grande que cogitou-se até criar um seriado ou um filme para o mordomo.

Em “Insensato Coração”, Gilberto Braga e Ricardo Linhares não criaram um mordomo tão carismático quanto o Eugênio (Sergio Marmberti) de “Vale Tudo”, mas insistiram no personagem com Isidoro (Antonio Fragoso), que trabalhava para Vitória Drumond (Nathalia Timberg).

Já em Passione, coube ao ator Julio Andrade viver o mordomo Arthurzinho, fiel escudeiro e cúmplice de Stela (Maitê Proença), a insaciável patroa, que traia o marido com garotões.

Olhando um pouco mais para trás, “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, e “Caminho das Índias”, de Gloria Perez, não tiveram mordomos em papéis importantes. Mas a novela que veio antes destas, “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, somou às estatísticas o mordomo Silveirinha (Ary Fontoura).

Por que será que os autores de novela têm obsessão por um clichê tão gasto?


O poder de uma risadinha
Comentários Comente

Mauricio Stycer

Nem Nilo, nem José de Abreu, nem “Avenida Brasil”. O que ficou registrado no Twitter, na lista dos assuntos mais comentados na noite de terça-feira (16/10), foi a risadinha do personagem, que morreu envenenado no final do capítulo.

Os usuários do Twitter se despediram de Nilo escrevendo “#RIPhihihi”. Para quem não está acostumado com o vocabulário, “RIP” significa “rest in peace”, ou seja, descanse em paz.

José de Abreu construiu um personagem de antologia. Em especial, conseguiu um grande feito com esta risadinha. Em maio, dois meses depois da estreia da novela, ele contou ao UOL: “No inicio, havia até dúvidas se ele (Nilo) poderia ser aceito. Aceito a ponto de não ser eliminado da trama por ser muito pesado.” O ator revelou então como nasceu aquela que viria a ser a marca do personagem:

Logo no início, eu tive uma cena com a Vera Holtz, em que eu dizia que a Lucinda estava criando uma cobra dentro de casa. Acho que era o Batata. Eu falava: “Você deve estar com saudades de uma cobra”. Tinha um duplo sentido na frase. Eu logo imaginei que ela teve algo no passado com o Nilo. Aí eu soltei uma risada e apareceu aquele “hi-hi-hi”. Aquela risadinha não sei da onde que saiu… E ficou. Isso já dá uma outra coisa, mais para a comédia.

A entrevista com Abreu pode ser lida aqui. Aproveito para me penitenciar publicamente por uma omissão. No texto que publiquei domingo (14/10) na “Folha”, intitulado “Chupa, Carminha!”, falo dos atores que mais me impressionaram em “Avenida Brasil” e, inexplicavelmente, não mencionei  José de Abreu. Seu nome deveria estar ali.


Embrulhando peixe com jornal
Comentários Comente

Mauricio Stycer

“Jornal da véspera só serve pra embrulhar peixe”. Essa é uma das famosas frases que sintetizam o cotidiano do jornalista. Ou seja, o trabalho começa diariamente do zero – a matéria publicada ontem não interesse mais a ninguém hoje. Nesta terça-feira (9/10), “Avenida Brasil” subverteu a lição. O peixeiro da empregada de Leandro e Suelen embrulhou o peixe com o jornal do próprio dia. A “liberdade” serviu para o jogador descobrir a traição da Maria Chuteira, mas pode ter sido uma “mensagem” do autor, João Emanuel Carneiro, sobre a utilidade do jornalismo de fofocas ou do próprio jornal, de uma maneira geral.


Detetive Vê TV: Até a publicidade ri dos absurdos de “Avenida Brasil”
Comentários Comente

Mauricio Stycer

Este pequeno anúncio, de um quarto de página, foi publicado na edição de sábado (22/9) da “Folha”. Fez alusão, para quem assiste “Avenida Brasil”, a um dos mais grosseiros buracos na trama – a tal história das fotos de Nina, cujas cópias Carminha conseguiu roubar.

O chamado anúncio de oportunidade vai na onda da reclamação de muitos espectadores, inconformados com o fato de que Nina, esperta e bem informada,  não tenha guardado as provas do adultério da vilã em um pen drive ou em um site qualquer.

Além da publicidade da rede de supermercados, o vacilo em “Avenida Brasil” também gerou uma campanha no Facebook, intitulada “Um pen drive para Nina”.

Objeto de piada geral, o furo na trama foi justificado pelo autor, João Emanuel Carneiro, como “liberdade” da ficção.

 


Tufão lê Kafka, Flaubert, Machado de Assis, Dostoievski e não aprende nada
Comentários Comente

Mauricio Stycer

Uma das ótimas sacadas de “Avenida Brasil” foi fazer uma espécie de merchandising social, promovendo clássicos da literatura por meio de dois personagens centrais da trama.

Interessada em abrir os olhos de Tufão para as maldades de Carminha, Nina presenteou o patrão com uma série de livros. Ele não apenas se interessou, como incorporou o  hábito da leitura à sua rotina.

O ex-jogador de futebol leu “A Metamorfose”, de Kafka, “A Interpretação dos Sonhos”, de Freud, “Madame Bovary”, de Flaubert, “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, “O Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, e desde o capítulo desta sexta-feira (21/9)  está lendo “O Idiota”, de Dostoievski.

O que chegou a parecer uma boa propaganda para a literatura de qualidade, hoje pode ser visto de outra forma. O herói da novela leu todos estes livros e continua tão idiota quanto no primeiro capítulo. Será que a solução é ver novela?